Fangirl-ily

2 1. Fangirl


Notas iniciais
Socorro. Eu ainda estou tendo ataques de fangirl pela quantidade inacreditável de comentários e acompanhamentos que essa fanfic teve só NO PRÓLOGO! Gente, vocês têm noção de como a minha cara está nesse momento? Eu sou tipo a Lana Del Rey querendo estar morta aqui, porque, sinceramente, vocês são demais! Como eu sou uma pessoa muito boazinha - e também porque a inspiração deu oi e não foi embora - eu decidi que, como vocês foram leitores maravilhosamente maravilhosos, estava na hora de postar o primeiro capítulo. Contudo já vou deixar claro aqui que não atualizarei tão rápido sempre, pois, como sabem, tenho 984934839843 fanfics para atualizar além dessa e, bem, também tenho trabalho/faculdade/família para dar conta, coisas que ocupam boa parte do meu tempo. Por enquanto, vou tentar atualizar de 15 em 15 dias, certo? Se a inspiração surgir, posto antes, mas se o tempo não deixar vai ser assim mesmo. As meninas estão me doutrinando, portanto só poderei postar o próximo, quando o próximo ao próximo estiver pronto ou, pelo menos, mais da metade escrito. Pois é, elas estão de olho em mim hehehe Enfim, espero que gostem do capítulo, ele está bem gordinho e cheio de Lily fangirl, do jeito que vocês gostam ♥ Enjoy!

[DOMINGO — 26 DE JUNHO, 2016]

A cabeça de Lily girava. Deitada de costas em sua cama, ela observava o teto escuro de seu quarto, atordoada, enquanto tentava entender o que diabos estava acontecendo. Os barulhos na casa ao lado continuavam e se Lily tivesse de escutar a risada dele mais uma vez, não saberia dizer por quanto tempo conseguiria se controlar.

Pela Força.

Pescando o celular de cima da mesinha de cabeceira ao lado de sua cama, Lily desbloqueou a tela e abriu o Twitter, indo direto para o perfil de James Potter. A sequência dos tweets mais recentes acabou piorando a sua – já péssima – situação. Ser fã nunca havia se provado tão difícil.

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@JamesPotter: eu queria estar morto

@JamesPotter: depois de todos os móveis montados e desempacotados, eu me sinto bem melhor (e meus vizinhos também)

@JamesPotter: aliás, vocês nem sabem, uma vizinha muito simpática me convidou para o almoço amanhã

@JamesPotter: nem sabia que as pessoas ainda faziam isso hahaha

@JamesPotter: pensei que esse tipo de coisa só acontecesse antigamente

@JamesPotter: acho que mudar pra Hogsmeade foi realmente uma ótima decisão

****

Pensar que ele estava escrevendo aquelas mensagens a poucos metros de distância fazia com que ela não conseguisse nem mesmo respirar direito. Remexeu-se na cama novamente, sentindo-se inquieta.

O que ela deveria fazer? Como deveria agir?

Ele era seu vizinho, certo, mas também era seu ídolo virtual. Seria possível misturar as duas coisas sem acabar enlouquecendo? Por Darth Vader, como era possível que aquilo estivesse acontecendo?

Voltou a desbloquear seu celular, digitando os números que havia decorado tantas eram as ligações que havia feito para ele.

— Alô?

— Alice! — A voz de Lily beirava a histeria enquanto voltava a se erguer para se aproximar da janela. Todas as luzes de seu quarto estavam apagadas a fim de não deixar à mostra sua sombra e o fato de que estava literalmente stalkeando seu novo vizinho. Não que ele não estivesse acostumado, afinal aquela vida de youtuber famoso deveria proporcionar várias experiências estranhas com as fãs. Entretanto, não era como se Lily quisesse ser conhecida como uma stalker por ele. Quem sabe como “a vizinha bonita” ou “a gata que mora ao lado”. Céus, ela sabia que estava viajando na maionese e que aquele tipo de coisa só acontecia nas fanfics que lia, mas, por Darth Vader! O youtuber favorito dela estava morando na casa ao lado! Quantos plots de capítulos aquilo daria? Quantas histórias inimagináveis poderia escrever baseando-se naquele único fato? Como ela sobreviveria para contar aquela história incrível para o mundo se ela já estava morta? — Você não vai acreditar!

— Vou colocar no viva-voz, espera aí, a Marley ‘tá comigo.

— Rápido, sério! — Lily tentou não movimentar muito a cortina enquanto a afastava, observando a parede azul e branca do outro lado e o garoto que ainda estava lá. Por Darth Vader, ele era ainda mais bonito pessoalmente. Ou, bem, tão pessoalmente quanto a distância entre as duas casas proporcionava.

Pronto, pode falar!

— Oi, Lily! — A voz de Marlene soou em seus ouvidos.

— James Potter...

Oh, cara, de novo esse boy?— Alice a interrompeu antes que pudesse falar e Lily conseguia imaginá-la rolando os olhos. — Ele nunca...

