Fashion And Diamonds.
13 Capítulo 12 - Kiss and Talk.
Notas iniciais
Muito obrigada por todas as reviews nesse último cap! Vocês são incríveis, me deixam super animada, e melhoram demais meu dia!
Obrigada a todos que leram "As Treze Relíquias" e deixaram suas opiniões também! Fiquei muito feliz com o apoio.
Bem, espero que todos gostem deste cap, é definitivamente, mais um marco da nossa história.
Um beijo pra todos!
Boa leitura!
Eu voltei pro quarto usando apenas minha cueca boxer preta. Droga, como eu esquecera de pegar o resto das minhas roupas? Certamente, Edmure estava fazendo mal pro meu raciocínio.
Eu o encarei, sentindo minhas faces corarem. Ele estava sentado na beira da cama, encarando as próprias mãos, pensativo. Caramba, como eu devia agir? Tanta coisa pra resolver, tanta coisa pra dizer, e uma roupa para vestir. Minha mente estava meio letárgica com os últimos acontecimentos. Ele estava ali, me encarando com aqueles olhos violetas e sérios, totalmente misterioso. Eu daria toda a minha coleção da Armani pra saber o que se passava dentro daquela cabecinha, e todo meu closet para ter certeza do que se passava na minha.
Merda, eu tinha beijado ele. De novo.
Não sabia explicar bem porque. Eu simplesmente fiz, sem controle e sem noção das minhas atitudes. Eu o beijara, e agora não sabia como reagir, porque droga, eu queria beijá-lo de novo.
Bosta, bosta e bosta, por que?
— Esqueci minhas roupas. — Disse, sem ter mais o que dizer, mas não me movi em direção ao closet. Talvez ele me batesse naquele momento. Talvez fosse embora. No mínimo faria alguma piadinha idiota por eu ter esquecido as roupas. Por todas as possibilidades, me mantive parado na porta, esperando sua reação. Ah, quanta confusão, eu queria um cigarro.
Edmure se manteve impassível, me olhando, mas se levantou da cama, sem se aproximar.
— Tudo bem. Eu preciso escovar os dentes também. — Falou, e começou a se dirigir ao banheiro. Me perguntei se ele tinha uma escova de dentes, mas a resposta foi automática quando ele puxou uma daquelas portáteis do bolso. Devia ser por isso que seu hálito era sempre fresco.
Assenti com a cabeça, sem encontrar mais palavras, e fui pro meu closet sem olhar novamente pra ele. Entrando no aposento repleto de roupas, e ouvindo a porta do banheiro ser fechada atrás de mim, soltei um suspiro e apertei meu olhos.
O que eu ia dizer, se nem eu entendia o que se passava? Que ele mexia comigo, e por isso eu o beijei? Que ele me irritava, era chato e mala, mas eu ainda sentia atração por ele?
É, nessa altura do campeonato eu tenho de admitir que eu sinto atração por ele, por mais que eu não me achasse homossexual. Ainda.
Rapidamente, escolhi um conjunto de roupas: uma bermuda leve da Nike, e uma camiseta da Hardy Amies, uma grife francesa. Me vesti rapidamente, e suspirei, me sentando no chão encarpetado do closet.
Precisava explicar o que eu sentia pro Edmure. Mais que isso, precisava entender o que eu sentia. E isso estava me matando. Eu gostava dele. Era um amigo incrível, divertido, leal. Apesar de ser irritante e mala, eu sabia que gostava até mesmo disso nele. Quando ele me provocava com seu sorriso debochado e eu ficava vermelho, quando ele me xingava e me deixava envergonhado. Podia me irritar na hora, mas quando eu não o via, sentia falta de tudo aquilo.
Além disso, ele era uma pessoa incrível. Sempre disposta a conversar, carinhosa e atenciosa. Eu percebia quando ele me olhava de modo protetor, quando me ajudava com tarefas que meu tamanho não permitia realizar, quando ele me via cabisbaixo e soltava uma piadinha que me arrancava o riso.
