Fantasia Progect
1 Capítulo 1: Despertar
Notas iniciais
Capítulo 1 — Despertar
Em um amanhecer como qualquer outro, seus raios tocam e iluminam toda a grande cidade imperial de Auréola. Os seus raios principalmente sem ser convidado, penetravam as janelas da grande igreja da cidade. Esse igreja, tem uma função muito especial para o império, de que tinha que recolher crianças sem pais e cuidá-las até que façam 12 anos e sobre algumas circunstâncias levá-las para ser mão de obra do império. Mas estes raios de sol além de não terem permissão de entrar o interior da igreja, estes raios despertaram um garoto que jaz deitado na parede de pedra gelada, com um livro de couro na mão, um livro pesado, mas não sendo difícil de um criança carrega lo por aí na igreja. A criança de cabelo curto, cabelo negro, também de pele negra e olhos marrons, teve seu sono perturbado pelos feixes de luz que batem em seu rosto.
O garoto que sente os raios do sol o acertando sem mínima vacilação, isso é claro trouxe incômodo ao garoto, pois seu sono foi perturbado por esta luz que tanto é uma benção como também uma perturbação para aqueles que não querem sair da cama. Logo, não demorou muito para que o garoto se levantou com certa dificuldade. Já não bastando ser despertado a força pelo sol, ainda sente uma forte dor de cabeça.
MEMORIAS — MEMORIAS — MEMORIAS -Junto com sua dor de cabeça, uma onda de memórias e cenas misteriosas preenchiam sua mente. Como uma cena de um longo filme, frames e mais frames, nomes mais nomes e muitas imagens e sons invadem sua cabeça. O que era um garoto negro com própria personalidade, teve toda sua mente invadida por memórias de uma outra pessoa, ocupando 100% de sua consciência. Não demorou muito para que este garoto se tornasse uma outra pessoa, com uma idade mental muito mais avançada do que uma criança em seus 12 anos.
Desconhecido — Eu consegui transferir minha alma e mente ? Meu feitiço deu certo ?
Agora, essa nova personalidade recobrou a conciẽncia nesse pequeno corpo. O mesmo se olhava vendo que é uma criança negra em seus 12 anos de idade, pequeno, magro, pouca massa muscular, quase nenhuma massa muscular que possa ser destaque de admiração por olhos de terceiros. Ficando ali olhando ao seu redor, notou que sua localização parecia ser uma igreja, vendo livros de couro em estantes de madeira e nenhuma outra pessoa. Pelo canto dos pássaros e o cacarejo dos galos, é bem de manhã cedo. Enquanto registrava essas novas informações uma pessoa apareceu a passos rápidos.
Desconhecido — Oliver, pela DEUSA Gaia, te procurei por todo canto.
Oliver — Uma freira ?
A freira ao ouvir o que parecia ser uma pergunta, ficou desconcertada com isso. “Ele tá em dúvida se sou uma freira”
Freira — Sim, sou uma freira. E o que faz aqui ? só falta você para começar o desjejum, tenho um a anúncio a fazer.
Sem perder tempo pegou Oliver pela mão levando ele às pressas para uma espécie de refeitório. Assim como a biblioteca, esse lugar também construído em pedra, não tendo muitas decorações. A refeição já está servida na larga mesa de madeira, estando ocupados por crianças de aparência fraca e magra. A freira então colocou sua mão no ombro de Oliver, se abaixando ao ponto dele sentir a respiração da mulher em seus ouvidos.
Freira — Vá ali naquele lugar vazio e sente, espere meu anúncio para depois comer.
Ainda absorvendo novas informações, segui as instruções da freira, indo em direção aonde foi apontado o lugar vazio na longa mesa de madeira. Nesse lugar vazio tem como vizinhos, um menino a sua direita bem magrinho, pequeno, de pele moreno estando entre ⅞ anos. Já na esquerda do assento vazio, uma menina também magrinha, de cabelos longos, branca com suas bochechas rosadas e olhos azuis. A mesma garota fuzila com seus bonitos olhos.
Oliver ( Pensamento ) — Essa, pela memórias do garoto deve ser Megue.
Com alguns passos rápidos chegou em seu destino, ainda sendo fuzilado pelo olhar da garota.
Megue — Onde você estava Oliver ? A freira procurou você pela igreja toda e só faltava você para podermos comer.
Oliver — Desculpa, desculpa. Parce que cai no sono lendo um livro.
Megue — Não duvido muito de você, tem carregado um livro estranho tem um tempo. Mas, o livro foi bom ?
Oliver — Sim, foi um bom livro. Aprendi muito com ele.
Megue — Depois se puder, me fale sobre o que você leu nele.
Oliver — Tudo bem, quando tivermos tempo livre, vou falar um pouco dele.
Megue assentiu feliz com a resposta de Oliver. Apesar de não ser muito de leitura, adora ouvir as explicações dele, já que é um dos garotos mais inteligentes do orfanato. Se tiver sorte, pode conseguir um emprego bom em algum comércio da capital.
Enquanto conversavam alegremente, a freira subiu num púlpito para fazer um anúncio que ela falará que ia fazer. Dito e feito, começou a dizer o aviso de grande importância para essas crianças.
Freira — Crianças todos sabem do grande evento anual da capital, não é mesmo !?
Todos assentiram em confirmação.
Freira — Pois bem. Como já sabem então, mas não custa falar novamente. Em março teremos o exame nacional de entrada para a Academia Real Mágica do Império . Ano passado durante as aulas te passei a todos que fizeram 12 anos três runas para treinamento. Como vocês vão conseguir isso, vocês estão por conta própria, os recursos devem ser conseguidas por vocês. Sei que nossos alimentos não fornecem calorias suficiente para fornecer magia, mas espero que se esforcem para entrar na academia mágica, caso não passem, serão levados para trabalhar nos campos agrícolas do império. Aqueles com notas mais altas, terão a oportunidade de fazer parte de algumas empresas associadas a nossa igreja. Então, aqueles com 12 anos, peso total esforço de todos.
Ao dizer isso, o clima entre as crianças ficou pesado. Pois sabiam como é difícil se tornar magos, fora que as notas de muitos membros do orfanato tem baixas notas. O que significa que só alguns punhados tem a chance de ao menos, ser selecionado para fazer parte de alguma empresa.
Freira — Logo, comam rápido e vão encontrar meios de conseguir calorias e treinem suas magias para o exame.
Terminando o que teve que dizer, as crianças comeram e foram dispensadas pela freira.
Com as crianças saindo da igreja indo resolver seus próprios problemas, Oliver ficou ainda olhando a cidade que um dia ele viu décadas atrás. Agora, estando como uma criança de 12 anos, recebeu uma nova perspectiva. Com 2 meses de sobra, tinha que encontrar um jeito de conseguir recursos para conseguir calorias e assim praticar suas magias.
Oliver — Fome.
Megue se aproximou próximo de Oliver ouvindo o que ele disse.
Megue — Verdade, mingau e pão duro, não vai durar até a janta tarde da noite. 3 Magias que consomem grandes calorias e nenhuma outra forma de conseguir qualquer alimento.
Oliver — Vou fuçar algum restaurante por aí e pegar restos.