— Ele é meu novo vizinho! — Lily falou antes que ela continuasse. Já havia ouvido aquele sermão pelo menos umas cinquenta mil vezes nos últimos anos, pelos mais diversos motivos: “Han Solo nunca daria atenção para você, Lily, porque ele não existe!”, "Brad Pitt é um ator famoso e não faz ideia de que você existe, Lily. Ele nunca vai te dar atenção porque você é uma reles mortal e ele O Carade Hollywood!”

Alice não era alguém muito motivadora. O celular ficou em silêncio por alguns segundos após as palavras de Lily e ela tirou-o do ouvido para ter certeza de que a ligação não havia caído.

O quê?

— Do que está falando? — Marlene parecia ter pego o celular da mão de Alice pelo barulho de movimento no outro lado da linha. — Como assim “ele é meu novo vizinho”?

— Vocês lembram do Sr. Bulstrode que foi morar em Paris? — Ambas fizeram sons de concordância enquanto Lily afastava um pouco mais o tecido da cortina, percebendo que o garoto havia saído o quarto. Para onde será que ele havia ido? — Pois então, ele tinha colocado a casa à venda... E James Potter está morando nela!

Caraca, Lily! — Marlene parecia impressionada.

— Por Deus, Lily, isso é...

— INCRÍVEL! Eu sei!

— Não era exatamente o que eu iria dizer, mas...

— Eu, sei, Alice, você é uma estraga prazeres de nascença, mas, por Darth Vader! James Potter está morando na casa ao lado! E ele gravou um hangout ontem...

E POR QUE VOCÊ SÓ LIGOU AGORA PARA CONTAR ISSO? — Marlene estava incrédula.

— PORQUE EU ESTAVA TÃO LOUCA E SURTADA QUE NÃO PENSEI EM MAIS NADA O DIA TODO! Sequer saí do quarto hoje! — Lily inspirou profundamente, tentando recuperar o fôlego. — De qualquer forma, ele gravou um hangout contando para os leitores sobre a casa nova, quero dizer, eu estava vendo ele no hangout e pela minha janela! Eu estou surtando! — Lily sentiu a respiração entrecortar quando o viu adentrar novamente o quarto azul, admirando o quanto ele era incrivelmente real. E bonito.

Por Vader, e como!

— Lily? — A voz de Marlene a arrancou de seus devaneios.

— Ele está ali, meninas! Ele está ali, na minha frente, andando como se fosse a coisa mais normal do mundo! Ele está, tipo, respirando o mesmo ar que eu! — Afastou-se da janela, sentindo que acabaria morrendo asfixiada em sua própria surpresa e histeria caso continuasse encarando-o. Atirou-se sobre sua cama desarrumada, batendo o dedo mindinho no pé da cama, fazendo com que ela expirasse um palavrão.

Você está enlouquecendo!

— Segunda, depois da aula de desenho, eu vou ir te buscar no trabalho e vou dormir na sua casa, Lily! — Marlene soava divertida e cheia de expectativas. — Até posso não ser a maior fã do mundo dos vídeos dele, mas, cara, ele está morando ao lado da sua casa! Eu não perderia isso por nada!

— Vocês são loucas, isso que são...

Qual é, Alice, eu sei que você também está doida para dar uma espiada no meu vizinho. — Lily resmungou, algumas lágrimas de dor por causa da batida ainda escorriam por seu rosto, mas ela divertiu-se ao ouvir as amigas rirem com seu comentário.

Quando por fim terminou a ligação, depois de surtar o suficiente para deixar as atrizes mexicanas no chinelo, Lily deixou o celular cair sobre a cama, ao seu lado, olhando para o teto mal iluminado e cheio de pôsteres de Star Wars sem conseguir absorver o que estava acontecendo.

Agindo de forma madura, beliscou o próprio braço: ela não estava sonhando. Era mesmo verdade. James Potter era mesmo seu vizinho.

[SEGUNDA-FEIRA — 27 DE JUNHO, 2016]

Lily acordou cedo naquele dia, mesmo tendo passado praticamente o final de semana inteiro acordada, pensando no que estava acontecendo, sem sair do seu quarto quando não era estritamente necessário. Quando se ergueu da cama, a primeira coisa que fez foi correr até a janela a fim de checar se James Potter estava mesmo ali. Se tudo fosse um sonho, ela não sabia se seria capaz de superar. Nem mesmo quando sonhara com Han Solo lhe pedindo em casamento fora tão vívido – e ela ficara por pelo menos uma semana sem saber qual era o sentido da vida sem o seu amor.

Afastou a cortina, deparando-se com a do seu vizinho totalmente fechada. Talvez ele ainda não tivesse acordado.

— Ou talvez tudo tenha sido um sonho — murmurou para si mesma, sentindo a amargura das palavras ao proferi-las.

Não se dando por vencida, Lily pegou o celular do amontoado de cobertas onde havia deixado, acessando seu Twitter e entrando na conta dele. Os tweets em que ele falava sobre Hogsmeade ainda estavam lá.

