Fases

6 Yule e Álfablót


Festivais.

Só digo isso, eles são incríveis, há tanta fé, tanta devoção , simplesmente algo lindo. Mas as maiores datas foram perdidas ou recicladas como o Yule por exemplo, nos tempos mais atuais é chamado de Natal.

Ah o Yule, ele era o festival para comemorar o sólsisticio, era uma coisa linda, e os presentes e a comida também veio dali. Entretanto uns foram perdidos para sempre, como o Álfablót, um pequeno festival de cura e para os ancestrais que se perdeu completamente.

Conhecimentos como esses foram depurtados com o passar dos anos. No final festivais que eram sobre amor, fases e familia foram sendo vistos como rituais ruins.

Loki e Dionisio ultrapassaram muito bem as culturas e as mudanças com ao tempo, por que família é assim, elas superam tudo juntos, desde a pequenas mudanças de cultura até eventos catastróficos

—Papai Noel, me diga qual é o sentido de um homem invadir sua casa? Tudo isso é por presentes? Ui, que desespero- Zombou Loki

—Não foi a sua religião que fazia Odin colocar presentes nas botas dos nordicos? — Questionou Dionisio divertido

—Eles batalhavam por aqueles presentes, não zombe dos guerreios nórdicos Disse Loki seriamente

—Oh, ok, não vamos falar dos grandes guerreiros nórdicos que pulavam igual crianças por pequenos bonecos- Dionisio tinha um sorriso divertido

—Você não deveria ter dito isso criança- Disse perigosamente

Dionisio ao ver Loki se aproximar começou a correr.

—Deixa de gracinhas fídi- Disse rindo

—Eu vou parar quando você se arrepender de suas palavras insolentes drue- Falou conseguindo o pegar no colo e dando lhe cosquinhas

— Ok você ganhou, voce ganhou- Gargalhava Dionisio enquanto Loki ainda o segurava alegremente

—Um dia você ainda vai entender que eu sempre ganho drue- Sorriu presunçoso

— Sempre? Realmente? Por que eu me lembro de um Yule onde sua brincadeira o atingiu- Disse o deus do vinho divertido

— Bem, o passado fica no passado- Sorriu constrangido

—Acho que não querido, lembro que você estava irritado por que eles estavam so rezando para Thor e você quis dar uma lição neles...

Era um dos invernos mais frios que aquele povo já tinha passado, mas era solstício! Isso significava um grande festival! Muita comida, presentes e orações.

A maioria estava orando para Odin, Thor ou Frigga, e esse pequeno detalhe chateou Loki, ele sempre ajudava esse povo, fazia com que maldições não caissem neles e era assim que eles retribuíam? Ah, mas ele não ia deixar assim.

— Por que estamos no festival Yule? Um deus grego não deveria estar aqui, isso vai dar merda- Sensatamente o jovem deus disse.

— Eles me desonraram! Estão ai orando para aquelas asgardianos e me esqueceram! Já que me esqueceram, vou lembrar a eles quem é o deus da travessura- Um indignado Loki grita.

— Ok, eu acho. O que vamos fazer com esses pequenos mortais desavisados? — Dionisio perguntou ja resignado

— Nada de mais, só vou jogar uma gosma bem fedida e grudenta neles, vai ser tão divertido- Disse Loki rindo animado

— Você é pior que criança — Dionisio falou sorrindo carinhosamente

Ambas as divindades arrumaram tudo para a gosma cair na hora que todos estivessem perto da fogueira, entretanto bem momento em que a travessura ia acontecer Loki pensou ter visto Thor e em desespero empurrou Dioniso para trás da pedra e acabou caindo na direção da fogueira bem na hora em que a gosma caia, e naquele momento tínhamos um povo gritando de raiva, um deus extremamente irado e outro deus rindo historicamente.

— Oh, por todos os deuses existentes — Dionisio não parava de rir

— Cale a boca drue- Disse Loki chateado, ele estava melecado e fedendo e seu drue não parava de rir dele.

— Desculpe querido- Dionisio continuava rindo — Essa com toda a certeza foi a sua melhor pegadinha.

O deus do vinho ajudou o deus da trapaça a se banhar e tirar toda aquela gosma. Já limpos ambos foram para o topo de uma pequena montanha do vilarejo olhando as estrelas.

— É incrível como você consegue melhorar o meu dia sem nem tentar

— Que bom que esse humilde deus é útil a tin- Sorriu Loki

E eles só ficaram deslumbrando aquele magnifico céu.