Megue — Bem, vou optar por me prostituir por aí.
Oliver ficou espantado com a informação que recebeu. Apesar de ter sido um homem de muitas décadas, ouvir de uma menina ( levando em conta que em uma fantasia medieval que se preze, 12 anos praticamente já é maior de idade) .
Oliver — Tome cuidado, nunca se sabe o que esses pervertidos podem querer fazer.
Megue — Eu sei me virar, se preocupe com seus negócios.
Tomando seu rumo ao centro comercial do império. Não pode deixar de soltar suspiros e admiração. Pode ter se passado décadas, mas esse centro comercial ficou ainda mais vivo e cheio. Seus olhos mostrou muitas lojas, gente com grandes barracas, escravas sendo vendidas a céu aberto, homens escravos trabalhando carregando grandes mercadorias. Crianças também faziam parte da população desse centro comercial barulhento, elas levavam em suas mãos bandejas de produtos como sucos, salgados e doces.
Atravessando essa multidão de pessoas, decidiu primeiramente procurar sua antiga mansão que fica nesse centro comercial, estando distante dessa ala mais de classe média alta. Após bastante esforço, sofrer empurrões e alguns xingamentos, conseguiu chegar em seu destino.
A grande casa em questão, tem 4 andares, sendo feita de madeira com seu gramado seco. Suas janelas bem trabalhadas foram seladas por placas de madeiras e avisos velhos avisando que é proibido qualquer forma de entrar. Não havia guardas impedindo as pessoas entrarem, mas poucas pessoas se atrevem a passar próxima a grande casa.
Enquanto Oliver ficou encarando como a localidade mudou muito após décadas de sua morte . Notou que um guarda se aproximava dele.
Guarda — Garoto, por que encara esse lugar proibido ?
Oliver — Por nada não, só um pouco curioso. Aliás, por que é proibido ?
Guarda — Oras, como não sabe desse lugar. Tudo bem, vou falar de uma forma rápida de entender.
Esse lugar foi residência de um servo do mal que veio com idéias profanas, violando os ensinamentos da deusa, criando um tal de alimentos sintéticos, coisas feitas por magias e a alquimias. O lugar foi lacrado faz décadas e ninguém se atreveu a entrar até hoje. Se ficar encarando muito, terei que te prender por suspeita de heresia.
Oliver — Ok, muito obrigado pelas informações senhor.
Partindo satisfeito, agora sabia que boa parte de seus recursos estão bem guardados, sua residência comercial não foi violada. Se os discípulos conseguiram levar seu trabalho adiante, sua obra pode ter chegado a um novo patamar de descobertas. Agora seguiu seu rumo aos restaurantes do centro comercial. Há uma ala especial na cidade imperial só para restaurantes.
Viu um dos fundos do restaurante, várias lixeiras de madeira espalhadas pelo lugar. Lentamente se aproximou verificando o conteúdo delas, se tinha algo que pudesse ser usado como comida. Antes dele entrar no fundo do restaurante pelo beco, uma certa princesa o viu junto com suas amigas em outro restaurante, que dá de frente para ele.
Desconhecida — Princesa Catharina, a senhorita viu isso ?
Princesa Catharina- Sim, eu vi. Um ratinho buscando lixo, certamente levará algumas pauladas.
Desconhecido — Espero que esse ratinho não venha para nossa preciosa academia.
Princesa Catharina — Ele é só um mero plebeu, jamais um rato como ele vai conseguir entrar. Nem quero imaginar de ver ele no exame em março.
Enquanto a princesa e suas amigas se divertiam rindo da possível cena do rato fugindo entre as pernas.
Por outro lado, Oliver teve sorte de encontrar algumas panelas enferrujadas e alguns restos com uma parte que ao menos podia ser aproveitada. A porta que dava a esse fundo, foi aberta grosseiramente por um trabalhador do restaurante carregando restos do dia anterior. Quando viu Oliver,tomou um susto pois não esperava ter alguém fuçando esse lugar.
Trabalhador — O que você faz aí moleque, quase morro de susto. Saia daqui antes que eu chame o guarde.
Oliver — Senhor me desculpe, mas poderia me dar um pouco desse resto. Tenho alguns irmãos para alimentar e seria bom trazer um pouco de comida boa para ele.
Trabalhador — E depois nos fazer queixa, nem pensar.
Carregando a panela de ferro com muita carne e legumes simplesmente jogo em uma outra grande caixa de madeira, sendo misturada com a comida que está ali faz dias.
Trabalhador — Vá embora antes que eu chame os guardas, se eu ver você aqui em 10 minutos, não reclame depois.
Foi indo batendo a porta com truculência.
Oliver — Maldito seja, vou colocar esses restos na panela velha. A floresta aqui perto é o melhor lugar disponível para conseguir cogumelos e ervas comestíveis. O gosto não vai ser lá essa coisa, mas dá pro gasto.
Pegou uma panela e talheres velhas, juntamente com comida velha e nova. Usando sua caloria vai poder suprimir qualquer mal estar que pode aparecer. Umas das boas em saber usar magia, é controla o fluxo de mana sanando doenças, feridas e reforçar seu corpo. Claro que isso é algo que um iniciante sem orientação como as crianças do orfanato não vão conseguir fazer. Como o garoto Oliver, que já não é mais Oliver, tem uma carreira como mago capaz de dominar facilmente alguns atalhos para o avançar novos caminhos da magia.
Desconhecida — Princesa Catharina veja, o garoto tá saindo com uma panela cheio de comida e talheres enferrujados.
A garota o qual foi dirigida como princesa Catharina, olhou com decepção uma cena o qual ela ansiou. Suspirou mais uma vez pela derrota de sua aposta que tinha feito com sua amiga.
Princesa Catharina — Que tédioso, o ratinho saiu com uma pequena fortuna para seus pobres olhos. Perdi a aposta, o que você quer ?
Desconhecida — Eu quero …..
Carregando a panela com comida e talheres velhos, foi para a floresta rapidamente. Usando uma das suas magias de baixo consumo calórico, atravessou a multidão do distrito comercial com passos ágeis.Nem os guardas foram capazes de ver um garoto andando pelo distrito com uma panela em mãos, e assim pode encontrar um ponto na floresta em que não será perturbado por estranhos.
Deixando a panela no solo escondido próximo a arbusto. Usou o básico de um mago para escanear o ambiente ao seu redor, rastreando ervas comestíveis e cogumelos que podem ser colocados com essa comida velha e nova e gerar uma refeição que possa fornecer muita caloria.
Oliver — Agora vou tratar esses talheres e tirar a ferrugem e tirar qualquer chance de infecção que isso pode causar. Vou usar pouco da minha magia para purificar essa comida. Depois vou colocar água e ferver tudo por alguns minutos.
Realizando essa pequena tarefa, algo passava pelos arbustos da floresta, mostrando sua posição. Rapidamente esse ser teve sua presença rastreado por Oliver facilmente, o ser se aproxima a uma velocidade humana e não de uma pequeno ou grande animal. Pelo fluxo de magia no corpo, já notou sem muito trabalho que é um homem velho se aproximando.
Desconhecido — Graças a deusa, consegui encontrar comida.
