Fanfic Naruto - A História de Tenshi - Pt-br
8 Sempre Estarei ao Seu Lado
Sob o estrelado céu de Tanigakure ela permanecia deitada. Em cima de uma das montanhas que cercavam a Vila podia sentir a grama sob a qual repousava seu corpo enquanto pensava em tudo o que lhe havia passado. Estava em seu lugar favorito e o ambiente era favorável. Aquela noite quente de verão era como um abraço, e aquele era o único lugar acessível onde ela conseguia ver que existia algo além das montanhas que cercavam a Vila.
Obviamente sua mãe não sabia onde ela se encontrava, e depois de tudo o que lhe havia passado, depois de haver corrido o perigo de morrer pelas mãos do enigmático Oono Masato ela sabia que o que sua mãe menos queria naquele momento era que ela corresse aquele risco novamente. Entretando isso não a impediu sair de seu quarto pela janela em direção a seu lugar favorito.
Percebia como sua vida havia revirado em um piscar de olhos e como todo seu caminho havia tomado um rumo diferente do que parecia que tomaria, ainda que no fundo ela sempre soube que algo assim pudesse acontecer.
Tenshi ainda estava atônita com tudo o que havia passado. Em um só dia sua vida havia revirado completamente e ela ainda sentia que seu corpo tremia levemente pela adrenalina. Varios dos momentos que haviam ocorrido naquele dia do seu aniversário apareciam em sua mente como flashbacks. Estava tudo tão fresco em sua cabeça e tinha tanto para pensar…
A conversa que havia tido com sua mãe definitivamente mudava algumas coisas muito importantes em sua vida. Primeiro porque agora ela tinha a certeza de que sairia da Vila dos Vales, e dessa vez não necessitava tomar a difícil decisão de deixar sua mãe.
Outra coisa que passeava por sua cabeça era aquela misteriosa descrição sobre a tatuagem que tinha em sua barriga desde pequena, a qual sempre acreditou ser algum tipo de proteção para ela. Claro que a medida em que foi crescendo aquela explicação passou a ser um pouco vaga, e agora ela entendia o porque. Agora que tinha certeza que sua mãe era uma Ninja, e depois de ouvir aquela explicação se perguntava o que teria dentro dela. A que se referia sua mãe ao dizer que dentro dela havia um poder muito grande? Não estava segura se era uma coisa concreta ou simplesmente algo em sentigo sigurado. Chegou a pensar que podía ser algum tipo de inseto ou algum animal pequeno com habilidades especiais. De fato, todas as suas hipoteses não tinham o menor sentido.
‘’Tenshi é quem eu escolhi para seguir com as tradições do clã Oono’’... Aquela frase… Igualmente atormentava seus pensamentos. Ela não queria entender o que aquilo significava, entretanto aquela a frase continuava martelando seu coração como uma verdade que ela sabia que a qualquer momento teria que encarar.
Estar tão perdida em seus pensamentos fez com que não notasse a chegada de quem, em realidade, era esperado a qualquer momento: Yuri agora estava parado diante dela em uma postura levemente inclinada como se quisesse fazer graça. Tinha um sorriso tímido como Tenshi nunca havia visto.
O pequeno susto pela chegada repentina do amigo fez com que ele risse levemente. Tenshi agora se sentia diferente em sua presença, era como se houve perdido aquela inocência de não pensar em sentimentos ou coisas serias. Alguma barreira emocional estranha a qual Tenshi nunca havia conhecido agora existia entre os dois. Era um tipo de timidez, de falta de naturalidade.
Apesar do sorriso que tinha em seu rosto estava verdadeiramente muito enfurecida com o amigo. Dizer aquilo diante do seu pai era algo muito sério. Com tudo o que Yuri já lhe havia contado sobre as leis do clã Oono, ela sabia que aquilo provavelmente significava que todos na Vila agora esperariam por seu… ‘’matrimonio’’. Aquele fato lhe dava vontade de socá-lo.
Ela franziu a sobrancelha enquanto mantinha seu olhar em direção a sua esquerda como se quisesse evitar ver a seu amigo que se encontrava em seu lado direito. Yuri bem conhecia aquela expressão, e respirando fundo se sentou ao lado dela.
Agora Tenshi virava a cabeça para olhá-lo e com um rosto e voz que expressavam sua indignação disse algumas palavras em tom irritado:
– De onde você tirou essa ideia de ‘’quem eu escolhi para seguir o maldito clã’’?
– Eu não disse maldito..
– Mas eu sim!
Yuri, que antes olhava nos olhos da garota, agora virou sua cabeça para frente e inclinou-a para tras a modo que pudesse ver o céu.
– Eu adoro quando o céu fica assim… – Disse como se não tivesse prestado atenção nas palavras de sua amiga.
– YURI! – Disse Tenshi com a voz ainda mais furiosa. Quando estava daquela maneira ela se parecia muito a sua mãe.
Agora Yuri virou sua cabeça novamente em direção a amiga e olhou em seus olhos com um sorriso. Ele tinha muito claramente os motivos pelo qual havia dito aquilo, e que Tenshi ainda não tivesse entendido era algo surpreendente.
– É muito obvio o motivo – Suspirando levemente ele prosseguiu – Acho que antes eu não queria acreditar no que você me dizia sobre o meu pai, mas infelizmente você tem algo de razão. Ele seria capaz de matar a qualquer um para proteger as leis do nosso clã, incluindo você. Eu simplesmente não podia aceitar que isso pudesse acontecer então tive que tomar medidas tão drasticas quanto a situação…
Tenshi seguia com sua expressnao indignada. Apesar de que Yuri agora deixava muito claro os motivos pelo qual havia dito aquilo, ela ainda pensava que era algo totalmente absurdo.
