Fantasia

25 Capítulo 17 - Planos


Notas iniciais
Não há palavras para descrever a emoção de saber que vocês ainda acompanham Fantasia! Muito obrigada a todos! Amo vocês! ♥

Capítulo 17 – Planos

“Não são os grandes planos que dão certo; são os pequenos detalhes.”

Stephen Kanitz

O sol já havia nascido há bastante tempo, mas Keiko não estava com a menor vontade de se levantar da cama. As cortinas balançavam suavemente com a brisa que entrava pela janela semiaberta. O clima morno a deixava preguiçosa então tentou voltar a dormir. Mas o sono já se dissipava, e ela abriu um pouquinho os olhos. A cama estava vazia, e mesmo que ela já estivesse esperando por isso, sentiu-se decepcionada.

Queria acordar e ver Kakashi deitado ao seu lado, só para ter certeza absoluta, quando abrisse os olhos, de que não tinha vivido um sonho. Sim, porque nada podia se comparar mais a um sonho do que o que estava acontecendo com ela nos últimos dias.

Espreguiçou-se e puxou o travesseiro que ele havia usado, abraçando-o e sentindo seu cheiro ainda impregnado no tecido. Não, não era um sonho. Era realidade. Mas a realidade não era tão doce quanto o sonho. Ela se lembrou, com um aperto no peito, que havia marcado um encontro com Aki para acertar os detalhes do plano maluco que haviam bolado para enganar Kakashi. Enganar o amor de sua vida. O amor platônico que havia se tornado real e que ela teria que abrir mão em alguns dias. Que loucura...

Keiko pensou em desistir. Sentou-se na cama e até esticou o braço para pegar seu celular e mandar uma mensagem para Aki, desmarcando tudo, mas não o fez. O que aconteceria se ela não deixasse Akira fingir que era o empresário de Kishimoto? O que aconteceria se tentasse impedir Kakashi de voltar para seu mundo? O que aconteceria se ela contasse a ele a verdade sobre a Miko?

Ele a odiaria. Ele a rejeitaria. Ele a veria como uma inimiga e isso ela não podia suportar. Se despedir de Kakashi, quando ele retornasse ao seu mundo, seria infinitamente doloroso, mas saber que ele correspondera aos seus sentimentos enquanto esteve ao seu lado, seria seu consolo. As lembranças de todos os momentos que viveram juntos teriam que bastar para lhe dar forças pra seguir em frente.

Não podia deixar que ele descobrisse a verdade. Não podia correr o risco de ser odiada pelo homem que amava. Isso seria mais do que sofrimento. Seria a morte. Por isso, precisava dar continuidade ao plano e deveria começar a pensar em algo que o mantivesse ocupado durante o tempo em que estaria no IPF.

Levantou-se da cama, pegou roupas limpas e foi para o banheiro, decidida a sair do banho com uma ideia para distrair seu ninja mascarado. Quando terminou de se arrumar, estava desperta e um pouco mais confiante, e já sabia o que devia fazer.

No corredor, Shippo veio gingando em sua direção, se esfregando em suas pernas em busca de um carinho. Com um sorriso, Keiko coçou suas orelhas e ele se jogou no chão, convidando-a a coçar sua barriga peluda.

— Agora não, fofinho... Mais tarde brincamos, sim?

Endireitando-se, fechou os olhos e repassou mentalmente o que deveria dizer e fazer. Então foi direto para a área de serviços. Sabia que Kakashi estaria lá. E, de fato, ele estava. Se notou a presença de Keiko, não disse nada. Continuou concentrado nas flexões que fazia, enquanto ela o admirava, sem coragem de dizer qualquer coisa que interrompesse a visão dos braços dele, fortes e longos, se dobrando e esticando, separados por costas largas e bem desenhadas. Depois de um tempo ele se levantou, olhou para ela e sorriu. Gotas de suor afloravam na raiz dos seus cabelos prateados, e algumas escorriam pela sua testa, descendo pelo rosto e se perdendo no tecido da máscara.