Oliver olhou com uma guarda levemente levantada, já que o poder mágico desse velho apesar de estar fraco, ainda percebe que o mesmo tá escondendo seu verdadeiro poder. O homem bem abatido, anda de quatro com um olhar suplicando pela comida que Oliver está preparando.
Desconhecido — Por favor, poderia dividir essa refeição comigo.
Oliver olhou bem esse homem, apesar de notar que o mesmo escondia seu poder, ele necessita de ao menos algumas calorias para despertar esse poder novamente.
Oliver — Tudo bem, mas quero que responda minhas perguntas primeiro.
Desconhecido — Ok, o que deseja saber.
Oliver — Quem é você ?
Desconhecido — Um professor.
Oliver — Professor de que e de onde.
Professor — Professor de biologia da Academia Real Mágica do Império .
Oliver — Em que você trabalha na academia com biologia ?
Professor — Trabalho desenvolvendo alimentos sintéticos. Pra ser mais exato, legumes, verduras e frutas, animais alterados geneticamente. Aumentando o nível calórico que eles forneceriam caso fossem feito pelo processo normal da vida. Seguindo um desejo que o antigo mestre do meu pai inicio século atrás .
Posso comer agora ?
Oliver — Mais algumas perguntas e vou aumentar a porção.
Professor — Tudo bem, me pergunte rápido.
Oliver — Quem foi esse mestre ?
Professor — Seu nome é algo que não pode ser pronunciado em público, apesar de que seu trabalho já seja conhecido por muito e o império já não tem como nos censurar, muito menos a igreja da deusa gaia. Seu nome é Merlin, último mestre da família Avalon.
Oliver(Pensamento) — É meu nome e pensar que meu trabalho continuou mesmo após minha morte, significa que meus aprendizes levaram meu trabalho até mesmo para seus filhos. Que bom, quem sabe eu encontre esse homem na academia.
Professor — Agora eu posso comer ?
Suas mãos já estão quase pegando a grande caneca com uma mistureba de arroz, feijão carne, cogumelos e ervas comestíveis.
Oliver — Claro. muito obrigado pelas informações. Aqui está.
O homem velho com sua grande barba grisalha, seu jaleco sujo de terra lhe dava uma imagem de alguém que foi demitido e ficou sem rumo na vida vagando pela cidade tentando de alguma forma fugir da realidade.
Oliver — Posso fazer uma outra pergunta ?
Professor — Sim, me de outra caneca por favor.
Oliver pegou a caneca vazia e a encheu rapidamente entregando para o velho professor.
Professor — Vá e pergunte.
Oliver — Por que um professor de uma academia tão renomada como a sua, está de um jeito bem lamentável. O que deixou em um estado tão terrível ?
Professor — Apesar desse um professor de tal academia, não sou muito de sair da academia. Passo até mesmo alguns anos sem sair fazendo pesquisas, alguns dias atrás resolvi fazer um pesquisa de campo buscando frutas, plantas, ervas e entre outras variedades que esta floresta dá e leva-los para estudar. Só que fui roubado e desacordado, pode rir de mim, mas como não sou muito de usar minha magia para lutar, nunca imaginei que fosse ser atacado de primeira.
Oliver — Realmente é muito azar de sua parte.
O professor velho terminou de comer deixando sua caneca no solo. Limpou a boca junto com sua barba suja, usando sua manga branca como pano. Se levantou e se ajeitou para partir.
Professor — Pequeno amigo, muito obrigado, foi de grande ajuda esse almoço. Espero que possamos nos encontrar na academia. Vejo que tem um grande potencial pela frente.
Logo partiu sem levantar uma folha sequer.
Oliver — Esqueci de perguntar o nome dele. Tudo bem, em março temos chance de nos encontrar.
Dando o fim na panela e talheres. Pelo céu que já está vermelho, tava na hora de voltar para a igreja. Se levantou dando algumas alongadas, partindo também sem deixar folhas se levantaram.
Quando chegou na igreja, já é início da noite. Apesar dos seus passos rápidos, o caminho da floresta até a igreja, levava horas para se chegar a pé, mas voltando usando magia chegou em 1h de corrida. Como a tarde o movimento nas ruas é alta, teve que fazer muitos desvios enquanto pulava aqui e ali.
Na entrada da igreja, muitas crianças voltavam em grupos, outras sozinhas, outras estando sujas de fumaça, poeira e até mesmo fedendo. A freira da igreja, fazia o registro de entrada das crianças, anotando o nome delas e seus horários. Passou pela freira deixando seu registro de entrada, e viu já dentro da igreja, Megue. Contudo, ela mostrou alguns sinais de hematomas e pequenas feridas em seu pescoço, mãos e ombros. A freira parece não ter se importado, uma vez que, ela prefere acreditar que foi de algum trabalho que ela conseguiu.
Oliver — Megue boa noite.
Megue — Boa Oliver.
Oliver — Tudo bem ?
Megue — Eu pareço bem ?
Oliver — Desculpe, se vocẽ não tiver bem, eu posso te deixar bem.
Megue ficou um pouco vermelha.
Megue — Não é nada de mais, só um pouco dolorida.
Oliver — Então, seu dia foi bom pelo menos, conseguiu ganhar alguma coisa com se negócio.
Megue apesar de vermelha, mostra um sorriso travesso.
Megue — Lógico que tiver, apesar do preço que paguei. Tenho algumas coisas de qualidade. Vocẽ que uma parte ? Quer fazer algo ?
Oliver — Posso preparar algo bom, mais tarde após lanche da noite, me leve aonde você escondeu suas coisas.
Megue — Beleza.
Terminando de conversar, foram para o refeitório comer o lanche da noite, que consistia na mesma coisa que comeram de manhã. Oliver terminou devagar sua refeição enquanto conversava com Megue sobre o livro que ele leu. Não exatamente o livro que fez Merlin possuir Oliver, mas algum outro que ele tinha em mente. Ensinando a Megue algumas coisas básicas.
Agora que estão na floresta, Megue levou Oliver aonde ela escondeu suas colheitas. Praticamente foi carne, legumes e algumas verduras. Apesar de estar um pouco sujo pelo fato de ter sido mal escondido, ainda continua sendo bem aproveitável. Esperaram passar umas duas horas a mais, já que a freira após as 10 horas encerrava sua atividade. Quem quisesse ficar acordado, que pudesse ficar perambulando pela biblioteca e sala de recreação. Rapidamente entrou na cozinha, pegou panela limpa e talheres, com isso fez o grande cozido. Através do seu controle de magia, fez um fogo e Megue que via a cena, abanava a fumaça para frente.
Megue — Oliver, isso aqui tá muito bom. Já pensou trabalhar em um restaurante ?
Oliver — Quem sabe, vou fazer isso na academia caso não tenha outro modo de fazer dinheiro e conseguir recursos. Aliás, quer que eu cure suas feridas.
Megue — Não precisa, você vai gastar calorias comigo. Use as suas para vocẽ treinar as magias que a freira ensinou.
Oliver — Conheço magias de cura que consomem nem se quer 100 calorias.