****

@fangirl-ily: acordei e não to acreditando

@fangirl-ily: talvez @deus seja bom

@fangirl-ily: céus, eu vou morrer e vai ser hoje

@fangirl-ily: SEM OR ME SALVA

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— Oh, meu Vader! Ele está aqui! — Falou assim que terminou e tuitar e, sem se dar conta, estava pulando.

Afinal de contas aquele era o tipo de comportamento que pessoas normais tinham, certo? Ficar pulando pela casa por descobrir que seu youtuber favorito morava ao lado?

— LILY, QUE BARULHO É ESSE? — A doce melodia que era ouvir os gritos de sua irmã provindos da parede ao lado fez com que toda sua felicidade desaparecesse por alguns segundos. Ali estava o motivo pelo qual odiava as férias: ter de conviver com Petunia.

Certo, certo, sua irmã não era tão ruim assim. O problema era o namorado dela. Nem mesmo os pais das duas, as pessoas mais sensatas e queridas de toda a face da terra, eram a favor do cara. Lily conseguia se lembrar de várias situações em que eles haviam tentado empurrar algum outro garoto para sua irmã.

Uma pena que nunca houvesse funcionado.

Ela e Vernon estavam juntos havia quatro anos e, ao que parecia, as coisas só tendiam a ficar mais sérias. Lily ainda estava chocada com o fato de que ele não a houvesse pedido em casamento ainda..., contudo, levando em consideração o quanto a família dele era asquerosa com Petunia, talvez não fosse assim tão surpreendente.

— NÃO É NADA, TUNEY! — Ela gritou em resposta, deixando os ombros caírem. Encaminhou-se para o banheiro, ainda com o celular na mão. Não conseguia parar de olhar os tweets de seu vizinho. Ele não havia tuitado mais nada, o que só podia significar uma coisa: ainda estava dormindo. E, levando em consideração a recente mudança, James Potter deveria estar realmente cansado, afinal Lily sabia que ele odiava dormir e que sua vida era a base de café.

E, falando em café, James Potter era o maior culpado pelos gastos de seu meio salário serem convertidos em, basicamente, variados tipos daquela iguaria.

Talvez, se ela conseguisse manter uma conversa normal com ele por algum tempo – sem surtar ou pedir para que ele tirasse uma foto com ela para que ela pudesse fazer edits— Lily pudesse pedir um reembolso.

Terminou de se escovar e lavou o rosto, percebendo que seu cabelo estava em um dia ruim. Oh, grande maravilha! Tentou abaixá-los com uma escova, mas tudo o que fazia era aumentar o volume e, por fim, desistiu. Prendeu-o em um rabo de cavalo no alto da cabeça, rezando para que não parecesse demais como uma vassoura.

Vestiu-se e saiu do quarto, ainda observando os tweets dele. E então franziu o cenho ao finalmente perceber uma coisa: qual vizinha o teria convidado para almoçar?

E então suspirou, sabendo a resposta: Jeane Jones, a vizinha maluca que morava do outro lado da casa que agora era de James. Ela era louca para arranjar um namorado para a filha, Gwenog Jones, a Guga. Lily não conseguia entender como a mãe dela não percebia que a filha não gostava daquele tipo de pessoa! Com pênis. O negócio de Guga era outro, totalmente diferente. Ah, sim. Lily sabia muito bem. Fora preciso muita habilidade para dizer um não bastante credível para que a garota a deixasse em paz algum tempo atrás.

Desde então, elas se davam bem. Lily ficava realmente chateada pela mãe de Guga não ser capaz de entender os gostos da filha. Se bem que... seria engraçado imaginar a garota revirando os olhos com as investidas da mãe para cima do youtuber.

Talvez Lily perguntasse para ela depois.

— Bom dia. — Ela cumprimentou o pai assim que adentrou a sala e o encontrou lá, assistindo a uma reprise de futebol. — Você não deveria estar trabalhando?

— Bom dia, Lil’ — ele respondeu, desviando o olhar da tela para sorrir para ela. — Eu e sua mãe estamos de folga hoje, lembra?

— Ah, é o aniversário de casamento de vocês, certo. — Lily sorriu para ele, atirando-se ao seu lado no sofá, recebendo um abraço logo em seguida. — Vocês vão fazer alguma coisa especial?

— Na verdade, vamos sair à noite. E sua mãe vai fazer almoço. — Ele respondeu, voltando a atenção para a TV.

— Onde está a mamãe? — Foi Petunia quem perguntou enquanto descia as escadas. Ela estava arrumada, o cabelo devidamente escovado e caindo em ondas loiras e perfeitas e Lily tinha certeza de que aquele vestido era novo.

— Não! — Lily choramingou, recebendo um olhar questionador da irmã. — Vernon vai vir almoçar hoje?

— É o almoço de aniversário de casamento dos nossos pais!

— Justamente por isso, Tuney! Você não tem noção das coisas? —Lily estava indignada. Ela lembrava muito bem do número de almoços e jantares em que Vernon estivera e que deram certo: nenhum.