— Aquele foi um Yule inesquecível O deus do vinho falou sorrindo

— Todo lugar que tem você fica inesquecível drue- Constatou o deus da trapaça — Lembra do Álfablót? Voce parecia uma criança curiosa, tão fofo...

Era uma linda primavera. Primavera significa plantas prontas para serem colhidas e isso significa plantas para remédios, a cura de muitos doentes depois de um inverno tão rigoroso, significava vida.

O Álfablót era o festival da cura, dos ancestrais, era para aqueles que foram curados e curaram antes deles, era um festival que transbordava amor e respeito.

Dionisio já tinha visto muitos festivais, mas a maioria deles era para os deuses, esse era para os mortais que morreram, era para as plantas, seria legal ver uma fesra que não era somente sobre benefício próprio.

— Isso é lindo fídi! Deuses que perfeição- Disse maravilhado

— Que bom que gosta drue- Falou Loki olhando Dionisio amorosamente

— É impossível não gostar de algo tão lindo, a sensação aqui é tão boa, uma paz- O deus do vinho estava maravilhado

— É um festival de cura e as energias das pessoas juntamente com a fé delas faz coisas incríveis, nesse festival as energias meio que tomam vida e curam tudo nas pessoas, deixa a mente mais limpa por isso a sensação de paz. — Explicou o deus da trapaça

— Incrível- Maravilhado era que Dionisio estava.

Eles observaram os aldeãos arrumarem o festival, cantando antigas cantigas e decorando toda a aldeia. Depois do ritual e de dar as oferendas para seus antepassados o povo se reuniu para dançar e comer. Dionisio ficou ainda mais encantado com a música e dança, ele não era o deus do teatro atoa, e por achar aquilo tão bonito ele resolveu dar um presente para a pequena aldeia nórdica.

— Você não fes isso drue! Não pode simplesmente dar vinho para um povo que não está acostumado a isso! Eles vão ficar bêbados muito rápido Dionisio!- Loki gritou preocupado

— Eles vão ficar bem- Falou Dionisio rindo ao ver os aldeões dançando totalmente embriagados- Eles vão se acostumar com o vinho, tenho certeza.

Ambos ainda ficaram lá observando nórdicos e as estrelas, algo comum no relacionamento deles era as estrelas, e ao irem embora Loki não percebeu pequenos ramos de videiras que cresceriam mesmo no frio, um pequeno presente por serem, bem serem eles mesmos.

—Você deu a eles vinho, um deus grego deu algo a nórdicos, me diga algo mais inesquecível e falhe vergonhosamente- Sorriu divertido

—Um deus grego e outro nordico passando o dito Natal juntos ?- Sorriu de lado

—Eu te odeio- Um emburrado Loki disse

—Nha, todos sabem que me ama, mas então, isso é o natal? O Yule era mais divertido- O pequeno deus estava emburrado

—Podemos fazer ele ficar divertido- O deus da trapaça sorriu maliciosamente

—Ideias? — Sorriu abertamente Dionisio

—Vinho- O deus do vinho bateu palmas animado-...uma comida boa, um manto e irmos para uma montanha ver as estrelas e agradecer o solsticio

—Parece adorável Disse o deus do vilho com um sorriso amoroso

Eles apareceram em uma montanha pequena mas que tinha uma visão privilegiada do céu, colocaram o manto no chão e se sentaram bebendo um bom vinho.

—Sempre acabamos vendo o céu ?- Indagou Dionisio

—Acho que é a nossa sina- Loki falou sorrindo deslumbrantemente

—É uma excelente sina- Disse Dionisio rindo

Eles deram a mão observaram as estrelas e as constelações que formavam, e passaram um natal glorioso.

A cada ano desde que se conheceram eles passaram festivais juntos, as festas mudaram, mas eles não. Eles superaram essas pequenas barreiras, continuaram a se ver e comemorar, bebiam e se amavam, viam as estrelas e conversavam.

Não me canso de dizer que eles são a coisa mais pura que eu já vi, foi com eles que eu percebi que da pra ultrapassar tudo, você até pode precisar de um molejo, uma rebolada mas tem como passar por isso, eles nunca desistiram, mesmo quando a coisa estava realmente ruim, e a cada barreira ultrapassada o amor e a confiança deles crescia.

E em cada um desses momentos o céu foi testemunha, ele testemunhou sua devoção, seu choro, sua dor, sua alegria e tristeza, mas acima de tudo , ele testemunhou o imparável e inesquecível amor entre um deus do vinho e um deus da trapaça.