Ele tirou a camiseta, secou o rosto e disse:

— Bom dia, Aka-chan.

Keiko deu alguns passos e, com uma espontaneidade que nem ela mesma sabia ter, o abraçou. Ela precisava daquilo. Precisava daquele pedido de desculpas silencioso, mesmo que ele não soubesse que seu abraço era um pedido de perdão pelo que estava prestes a fazer.

Kakashi retribuiu o abraço, afundou o rosto em seu pescoço e disse baixinho:

— Estou todo suado...

Ela o abraçou ainda mais.

— Não me importo.

— Mas você acabou de tomar banho...

— Não me importo com isso também – sussurrou.

Então eles ficaram abraçados por um longo tempo, e Kakashi notou o quão silenciosa ela estava. Não podia ver seu rosto, mas ouviu seus suspiros e soube, intuitivamente, que algo não estava bem.

— O que houve? – Perguntou enfim, afastando-se um pouco para olhar em seus olhos.

Keiko desviou o olhar.

— Não é nada...

— Mentir não faz o seu tipo.

Não mesmo. Mas ela estava prestes a lhe contar a maior mentira que já havia inventado, enganando-o juntamente com Aki e Akira.

— Eu só queria me certificar de que você ainda estava aqui.

Kakashi entendia aquele sentimento, porque sentia algo semelhante. E era estranho, porque não fazia o menor sentido desejar estar onde estava, sabendo que todo o seu mundo, toda a sua vida, pertencia a outra realidade.

Se envolver com ela não foi uma questão de se permitir sentir algo. Foi uma questão de não ter forças para lutar contra, e isso fazia uma tremenda diferença. Perceber como os sentimentos dela eram profundos, aquecia-lhe o coração. Saber o quanto Keiko se importava, o quanto o queria e o desejava, mexia muito com ele. Desde o primeiro dia, quando as suspeitas de que ela era uma inimiga passaram e ele notou a quantidade de fotos suas espalhadas pela casa, soube que ela nutria algum tipo de sentimento.

De início, ela se disse sua fã, e ele precisava admitir que se sentiu vaidoso. Mas em pouco tempo observou, nos pequenos detalhes, que ela sentia algo mais. Seus olhos, seu sorriso tímido, o modo como corava quando ele lhe provocava... Isso o fascinou e o dominou de tal forma que ele se perguntava como aquilo fora possível.

Como pode tudo ter acontecido tão rápido? Como pode ter se envolvido assim, a ponto de ser doloroso pensar em voltar pra casa? Não fazia muito tempo que havia chegado a esse mundo. Estava confuso, desconfiado, tentando entender o que havia acontecido e ansioso para descobrir como voltar para seu mundo. E agora estava ali, abraçando uma mulher e sentindo coisas por ela que não sabia nem por onde começar a explicar. Sentindo coisas que nunca havia sentido.

Ah, sim, ele havia desejado outras mulheres e viveu experiências com elas, mas ele sempre deixou claro que não haveria nada mais do que uma noite. Quando o sol nascia no horizonte, ele se despedia e voltava à sua vida normalmente. Sem dor. Sem arrependimento. Com o consentimento de ambas as partes. Mas quando se tratava da sua Aka-chan...

“Minha...”

Desde quando Keiko passara a ser sua? Desde que provara seus lábios? Desde que sentira sua pele? Desde que a tomara nos braços e a teve entregue, lânguida, trêmula e apaixonada? Não sabia dizer. Só sabia que pensar em se despedir dela, dizer adeus e voltar à sua vida causava-lhe um aperto no peito. Será que era nisso que ela estava pensando agora?

Ergueu uma mão e tocou gentilmente o seu queixo, fazendo com que olhasse para ele novamente. Dessa vez, ela não o evitou.

Keiko sabia que era preciso ser forte, seguir em frente, botar seu plano em prática. E então ela sorriu, e se sentiu aliviada quando a tensão que emanava dele foi se dissipando aos poucos.

