Fanfic Naruto - A História de Tenshi - Pt-br
5 Haruno Sakura, a Discípula da Godaime Hokage
– Yuri-kun… — Tenshi sentia seu corpo tremer. As palavras de Hiroshi-Sama não saiam de sua cabeça: ‘’A filha do herdeiro...’’. O que ele queria dizer com isso?! Quem era seu pai?! Tenshi sentia um nó na garganta. Queria chorar mas era como se não tivesse lágrimas em seus olhos. Sentia seu estomago revirar de nervoso, e seu coração estava acelerado — Yuri-kun… — prosseguiu — Qu… Quem é meu pai?
Passado algum tempo desde que os dois estavam aí, sem dizer nada, Tenshi estava cabisbaixa e seu olhar ainda parecia perdido dentro dos muitos pensamentos que vinham a sua cabeça.
– No que você está pensando? — Yuri a olhava esperando alguma reação. Ele pensava em alguma maneira de ajudá-la, de confortá-la — O que você vai fazer agora?
Tenshi inspirou e expirou profundamente. Olhou para o teto do templo e viu a pintura antiga de lindos desenhos que pareciam contar estórias. Em um desses desenhos havia um homem que estendia a mão para uma criatura que era a figura de um demônio.
Depois de um tempo sem dizer nada, Tenshi começou a falar:
– Vou fazer… — Ela mantinha seu olhar fixo nas imagens acima, mas agora seu olhar havia mudado. Seu rosto estava sério — Vou fazer o que devo.
Yuri não entendeu o que significava aquela resposta. Antes que pudesse perguntar, Tenshi prosseguiu:
– … Qual seu caminho, Yuri-kun? Qual é o caminho que você escolheu pra sua vida? — Tenshi seguia olhando a imagem a cima. Yuri não entendia o contexto da pergunta, mas agora já podia imaginar no que pensava a amiga.
– Eu escolhi… Ser seu amigo. Escolhi ser o herdeiro da minha familia e do legado do meu Clã; escolhi proteger a Vila... — Yuri respondia com certa insegurança pois não entendia a intenção de Tenshi ao perguntar-lhe isso. Tinha medo de que sua resposta pudesse levá-la a fazer algo que ele não queria que fizesse.
– … Você aceitou seu destino, como todo bom garoto — Agora Tenshi baixou a cabeça e olhou em direção a Yuri. Seus olhos tinham uma vitalidade que fez com que Yuri se sentisse intimidado. Tenshi prosseguiu — Você é um bom garoto, Yuri. Eu sei disso. E eu não desaprovo sua decisão… Mas eu não sou assim, porque eu não aceito o destino que a vida me deu. Eu não vou ficar aqui. Eu não vou seguir o legado do seu clã, e também não posso obedecer as regras egoístas da sua família…
Yuri agora sentiu seu coração acelerar. A final, sua amiga tinha exatamente a resposta que ele tanto temia. Sem medir suas palavras Yuri respodeu:
– O que você vai fazer? Pegar uma mochila e sair procurando uma Vila que você não conhece e um pai que você nem sabe se está morto ou vivo?! — Yuri a encarava. Seu coração sentia a tristeza da ideia de perder a sua melhor amiga, mas suas emoções saíram como se ele sentisse raiva.
– É exatamente o que eu vou fazer. Vou buscar uma Vila que não sei onde fica e procurar pelo meu pai. Vivo ou morto.
– Me parece muito egoísta deixar sua mãe, deixar a Vila, para correr atrás de sonhos que não vão te servir de nada! — Yuri agora começava a falar de maneira alterada — Se seu pai a amasse tanto não a teria deixado ir embora! — Yuri percebeu que havia dito algo que não deveria dizer, mas ele não podia controlar seu nervosismo. Era como se estivesse tentando dizer qualquer coisa que fizesse Tenshi mudar de ideia.
A reação de Tenshi foi imediata. Sem que Yuri tivesse tempo de defener-se, Tenshi fechou o punho e golpeou sua boca tão fortemente que ele caiu no chão. Ao dar-se conta do que havia acontecido, Yuri levantou a cabeça e olhou-a.
– Tem razão… — Tenshi começou a falar, e o olhava desde cima. Yuri estava evidentemente surpreendido. Ela seguiu — Eu não sei se ele me ama... E isso é outra coisa que eu só vou descobrir quando o encontre!