— Tudo bem, Lil’ — seu pai a interrompeu e, quando Lily voltou-se para encará-lo, percebeu que ele sorria. — Não tem problema, Tuney. Só diga a ele para não trazer o cachorro. — Oh, o cachorro.

Lily era a maior adoradora de animais do universo, contudo ela tinha certeza de que o cachorro de Vernon era uma mutação. Não era possível um animal daqueles ser normal, por Vader! Ele não podia ver nada que saía mordendo. Parecia um cão do inferno, tipo aqueles de Supernatural, era tenebroso de se ver. Alguém precisava urgentementeexorcizar aquele bicho.

Sem falar que ele não deixava Padfoot em paz e, bem, Padfoot era o bebê da casa. Da última vez em que o cachorro de Vernon havia aparecido por lá, Pads precisou de uma visita ao veterinário.

— Certo, vou avisá-lo. — Tuney concordou, parecendo estranhamente desconfiada do comportamento do pai. Lily não estava muito diferente.

— O que você está tramando? — A ruiva voltou-se para o pai que continuava sorrindo daquele modo maroto. Ele arqueou uma sobrancelha.

— Por que eu estaria tramando alguma coisa? — Mas sorriu ainda mais.

Eles passaram boa parte da manhã ali, sentados, juntos, assistindo o canal de esportes – bem, ele assistia, pois Lily estava ocupada demais devaneando bastante enquanto surtava no Twitter.

****

@fangirl-ily: estou assistindo tv com meu pai, hoje é o aniversário de casamento deles

@fangirl-ily: eles são tipo Marshal e Lily, só que mais velhos e menos doidos

@fangirl-ily: inclusive, Jenna e Lucy foram inspiradas na relação dos dois em “A Culpa Não é das Estrelas”, minha fic

@fangirl-ily: uma pena que não acho nenhuma fanfic boa nesse estilo... ONDE ESTÃO OS FEMME SLASH DESSA PORCARIA?

@fangirl-ily: espero que meu pai não tenha visto isso, senão vai descobrir que eu shippo casais gays...

@fangirl-ily: o que só vai colaborar para o pensamento que ele tem sobre eu ser lésbica. Ele nunca falou, mas eu sei

@fangirl-ily: ele e mamãe nunca me apresentam para nenhum boy, mesmo que vivam fazendo isso para Petunia QUE JÁ TEM NAMORADO

@fangirl-ily: falando em boys: EU AINDA TO SURTANDO, SOCORRO!

@fangirl-ily: acordar e perceber que nem tudo tinha sido um sonho foi... INCRÍVEL!

****

Algum tempo depois, a porta da frente foi aberta e, por ela, Helena Evans, a mãe de Lily, adentrou. Em seus braços haviam várias sacolas de papel com verduras e outros milhares de coisas. Lily ergueu-se de um salto para ajudá-la, mas seu pai chegou primeiro.

Eles se beijaram e Lily sorriu. Eram como um casal de adolescentes, com a única diferença de que estavam completando vinte e cinco anos de casamento.

— Petunia vai trazer o Vernon para o almoço, mamãe. — Lily disse enquanto os acompanhava até a cozinha. Helena sorriu e, para a surpresa da ruiva, tinha a mesma expressão divertida de seu pai.

— Mas que diabos vocês estão tramando, por Darth Vader? — Ela indagou, colocando as duas mãos na cintura enquanto os encarava, indignada.

— Vá tomar um banho e arrumar esses cabelos, Lily. — Helena disse e deu um beijo na testa da filha. — Eles são lindos demais para que você os deixe desse jeito. O almoço vai estar pronto em uma hora.

Preferindo não externar os pensamentos do quanto aquilo era ofensivo, Lily fez o que a mãe mandou, entrando para o chuveiro e sentindo-se a pessoa mais feliz do mundo quando a ideia repentina para o capítulo seguinte de sua longfic surgiu em sua mente. Ela estava travada para escrevê-lo havia séculos!

Saiu do banho e escolheu uma roupa que não fosse um pijama – embora em dias normais seria aquilo o que ela escolheria. Ela precisava ir trabalhar à tarde, então já estaria vestida. Sua camiseta de “Keep calm, I’m not your father”, seus jeans rasgados e suas maravilhosas botinas estavam em perfeitas condições de uso. Até porque, mesmo que fosse o almoço de casamento de seus pais, ela convivia com eles todos os dias de sua vida. Não faria muita diferença usar um vestido ou não.

O cabelo, graças ao shampoo de tratamento maravilhoso sobre o qual havia visto várias resenhas no YouTube, estava definitivamente melhor do que mais cedo. Deixou-os soltos, pois gostava do modo como eles ficavam ondulados ao natural.

Pegando seu celular, ligou para Marlene.

Hey!

— Você vai me encontrar no Movie-Maker hoje?

Bom dia para você também, raio de sol. — Marlene respondeu, divertida. — Sim, vou ir. Que horas você sai?

— Vou ficar até às sete hoje, mas você pode ir mais cedo. Aberforth tem um encontro com a Pince e vai sair antes para se arrumar. — Respondeu, pensando com carinho em seu chefe com seus sessenta anos de idade e totalmente apaixonado pela bibliotecária municipal.