Ele esperava que ela dissesse algo, e Keiko sabia que precisava soar tranquila e sincera para que ele não desconfiasse de nada. Reunindo um pouco mais de coragem, falou:

— Vim te propor um programa diferente para hoje. — Diante da expressão de curiosidade dele, completou: — Tem uma academia aqui perto e estive pensando que poderia te levar lá. Você gosta de exercícios e meu apartamento não oferece muitas opções, então...

Deixou a frase no ar, com um tom despretensioso, mas por dentro torcia, com todas as suas forças, para que ele aceitasse. Quando Kakashi sorriu e ela percebeu um brilho de interesse em seus olhos, deixou escapar o ar que estava prendendo sem perceber.

— Acho que é uma ótima ideia, – ele considerou por um momento – mas e você?

— Não se preocupe comigo – ela tentou soar prática e objetiva. – Lembrei que deixei algumas tarefas incompletas no IPF e preciso finalizá-las para não ter prejuízos com as minhas férias.

— Hm... Sendo assim, a que horas você pretende ir?

Ela deu um sorriso tímido, e esse foi, de fato, sincero.

— Vejo que você acabou de se exercitar, mas pensei que talvez pudéssemos ir agora pela manhã, se você não estiver cansado, lógico...

Kakashi ergueu uma sobrancelha.

— Pareço cansado?

Keiko deu um sorrisinho irônico.

— Quer que eu lhe diga a verdade?

Ele a encarou, surpreso. Não esperava aquela reação dela.

— Você está me provocando?

— Por acaso é só você que tem esse direito?

Ele estreitou os olhos. O que tinha dado nela?

— Isso é um jogo?

— O que você acha?

Ele refletiu por um momento, olhando-a de um jeito que a fez perder o fôlego.

— Acho que você precisa de mais algumas lições sobre como me provocar.

Keiko não conseguiu sustentar seu joguinho e foi impossível evitar o rubor que lhe subiu às faces.

Um sorriso malicioso se formou no rosto de Kakashi. Agora, sim, ela estava agindo como sua Aka-chan.

— Também acho — ele disse, empurrando-a delicadamente contra a parede — que posso te ensinar uma dessas lições agora mesmo...

Ela abriu a boca para protestar, mas ele encostou um dedo em seus lábios, silenciando-a. Com uma das mãos, fechou os olhos dela e, com a outra, desceu a máscara e a beijou.

—x-x-x-

Aki deu um sorriso enorme quando viu Keiko entrando na estufa em que estava trabalhando.

— Eu estava ansiosa, esperando por você! – Abraçou a amiga e a guiou para o final do corredor de plantas, onde havia algumas cadeiras para que se sentassem.

— Cheguei há pouco tempo. Tsuki me disse que você estava aqui. Onde está o Akira?

Aki tirou as luvas de jardinagem que usava e jogou-as a um canto.

— Ele não pôde sair do trabalho. Mas não se preocupe. Como te disse antes, já o deixei ciente de tudo o que está acontecendo. Ele também está assistindo aos episódios de Naruto nas horas vagas pra ir se familiarizando com a obra do autor que ele supostamente agencia.

De início, Keiko se preocupou em contar detalhes do que estava acontecendo para Akira. Mas ela confiava no instinto de Aki e também gostava da ideia que ela havia sugerido.

— Pelos meus cálculos, — Aki continuou — faltam nove dias para o tal “dia de abrir o portal” que a Miko mencionou, não é? — Keiko acenou com a cabeça. – Daqui até lá, ele já vai conhecer bastante coisa da história de Kakashi e os dois poderão conversar tranquilamente.

— Aki... eu realmente gostei do seu plano, mas não sei se Kakashi se contentaria em encontrar o empresário de Kishimoto. Ele está focado em conversar diretamente com o autor, e isso pode ser uma complicação.

— Sem problemas. Peço para o Akira fingir que é o autor. Não vejo complicações nisso.

— Você é muito engenhosa, sabia?

