Far Limit
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Pov’s Harry
Nojo... Sentia-me um nojo, dias, semanas, meses, anos apenas na base de água fria no corpo, precisa sair dali a qualquer momento. Nessa tal “sala do inferno” havia apenas uma pequena luz que só conseguia enxergar aqueles bichos que convivem todos os dias comigo. “Saudade da minha mãe, do conforto que era a casa dela, saudades da Gemma.”-Penso.
[...]
Noite, lembro até hoje o quanto eu saía para me divertir com os amigos, agora, noite se resume em apenas uma palavra: Saudade. Saudade de absolutamente tudo. Nessa hora já era para ter recebido minha “comida”. Foi quando eu ouço umas vozes:
- Tom, espera antes de entregar comida para aquele idiota. –Disse o chefe, pelo visto, me chamavam de idiota nesse lugar.
- Sim, mas senhor, o que pretende fazer com essa comida? –Ouço a voz de Tom soar pelo cativeiro.
-Lógico que pretendo. –respondeu sinicamente- vou colocar um ingrediente a mais nessa sopa, quem sabe ele deixa a gente em paz...
Olho para uma pequena fresta da porta se abrindo e um pote e um copo plástico no chão. Jantar. Era óbvio que não podia comer aquilo, o ‘chefe’ colocou alguma coisa para eu desmaiar. Foi aí que a pequena luz no teto iluminou uma minúscula parte da parede, onde os ratos entravam e saíam. Peguei o pote e aos poucos colocava a sopa com “ingrediente” a mais naquele lugarzinho. O caldo da sopa começou escorrer e tive que colocar parte da minha blusa ali para absorver.
Hora de dormir. Muitas coisas passam pela minha mente e penso em toda vida que eu tinha fora daqui. Sinto meus olhos cheios de lágrima. Para conseguir sair daqui, preciso ser forte.
[...]
Novo dia, ouço barulho de chuva, com certeza não adiantaria muito ficar feliz, mas apenas pelo fato de ainda continuar vivo, me sinto bem. Estava com frio, naquele cativeiro eles apenas me davam sopa e água, acho que estou doente.
Estava acostumado a me alimentar de dia, mas depois de tanto tempo preso ali, meu organismo já se acostumou também.
Pov’s Liam
Desde o último show eu não consigo mais falar com Harry? Onde está esse garoto? Ligo para o seu celular e nunca atende, por um lado fico preocupado, pois ele sempre atende o celular, até em horas “erradas”, mas por outro lado, ele deve estar curtindo essa folga entre shows. Apenas acho que devia acompanhá-lo até o hotel, afinal, eu me preocupo com meus amigos e bem, ele é o Harry, deve estar com alguma garota.
-Ei Liam! Conseguiu falar com Harry? Faz MUITO tempo que não nos vemos, não conversamos! Ele nem atende minhas ligações... –disse Louis dando ênfase no ‘muito’.
-Não Lou, estou me preocupando, ele não é desse jeito de passar dias, meses, anos sem falar conosco!
-Espero que ele esteja com Anne ou com alguma garota, não quero perder meu Haroldo. –nos momentos mais tensos, Louis consegue me fazer rir, mas sem graça, “Onde está Harry?”, penso.
Louis estava arrumando suas coisas e eu estava tentando ligar novamente para Harry...
Pov’s Carrie
Domingo de noite, os McCloskey resolvem fazer festa, não fui porque não estou muito na idade de ir a festas, afinal os estudos estão ligados à minha vida agora. O Sr. McCloskey é empresário da One Direction, são ótimos cantores e lindos, mas não sou totalmente fã.
Quase 3h da manhã e aquelas músicas atravessavam as paredes e as janelas do meu quarto, estava sozinha, afinal meus pais estavam nessa festa. Deitada na cama, lendo um livro, peguei no sono.
[...]
Segunda-feira eu acordei cedo. Reparei que dormi lendo, só eu mesmo... Coloco uma roupa e desci as escadas para tomar café. Quando chego na cozinha, logo vejo um pequeno bilhete escrito pelo Sr. Brandon, meu pai. Tento ler, com dificuldades, mas consegui ler. Estava escrito:
“Carrie, na hora que eu e sua mãe saímos de casa, o jornal ainda não estava no quintal, pegue-o quando o jornaleiro deixar no quintal! Tenha um bom dia filha.”
Estava indo em direção à geladeira e ouço um barulho no quintal, olho para fora e vejo o jornaleiro jogando o jornal no quintal. Como estava muito frio, coloquei meu casaco e fui buscar o jornal. O jornal estava embalado num plástico, típico.
Já dentro de casa, coloco as chaves e o plástico em cima da mesa da cozinha, estava horrorizada com a foto que estava na capa: um garoto morto! Mas quem era? No título da notícia estava escrito “Garoto pop perde vida em Londres”. Comecei a ler:
“Harry Styles, 18 anos, é visto morto numa rua parada de Londres, por enquanto nenhuma prova de como o jovem foi morto.......”
Não consegui ler, estava tremendo e de repente tudo ficou preto.
-Carrie! Filha acorda! –Aos poucos conseguia abrir os olhos e ver meu pai, será que ele sabe sobre Harry?!
-Pai! Você viu a notícia no jornal? HARRY! Você leu? –Perguntei quando tendo mais um desmaio.
-Sim, vou com os McCloskey apoiar a família do Harry... Pobre garoto, tão jovem! –Meu pai não conseguiu segurar uma lágrima, ele veio em minha direção e me abraçou. Eu me senti segura. Será que os meninos sabem? Essa era minha maior dúvida. –Vou indo filha, se cuida.
[...]
Não aguentei. Larguei os livros e liguei correndo o computador, entrei nas redes sociais dos meninos para ver se já sabiam. Sim, eles já sabiam... Mas como a One Direction ia continuar com a perda de Harry?
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