Fanservice

1 Capítulo 1 - Único


Notas iniciais
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E comentem '

Ruki PoV\'s

Era o dia mais quente e chato que eu já tinha visto. Fazia um calor desgraçado naquela maldita Tokyo, e não tinha exatamente nada para fazer. Era dia de folga da banda, ou seja, dia de diversão praia e diversão! Mas, estava insuportável ficar mais alguns segundos dentro daquele apartamento.

Desde que tinha acordado, estava largado com uma roupa de mendigo em cima do sofá olhando fitando o teto e esperando o mundo explodir, para ver se havia alguma diversão naquele lugar. Acho que se o mundo explodisse, seria até mais divertido.

Mas se havia algo que mais me incomodava, era o fato de eu não ser o único naquele forno que era meu apartamento. Ele, Suzuki Akira, estava sentado do outro lado do sofá cochilando. Não me perguntem o que ele fazia aqui, ele inventou de se “convidar” para vir dormir no meu apartamento, já que o dele estava com a privada entupida.

Levantei e fui até a cozinha buscar algo para beber, como já disse, estava um calor absurdo, e tive que apelar para as dozes de sakê que poderia ter naquela coisa branca e peba que chamavam de geladeira.

Abri a porta com a maior motivação do mundo para encontrar? Garrafinhas de água, um resto de mousse de maracujá, pavê e um monte de frutas podres.

Suspirei e peguei o resto da mousse. Voltei para a sala apreciando o movimento de “vai e vem” que a mousse fazia.

Tropecei nos fios da televisão e quase quebrei a cara no chão, ou pior, quase derramei a mousse.

Akira acordara com o barulho que eu tinha feito.

— Vai destruir a casa?

— Morra.

-Acordou de bom humor hoje em?

— Aham. – Me joguei no sofá.

— O que vamos fazer hoje? – Admito que um pensamento pervertido passou pela minha cabeça.

— Que tal uma coisa mais pervertida, gatinho?

Rimos com o meu comentário desnecessário.

— Onde está o resto da banda? – Ele colocou os pés em cima do sofá e agarrou uma almofada.

Que fofo ele estava.

— Aqueles desgraçados foram para a praia e nem nos chamaram.

Suspirei.

Akira deu um soco na almofada, e sua “fofura” foi embora, assim como o zíper da almofada que saiu voando.

— Vai pagar isso. – Dei um tapa nele.

Ele ignorou o que eu disse olhando por dentro do buraquinho da almofada como se lá tivesse alguma coisa “ de interesse “ dele.

— Cara, que tédio.

— É... Dias de folga deviam ser legais.

— Mas eles ainda podem se tornar legais. – Eu já disse que chovia pensamentos perigosos?

— Como? – Arqueei uma das minhas sobrancelhas.

— O que você acha de fazermos um fanservice?

Wow! Adorei a idéia.

— Er...- Fingi estar confuso. Dar muita pista e se fazer de facinho, ninguém gosta, nem mesmo o Akira... Nossa, acabei de chamá-lo de tarado.

— Vamos, é só uma fanservicisinho. – Os olhinhos dele brilharam.

Perguntei-me onde estava o “Akira : Eu destruo as almofadas alheias “.

— Ok. Você venceu. – Venceu o que? Eu queria desde o começo mesmo.

Ele chegou mais perto de mim, se arrastando pelo sofá. Colocou as mãos na minha cintura e aproximou sua boca da minha.

Não sei por que, mas acho que falta alguma coisa.

Olhei bem fundo nos olhos deles e analisei seu rosto antes de fechar meus olhos lentamente.

Deixei por mim ele me guiar como uma boneca e me levar aos seus lábios de uma vez.

Senti sua respiração quente na minha face e sua boca macia tocando a minha. Senti seus braços envolverem minha cintura. Senti eu mesmo inconscientemente enlaçando seu pescoço.

Não tardou a ele abrir a boca devagar. Acompanhei-o abrindo a minha também.

Reita... Ele não quer mais o beijo técnico...

Deveria, mas não me assustei quando a sua língua tocou a minha. Era quente, molhada e era uma delicia, ele deveria ter escovado os dentes ou usado uma balinha de menta, pois não estava com aquele hálito delicioso de : Oi, acabei de acordar.

Aprofundamos mais ainda o beijo. Ele me deitara no colo dele, e afagava meus cabelos enquanto eu passeava minhas mãos pelas suas costas, esquadrinhando cada partizinha do seu corpo.

Paramos de nos beijar para retomar o ar.

— Acho que esse foi o melhor fanservice que eu já fiz. – Ele me abrassou.

— O meu também.

— Taka, sabe de uma coisa?

— O que?

— Aishiteru.

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado '-'
Reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!