— Ah, pare com isso. – Ela acenou despretensiosamente com a mão e sorriu um pouco encabulada. — Você demorou pra chegar aqui, aconteceu alguma coisa?

Keiko pegou um galhinho de uma planta que estava cortado sobre a bancada e ficou girando-o entre os dedos.

— Nada demais. Só tive que distrair Kakashi antes de vir pra cá.

Aki ergueu uma sobrancelha e sorriu malandramente.

— E como exatamente você o distraiu?

Keiko revirou os olhos e sorriu, corando um pouquinho ao se lembrar dos beijos quentes que ele lhe dera na varanda, antes de saírem para visitar a academia.

— Eu o levei a um lugar apropriado para que pudesse treinar.

Aki pareceu desapontada.

— Então nada de beijos?

Keiko se atrapalhou um pouco, e o galhinho da planta escorregou e caiu no chão. Como esconder algo assim de sua melhor amiga?

— Bem... – começou timidamente – Alguns.

O sorriso de Aki voltou mais radiante.

— Ah, Kei-chan! Você precisa me contar como tem sido estar com ele!

— Aki, você sabe que esses assuntos me deixam muito envergonhada...

Os olhos da morena se abriram um pouco mais.

— “Esses assuntos”? Desde quando alguns beijos viraram esses assuntos?

Keiko desviou os olhos e apertou as mãos nervosamente. O gesto não passou despercebido pela sua amiga.

— Está querendo me dizer que não foram só alguns beijos?

Às vezes a perspicácia e a insistência de sua amiga eram seus piores defeitos. E, para tornar as coisas ainda mais difíceis, Keiko não conseguia mentir pra ela.

— Nós...

Aki esperou ansiosa pelo restante da frase, embora já soubesse o que viria a seguir.

— Vocês... – ela gesticulou com as mãos, incentivando Keiko a continuar.

Ela não conseguiria dizer. Aki era sua melhor amiga, não havia segredos entre elas, mas o que tinha vivido com Kakashi era íntimo demais para ser verbalizado.

— Não dá. Não consigo. – Entregou os pontos. — A única coisa que posso te dizer é que foi maravilhoso, Aki...

A morena ficou encarando-a durante longos segundos, com um sorriso bobo estampado no rosto, então levantou de um salto da sua cadeira e puxou Keiko para um abraço.

— Ah, Keiko! Isso é incrível! – Ela agarrou as mãos da amiga. – Finalmente você seguiu meus conselhos e agarrou aquele ninja sexy! – Ela praticamente dava pulinhos de alegria. — Você merece isso! Eu sei bem o quanto você tem sofrido com seu amor maluco por um cara que não existe. E ver tudo isso se tornar real é simplesmente fabuloso!

— É, mas... – Embora a alegria de Aki fosse contagiante, Keiko não conseguiu evitar que uma sombra turvasse o seu olhar. – Isso tem data para acabar, não é?

Aki apertou um pouco mais as mãos de Keiko entre as suas.

— Você está certa de que enganar Kakashi é o que você quer?

Keiko deu um suspiro exasperado.

— Não é o que eu quero, Aki. É o que precisa ser feito – ela se virou para um vaso de plantas que estava sobre uma mesinha e começou a brincar com a terra que o preenchia. – Não posso correr o risco de ser odiada por ele... Nós estamos... hm... nos relacionando bem, agora. Não sei explicar o que temos, mas sinto que nossa ligação é forte. E eu não falo só de desejo físico. Ele demonstra gostar de mim. Eu sei que é horrível esconder a verdade dele, mas seria ainda pior se ele descobrisse tudo.

Aki ponderou antes de dizer: — A decisão é sua, Kei-chan. Já te disse isso uma vez e volto a repetir, estou do seu lado pra te ajudar.

Keiko se virou e sorriu ternamente para sua amiga.

— Obrigada, Aki... Quando você acha que devemos marcar o encontro?

A morena de cabelos curtos assumiu uma expressão séria.

— O baile de verão do Instituto vai acontecer daqui a nove dias.