Yuri sabia exatamente o que Tenshi sentia, mas nesse momento não pode entender nem aceitar sua decisão. Internamente ele se recusava a aceitar o que Tenshi planejava fazer. Ele não conseguia dizer nada. Tenshi seguiu falando:
– … Esse é o caminho que eu escolho, Yuri-kun. Eu não espero que você me entenda, nem que aceite… Seu destino é diferente. E eu espero que você seja feliz com sua própria decisão.
Yuri não conseguia olha-la. Cada palavra de sua amiga parecia um adeus, e ele definitivamente não queria ter que passar por isso. Toda sua vida, todos os momentos importantes, todas suas descobertas, todos os seus sonhos. Tudo isso havia sido planejado ao lado da amiga que ele conheceu, por quem ele tinha tanto aprecio, admiração e carinho. Sem que Yuri quisesse uma lagrima caiu de seu olho. Ele continuava sem conseguir olhá-la. Tenshi finalmente disse:
– … Então me imagino que isso seja um adeus — Tenshi agora virava as costas para Yuri, que ainda estava sentado no chão pelo golpe que havia recebido. Ela não queria olhar para trás. Não queria arrepender-se de nada que iria fazer daqui para frente. Começou a caminhar de vagar em direção a saída do templo, até que seus passos aceleraram com a determinação que existiam em seu coração.
Dentro de si, Tenshi sentia tanto quanto Yuri a tristeza que causava sua decisão. Por um lado, deixar o amigo lhe causava a sensação de que sua decisão não estivava completa. Como se seu plano fosse falho. Mas por outro lado, Tenshi já havia esperando muito tempo até que algo lhe desse o impulso necessário para fazer algo por sua própria vida.
Tenshi agora terminava de descer as grandes escadas pela qual havia subido ao templo de Amenoukihashi. Finalmente começou a sentir o alívio de haver tirado um peso tão grande de suas costas.
Começou a sentir uma felicidade, um calor que preenchia seu coração. O calor de haver libertado-se das correntes mentais que a prendiam em sua vida na Vila. Ainda que Yuri fosse seu melhor amigo, ela sentia como se não fosse errado deixá-lo.
[... Mas por que tem que ser tudo tão definitivo?! Não vou deixa-lo! Eu vou voltar por ele e tirar ele dessa vida que ele não merece. Se ele não quiser vir, então eu posso ajudar ele a construir uma Vila digna de ser vivida…]
Os pensamentos de Tenshi começaram a sentir o sabor do entusiasmo que lhe trazia sua decisão. Ainda que, em realidade, o tema de falar com a sua mãe seria muito pior do que haver falado com seu amigo. Ela conhecia muito bem a mãe que tinha, e sabia que não seria nada fácil que ela aceitasse sua decisão.
Ao chegar na ponta da escada, um vulto passa ao lado de Tenshi. Sem se dar conta de quem ou o que era, Tenshi foi surpreendida por trás por alguém que a agarrou com força, tirando-a da escada e tapando sua boca com a mão.
Tenshi se debatia fortemente. Tentava morder ou fazer algo que a tirasse daí, mas seu oponente era incrivelmente forte em comparação a ela.
De repente Tenshi avista na entrada principal do templo a figura de um homem que caminhava em sua direção. Não podia identificar quem era pela luz do Sol que entrava pela porta, mas ao aproximar-se um pouco mais, Tenshi viu a silhueta de uma figura assustadoramente familiar: Oono Masato, o líder da Vila e pai de Yuri.
Finalmente, o homem se aproximou o suficiente para que Tenshi tivesse certeza de quem era. Com seus cabelos longos e alaranjados, e sua figura forte e grave, Oono Masato se aproximava da garota com uma expressão apática e fria.
Tenshi agora estava assustada com a situação, pois sabia que as consequencias de estar no templo de Amenoukihashi eram muito sérias. Oono Masato finalmente se aproximou da garota.
– Solte-a — ordenou ele a pessoa que a segurava.
De uma maneira brusca, Tenshi foi jogada no chão e caiu. No mesmo instante, apoiando-se com as mãos, ela virou em direção a Oono Masato.
Tenshi sentia uma raiva muito grande por aquele homem que estava parado diante de seus olhos. Ela sabia que ele era o responsável pela morte de muitos inocentes na Vila, e que mantinha todos sob seu controle, incluindo a sua mãe, seu melhor amigo e a ela mesma. Por sua causa, a Vila era um lugar de desconfiança e silêncio.