Oh, eu shippo eles fortemente! Certo, vou levar pipoca! E aí depois eu vou para a sua casa e vamos ficar a noite inteira cuidando o seu novo vizinho pela janela. Agora eu vou desligar porque meu irmão não para de me encher.

— Okay. Nos vemos mais tarde.

Até. — E então encerrou a ligação.

Suspirando, imaginando quão terrível seria ter de sentar à mesma mesa que Vernon Dursley e tentar não vomitar por causa de suas piadas idiotas, Lily desceu para a cozinha.

Estava tão concentrada lendo o novo comentário que recebera em sua fanfic que não percebeu as vozes que vinham da sala. O leitor havia comparado a escrita dela com a de The Life and Stars, a fanfic mais famosa Han/Leia do fandom de Star Wars. Por Vader, aquilo era demais para que ela não surtasse. TLAS era só a sua razão de viver, a fanfic que era atualizada de ano em ano, mas que valia a pena ser esperada. E aquele leitor tinha comparado sua fanfic com TLAS!

— Lily! — Ouviu sua mãe chamar assim que adentrou a sala e, ao erguer os olhos para ver o que ela queria, sentiu todo seu mundo desmoronar.

Ao lado de sua mãe, com os cabelos mais bagunçados do que jamais havia pensado ser possível, James Potter a encarava, sorrindo de forma simpática.

James Potter. James Potter! James Potter, dono do canal Prongse do The Marauders,o cara que fazia Lily ficar até altas horas da madrugada assistindo vídeos sem noção e se dobrar de rir por promoções envolvendo vibradores. James Potter, seu youtuber favorito. James Potter, seu novo vizinho.

De forma tardia, Lily percebeu que não havia sido Jeane Jones quem convidara James Potter para almoçar. Oh, não, fora sua mãe. E aquilo explicava muito bem o porquê de seu sorriso maroto enquanto falava sobre Vernon: ela estava tramando para apresentar James Potter para Petunia.

— Ah... Oi? — Ouviu-se murmurar e tentou afastar a expressão de surpresa de seu rosto, qualquer pensamento próximo ao comentário que havia acabado de receber fora varrido de sua mente, dando espaço apenas para James Potter que estava parado bem em sua frente, sorrindo.

— Oh, James, esta é minha filha Lily. Lily, este é nosso novo vizinho! Você acredita que ele, apesar de ser tão novo, já está morando sozinho, longe da casa dos pais? — Helena não parava de falar e Lily tentava absorver as palavras que ela dizia sem abrir muito a boca. — Nós nos encontramos no posto ali da esquina ontem. Convidei ele para o almoço, pobrezinho! Quando o encontrei, estava com as sacolas cheias de enlatados!

— Oi, Lily! — Ele cumprimentou-a e fez um pequeno aceno com a mão, simpático.

Em sua mente, Lily só conseguia pensar “ELE DISSE MEU NOME, ELE DISSE MEU NOME!”, mas, por fora, tudo o que fez foi acenar com a cabeça em resposta.

— Ah, Lily, você está aí. — Edward saiu da cozinha, sorrindo para a filha. — Já viu nosso convidado?

— Sr. Evans, precisa de ajuda com alguma coisa...? — James perguntou, parecendo muito à vontade enquanto conversava com o pai de Lily.

Certo, que diabos estava acontecendo ali? QUE DIABOS ESTAVA ACONTECENDO ALI, EM NOME DA FORÇA? QUE. DIABOS. ESTAVA. ACONTECENDO. ALI?

Agindo de forma madura novamente, Lily tentou disfarçar enquanto beliscava o próprio braço mais uma vez..., mas era real, era muito real. Céus, como ela conseguiria sobreviver para surtar no Twitter? COMO ELA SURTARIA NO TWITTER COM JAMES POTTER EM SUA FRENTE? Ela não lembrava nem das letras do próprio nome, pela Força!

X—X

— ...ajudando meu pai com as brocas e-

— Tuney, você sabia que o James trabalha com vídeos na internet? Eu nem sabia que era possível trabalhar com isso! — Sra. Evans interrompeu o que Vernon estava dizendo, voltando-se para a filha mais velha e sorrindo descaradamente.

Lily tentou não cuspir o que estava em sua boca enquanto observava a irmã ficar a cada segundo mais vermelha.

Estavam sentados à mesa e, na última meia hora, Helena e Edward Evans haviam feito tantas interrupções enquanto Vernon falava que Lily estava começando a ficar com pena.

— Oh, que interessante. — Petunia lançou um olhar furioso para a mãe e então virou-se para Lily com um olhar que ela conhecia muito bem. Oh, Vader, Lily soube imediatamente que acabaria sobrando para ela. Sempre era assim. Petunia não podia descontar a raiva nos pais, porque, bem, eram pais e então descontava na irmã mais nova e sofredora.