Eu gostava de Edmure como um todo. E por mais que eu negasse, e raios, que vergonha admitir isso agora, eu gostava quando ele me abraçava de modo provocador, me agarrava quando eu estava distraído — me fazendo soltar exclamações irritadas— e eu gostava do seu maldito, doce e encantador beijo.
Maldito fosse por beijar tão bem. Maldito fosse por ter aqueles músculos enormes e atraentes, aqueles olhos violetas profundo e aquela maldita boca linda.
Suspirei novamente, pensando em tudo aquilo num raio, e finalmente tendo a minha resposta.
Eu gostava de Edmure. Eu estava... apaixonado? Bom, estava. Provavelmente.
E isso queria dizer que eu era gay. Porra.
Ouvi quando ele abriu a porta do banheiro novamente, e me levantei de um salto. Respirei profundamente, a nova concepção sobre minha orientação sexual fazendo minha mente girar.
Eu não queria estar apaixonado por Edmure Prey. Não queria estar apaixonado por homem nenhum. Mas quando voltei pro quarto e o vi, sentado novamente na cama com um olhar de expectativa na minha direção, tive a certeza de que estava. Mas estava determinado a não dizer nada.
Edmure era hetero, eu sabia disso. Por mais que ele me provocasse, tudo não passava de brincadeiras, e eu sabia que se afastasse o garoto de minha mente, acabaria esquecendo aquela loucura. E estava determinado a fazer aquilo. Por mais que ele tenha retribuído meus beijos, ele provavelmente estava arrependido.
— Oi. — Falei, sem encontrar nenhuma outra palavra. Ele me encarou com a expressão desconfiada.
— Oi. — Respondeu, erguendo uma sobrancelha, e movendo as mãos, sem jeito. Atravessei o quarto rapidamente, pegando meu maço de cigarros sobre a mesa de cabeceira, e acendendo uma unidade, sob o olhar vigiante do gigante. Meu coração estava disparado, e quando traguei pela primeira vez a nicotina, soube que era hora de falar.
— Olha, Edmure... — Comecei, sem nenhum jeito, e percebi que o cigarro tremia em meus dedos. Forcei os músculos a pararem, e quando tomei coragem pra continuar, ele me interrompeu.
— Senta. — Sua voz disse, e eu o encarei. Ele continuava sério, mas seu pedido era num tom doce e educado.
— Como é? — Perguntei, confuso, e ele gesticulou para a cama.
— Senta do meu lado. — Falou, e eu senti meu peito esquentar novamente, vendo uma sinceridade em seu olhar, que me passou confiança. Ele não ia me matar, pelo menos não ainda. Quando obedeci, ele se virou para mim, e percebi que ele também estava nervoso. Seus olhos violetas me encaravam com uma pitada de expectativa e nervosismo. Deus, ele era muito bonito. — Cotter, eu pensei. — Falou com simplicidade, e eu assenti.
Agora, finalmente, ia começar o assunto.
— Edmure... — Comecei. Senti que tinha de começar, era obrigação minha. — Eu sinto muito por isso. Eu não sei o que aconteceu comigo... — Traguei o cigarro, e ele continuou a me encarar, incentivando que eu continuasse. Fiquei sem graça e desviei meus olhos para o chão. — Desculpe por aquilo... Eu me descontrolei, não devia ter...
Antes de eu continuar, senti sua mão em meu rosto, e todo meu corpo pareceu ferver com o toque. Delicadamente, ele ergueu meu rosto novamente, me fazendo encarar seus orbes violetas e sérios. Por alguns segundos, apenas me encarou, sem nenhuma palavra.
— Pare de se desculpar. — Falou, num tom sério, ainda segurando meu rosto com a mão grande.— Você não fez nada de errado. Eu que comecei também, te agarrando. E eu retribui.
Senti um suspiro cansado escapar de meus lábios involuntariamente.
— Edmure... — Comecei, e por algum motivo, merda, eu senti que tremia inteiro. Minha mente perdeu toda a linha de raciocínio, e eu me peguei mais confuso que nunca, meu peito doía, e minha respiração ficou descompassada. — Droga, eu tô tão confuso... — Acabei por deixar escapar, num tom baixo e lamurioso.