Megue ficou espantada com revelação. Sabia que seu amigo é inteligente ao ponto de conseguir ler livros bem complexos, mas nunca imaginou conseguir aprender magias com ele. Se tocou que suas feridas além de estar um pouco amostra, elas também estão por baixo de suas roupas, sendo o suficiente para deixar vermelha.
Oliver que aguardava alguma resposta da garota, viu o rosto da menina branca ficar vermelho igual um tomate, não soube que tipos de pensamento entrou na cabeça da moça para deixar ela desse jeito. Mas não deixou de se divertir com tais atos da moça. Sua mente apesar de ser um homem com décadas sente curiosidade com um corpo de uma jovem como ela, afinal teve poucas oportunidades para colocar mulheres em seus braços, já que passou uma boa parte de sua vida se dedicando a criar alimentos sintéticos para as pessoas e também guiando seus discípulos para seus ideias.
Megue ainda lutava consigo mesma sobre tirar ou não sua roupa, fazendo muitas caras e bocas. Quem sabe a jovem tem uma imaginação muito acima do normal.
Oliver — Se você não tiver bem em mostrar seus ferimentos que estão por dentro da roupa, vou usar uma magia de cura que vai fazer efeito nas suas feridas, mesmo usando roupa. Mas vou ter que gastar minhas calorias para isso. Tudo bem para você ?
Megue — Me desculpe Oliver, vou te dever uma.
Oliver — Tudo bem, não precisa disso, só quero que você não se arrisque muito com esses seus clientes. Nunca se sabe que tipo de pervertido vai querer passar do limite.
Megue — Vou ter mais cuidado, esses clientes que peguei foram dicas de algumas moças veteranas do império
Oliver ficou espantado em como o mundo da prostituição pudesse ser tão violento. Mesmo que ela não mostrasse suas sérias, usou seus sentidos com magia para ver as feridas que se estendiam por todo seu corpo, da barriga com queimaduras, nas costas com machucados de cinto. Como um antigo nobre, pouco se inteirou sobre a vida de pobreza dos plebeus se entregando completamente as pesquisas teve alguns contatos com plebeus o qual ele tornou discípulo seu na academia, ali soube de algumas histórias tristes. Seus discípulos eram desde plebeus e nobres que se maravilhavam com o sonho de Merlim.
Oliver — Vou usar minha magia então.
Megue — Certo.
Estendendo suas mãos para Megue, Oliver logo recitou a magia de cura.
Oliver — Cure Plus
Ao recitar essa magia, um tecido verde se materializou sobre a cabeça de Megue, cobrindo ela como se fosse um pequeno lençol, suas feridas começou a ser curar. Seus chupões no ombro, suas feridas nas costas, seus machucados na barriga foram sanados milagrosamente.
Megue que estava sentindo dores no seu corpo, ardência , trazendo incômodos recebeu o lençol de cura vindo de Oliver. Já tinha visto a freira da igreja fazer alguns exemplos de magias como as três entregues para serem treinadas, mas ver uma sem ser dela foi uma nova experiência para ela. Sentiu um conforto gélido em seu corpo. Essa sensação durou mesmo depois da magia já ter feito seu trabalho de cura.
Megue — Oliver muito obrigada , realmente te devo uma.
Oliver — Já disse que não precisa, se quiser me pagar passe no exame da academia. Faça isso por mim, e já estarei bem satisfeito.
Megue — Farei isso.
Ficando ali juntos, passaram a conversar sobre monte de coisas. Megue contou que seu maior sonho é de poder viajar ao mundo, conhecer as maravilhas e perigos fora do império. Sempre leu os livros de aventuras da biblioteca , criando em seu coração o desejo de explorar o mundo.
Megue foi dormir se despedindo de Oliver após uma longa conversa a dois. Terminando seus afazeres, foi rumo para sua antiga mansão recuperar seus antigos recursos que deixou guardado e selado, antes de ser preso pelo império. Esses recursos tão especiais nem mesmos seus discípulos sabem da sua existência, aliás muitos deles certamente já morreram deixando seu trabalho para novos herdeiros ou tomando outro rumo.
Com passos ligeiros, seus pés atravessaram a cidade que por incrível que pareça tem uma atividade ainda bem maior do que de dia. Viu que aventureiros circulavam pelas ruas em grupos, sentados nas mesas de madeira dos bares conversando e bebendo. As escravas se ofereciam para os que passavam por elas, foi uma bela tentação, mas que vai ser aproveitada depois de terminar o que tinha pra terminar na mansão.
Chegou sem muitos problemas no local. Sua mansão do mesmo vazia, abandonada e lacrada, notou a ausência de guardas e pessoas. Talvez o fato do lugar ter sido morada de um servo do mal, assusta as pessoas de passarem no local a noite. Olhou só para se garantir que não tinha ninguém por perto. Agora que certificou de estar seguro para a entrada, pulou num salto só para dentro do terreno da mansão. Sua pintura desgastada, seu azul velho e com suas madeiras caindo aos pedaços marcam bem a residência. Circulou sua casa para enfim, encontrar a passagem secreta que também só ele conhece. Na verdade, tinha muitas passagens de fuga e entrada pela mansão, alguns seus discípulos sabiam, outras só ele mesmo tem conhecimento e foi uma delas que ele decidiu usar.
Oliver — Agora devo usar a senha de acesso : O MAGO É IMPLACÁVEL!
Ao dizer isso, um som de uma música soou e uma série de mecanismos se mexeram, liberando uma porta no solo da mansão. Satisfeito que suas memórias estão funcionando em pleno vapor, abriu a porta e depois fechando ela.
A porta conduziu a um corredor que levou diretamente a sua sala de trabalho. As estantes de livros permanecendo intactas com seus livros bastantes empoeiradas. Um relógio de areia tendo modelos de 1,2,3 e 4 horas sobre sua mesa de trabalho. Um grande baú de madeira que não só decorava o ambiente, mas que guardar recursos valiosos deixados por Merlin antes de ser levado a prisão e depois a execução. Recursos esses que serão necessário para seu avanço.
Ficou ali olhando para suas coisas com nostalgia e tristeza, nessa sala muitas vezes debatia com seus discípulos sobre muitas questões, ali organizou expedições para que eles fossem atrás de recursos para a pesquisa. Sua rotina foi alternada entre trabalhar na academia e seu outros trabalhos em sua mansão neste distrito comercial. Realizou acordos com muitas empresas, sendo financiado para ser um grande fornecedor de alimentos, seus produtos em outros reinos era até mesmo disputado com muitas ofertas. Mas tal coisa acabou quando império e sua corte e juntamente com o clero passou a temer e desejar sua morte, pondo o fim em seu milagre.
Abriu o baú com outra senha , e lá muitas poções de avanço que infelizmente já passaram do prazo e não tinham mais seus efeitos de fazer magos avançarem. Nos tempos antigos, usaria isso pra incentivar a produtividade dos novatos, dando a eles como recompensa pelo esforço e nos resultados. Agora, estragado pelo tempo, só pode pegar a receita do produto com sua mão colocando na mesa de trabalho. Em seguida, seu manto grande de mais para uma criança de 12 anos usar, ele deixou dobrado também em cima da mesa. Outro item muito valioso foi seu Ring Space. Com um comando, seu conteúdo foi liberado aparecendo pela mesa de forma organizada.