Lily conseguiu ver toda sua vida perpassar diante de seus olhos antes da irmã falar:

— Lily adora essas coisas, sabe, James? Vive praticamente vinte e quatro horas assistindo a vídeos de youtubers e nas redes sociais. Talvez ela até te conheça. — Petunia sorriu, amigável. Lily sentiu todo o sangue de seu corpo concentrar-se em seu rosto, deixando-a com a aparência igual a de um tomate. Oh, ela queria matar Petunia. — Não é, Lily?

James, que estava sentado ao lado da ruiva, voltou-se para a garota que estava definitivamente envergonhada.

— Eu... Ahn, hm... Não conheço. — Lily tentou aparentar normalidade enquanto recebia o olhar curioso do rapaz. Céus, ele conseguia ser mais bonito pessoalmente. — Faz vídeos de quê? — Indagou e foi a vez de James ficar vermelho.

Lily lutou contra a vontade de cair na gargalhada, afinal ela sabia exatamente que tipos de vídeo James fazia, principalmente as promoções de materiais duvidosos e todas aquelas loucuras que ele praticava junto dos amigos.

— Sobre livros e séries, essas coisas. — James falou, muito mais convicto do que ela teria esperado. — Mas então, você acompanha algum youtuber?

— Ah, com certeza! Ela passaria a vida inteira no YouTube se não precisasse trabalhar e comer. — Petunia voltou a interromper, parecendo estar se divertindo com o desconforto da irmã, afinal ela sabia que Lily conhecia James Potter. Elas tiveram uma grande e longa discussão quando ganharam o cachorro, dois anos atrás. Lily insistira em chamá-lo de Padfoot porque era o apelido do melhor amigo de seu youtuber favorito.

Céus, a ruiva nunca odiara tanto a irmã como naquele momento.

— Hm, bem, eu acompanho o canal da Lauren Curtis, a australiana, sabe? E também da Molly...

— Ah, de moda... então você acompanha a Mary? — James parecia realmente interessado na conversa, mas Lily não conseguiu esconder o desgosto em sua expressão.

— A McDonald? Ah, bem, eu realmente não gosto dela. — Comentou, sem se dar conta da expressão que se instalara no rosto de James.

— Por quê? — Ele parecia confuso.

— Bem, eu realmente acho que ela é meio... interesseira, na verdade. Desde sempre ela procurava pessoas mais famosas para gravar vídeos com ela. Sem falar que ela se contradiz muito no que fala, uma hora ela não gosta da marca e aí, porque eles mandam presskit ela posta outro vídeo dizendo que amou. — Lily suspirou, indignada, lembrando o quanto não gostava daquela garota. Foi então que viu a expressão no rosto de James e arregalou os olhos, horrorizada. — Ah, meu Deus! Vocês namoram? — Lembrou-se das várias vezes que vira fanfics sobre os dois nos sites e, mesmo não shippando o casal, poderia que todos aqueles plots não fossem assim tão infundados. Ninguém sabia o que realmente acontecia naquele mundo youtubístico. Sentiu o rosto aquecer novamente. — Me desculpa, eu não...

— Não, nós não temos nada. — Ele respondeu, parecendo achar divertida a expressão no rosto dela. — É que ela me convidou recentemente para fazer uma campanha com ela...

— Ah. — Lily assentiu, sentindo-se mortificada. — Bem, talvez eu esteja errada, afinal ela pode ser legal, não é? Não é como se pudéssemos conhecer muito bem as pessoas apenas pelos vídeos. — Deu de ombros, fazendo-se de desentendida.

— Nisso você tem razão. — Ele afirmou e tomou um gole de refrigerante. — Você se surpreenderia com a quantidade de pessoas que não se gostam por trás das câmeras.

— Oh, eu imagino. — Ela comentou, devaneando. — Sempre quis saber se vocês realmente fazem tudo o que dizem que fazem quando não estão gravando... vocês youtubers eu quis dizer — adicionou antes que ficasse muito óbvio que estava se referindo aos Marauders.

James sorriu um pouco mais e tudo o que Lily quis foi gravar aquele momento e transformá-lo em gif para colocar em todos os seus tweets dali para frente.

— Bem, eu estou falando por mim e não pelos outros, mas eu geralmente faço sim o que eu digo, até porque vivo fazendo snap então...

Oh, sim, James, eu sei disso, Lily estava pensando enquanto sorria.

— Deve ser bem legal, né? Gravar vídeos por prazer e receber por isso. Quero dizer, imagino que deva ser cansativo, às vezes, mas é um trabalho realmente legal.

James assentiu.

— Realmente. Claro, tem vezes que você quer desistir e...

— Não! — Lily exclamou antes que pudesse se controlar. — Desculpe, eu quero dizer, não acredito que isso possa ser possível... querer desistir, digo. Com tantos followers... que imagino que você deva ter — pela Força, ela não estava dando nenhuma dentro.

— Bem, é por causa deles que eu não desisti ainda. É muito bom lembrar que tem pessoas se divertindo e se entretendo com o que você faz. Sem falar que, como pessoa pública, dá para interferir em algumas coisas legais, levar causas importantes a conhecimento...