As mãos de Edmure envolveram meu rosto de forma carinhosa, e eu soltei uma pequena lamúria, tentando me afastar dele, mas ele me segurou firmemente, me encarando com uma expressão de solidariedade.
— Cotter, eu também estou confuso tá? — Ele falou, e soltou um suspiro cansado. Percebi que ele estava tão mal quanto eu. — Eu não sei o que está acontecendo, eu só... Olha, eu não sei. É só complicado. — Edmure abaixou suas mãos.
Ficamos em silêncio por alguns segundos. Terminei meu cigarro, sem encontrar palavras para continuar. Por fim, tomei coragem.
— Edmure... — Falei, e meu peito parecia doer. A palavras saíam arranhando minha garganta, e ele voltara seus olhos para mim. Mantive minha cabeça voltada pro tapete vermelho que enfeitava meu quarto. — Eu gosto de você. Gosto de ficar com você, gosto de conversar com você e te irritar, gosto quando você me... — Travei nesse instante, mas suspirei, deixando fluir tudo o que eu pensava naquele instante, sem me preocupar com as porcarias que ele podia estar pensando. — Quando você me abraça e me provoca... — Completei, e movi minhas mãos nervosamente.
Senti as mãos dele puxarem meu rosto antes que eu pudesse reagir. Ele me encarava, os olhos violetas me encarando, profundos, brilhantes, bonitos. Edmure se aproximou do meu rosto.
— Eu também gosto de você. — Falou, sua voz grossa retumbando nos meus ouvidos. Eu estava paralisado em suas mãos. — Não sei como, mas eu gosto. Desde antes de tudo, desde a nossa trégua. Droga Cotter, eu não quero ser gay. — Disse, exasperado, desviando seus olhos do meu e soltando meu rosto, apertando seu próprio novamente. Me surpreendi com ele dizendo aquilo. Então ele gostava de mim. Meu peito ferveu como nunca, e era incrivelmente bom apesar de tudo.— Mas sei lá, eu não consigo me segurar.
— Não foi culpa sua. — Eu disse, colocando minha mão gentilmente sobre sua perna rígida. — Eu que... te beijei. — Sussurrei a última palavra. Ele se levantou, balançando a cabeça.
— Nada. Eu comecei a provocar. E também retribui. Não sei... — Ele suspirou, e me encarou novamente. Puxei minha mão de sua perna. — Droga.
Desviei meus olhos pro chão novamente, e suspirei, cansado. Minha mente parecia travada agora, sem nada pra dizer, sem ter como sair dali. Esperei surgir algo em minha mente por um instante.
— Acho que nós... precisamos pensar mais. Esperar mais. Isso é só uma bobeira adolescente, alguma besteira e...
Antes que eu terminasse, ele ergueu meu rosto para o seu pela terceira vez, me encarando diretamente. Dessa vez, seus olhos tinham uma determinação férrea, que me surpreenderam. Senti minha respiração falhar. Ele desceu os olhos pros meus lábios, e voltou a me encarar por um instante que pareceu longo, e me deixou sem palavras. Parecia pensativo.
— Foda-se. — Sussurrou, e num avanço repentino tomou meus lábios nos seus.
O beijo me deixou automaticamente sem ação. Respirei em surpresa, sentindo suas mãos fortes segurando meu rosto, e coloquei minhas mãos em seu peito, perdendo o ar. Fechei meus olhos ao vê-lo fazer o mesmo. Ele abriu ligeiramente a boca, e eu a invadi, dando espaço entre meus lábios pra ele fazer o mesmo. Sua língua entrou em contato com a minha, com um desejo maior que as outras vezes, me deixando mais sem ar, e começando a explorar minha boca. Inclinei minha cabeça, soltando um suspiro nasalado, e retribuí o beijo, subindo minhas mãos para sua nuca. Ele me puxou mais para perto, e aumentou a intensidade do contato, descendo uma das mãos para minha cintura e apertando, colocando a outra na minha nuca e puxando meus cabelos com delicadeza, arrancando um gemido contido de meus lábios.