Seu conteúdo consistia em armaduras e espadas mágicas para magos, cajados de várias formas, poções suplementos de mana, 30k de moeda de ouro do império que ainda valem no mercado. Comida, mantos, papiros com as mais diversas runas de magia o qual ele vai passar para Megue.
Resumindo, não podia usar nada daquilo sendo uma criança de 12 anos, teria que ao menos passar 3 a 4 anos para poder vestir os mantos, armaduras e carregar uma espada de forma decente, mesmo que usasse magia para usar uma espada pesada, não lhe deixava confortável. Ao menos usando sua adaga GREENEDGE, adaga essa essa que aumenta a potência de magias do elemento terra, é perfeito para iniciantes que possuem poucos recursos. Colocou tudo dentro do anel, colocando o mesmo numa linha e pondo no pescoço.
Usando ao menos um grande manto, mas que com suas habilidades lhe permitia usar Cloak Of Protection para poder fazer algumas coisas nas sombras. Tudo pronto para sair, olhou suas estantes de livros que agora faz parte do seu arsenal de coisas do seu Ring Space.
Atravessando as ruas do distrito comercial, ficou passeando pela cidade com seu manto escondendo seu rosto. Seu pequeno tamanho chamou a atenção de algumas pessoas, inclusive de guardas que passavam pelo lugar.
Desconhecida — Princesa Catharina, olhe aquele pequeno sujeito de capuz bonito.
A estranha que fazia companhia para a princesa apontou para o pequeno ser de grande manto.
Princesa Catharina — Verdade, seu manto é muito bonito. Será que vem de uma família de magos ? Tenho dois meses para fazer o exame de entrada da academia, será que está livre ?
Desconhecida — A senhorita é princesa do reino, o seu desejo é uma order, tenho certeza que nem este mago vai recusar seu pedido de ser seu professor.
Princesa Catharina — É verdade, vai lá e fale com esse mago.
A desconhecida recebendo a ordem da princesa foi em direção a pequena figura de manto grande, correndo até o mago gritou lhe chamando atenção das outras pessoas na rua. Aqueles que sabem quem é a figura que chama o mago, todas a conhece como Talya Magno seguidora fiel da princesa Catharina, onde a princesa ia, sua seguidora a seguia para cima e para baixo na capital. Às vezes causando problemas com aqueles que não prestam o devido respeito a princesa mesmo que o calor do trabalho não tenha permitido notar a princesa. As duas são bem vistas no distrito comercial, comprando coisas para mulheres, comprando livros, passando tempo nas lanchonetes.
Talya — Eiiiiiii vocẽ de manto, você mesmo, espere ai.
Enquanto andava ouviu uma garota chamando ele. Oliver olhou para trás e viu uma menina um pouco cheinha cabelo liso, olhos marrons, rosto longo. Usando um manto da nobreza do império, a menina ficou na sua frente arfando, buscando ar para voltar a respirar.
Talya — Senhor mago, a princesa Catharina requisita sua presença.
A forma grosseira da garota o deixou bem incomodado. Se pudesse corrigiria sua forma de falar, mas como é algo da alta nobreza, não faria algo suicida.
Oliver — E se eu me recusar ?
Talya ficou braba com a forma grosseira que ele se dirigiu a ela. Desde do dia que virou seguidora da princesa, seu status aumentou altamente, tal poder permitiu a ela gerenciar até mesmo que podia ou não cortejar a princesa em dias próprios para isso.
Talya — Que audácia, a grande princesa do império o convida gentilmente para conhecê la e ainda pensa em rejeitar ?
Oliver vendo as reações histéricas da seguidora da princesa, se divertiu um bucado. Seu rosto mudou em vários tons de vermelho. Seu pé pisava forte no chão de pedra. Aqueles que viam a cena do estranho brincando e desafiando a seguidora, se divertiram com as reações da garota. Nunca viram alguém desafiar sua autoridade. Ou ele é louco, ou tem poder suficiente para desafiar a autoridade do reino.
Tayla — Audaz e sem vergonha. Tem coragem de me responder desse jeito.
Oliver — Respeito aqueles que me respeitam. Se sua princesa quer ter uma conversa comigo, que venha ela pessoalmente, ela não sequer vale meu tempo.
Prontamente todo distrito se calou por alguns minutos, até as prostitutas, bandidos e gente de mau caminho ficou desnorteado a tamanha ousadia do mago. A princesa que de longe ouviu bem o ato desrespeitoso ficou assombrado que alguém teria coragem de além de negar receber seu convite, ainda a chama para que ela fosse até ele. Ainda dizendo que se quer ela não vale seu tempo.
Estranhos — O sujeito tá pedindo uma pena de morte. Virei fã dele.
Algumas pessoas olharam para a princesa, vendo que ela também não esperava em seus mais terríveis pesadelos tamanha grosseria. Um grupo de guarda que ficou observando a situação, estão de prontidão para o chamado da Talya, de vez em quando ela importuna guardas para prender pessoas que não agradem a princesa.
Oliver — Se me tratasse com alguma cortesia, ao menos poderia tratar o pequeno problema de sua princesa, mas pelo visto os nobres são gente de visão cega.
Talya ouvindo isso ficou desconcertada. Apenas algumas pessoas próximas a princesa como ela e algumas das suas outras seguidoras sabem do pequeno problema da princesa. O problema em questão é de fácil tratamento quando se tem um controle de magia muito avançado. Oliver com seus olhos, observou a princesa enquanto fazia sua seguidora ficar com raiva dele, nesse momento pode observar o problema que aflige ela.
Tayla — Co..co..co..como você sabe disso, ninguém deveria saber disso a não ser eu e algumas outras seguidoras da princesa.
Oliver — Como eu sei, não te interessa. Agora, que eu posso resolver isso, eu posso. Mas pelo visto, não vale meu tempo.
Partindo, seguiu seu rumo andando devagar querendo ver que tipo de reação e atitudes essa pequena garota grosseira vai ter. Se deixou levar por uma pequena grosseria, agora ela vai ver o resultado de ser grosseira com qualquer pessoa. Uma oportunidade de agradar a princesa apareceu nos seus olhos, mas a mesma não aproveitou.
Deu uma leve olhada para trás, a garota ficou em choque por alguns minutos, tentando absorver as informações que acabou de receber.
Talya ( Pensamento) — Ele não só sabe o problema da princesa, como também sabe tratar. Inúmeros médicos foram consultados, mas nenhum deles deu a cura definitiva para sua doença. Eu...eu...não vou deixar de perder essa chance.
Correu desesperada para o pequeno mago.
Talya — Senhor mago, peço desculpas pela minha falta de educação.
Dizendo isso, o público viu uma pequena tirana conhecida pela maioria das pessoas pedir desculpas para alguém. Nunca em seus mais loucos sonhos, pensariam em ver essa tirana abaixar sua cabeça para um estranho. Ainda mais sendo um aparente mago de alguma família desconhecida. Nunca viram esse tipo de mago frequentar esse distrito, então seu fundo sequer é conhecida.