— Mas então, James — Helena voltou a interferir e Lily sentiu-se corar ainda mais ao perceber que havia esquecido completamente da presença de seus pais, sua irmã e seu cunhado por ali. — Você pretende ficar aqui em Hogsmeade por quanto tempo?

James passou as mãos pelos cabelos, exatamente da mesma forma que fazia em seus vídeos, e Lily quis beijá-lo. Imediatamente deixou aqueles pensamentos de lado.

Certo, James Potter era seu vizinho e estava almoçando na casa dela, mas aquilo não queria dizer que ela podia realmente pensar em beijá-lo.

— Então, Sra. Evans...

— Helena.

Helena, eu pretendo fixar residência aqui, sabe? É uma cidade grande e cheia de oportunidades para quem trabalha no meu ramo. Sem falar que as pessoas daqui estão me tratando muito bem. — Sorriu. — Aliás, muito obrigado pelo almoço, estava uma delícia!

Lily baixou os olhos para seu prato, franzindo o cenho ao perceber que não havia mais prato nenhum ali, apenas a tigela de sobremesa vazia. Não conseguia lembrar de ter comido aquilo, mas supôs que a presença de seu youtuber favorito no mesmo ambiente que ela podia ter embaralhado um pouco sua mente.

Ainda com os olhos abaixados, desbloqueou seu celular e assustou-se ao perceber a hora.

— Por Vader! — Murmurou um pouco alto demais. Todos olharam para ela e James parecia realmente divertido por seu vocabulário. — Eu estou atrasada para o trabalho. — Ergueu-se da mesa, sabendo que por mais que Aberforth a adorasse, ele era meio intolerante com atrasos. Não queria passar a primeira hora no trabalho ouvindo-o reclamar. — O almoço estava realmente incrível, mãe, mas eu preciso ir.

— Ah, sim, Sr. Dumbledore não te perdoaria. — Edward Evans comentou, sorrindo. — Que horas você volta?

— Às sete. Marlene vai vir para cá. — Adicionou, lembrando da amiga.

— Vou deixar biscoitos no forno. — Sra. Evans acrescentou. — Inclusive tenho alguns prontos, James, caso queira levar para o lanche da tarde. — Voltou-se para o visitante.

Poupando-se do que seria uma cena potencialmente vergonhosa, Lily subiu as escadas de dois em dois degraus, correndo até seu quarto, escovando os dentes rapidamente e então pegando sua bolsa.

Gritou um “tchau” antes de sair de casa, sem pensar muito no que o garoto pensaria a respeito de sua saída totalmente desajeitada.

Entre James Potter e o seu salário, infelizmente o salário vencia. Ela tinha uma convenção de Cosplayers dali a um mês e precisava terminar de comprar sua fantasia. Ou, bem, era daquilo que tentava se convencer ao apressar-se em direção ao seu local de trabalho.

X—X

Quando finalmente terminou de tirar o pó das prateleiras da sessão de terror, Lily voltou para sua mesa, largando o espanador no armário e ligando o computador. Enquanto o lento processo começava, Lily foi até a cafeteira e encheu uma xícara de café antes de voltar a se sentar.

Acessou seu Twitter assim que o trambolho ligou, suspirando ao pensar que seria mais rápido acessar pelo celular, mas, infelizmente, seu 4G não funcionava direito dentro da loja. E ALI NÃO TINHA WIFI. Aberforth amava antiguidades tanto quanto amava não gastar dinheiro com coisas supérfluas.

Esperou enquanto a banda larga lenta conectava sua conta e, por fim, clicou em suas notificações.

Algumas menções de leitores, outras de Marlene e Alice. James Potter estava tuitando naquele momento, portanto ela logo ignorou o que suas amigas diziam e clicou no perfil dele.

****

@JamesPotter: o almoço hoje foi incrível

@JamesPotter: as pessoas daqui são realmente muito amigáveis

@JamesPotter: ainda estou rindo bastante dos acontecimentos

@JamesPotter: minha vizinha aparentemente é casamenteira e não gosta do namorado da filha mais velha

@JamesPotter: precisei me segurar muito para não rir toda vez que ela interrompia o cara para falar comigo

@JamesPotter: teria muita pena dele se ele não estivesse todo o tempo falando de brocas

@JamesPotter: sinto-me compadecido pela minha vizinha. Imagino que ser sogra daquele cara deve ser bem desesperador

****

Lily gargalhou ao ler os tweets, seus dedos coçando para retweetar o que ele estava escrevendo, afinal aquilo tinha acontecido na casa dela, mas sabia que não podia. Por um momento horrível imaginou o que James Potter diria se encontrasse o Twitter dela e visse tudo o que ela postava por ali.

Principalmente as coisas referentes a ele e ao canal dele. E aos Marauders. Pelo menos o icon de seu Twitter era Leia Organa de biquíni dourado. Ele não desconfiaria de que era ela. Até porque, bem, não era como se ele fosse se importar em procurá-la.

Abriu as mensagens, clicando sobre a conversa com suas amigas.