Era um beijo mais intenso que os outros, com mais desejo e energia. Afastei nossos lábios levemente para respirar, e senti que queimava, ruborizado. Apertei minha mão no tecido da sua camisa, voltando a colar nossos lábios com um gemido baixo, e com mais intensidade. Edmure me apertou firmemente na cintura e afagou meu rosto com um polegar, fazendo um arrepio subir por meu corpo. Droga, era o beijo dele, aquele beijo que me controlava, com gosto de pasta de dente devido a escovação recente. Respirei profundamente, sentindo o cheiro de seu perfume adentrar minhas narinas, e estremeci, enquanto ele acariciava minha cintura.
— Edmure... — Eu sussurrei baixo, separando nossos lábios por um instante, tentando interromper o ato, mas ele investiu novamente contra mim, novamente acabando com meu raciocínio, e aproximando nossos corpos. Minha mão desceu automática para seu abdômen, sentindo os músculos treinados pela academia, enquanto minha outra mão se agarrava firme em seus fios escuros.
— Cala a boca Cotter. — Dessa vez ele separou nossos lábios, e depois mordeu meu lábio inferior, puxando-o de uma forma que me deixou excitado. Percebi que já estava duro, e quando eles desceu uma mão pro meu abdômen, estremeci.
Minhas mãos pareciam ter vida própria. Agarrei seu pescoço com as duas, e um desejo incontrolável tomou conta de mim, fazendo eu me esticar para beijá-lo mais intensamente. Eu queria aquilo. Eu queria Edmure, e eu estava com uma excitação inédita ali. Beijei-o intensamente, aumentando o ritmo, perdendo todo o controle. Ele abaixou sua mão para o meu quadril, apertando ali, mas sem exatamente apertar a minha bunda. Aquilo me deixou em fogo, e me senti encabulado com a situação. Passei uma mão por seu ombro forte, fui para seu braço apertando seu músculo rígido. Porra, o sonho que eu tivera mais cedo estava se realizando.
Após alguns minutos de beijo intenso, num movimento tão repentino quanto o que iniciara o beijo, ele se afastou, e foi como se eu perdesse uma parte de mim. Ofegante, o encarei, enquanto mantinha minhas mãos no lugar, uma em sua nuca, e outra no bíceps do braço que segurava meu quadril com intensidade. Ele apertou firmemente minha nuca, e eu arrepiei inteiro. Edmure também tinha a respiração descompassada.
Nos encaramos por longos instantes, daquele jeito, e minha mente estava vazia, apenas com desejo de voltar a beijá-lo e esquecer toda a merda que estava acontecendo ali. Esquecer que beijá-lo me tornava gay, que ele era a pessoa que eu mais odiava até alguns meses, e que aquilo certamente viraria nossas vidas ao avesso. Só queria beijar Edmure, e esquecer o resto do mundo.
— Porra. — Ele falou, ainda me encarando. Seus lábios estavam úmidos e vermelhos. — Não foi uma besteira de adolescente Cotter. Eu nunca ia beijar um cara por besteira.
Meu peito ferveu com aquelas palavras. O encarei em silêncio, enquanto ele aguardava alguma resposta minha. Sem saber o que dizer, apenas assenti, e me inclinei contra ele novamente, colando seus lábios aos meus num selinho, e sentindo meu corpo esquentar por inteiro, numa sensação boa. Quando me afastei, ele parecia surpreso.
— As coisas vão ficar estranhas então... — Sussurrei, desviando meus olhos dos seus, e afastando minhas mãos. Senti as mãos dele subirem pro meu rosto novamente, e me forçarem a encará-lo. E surpreendentemente, ele sorria.
— Uma droga que vão. — Falou, sorrindo, e se inclinou contra mim novamente, parando seu rosto bem próximo ao meu. — As coisas sempre foram estranhas entre a gente. Só deixa rolar, Cotter Storm.
E antes que eu pudesse dizer algo, ele me beijou novamente, dessa vez de forma lenta e carinhosa. E eu me vi retribuindo o beijo maravilhoso daquele rapaz.
Quer saber?
Eu ia escutar o Edmure pelo menos uma vez na vida.
Vou deixar rolar.
Notas finais
Deem suas opiniões, reclamações, e receitas de bolo!
Beijão da Hena!
Próximo cap, semana que vem!
Beeeeijos!
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