Fascination
1 See The Stars Tonight (Seriously)
Notas iniciais
ps: Comentem!
ps 2: Aqui vai, ;)
Ela havia sido abençoada naquela noite. Tinha certeza de que o Grande Senhor, mesmo que não soubesse quem era, a havia abençoado. Olhando o céu nada poderia ser mais perfeito: O menino, que ela gostava e ela haviam tido uma conversa ótima.
Nada podia correr melhor.Mas ela foi surpreendida.
Quando chegava em casa pelas 9 horas da noite olhou para a grande maravilha azul escura, o Céu, e encontrou algo mais magnífico do que esperava: Haviam milhares de estrelas, muito mais que o normal.
A menina estava encantada, maravilhada. O céu estava negro, como nunca vira antes, e estava cheio daqueles pontinhos prateados que portavam parte de sua esperança.
Logo ela achou o Cruzeiro e o Cinturão de Órion, não poderia estar mais feliz. A alegria e a paz que sentia nesse momento eram enormes, ela estava a ponto de chorar. A noite estava majestosa, quase conseguia ver a poeira cósmica.
O sonho da garotinha não era dos mais comuns: ela queria ver as estrelas sem aquela poluição no céu, sem as luzes que impediam as lindas bolas celestes de brilharem na negritude da noite. Ela queria ver o céu como os antigos viam!
Olhou mais uma vez para a perfeição da noite.
Pensava que as estrelas já podiam ter se apagado, mas que a luz delas ia continuar chegando, até terminar. E se um dia ela não visse a estrela que diferenciava o Cruzeiro das outras cruzes?
Então ela foi para o quarto e se sentou no parapeito da janela, afastando de si o pensamento que a atormentava.
Tudo que ela queria era ver o céu com suas milhares de estrelas e a grande Lua! Assim lembrou-se de suas lendas preferidas: Os deuses egípcios!
Se as lendas estivessem corretas o céu era o espelho do Nilo e a grande mãe, Hátor, trilhava o caminho que o Grande Amon Rá deveria seguir para derrotar, novamente, como fazia todas as noites, a serpente do Caos: Apófis. A deusa das estrelas era a mãe de Osíris, Íris, Set, Néftis e, em algumas versões, Hórus. A senhora da noite era Nut, a amada de Geb, que era o deus da terra. Por ter seus filhos, que iriam acabar com o reinado do Grande Amon Rá, ela foi obrigada a manter distancia do seu amor, e vice-versa. Nut e Geb nunca mais se viram, mas o amor continuava.
A garotinha adorava essas lendas, mas ninguém a entendia, sem ser o menino, de quem gostava. Melhores amigos que tinham muito em comum, eles se entendiam. Na noite em que descobriram ser parecidos, ela ficou feliz como nunca. Se sentia quase em paz, que era o que queria. Agora tinha com quem conversar e saber que não seria julgada, e sim compreendida. Havia perdido a conta de quantas vezes pedira as estrelas que encontrasse alguém assim.
Desde então só agradecia. Agradecia por estar viva e ter alguém. Por poder ver o céu, sentir o Sol, entrar no Mar. Tudo, agradecia por tudo. E naquele momento, tudo o que fazia sem ser agradecer, era desejar que o menino estivesse ali. O menino que a fazia estar em Paz completa.
Notas finais
Críticas, como eu disse, são bem vindas. Elas fazem o escritor crescer, sendo boas ou ruins!
Boa noite, e não se esqueçam, vejam o céu! As estrelas brilham!
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