****

Lily: vocês não vão acreditar na minha sorte

Lily: adivinhem quem foi almoçar na minha casa

Lily: [Imagem de uma mulher no chão e os dizeres “to no chão” abaixo]

Marlene: O QUÊ?

Marlene: seu stalker? Rsrs

Lily: DEUS ME LIVRE DO SNAPE

Lily: não, miga, não!

Lily: JAMES POTTER!

Marlene: COMO ASSIM? ELE FOI ALMOÇAR AÍ?

Lily: miga, eu to tão, mas tão morta, que estou viva

Lily: e o que era pior:

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Mas ela não conseguiu dizer para Marlene o que era pior, pois, naquele momento recebeu uma notificação. Abriu-a, imaginando o que poderia ser e percebeu que @snapeseverus – como se tivesse sido invocado devido à sua menção – havia marcado seu user em uma foto em que dizia “motivos pelos quais não se deve amar youtubers”.

O artigo era tão absurdamente preconceituoso e tão cheio de merdas que Lily desacreditou. O que aquele palerma estava pensando?

Mais uma notificação se seguiu àquela:

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@snapeseverus: @fangirl-ily é por isso que acho um desperdício de tempo você passar tanto tempo

@snapeseverus: @fangirl-ily acompanhando caras babacas como aquele Potter

@snapeseverus: @fangirl-ily você como uma pessoa inteligente deveria estar mais interessada em coisas mais relevantes

@fangirl-ily: @snapeseverus eu juro por Vader que não faço IDEIA DO POR QUE VOCÊ ME MARCOU NESSA BOSTA

@fangirl-ily: @snapeseverus: francamente, Snape, era de se esperar que depois de tanto tempo

@fangirl-ily: @snapeseverus você já tivesse parado de ser tão babaca ou de tentar se meter na minha vida

@fangirl-ily: @snapeseverus para sua informação, James Potter é um cara muito inteligente com propostas super +

@fangirl-ily: @snapeseverus interessantes! Sem falar na quantidade de boas causas que ele ajuda com o canal

@fangirl-ily: @snapeseverus coisa que VOCÊ com suas CAUSAS RELEVANTES (juro que não sei onde apoiar Voldemort pode ser relevante)

@fangirl-ily: @snapeseverus não faz! Então, por favor, para de me marcar em merda e vê se me esquece!

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Lily estava devidamente irritada e foi com muito ódio no coração que se ergueu para atender o novo visitante. Ela não sabia dizer por quanto tempo o skatista ficou lá, pedindo indicações de CD’s de rock alternativo, mas, mesmo que tivessem sido apenas alguns minutos, para ela, fervendo como estava, pareceram horas.

Quem aquele imbecil pensava que era para marcá-la numa foto ofensiva como aquela? Quem ele achava que era para dizer o que ela deveria ou não fazer? Ela já não havia deixado claro que discordava das “coisas relevantes” que Snape fazia? Então porque ele insistia em tentar doutriná-la, quando estava óbvio que ela não queria nem mesmo olhar na cara dele?

— Graças a Vader! — Ela murmurou quando a terceira garota que chegara, depois do skatista ter saído, finalmente foi embora. Praticamente correndo em direção ao computador, Lily expirou uma dezena de palavrões ao perceber que o grande trambolho havia entrado em hibernação.

Tentando não socar a tela enquanto esperava ela voltar, respirou profundamente, querendo mais do que nunca xingar Aberforth por não arrumar a fiação para a rede wifi.

Quando o computador finalmente voltou para a página de notificações dela, percebeu que tinha oito novas notificações. Clicando sobre elas, esperando vários textos haters de Snape explicando suas “causas relevantes”, surpreendeu-se com o que viu:

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James Potter @JamesPotter curtiu 2 tweets

“@fangirl-ily: @snapeseverus para sua informação, James Potter é um cara muito inteligente com propostas super +

@fangirl-ily: @snapeseverus interessantes! Sem falar na quantidade de boas causas que ele ajuda com o canal”

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— Ah, meu Darth Vader! — Ela praticamente gritou, erguendo-se de onde estava sentada e colocando a mão sobre o coração que parecia pipocar dentro de seu peito. Ela tinha certeza de que, se alguém chegasse ali, pensaria que ela estava tendo algum ataque de coração. Mas, bem, não estariam muito enganados. A única coisa que Lily conseguia pensar era: ele sabe que sou eu?

As forças, definitivamente, não estavam conspirando a favor dela.

Notas finais
E aí, amores, o que estão achando, heim? Espero que tenham gostado do capítulo tanto quanto eu gostei de escrevê-lo ♥ Não esqueçam de me contar o que estão achando, sim? Ficarei muito feliz em vê-los por aqui! Ah, sigam o tumblr da fic fangirl-ily.tumblr.com e sigam o twitter oficial da fic: @fangirlily ♥ Se quiserem mais informações, estou sempre no twitter @prongsnitch, no tumblr milleoneprongs.tumblr.com ou no ask.fm/millwinchester ♥ Beijos, gente! ♥