Oliver — Vejo que sua atitude mudou. O que fez mudar tão rápido ?
Talya desconcertada, tremulou suas palavras tentando dizer o porquê da sua mudança de atitude tão rápida.
Talya — É que….que….que…. realmente a princesa tem um pequeno problema a ser resolvido, nem que eu tenha que baixar minha cabeça ao senhor mago, por favor aceites meus pedidos de desculpa.
Oliver ficou encarando a garota que baixou sua cabeça no chão de pedra clamando clemência. As pessoas incluindo os guardas ficaram sem compreender a cena que passava em seus olhos, a princesa que a distância não pode ouvir o tema da questão, viu sua seguidora se abaixar sua cabeça. Ela não entendeu nada do porquê ela fazer isso, mas a deixou desconcertada por bastante tempo. Oliver então só pode suspirar, nunca imaginou que a mesma faria tal cena em público pela princesa, de fato, essa garota é leal a princesa.
Talya — Senhor mago, se quiser, vou jurar em nome de minha família, que o recompensarei com o que o senhor desejar.
E pensar que a mesma usou o nome da sua família na sua promessa. Quando nobre usam o nome de suas famílias em promessas, mostra o quão comprometidos elas estão com alguma coisa, colocando a honra de sua família em jogo.
Oliver — Certo, não precisa fazer isso tudo, não sou tão cabeça dura. Sei que esse tipo de coisa é comum entre os nobres. Vamos, levante e me leve até sua princesa.
Ficando em choque novamente, as palavras do mago entrou em seus ouvidos. Enchendo seu coração de alívio e felicidade. Rapidamente se levantou agarrando o braço dele, e assim guiando até onde está a princesa. As pessoas que estavam à sua frente, foram ordenadas a abrir espaço, não pensaram duas vezes e saíram do caminho.
A princesa Catharina viu sua seguidora trazendo o mago segurando seu braço firmemente, o mago com o seu manto, cobria seu rosto impedindo de ver com clareza. Talya ordenou aos funcionários trazer mais uma cadeira e ajudou o mago a sentar no banco elegante. Sem que Oliver falasse, pediu o garçom alguns doces e café para que pudesse deixar o mago mais confortável possível.
Talya — Senhor mago, deixe eu apresentar. Está é a princesa do glorioso império de Aureola, princesa Catharina do império Aureola.
Oliver faz continua mostrando qualquer mudança de atitude ao ser apresentado a princesa, deixando Talya um pouco desconcertada. Olhou para sua princesa vendo que ela está incomodada com a falta de emoção da mago.
Oliver (Alterando a voz) — Majestade, soube por sua amiga que a milady tem um problema que a aflige. Isso é verdade ?
Catharine olhou para Talya esperando alguma resposta dela, diante da pergunta de Oliver. Já tinha confiado em muitos médicos e nenhum tratou seu problema, ficar fazendo mais pessoas saber de seu problema é um tanto problemático para sua reputação, não querendo ser tratada como uma deficiente.
Talya — Majestade, pode confiar nele, dessa vez conseguiremos resolver o problema da milady.
Catharine apesar de estar desconfiada, olhou para o homem à sua frente, tentando ver seu rosto por baixo do seu manto.
Catharine — Senhor mago, desculpe minha desconfiança e algum mal estar que minha seguidora possa ter deixado. Meu problema foi avaliado por inúmeros magos, mas nenhum pode dar uma cura definitiva. Será que dessa vez, o senhor pode ser minha esperança ?
Oliver ( Alterando a voz) — Não sou de fazer de milagres, mas seu problema é tão fácil de tratar, tão fácil como respirar.
Catharine ( Alterando ) — Que arrogante!
Catharine ouvindo isso, franziu a testa em desaprovação com sua forma de falar com ela. Muitos que se tivesse uma oportunidade de estar ao lado dela, mediriam cada palavra. Mas vendo esse mago do tamanho de uma criança, direcionava a ela forma grosseira de fala. Sua forma bela de uma dama, aos poucos foi sendo destruída.
Respirou levemente e continuou.
Catharine — Senhor mago, posso realmente confiar em sua palavra ?
Oliver (alterando a voz) — Se a senhorita não confia em minhas palavras, não há nada que possa fazer. Não gosto de pessoas desconfiando de minhas palavras. Se não se importam vou me retirar.
Quase que levantando, Talya foi desesperadamente agarrar o manto do mago suplicar clemência. Catharine mordeu os lábios em frustração, pois nunca em sua vida pensou que alguém não colocasse ela em seus olhos. O mago a sua frente além de grosseiro, foi arrogante, não sendo delicado com suas palavras, se pudesse voltar no tempo, não tinha nem sequer pensado em pedir pra Talya chamar o mago para conversar.
Talya — Por favor senhor mago, a princesa já ouviu tantas certezas de tantos médicos que é normal ela desconfiar do senhor. Ela não faz por mal, por favor.
Oliver viu que a garota praticamente suplicava para que ele não fosse embora. Observou a princesa vendo o desconforto e a sua cara também é difícil para que ela suplique a sua não ida dali. Talya prometia muitas recompensas, usando até ela mesmo como prémio caso consiga tratar a doença da princesa.
Oliver — Talya, sua lealdade a princesa é algo que mais falta nos dias de hoje, continue junto a ela, pois lealdade só é para alguns. Princesa, como disse, não gosto de como as pessoas desconfiam de minhas palavras.
Talya — Senhor mago, existe alguma outra forma que possa servir para que o senhor trate a princesa ?
Oliver olhou para Talya quase às lágrimas, ela facilmente caiu em seu jogo, mas a princesa resistia até o fim, sem se rebaixar para pedir ajuda a ele. Ficou admirado o quão cabeça dura é uma alta nobre, talvez tenha sido por isso que quando suas pesquisas ganharam adeptos e seguidores, foi com esse tipo de cabeça que sentiram de alguma forma ameaçados. Já em pé, falou para as duas.
Oliver — Senhorita Talya, princesa, vou apresentar uma proposta. Existe um orfanato aqui na capital, lá muitas crianças precisam de recursos para poder treinar e fazer o exame para entrar na academia. Caso a princesa queira ser tratada, lhe dou a proposta, contribua para o orfanato, forneça alimentos a eles e alguns instrutores para preparar eles para o exame. Caso isso aconteça, vou tratar todos os seus problemas que a senhorita tem. O que acha ?
A princesa ouvindo a proposta, ficou mordendo o lábio, apertando seu manto elegante, mostrando incômodo, seja lá o que passa na cabeça da princesa, ela luta para não se render diante de tal avanço. Mas surpreendentemente, ela assentiu timidamente, deixando a Talya aliviada e feliz pela aceitação da princesa.
Talya — Viu senhor mago, tudo foi questão de uma pequena insistência. Amanhã de manhã, vamos mandar doações e pessoas para cuidar das crianças do orfanato que o senhor falou. Onde o senhor deseja nos encontrar amanhã ?
Oliver — Aqui mesmo tá de bom tamanho. Se me derem licença, tenho outras coisas a observar.
