Fantasy, um outro mundo.

8 Capítulo 8 - Lembranças?


Notas iniciais
Não soube o nome que daria a este capitulo, espero que possam sugerir um título melhor.
o/

O moço com nome de Rui Idálio era uma pessoa que eu desconhecia, mas parecia que eu o conhecia melhor que ninguém. E com certeza ele sabia quem eu era, de onde vim e o por que estava ali.

– Venha querida... Quero falar as sós com você. – Ele vai andando bem lentamente até outro ‘cômodo’. Conforme ele andava, mais parecia que estava machucado.

Ele tinha um jeito muito estranho, ficava carregando aquele narguile e fumando, não parava em pé direito, parecia muito fraco ou machucado. Este esconde algo.

Entramos em um lugar cheio de almofadas, muito bem arrumado e chique. Fiquei maravilhada vendo tudo até agora, mas algo me chamou atenção... Novamente vi aquela lua... Estava estampada na tapeçaria deste lugar e desta vez juntamente com o sol.

– O que é esta lua? – Perguntei olhando aquela tão misteriosa lua que se encontrava nas tapeçarias e em seu pescoço.

– Sente-se que lhe contarei algumas coisas... – Rui diz me olhando esperando que sentasse em uma das almofadas, enquanto faz isso fica fumando.

– Antes de eu me sentar será que é muito incomodo você parar de fumar...? – Perguntei meio envergonhada. E sentei-me esperando sua resposta.

– Me desculpe querida... Não posso...

– Por que não? ! Vai morrer se parar de fumar por um período curto de tempo? ? — Admito que fiquei um pouco incomodada com a resposta.

– Sim... É exatamente isto... Eu morro. — Ele diz não parecendo feliz depois que gritei com ele.

– Ahn? Vai morrer se continuar fumando isso sim! – Cruzei os braços e só esperei para ver o que ele tinha a dizer.

– *suspira* Eu vou te explicar algumas coisas sobre mim... Percebi que você se interessou em minha lua, ficou achando que estava machucado devido meu jeito estranho de andar e não entendeu o porquê não paro de fumar. – Ele diz mexendo na lua em seu pescoço.

– Ah... Tudo bem, mas... Você lê mentes por acaso? – Fiquei muito impressionada, pois não havia dito nada sobre isso...

– Não, não leio mentes eu só sei. Bom... Vou começar lhe explicando o caso do fumo... Eu sou amaldiçoado... Não tenho mais alma, bom... Eu até tenho, mas está aqui. – Ele mostra o suporte de seu narguile – Fui condenado a fazer aquilo que mais odiava em minha vida... Agora só me resta ‘sugar’ minha própria alma e eu ando estranho devido isto... – Aponta um buraco em seu joelho. – Se você se aproximar... Vai conseguir ver que não existe nada dentro de mim... Eu simplesmente sou algo como uma boneca de porcelana... Se bater nela, ela quebra e dá para ver seu interior, mas eu não sou tão frágil... A maldição me transformou nisto! Alguém que todos esqueceram e que tem medo. Todos do reino me conheciam e sabiam como eu era depois esta maldição fez com que todos me esquecessem, assim como você... Mas você me reconhece. Não posso lhe dizer quem sou... Desculpe-me, mas logo você descobrirá por si só. – Ele me olha com um ar muito triste, com dor no coração. — Então... Você foi amaldiçoado por qual motivo?

– Por te proteger Luma... – Ele segura uma de minhas mãos.

Fiquei quieta por uns instantes, meio chocada com sua resposta.

– Sim... É verdade... Fui amaldiçoado por te proteger daquela maldita velha que condenou nossos... – Ele para de falar e olha para o lado com raiva daquela lembrança.

– Nossos o que? – Fiquei olhando para ele esperando sua resposta... Se não recebesse essa resposta com certeza não dormiria mais aquela noite.

– Não posso dizer. – Ele se levanta

– Por que não? ! Eu fiz algo de errado?... – Fiquei com medo do que ele poderia me responder.

Ele fica quieto por um tempo e do nada cai nas almofadas com uma cara de dor, se retorcendo e com a mão no peito.

– Ahhhrrgg...

– Meu deus! Rui! – Não sabia o que fazia, fiquei sem ações vendo ele ali se retorcendo de dor.

Ele se vira e começa tossir sangue, para olhando para mim e diz – Calma Luma... É assim mesmo... Eu sinto a dor dele também.

Não entendi o que ele quis dizer, espero que ele saiba o que está dizendo. Não quero que morra.

Passou-se um tempo e todos foram dormir... Ou pelo menos era o que achávamos.

– Até agora ela está caindo na minha... Logo estará em minhas mãos... Pronta para ser usada...

– Muito bem meu demônio favorito... Você é um ótimo ator.

Amanhece, acordei com um cheiro maravilhoso! E com certeza fui ver que delicia era essa... E eram panquecas... Sim... Panquecas...

Ah, como eu queria algo normal para comer... Essas panquecas do qual eu só senti o cheiro seriam a coisa perfeita... Bom, fui ver se tinha alguma para mim, claro. Chegando lá vi todos os três sentados comendo!

– Por que não me chamaram? – Perguntei colocando as mãos na cintura.

E os três olham para mim, mas nenhum deles responde... Tanto que até derrubam alguns pedaços das panquecas, só não entendi o por que.

Olhei-me e estava só de calcinha... –Aaah!! – Sai correndo não sabendo como minhas roupas haviam sumido.

Depois deste ocorrido os meninos disseram que devíamos partir e antes de irmos Rui quis me dizer uma ultima coisa.

– Querida... Não deixem que saibam que é você... Aqui... Leve isto eu insisto. – Ele me entrega uma espécie de mochila, era bem comprida. — E para você não se esquecer de mim e se lembrar de algumas coisas vou te dar mais uma coisa. – Ele fica quieto e não faz mais nada! Só fica me olhando.

– O qu... – Quando vou perguntar ele me beija! Acho que fiquei muito vermelha e me afastei sem palavras, sem saber o que fazer diante daquilo.

Ele sorri – Agora tenho certeza de que não se esquecerá mais. Agora podem ir.

Agora partimos em direção a vila da feiticeira... Fiquei muito pensativa depois desse beijo, os meninos não pareceram gostar muito disso... Mas uma coisa ainda ficou faltando, a explicação sobre a lua.


Notas finais
Não fiquem bravos comigo ok? Tudo nessa história tem um propósito.
hihi
ja ne o/