– Mas deveria ter outra maneira de faz…
– Não tem! – Ele interrompeu agora com uma expressão um pouco mais seria – Não tem outra maneira de conhecer os segredos do Clã Oono se você não é um integrante do Clã. Ou era isso ou agora não estariamos conversando.
– Mas Yuri, isso significa que agora nós teremos que…
– Nos casar.
Tenshi simplesmente tremeu ao ouvir da boca de seu melhor amigo aquelas palavras. Que ideia absurda era aquela? Como podia assimilar que estava prometida a pessoa que sempre foi como seu irmão? Apesar de saber, em teoria, que aquilo havia salvo sua vida ela não podia nem queria entender as consequencias daquele fato.
– Ai, que droga! – Tenshi aparentava estar totalmente enfadada – E como é isso, como podemos fazer pra sair disso? Existe alguma exigencia ou que?
– Temos um ano pra pensar em algo, e nesse um ano você vai conhecer tudo o que é necessario para poder fazer parte do Clã…
– Hum! Na verdade, não se preocupa! Eu não vou ficar na vila nem mais um mês…
Yuri notou tanta certeza naquelas palavras que sentia que algo havia acontecido:
– A que se refere quando diz que não estará aqui nem mais um mês? É sobre aquela mesma história de deixar a Vila? – Ele perguntou preocupado.
– Sim, algo assim. Você pode imaginar que eu falei com a minha mãe depois de tudo o que aconteceu.
– É, eu já esperava isso. E como foi a conversa?
– Foi estranha… Descobri umas coisas estranhas… Mas o importante é que deixaremos a Vila o quanto antes. Ela disse que necessitava um tempo para ajeitar algumas coisas antes de ir. Eu espero que isso seja rápido.
Yuri agora olhou para o solo de grama verde e fresca. Seu olhar demonstrava a dor que aquelas palavras causavam, ainda mais ditas sem nenhum pingo de dor por deixar a Vila e sua amizade com ele.
– Somos Shinobis, Yuri – A garota agora olhava em direção a imensidão do céu a sua frente. Aquelas palavras foram algo inesperadas pelo amigo. – Uma vez um garoto forte e determinado me disse ‘’Somos Shinobis e sempre existirão sacrificios que temos que fazer’’.
Aquele garoto forte e determinado era Yuri, e ao instante em que ela disse aquilo ele identificou aquelas palavras como sendo dele mesmo. tenshi prosseguiu:
– … Esse é o meu caminho, e deixá-lo é o meu primeiro sacríficio como Ninja. Não pense que isso não me doi, que você não significa nada pra mim. Você é o meu irmão e a única outra pessoa que mais me importa nessa vida. Deixá-lo é como esquecer parte do que eu sou… Mas se eu faço isso pra encontrar o que eu vou ser.
Yuri já sentia o peso da despedida. Apesar de que não sabia exatamente quantos dias mais Tenshi estaria ao seu lado, depois de tantos anos de convivencia diaria y compartilhamentos mútuos, ele podia notar que em realidade ela já havia ido. Seu coração e mente já não estavam na Vila, já não estava nos pequenos treinamentos e descobertas que tinham juntos. Ela já havia partido rumo a Konoha e aquilo era um fato dificil de aceitar.
– E..Eu sei disso. Sei que sou importante, sei que a Vila é importante, e sei mais do que ninguém que fazer o que você tem que fazer é ainda mais importante. … Eu te apoiarei no que seja! Sempre estarei ao seu lado, Tenshi-chan!
Agora ambos se olharam com a mesma expressão e sentimentos de quando eram pequenos e juravam estar sempre juntos como irmãos. Os dois sorriram demonstrando seus sentimentos entusiastas e inocentes, com seus olhos que brilhavam como a Luz daquela estrelada noite de verão.
Em uma escura e fria caverna um homem, que possuía os cabelos de cor laranja, se encontrava parado de maneira extática. Seus olhos eram verdes e demonstravam uma aparente indiferença e escuridade. Ele olhava em direção ao fundo do lugar que estava consumido pela escuridão.
Daquele buraco que parecia ser inabitável se podia notar o movimento de algo que se acercava em direção a ele. O caminhar dessa criatura era lento e quase rastejante, sua pele era de uma cor pálida com aspecto reptiliano. Seus olhos possuíam um sombreado roxo, tinham o formato de dos olhos de uma serpente, com uma cor verde-florescente e com uma pupila como a de uma cobra. Seu cabelo era liso, fino e negro. Caía sobre seu rosto acentuando a cor pálida de sua face.
Cada vez mais ele se aproximava do outro que aparentemente o esperava. Quando finalmente chegou a uma distancia razoavel ambos estiveram algum tempo em silencio olhando-se nos olhos.
– Você descubriu alguma coisa? Precisamos da confirmação dos fatos e ninguém além de você pode fazer isso – A voz daquele que primero falou era rouba, como se sussurrasse, como se rastejasse como uma cobra.
– Tenho informações suficientes, mas… Hoje ocorreu um problema inesperado. – Respondeu o outro.
– Não… Importa o que tenha acontecido, traga a garota! Você sabe muito bem a sua parte do plano, não sabe, Oono Masato?
O rosto frio daquele que possuía uma aura escura seguia inexpressivo. Seus olhos simplesmente observavam ao que lhe havía perguntado. Alguns segundos depois de ouvir tal pergunta ele decide fazer seu ultimo comentario:
– Isso não é problema seu, Orochimaru!
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