Quando as duas moças piscaram, o mago já havia desaparecido, deixando seus doces e café na mesa sem nem mesmo tocá-los. Mesmo que a princesa não mostre em sua expressão felicidade, seu coração batia com intensidade. Apesar de mostrar a típica arrogância dos nobres, por dentro é uma menina descobrindo muitos sentimentos e este sentimento que está no seu coração parecer ser o amor. Seu rosto ficou vermelho com tais pensamentos e Talya como uma boa seguidora, notou as mudanças da princesa. Nunca esperou que em seu primeiro encontro com o homem misterioso, fosse se apaixonar após ser desafiada e tratada como uma qualquer.
Oliver chegou bem tarde da noite, faltando apenas 3 horas para amanhecer. Cansado e com sono, foi para seu dormitório. Lá viu muitas outras crianças dormindo, inclusive Megue que dormia com um sorriso no rosto. Ficou aliviado que nenhum outro mau apareceu para perturbar. De manhã cedo, ela vai ter uma das suas maiores surpresas, não só ela como também todo o orfanato. Caiu em sua cama e dormiu profundamente.
Passada as horas necessárias para o amanhecer, todos despertaram como outro dia qualquer dia. Se levantando, indo lavar o rosto no banheiro para iniciar o desjejum. Contudo, antes que pudessem realizar seus afazeres, a freira veio entrando no dormitório com a cara pálida.
Freira — Crianças, rápido, arrumem a cama e lavem o rosto. A princesa Catharina irá fazer uma visita ao orfanato.
Demorou alguns minutos para que todos absorveram o que acabara de ouvir. A princesa do império virá para visitar o orfanato, o quão louco isso poderia ser ? . Ficaram confusas, até que a freira voltou novamente para orientar as crianças, apressando aqui e ali. Oliver ficou vendo a ação da freira se contendo para não dar risada. Megue que viu Oliver tendo essa atitude estranha, ficou curiosa se ele sabia de alguma coisa.
Megue — Sinto que de alguma forma Oliver está envolvido. Mas quais chance disso ?
Descartando a possibilidade de sua cabeça, arrumou sua cama e foi lavar seu rosto.
Passando outros minutos de muita agitação dentro da igreja, as crianças foram alinhadas em frente a igreja para receber a princesa. Não demorou muito até que um funcionário do império se apresentou a freira dizendo que a princesa está vindo com uma grande comitiva. A freira ficou muda, ainda não compreendendo porquê que uma princesa tão poderosa do reino vinha visitar um mero orfanato.
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Logo, um funcionário do império veio com um rolo de papiro em sua mão, fez posição de sentido e leu falando os motivos da visita da princesa.
Freira — Simplesmente a princesa veio fazer caridade para nossa igreja, a fim de ajudar as crianças a poderem passar no exame de entrada da academia. Por que ?
O funcionário também não sabia dizer as atitudes da princesa.
A comitiva da princesa é composto de funcionários públicos como cozinheiros, outras freiras de hierarquia alta, professores e mestres magos da academia. No meio da comitiva a princesa protegida por sua guarda e suas seguidoras, suas vestes é um manto branco com decoração dourada, sua franja não tampava seu rosto, exibindo a beleza de uma moça da nobreza. Talya também está ao seu lado, vestindo um manto branco com menos detalhes, mas exibindo sua beleza própria. As crianças começam a murmurar, tendo todo tipo de reação. Megue que também está desconcertada, viu Oliver bem calmo, como se isso não fosse de qualquer importância.
A princesa chegou, ela agora está inspecionando as crianças, seu olhar observou criança por criança, vendo crianças magras, outras crianças magras. Fracas e bem fininhas, às mais jovens têm o mesmo aspecto magro. Contudo, seu olhar acabou indo em Oliver que mantinha uma expressão normal, sem sentir qualquer assombro por sua vinda. Olhou para as outras crianças e elas tinham todo tipo de expressão, mas Oliver continuou sereno e suave, sem mostrar qualquer outra reação esperada.
O coração da princesa ficou batendo forte, como se ele passasse a mesma sensação que o homem da madrugada lhe passou. Ele também sequer teve reações típicas de alguém que está vendo pessoalmente alguém da realeza. Megue notou onde seu olhar estava fixo, não só ela Talya e a freira também.
Talya — Algum problema princesa ?
Catharina — Talya, olhe aquele garoto ali, ele não passa uma sensação familiar ?
Talya olhou Oliver, realmente ela sentiu que já tinha visto ele em algum lugar. Esse comportamento adulto de mais para uma criança já tinha a incomodada desde o início, mas vendo de perto, sentiu ser semelhante igual do homem que conheceu na madrugada de hoje.
Talya — Parece o homem de madrugada. Será que ele está nos observando ?
Catharina — Acredito que sim, mas a voz do homem é de um adulto, apesar do seu tamanho podia ser um meio hobbit.
Tayla — Verdade. Aliás, princesa, gostaria de visitar a igreja ?
Catharina olhou para a igreja, depois para Oliver, uma ideia passou na sua mente e ela gostaria de confirmar sua intuição feminina.
Catharina — Freira, gostaria de ver a igreja e dar um passeio, posso escolher alguém como guia ?
A freira ficou muda por um momento.
Freira — Claro princesa Catharina, quem majestade quer como seu guia ?
Catharina com seu dedo aponta para nada mais nada menos que Oliver. Até ele mesmo ficou surpreso ao ser escolhido por ela, por pouco tempo mostrou estar desnorteado, o suficiente para se entregar a Catharina, que em seu coração confirmou ainda mais seus pensamentos.
Megue desconcertada, não pode acreditar no que seus olhos mostraram.A princesa do grande império Auréola, escolheu logo Oliver. De manhã cedo viu como ele agiu de forma estranha e agora a princesa escolhe justamente ele para ser seu guia, não queria pensar na possibilidade disso ter dedo dele, já não basta ele ter aprendido magia através dos livros da biblioteca, mas também os consegue usar com tanta facilidade que a curou com magia tão profunda. Pensamentos e mais pensamentos entravam em sua mente.
A freira, conhece bem Oliver, um jovem sem pais que foi colocado no orfanato bem cedo. Passando boa parte do seu tempo na biblioteca ou vagando pela cidade. Uma das coisas que tinha notado de estranho, foi ele estar absorvido em um livro estranho por dias foi o fato mais anormal, agora, a princesa do império aparece do nada trazendo uma comitiva de freiras superioras, funcionários públicos e professores magos para ensinar as crianças até que elas passem no exame de entrada para academia. Nunca em seus sonhos mais loucos já mais imaginou algo tão doi acontecer. A freira viu a princesa se colocar à frente de Oliver, às crianças que estavam do lado dele se mantiveram bem distante, dando espaço para que os dois ficassem cara a cara. Viu que o garoto sequer mostrou desconcerto, espanto ou assombro por alguém tão poderoso estar cara a cara com ele, é como se tivesse vendo um gato na rua como qualquer outro.
Talya assim que viu sua princesa dizendo que queria Oliver como seu guia, entendeu bem as intenções de sua princesa, uma vez que, ela mesma sentiu certa familiaridade entre o jovem e o mago de manto que ela conheceu e conversou na madrugada de hoje. Sua falta de reação a uma autoridade alta mostra que ele possui uma maturidade muito elevada para um mero plebeu, já que até os mais grandes nobres do império, ficariam alegres e maravilhados em receber a visita da própria princesa em sua morada.