Tenshi estava segura de que morreria naquele instante, exatamente como tantos outros que se atreveram a subir na Montanha Sagrada de Amenoukihashi. Porém este fato fez com que sua raiva aumentasse, e tudo o que sentia saiu em forma de palavras.
– Como você se suporta? — Tenshi perguntou a Oono Masato — Como você tem coragem de se acha o líder de… — antes que pudesse terminar a frase, Masato golpeou o seu rosto com a parte traseira de sua mão. Masato era um homem grande e um Shinobi muito poderoso, e sua força era extremamente maior do que a de Tenshi.
O golpe havia sido tão forte que Tenshi foi arremessada a uma distância de onde ambos estavam parados. Seu corpo inteiro doía, e mesmo que um pouco trêmula, ela se sentou lentamente e viu no chão seu próprio sangue.
Apoiando-se apenas com uma mão, ela se levantou devagar, limpou sua boca e o encarou novamente. Seus olhos estavam fixos nos olhos de Oono Masato, e sua respiração era forte e ofegante.
– Você pode me matar. Mas ainda não vai conseguir suportar a responsabilidade por tanta crueldade. Você é covarde — Tenshi tinha em seu olhar a determinação que preenchia seu coração.
De maneira surpreendentemente rápida, Oono Masato se aproximou de Tenshi e agarrou-a pelo pescoço, levantando-a contra a parede. Tenshi agora não podia respirar bem. A mão de Masato sufocava seu pescoço e ainda que ela a tentasse tirar com suas próprias mãos seus esforços eram inúteis.
A falta de oxigênio fez com que a garota fosse perdendo pouco a pouco a visão. Ela sentia que a qualquer momento desmaiaria, e que esse seria seu fim.
De repente, um enorme barulho soou do lado de fora do templo. Tenshi ainda não conseguia ver muito bem, mas pôde perceber que algo realmente rápido de aproximava.
Uma voz muito familiar soou no salão de entrada do templo:
– SHANNAROO!!! — Como um grito de guerra, Tenshi ouviu a surpreendente e reconfortante voz de sua mãe.
Oono Masato soltou a garota para tentar defender-se, mas Sakura chegou tão rapidamente que com um só golpe fez com que Masato voasse os muitos metros do salão principal. O golpe havia sido tão forte que Masato destruiu os pilares que estavam no caminho, e ainda assim colidiu com a parede no fundo da sala, destruindo-a completamente.
Tenshi estava jogada no chão do salão, seu rosto estava inchado pelo golpe que havia recebido. Ela ainda via tudo de maneira um pouco deturpada, mas mesmo assim pôde ver claramente a figura de sua mãe que estava parada bem ao seu lado.
Sakura agora tinha a postura como se estivesse preparada para lutar. Em sua testa havia aparecido um símbolo que Tenshi notava não existir antes, e sua mãe pareceu tão forte como Tenshi nunca havia visto.
Tenshi estava absolutamente surpresa pelo poder de sua mãe. Ela que sempre viu sua mãe como uma médica comum da Vila e uma mãe dedicada, agora via a figura de alguém que havia salvado a sua vida com uma força sobre humana. Ainda que estivesse muito machucada, pôde sorrir pela felicidade misturada com surpresa que sentia nesse momento.
Tenshi virou a cabeça e notou que Yuri descia as escadas muito rapidamente. Ao chegar no final das escadas, Yuri se deparou com cena onde Tenshi estava ferida no chão e Sakura mantinha seus olhos fixos em direção a toda a destruição que havia ocorrido no salão.
Ao mesmo instante, Oono Masato saía dos escombros deixados pelo golpe, e vinha caminhando com alguma dificuldade em direção a onde todos os outros estavam.
Masato tinha a expressão de furia em seus olhos. Suas pupilas dilatadas e sua respiração ofegante, que era uma mistura da raiva que sentia e das consequencias do impacto.
– Yuri… — disse Masato, enquanto examinava a situação. Sakura então o interrompeu:
– Yuri, leve Tenshi pra casa… AGORA! — Sakura mantinha seus olhos fixos em Masato, e se preparava para ataca-lo novamente a qualquer momento.
Oono Masato tinha seus olhos repletos de raiva, mas seu orgulho não queria demonstra-lo. Com um sorriso sinistros, ainda observando a situação, Oono Masato diz:
– Haruno Sakura! A brilhante discípula da Godaime Hokage!
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