Os olhos de Keiko se abriram um pouco mais.

— No mesmo dia da abertura do portal!

— Exato. – Aki respondeu.

— Eu não me lembrei disso!

— Não se culpe. Você estava concentrada em outras coisas – o que é perfeitamente compreensível — e eu já pensei em tudo. Se disser ao Kakashi que o encontro com Kishimoto será no baile, ele não poderá fazer muita coisa a não ser esperar. Então isso dará a vocês a oportunidade de conviverem alguns dias sem se preocuparem com a volta dele para casa.

Isso estava soando bom para Keiko.

— Além do mais, — Aki continuou – o Akira pode dizer que sabe como fazer o Kakashi retornar para seu mundo e depois pode levá-lo ao Templo Kokoro e deixá-lo com a Miko.

Keiko imaginou como seria aquele momento. Eles dois entrando no carro de Akira, indo em direção ao templo. Depois o momento da despedida, as lágrimas, o último beijo... Aquilo lhe causou um mal-estar e ela se apoiou na bancada, sentindo-se fraca.

— Você está bem? – Aki se preocupou.

— Estou, é que... É que pensar nessa despedida dói.

Aki apertou os lábios, e foi para o lado de sua amiga.

— Vai ficar tudo bem, Kei-chan. Tudo o que você tem feito é por amor, não é? Esse é um motivo muito nobre. E você não estará sozinha. Eu vou ficar ao seu lado quando ele se for.

— Meu coração estará estraçalhado, Aki.

— A gente junta os pedacinhos. Não vai ser fácil, mas te prometo que com o tempo, tudo vai ficar bem.

Keiko suspirou tristemente. – Espero que sim...

—x-x-x-

Natsume estava olhando pela janela do seu escritório quando viu de relance o carro de Keiko estacionar na sua vaga reservada.

"O que ela está fazendo aqui? A idiota da amiga dela movimenta meia dúzia de funcionários para conseguir uma liberação de férias para a “Keikozinha”, e agora a ruiva desbotada aparece no Instituto? Preciso verificar o que está acontecendo."

Sorrateiramente, seguiu os passos de Keiko pelo IPF. Viu quando ela entrou em seu laboratório e depois saiu logo em seguida, indo em direção às estufas.

A estufa do setor ao qual o laboratório de Keiko pertencia era bem grande. Havia cerca de seis entradas laterais, além da entrada frontal e de uma pequena porta aos fundos. Natsume esperou que a ruiva entrasse, e se esgueirou por uma das portas laterais, que ficava particularmente escondida atrás de diversos arbustos enfileirados.

Ouviu os passos dela ecoarem até o final do corredor central e, com o corpo inclinado para ficar escondida atrás das bancadas de trabalho, se aproximou do local onde as duas amigas conversavam.

Percebeu que elas falavam do tal mascarado que Keiko comentou no outro dia, perto da sala de informática. O misterioso homem que tinha vindo de outro mundo e que não podia saber do templo. Desde aquele dia, Natsume ficara ansiosa para saber mais informações a respeito do assunto. Era sua chance de se vingar da ruivinha sem graça. Mas o que tinha ouvido da conversa não lhe dera muitas pistas.

Agora, porém, a situação era outra. As amigas estavam falando abertamente sobre o romance que Keiko estava tendo com o homem da máscara e, a certa altura, Natsume ouviu uma informação que considerou importantíssima: um nome — Templo Kokoro. Era o lugar onde ficava a tal sacerdotisa. Aquela que Keiko não queria que seu namoradinho descobrisse.

Pelo visto, as duas amigas estavam planejando algo para o baile de verão.

Natsume sorriu. Que pena, por que ela havia acabado de planejar algo ainda melhor para o dia do baile, e dizia respeito a estragar os planos das duas idiotas. Tudo o que precisava era de uns minutinhos a sós com o tal mascarado misterioso.

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(Continua no próximo capítulo.)

Notas finais
Vejo vocês em breve! ;)