Catharina — O senhor, poderia me dizer seu nome ?
Oliver — Claro majestade, meu nome é Oliver, 12 anos.
Catharina — Conhece bem a igreja em que vive ? Poderia me mostrar ela ?
Oliver — Sim, com prazer majestade. Jamais recusaria o pedido da bela princesa do império.
Todos puderem ver com seus olhos e ouvidos, o quão irônico foi esse garoto chamado Oliver. Das grandes autoridades do reino, até eles não pensariam em ser irônicos ou sarcástico com a princesa, nem mesmo seus irmãos e o próprio imperador de Auréola. Na mente de Talya, sentiu a grande similaridade desse rapaz com o mago. Na sua mente tinha 100% de certeza que eles tinham uma forte ligação. Nas duas hipótese, uma era que esse jovem foi treinado por algum mestre às escondidas enquanto vivia no orfanato, a outra é que elas possuem uma imaginação muito fértil. Só precisavam perguntar o que esse rapaz fez durante a madrugada para por fim em suas dúvidas.
Catharina — Então por favor, nos mostre a direção.
Oliver assentiu guiando a princesa e sua seguido juntamente com outras seguidores da princesa com ela. Todos sendo conduzidos perfeitamente pelo garoto, onde o mesmo contou a história da igreja, quem a fundou, quem foram suas primeiras freiras e seu padre responsável. Mostrou o refeitório, a biblioteca, falou sobre alguns livros que ele leu ( na verdade o antigo dono do corpo leu) e assim por diante. O tour durou algumas horas chegando então a hora do almoço, para os nobres é claro. Levou os convidados para o refeitório onde Oliver viu as crianças almoçando. Por incrível que pareça, os magos professores comeram ao lado das crianças, os funcionários públicos encontraram seu canto e as freiras superiores conversavam com a freira responsável.
O pessoal da princesa logo arrumou um espaço para ela e suas seguidoras servindo um almoço mais elaborado para as moças. Quando Oliver planejava se afastar e ver Megue, Talya segurou Oliver pela borda de sua roupa.
Oliver — Senhorita, o que deseja ?
Olhando Talya segurando a borda de sua camisa e olhando para ela esperando notar sua atitude.
Talya — Me desculpe, na verdade gostaria de fazer algumas perguntas, poderia se juntar a nós ?
Apontando para perto da princesa.
Oliver — Tem certeza ? um plebeu como eu estar ao lado de sua majestade ?
Talya — A princesa acordou bondosa de mais hoje, considerou que vocẽ se sentar perto dela é a maior honra que um plebeu poderia ter.
Oliver ficou pensativo, sabia que não tinha como escapar dali, seria descortês além da conta. Existe um limite que se pode provocar um nobre.
Oliver — Tudo bem, é uma honra aceitar o convite da princesa.
Talya pode sentir sarcasmo vindo dele. Agora só falta confirmar algumas coisas.
Catharina — Senhor Oliver, poderia me ajudar a refletir com algumas questões.
Oliver — Tudo bem, pode mandar suas dúvidas.
Catharine não se segurou, fazendo perguntas que ela já aprendeu com seus professores no palácio, os temas envolveram desde ciência mágica, química, biologia, história. Não há tema que ela não saiba, mas os temas que ela dominava com perfeição foi respondido com total segurança. Não acreditavam que um menino de 12 anos tivesse tanta inteligência. A distância, os magos professores, as freiras superiores, a freira, e as crianças tinham ficado quietas ouvindo o mar de perguntas da princesa, seus olhos e ouvidos ficaram bem atentos com as respostas de Oliver. A princesa muitas vezes teve que tomar seu chá molhar a garganta que ressecam de tanto falar, nunca viu alguém tão inteligente. Agora, não lhe resta dúvidas de que este poderia ser a pessoa a que ela acha ser.
Catharine — Agora, minha última pergunta. Onde esteve pela madrugada de hoje ?
Com esse ultimato, Oliver entendeu que a mesma sentiu que suas atitudes não disfarçadas de hoje, são similares a forma que ele a tratou na madrugada de hoje. Na verdade, trataria da mesma forma outras pessoas, mas cometeu esse leve deslize não disfarçar seu comportamento entre o disfarce e ele.
Oliver fingiu espanto com a pergunta da princesa.
Oliver — Fiquei dormindo a madrugada toda princesa, não há nada a se fazer na capital para uma criança pobre como eu.
Catharine — Alguém pode comprovar isso ?
A princesa olhando para as crianças, viu que seus olhos se desviavam quando ela focava em um canto específico. Megue logo notou que ela fosse escolher alguém aleatório e resolver paga sua dívida agora com Oliver.
Megue — Princesa, Oliver dormiu toda a noite no orfanato.
Catharine — O seu nome é ?
Megue — Meu nome é Megue, princesa.
Catharine — Obrigada, com isso minhas dúvidas foram sanadas.
Oliver — O que houve princesa ? Como sua dúvida está relacionado a mim ?
Catharine — Não é nada de mais, só que alguém que conheço é um pouco similar a vocẽ, apesar de eu não saber sua real identidade.
Oliver — Se eu fosse essa pessoa, numa situação hipotética. O que a senhorita faria ?
Uma leve tensão surgiu no ar, as seguidoras da princesa que tomavam seu chá pararam com suas xícaras presa a seus lábios. Talya congelou não esperando essa pergunta ousada dele. Já tinha tiradas as suspeitas dele, mas veio com uma bomba dessas. A princesa que tomava seu chá quase deixou seu conteúdo cair na mesa, tendo que se recompor rapidamente. Olhou com uma expressão séria, mostrando que ela aceitou seu desafio.
Catharine — Simplesmente se você fosse esse homem, te levaria a força para ser meu professor e ser quem sabe meu candidato a noivo.
Catharine falou ficando levemente ficando vermelha .Com essa outra bomba explodindo, o salão do refeitório ficou num silêncio mortal. Viram uma grande princesa ser desafiada, mas nunca esperaram uma resposta de tal magnitude, sabiam da implicância dessa declaração. Seja qual for a relação entre esse homem o qual a princesa veio atrás e esse garoto chamado Oliver, uma notícia desse nível iria movimentar a capital.
Oliver — Então é uma pena, por não ser esse homem sortudo. É realmente uma pena.
Catharine — Sim, mas é também um alívio para mim, se eu saísse com um plebeu como candidato a noivo, creio que meu pai o imperador não aprovaria. Muito obrigada por nosso guia de hoje. Tenho outros compromissos pela tarde, adeus.
Talya — Princesa espere.
Talya,a princesa e as outras seguidoras saíram, junto com alguns funcionários. O restante vai ficar prestando apoio ao orfanato/igreja até que as crianças com 12 anos consigam passar no exame. Megue viu a princesa sair, mas sentiu que muitos mistérios envolvem Oliver lhe dão um certo charme. As freiras superiores parecem que vão conseguir mais recursos do santuário do templo da deusa Gaia. Isso é bom, agora as crianças vão poder ter um futuro para sonhar.
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