Fantasy, um outro mundo.

6 Capítulo 6 - Problema ou ajuda?


Notas iniciais
Tá complicada a situação, tenho que fazer os desenhos de cada capitulo mas não sei o que desenhar! >_<'

De manhã, os dois já haviam levantado enquanto eu dormia nos braços do anjo que me carregava pela trilha.

– Você é sempre assim fechado? – O demônio pergunta olhando, o anjo que não responde. – Não acho que você seja assim fechado... Só deve fazer isso porque esconde alguma dor, ou sei lá... Ou você sabe quem é ela ou...

– Ou o que? – Ele olha meio estressado com a conversa.

– Ou você a ama... – O demônio fica quieto e pensa *Ou vai nos trair*

Os dois ficaram quietos por muito tempo até chegar a uma clareira muito bonitinha que encontram vestígios de acampamentos. Mas não percebem que algo ou alguém os observa.

Eles se sentam e ficam se encarando até eu acordar.

– Ahn... Onde...? — Vou abrindo os olhos lentamente e vejo o rosto do anjo me olhando com certa ternura. Algo que nem todos conseguiriam ver.

– Que bom que acordou moça. Já achávamos que estava morta. – O demônio fala se aproximando.

–Por quê? — Perguntei me espreguiçando em seu colo.

– Estava muito gelada, mesmo em baixo de minha asa – O anjo diz mexendo a mão, mas a volta rapidamente ao mesmo lugar.

Levantei — me e dei um sorriso para os dois até que algo me segura na garganta. Só vi os dois levantando com impulso.

Eu sentia algo afiado em minha garganta, estava tão apavorada que via suas bocas mexendo, mas não ouvia som algum. Até que ouvi uma voz desconhecida: — Me de tudo precioso que vocês possuem ou a moça morre! – Ela ameaçava prensando cada vez mais a lamina contra minha garganta.

Os dois pareciam querer me defender, mas não queriam que tal pessoa me machucasse... Mas aconteceu que me machucou. Eles viram o sangue correr pelo meu pescoço. Eu vi o ódio nos olhos deles, os via cada vez menos, minha visão estava ficando cada vez mais escura, pois estava muito fraca, já não comia há muito tempo.

Enxergava algumas cenas e via o anjo vindo para cima da tal pessoa, os dois tentavam me defender, quase cai no chão, mas fui pega, até que capturaram tal pessoa. Acabei desmaiando de fraqueza.

– Quem você pensa que é! ? – O anjo berra com a mulher que me atacara.

– Sou uma pessoa que quer sobreviver! – Ela tenta arranhar o rosto do anjo.

Enquanto o anjo a interrogava, o demônio tentava me ajudar limpando o sangue que escorria muito devido o corte fundo. Eu só sentia suas mãos me tocando, mãos suadas e geladas, que ficavam sobre o corte. Apaguei por completo, mas essa vez foi diferente. Eu tive um sonho.

Eu andava em um lugar vazio e descobria algumas coisas como: O porquê eu desmaiava tanto neste outro lugar. Quem eu poderia ser e por que me protegiam.

Uma mulher com um vestido rosa andava em volta de mim contando estes fatos, ela acariciava minha cabeça.

– Minha querida L... – Ela começa falar meu nome, mas para como se algo a interrompesse, e foi o que houve, eu acordei.

– Hei! Acorda! Por favor! – Ouvia vozes gritando.

Fui abrindo lentamente os olhos e vi a cara de preocupado dos dois... Foi uma sensação tão boa ver alguém preocupado comigo. Uma pessoa tão... Rejeitada por todos, com seus fãs eróticos que olhavam revistas produzidas, olhares indesejados, surras sem motivos e amores rejeitados.

Eles alisavam meus cabelos com a esperança de que ficasse acordada.

– E... Estou... B-bem... Me- me- ninos... – Dei um sorriso tentando tranquiliza-los.

– Vamos rápido! Demônio pega ela que eu pego essa mulher! – O anjo falava com um tom bravo, superior e preocupado.

O demônio me levava em seus braços e eu via seu rosto, ele suava frio como se tivesse tentando não se desesperar.

Eles corriam e entraram em uma cidade, eu não via imagens nítidas só borrões. Ouvia poucas palavras...

Até que vi uma pessoa ou algo que usava uma grande mascara, muito colorida, cheia de penas e figuras. Senti tal pessoa colocando algo gelado em minha garganta e dizendo coisas que eu entendia, mas que pareciam falas de brincadeiras.

Quando senti o gelado meus sentidos foram voltando aos poucos, me sentaram e começaram fazer outros exames em mim... Até uns estranhos.

Após os exames eu escutei uma voz falando comigo e ela dizia: — Descanse você precisa... Não foi um ferimento comum.

Enquanto estava ali sozinha, observava o lugar onde estava ele era não muito grande, possuía muitos panos, muitas coisas penduradas e havia uma gaiola em um canto da tenda.

Eu estava em uma das cinco redes que ali permaneciam... Era redes enormes feitas a mão, possuíam uma coloração muito rica e abstrata.

Depois de uns minutos o anjo entra na tenda, fiquei curiosa em saber o que o trazia ali, pois era uma pessoa tão fechada, por que se importaria comigo? Com isso fingi que estava adormecida.

Ele se aproximou e começou a falar algo baixo: — Eu sou um fraco... Não percebi ninguém... Devia ter te protegido e não ficado parado... Desculpe-me... – Ele diz passando sua mão em meus cabelos. E ele coloca a mão em minha franja e começa puxa-la para o lado, nisso dei um pulo e tirei a mão dele de mim.

– O que você pensa que vai fazer? !- Eu disse brava com ele, pois não gostava que mexessem em minha franja.

– Ah! Você estava acordada? ! – Ele fica vermelho e sai apressado da tenda.

Esse anjo... Algo estava estranho.

Enquanto isso o demônio interrogava a tal mulher que havia me ferido na clareira.

– Por que fez isso?! O que tinha na lamina?! Você trabalha para alguém?! – Ele gritava com a mulher, pois estava com muita raiva.

– Eu preciso sobreviver... Não vou te dizer nada... Desista babaca – Ela falava zombando do demônio que quase a batia de tanto rancor que estava guardando dela...

– Acho melhor você falar! Ou vou te queimar com as chamas do inferno negro! – Ele gritava a ameaçando.

– Prefiro morrer logo... Já estou presa aqui há muito tempo... E nunca mais consegui sair. Então vá em frente. – Ela falava o provocando.

– Raa... – Ele bate em uma arvore e sai andando resmungado.

E a prisioneira fica ali amarrada tentando escapar. Eu ainda não a tinha visto...

Quando me senti melhor, levantei-me e fui ver que havia me ferido. Sai da tenda e vi várias casas a uns 1 km de onde eu estava, vi algumas pessoas sentadas envolta de uma fogueira, avistei novamente a mascara colorida e finalmente vi presa em um tronco à mulher que havia me machucado.

Me aproximei dela e comecei interroga-la, e ao mesmo tempo a estudava.


Notas finais
Espero que tenha ficado bom. Logo logo quando eu souber o que desenhar eu posto e retiro das minhas notas que preciso desenhar.
Obrigada, ja ne o/