Far Limit
4 Capítulo 4
Notas iniciais
(2 years later)
POV’s Harry
Dois anos, dois anos depois do dia em que eu conseguira fugir do cativeiro. Lembro-me a cada noite, em meus pesadelos diários de como tudo aconteceu.
Eu ia de taxi para o hotel após o show, se passavam alguns minutos que eu estava ali, quando um grupo de homens encapuzados para o taxi, e entram no mesmo. Eles me colocam um saco preto na cabeça e me levam a outro carro, com uma arma apontada na cabeça. Não era nem de perto, uma situação razoável a em que eu me encontrava. Quando chegamos ao local onde seria meu cativeiro, eles me largam em uma pequena sala, a qual era chamada de “inferno”.
Passam-se dois meses após eu ser torturado diariamente por eles, não apenas fisicamente, como psicologicamente. As condições eram precárias, mas resolvi aguardar o tempo certo para que eu pudesse fugir, mesmo que demorasse meses.
Assim o dia chegara, enquanto o “chefão” e seus comparsas preparavam outro assalto a uma casa no centro de Londres. Eles me deixaram ali, sob a ameaça de se eu fugir, deles me encontrarem e fizerem algo pior do que já me fazem.
Eu não perdi nenhum segundo após me deixarem sozinho, eu ficava em uma cela que era rodeada por outras, procurei algum material que pudesse quebrar a janela do local. Achando na cela ao lado, um metal comprido em forma cilíndrica. Como estava magro, consegui pegá-lo, assim quebrei a janela sai correndo mata a fora.
Ao chegar à cidade mais próxima, cheguei ao centro e olhei pelo vidro das lojas, vendo meu reflexo. Eu estava magro e irreconhecível. Além de não possuir dinheiro algum.
Depois do dia em que cheguei naquela cidade, Cork, na Irlanda, arranjei um simples emprego. Decidi que iria largar a carreira de cantor, até pelo fato de todos acharem que estou morto. Outra decisão que eu havia feito era de que não iria voltar para Londres muito cedo, visitar minha família e amigos muito menos, poderiam ficar assustados com minha presença ou até mesmo alguns deles estarem morto, não sei, mas havia perdido toda coragem que tinha, então resolvi me poupar de outra decepção.
Eu havia arranjado um bom trabalho na cidade, eu caçava talentos de modelos, cantores, etc. Não era grande coisa, mas estava guardando dinheiro para voltar a Londres, depois de dois anos, já sentia saudades das pessoas e de lá.
Tinha decidido, após chegar em Cork, mudar totalmente o meu visual. Eu utilizava um boné, geralmente óculos de sol, eu havia raspado meu cabelo, que já estava crescendo novamente e mantinha um cavanhaque. Tornei-me irreconhecível.
[....]
Dois meses depois
Eu caminhava às 2 horas da madrugada, pelas ruas pacatas, silenciosas e vazias de Londres, acabara de voltar de uma noite no cinema. Eu me sentia como se estivesse recomeçando minha vida de novo, uma sensação que nem há dois anos, havia sentido. Aqui em Londres eu continuava meu trabalho de caçar talentos. Creio que ninguém na cidade havia me reconhecido. Algumas pessoas paravam na rua para me olhar, mas depois seguiam seus caminhos.
Afinal, depois de dois anos da morte do tal de “Harry Styles”, como constava no jornal diário de hoje da cidade, todos ficariam de luto, como nos anos anteriores. Fiquei sabendo, que depois de eu sair e ser “morto” pelos assassinos, a One Direction se separou, alegando que não havia motivos para continuarem com a falta de um integrante da banda. Assim, cada um seguiu sua carreira. Eu nunca havia encontrado com algum, ou recebido notícias deles. Apenas nos aniversário de minha suposta morte, onde sai anualmente, uma capa minha e um texto em minha homenagem.
Estava distraído andando na rua e pensando sobre os tempos antigos, como eu era feliz e não sabia. Agora, não sabia se devia ir à busca da minha família e amigos. Eu queria voltar a Holmes Chapel, mas agora que levava uma boa, se é que pode se chamar disso, vida em Londres, não tinha certeza.
Lembranças de quando eu era pequeno e brincava com a Gemma, deixando minha mãe louca. De quando ia jogar futebol na rua com meus amigos, voltando para casa sujo de lama, dos meus tempos no The X-Factor. Resolvi esquecer tudo, fingir que nada havia acontecido antigamente, e que eu, uma nova pessoa, Robert Mason, como eu próprio me dera o nome, um cidadão comum da grande e misteriosa Londres, mais conhecida como “Cidade dos Sonhos”.
Nem percebi, que enquanto caminhava pensando em meu passado, bati em um casal, uma menina morena, com belos cabelos compridos e um menino loiro, os dois com suas mãos entrelaçadas.
Ao olhar para o rosto dos dois, a cor que restava de minha pele sumira, não imaginava que os encontraria ali, às 2 horas da madrugada, nas ruas “vazias” de Londres.
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