Farplane

2 Capitulo I - O Início


Em 1489 foi dito por todos os cantos de Vindentrel que em breve a grande abençoada estaria chegando a Daath e que o mundo iria atingir um novo rumo ao progresso e na paz, assim eram as palavras vindas dos servos dos deuses, os Nu Mou's. Muito distante de Daath em uma pequena vila, conhecida por Erindel, três crianças estavam sentados perto do lago observando o por do sol silenciosamente.

– Está na hora de se despedir dessa cidade. — Dizia o menino, ele tinha cabelos um pouco grandes que passavam um pouco do pescoço, vestia uma calça jeans e uma blusa preta e tinha olhos vermelhos, tão vermelhos quanto sangue.

– Podíamos ficar um pouco mais não é, Rass? — A menina que falava tinha olhos azuis marinhos, cabelos compridos e vestia uma saia preta com uma blusa azul.

– Se depender de você Shiori, vamos ficar aqui a noite toda — A menina se levantava enquanto falava, ela vestia um vestido longo branco com detalhes de rosas neles seus cabelos longos com um tom de castanho com um brilho que muitos diziam não ser desse mundo e com olhos verdes claros.

– Não podemos ficar aqui para sempre. — Dizia Rass.

– Estraga prazeres como sempre. — Respondia Shiori.

– Vocês... Vão se despedir de mim não é? — Perguntava Melody já de pé.

– Claro. — Respondiam Rass e Shiori em unison e se levantando.

As crianças andavam calmamente para voltar para suas casas um futuro difícil esperava cada um deles especialmente para Melody, como dizia Rass, ela nascerá sobre uma grande maldição. Ao nascer do sol Rass já se encontrava de pé, na verdade mal havia dormido aquela noite, e cansado de esperar já ia em direção ao ponto de encontro.

Não demorou muito tempo para que Shiori chegasse e os dois ficaram a conversar baixinho sobre o que lhes esperava sobre o que iriam fazer e principalmente o quão rápido iriam fazer aquilo. As crianças pararam de conversar quando viram Melody se aproximando junto de uma criatura pequena coberta de pelos brancos, o jovem Rass logo fechara a cara não gostava daquele Nu Mou já que fora ele que iria mudar tudo.

– Achei que vocês chegariam mais tarde. — Rass falava rispidamente.

– Eu não consegui dormir por isso resolvi andar um pouco e acabei encontrando Godfrey na frente da minha casa. — Dizia Melody com uma cara triste.

– Agora que a senhorita despertou é melhor irmos logo. — O Nu Mou tinha uma voz levemente rouca, porém, com um tom profundo e sereno.

– Até onde eu lembro bode ainda vai levar algumas horas para ela ir.

– Hahaha... Tem razão moleque, creio que não haverá complicações em deixa-la com vocês, apesar de tudo se eu ouvi bem isso irá se tornar normal. Fique seguro minha senhora. — Godfrey ia se retirando do local lentamente rindo da expressão de raiva de Rass.

– Por que você tinha ser a sacerdotisa Melody? Porque dentre todas as pessoas você tinha que ser a abençoada dos deuses. — Perguntava Rass.

– Ei Rass chega, olhe para a cara da Melody, você sabe que isso é tão difícil para ela quanto para nós. — Falava Shiori brava.

– É por isso que eu vou para Balamd.

– Nós você quer dizer né Rass.

– E eu vou virar a comandante da cidade da fé.

– Nós vamos estar lá com você, seremos os seus guardiões prometemos não é Rass?

– Sim, desde que eu cheguei nessa vila tem sido sempre assim e vai ser sempre assim.

As crianças passaram mais algumas horas conversando e rindo até que o Nu Mou retornou acompanhando de um guarda da igreja, os amigos se despediram da amiga e ficaram a esperar o transporte que iria leva-los para Balamb e assim cumprir a promessa.