Notas iniciais
Primeiro peço muuitas desculpas por demorar duas semanas em postar o capítulo. Mas acho que ele está tão grande que é equivalente a dois, então tudo bem xD Gente, a fic A Historia de Tenshi tem uma novidade super linda. Uma querida amiga, Miya Nohara, é meio que a desenhadora oficial da Fic e está criando os personagens. Ela já desenhou a Tenshi, que só falta mudar uns detalhes, e também fez um chibi SUPER FOFO da Tenshi e do Yuri!! Vocês podem vê-los aí na capa do capítulo xD O Deviant art dela está nas notas finais. Agora somos todos fãs da Miya Nohara n.n Bom, quero agradecer a todos os novos Favoritos e todos os comentarios super bacana de vocês. Vocês me animam muito, e eu espero que vocês continuem acompanhando a Fic que está apenas começando! Estou esperando ansiosamente sua opinião sobre o capítulo de hoje n.n Obrigada a todos, nos vemos nos comentarios n.n

Com um sorriso sinistros, ainda observando a situação, Oono Masato diz:

– Haruno Sakura! A brilhante discípula da Godaime Hokage!

Seu sorriso era aterrorizante, e sua expressão demonstrava um grau de loucura em seus sentimentos. Entretanto Sakura não se intimidou com a situação. Seu olhar continuava fixo nos olhos de Oono Masato.

Sakura só conseguia pensar no rosto machucado de sua filha, e isso lhe causava a sensação de que seu sangue fervia por dentro. Sem perceber, apertava seus dentes tão fortemente que todo seu maxilar estava tencionado.

Oono Masato seguia com a expressão de deboche, e seus olhos transmitiam maldade, como se realmente estivesse disposto a feri-la ou até matá-la.

Por um momento Yuri não pode se mover pela surpresa que a situação lhe causava. Ver seu pai nessa posição era confirmar exatamente tudo aquilo que Tenshi lhe havia afirmado. De que seu pai seria capaz de matar por seus interesses pessoais. E apesar de ser seu filho, Yuri nunca chegou a conhecer esse lado de Masato.

Ao perceber que Tenshi ainda estava no chão, Yuri se moveu rapidamente em sua direção a fim de ajuda-la. Chegando ao seu lado, ajudou-a a sentar-se.

– Você está bem? — Ele perguntou, observando o inchado que estava seu rosto e o quão vermelho estava seu pescoço pelos golpes de seu pai. Nesse momento, Yuri virou a cabeça em direção a seu pai e por primeiro vez sentiu raiva dele. Mas não tinha tempo, novamente se virou em direção a Tenshi:

– Vamos embora. Temos que sair daqui!

– Mas, a minha mãe… ela…

– A sua mãe é uma shinobi, Tenshi. Ela vai ficar muito bem. Agora nós temos que ir embora o quanto antes, não queremos ver o que vai acontecer aqui.

Yuri a levantou devagar e podia ver que Tenshi estava realmente lesionada. De repente Yuri percebe que um movimento vindo do homem que acompanhava Oono Masato. Seu movimento estava vindo na direção em que ele e Tenshi estavam, e como um reflexo rápido Yuri pôs os os dedos indicador e polegar na boca e soltou um assovio extremamente alto.

Quando o ninja finalmente chegou até eles e puxou sua espada com a intenção de acertar a Tenshi, Yuri se levantou rapidamente e entrou na frente da garota. A espada do ninja chegou a milímetros do pescoço de Yuri, que estava completamente desarmado.

Yuri viu que seu assovio havia dado certo, e que Ooki Tori, o Grande Tigre que era sua invocação, entrava pela sala do templo lentamente sem ser notado.

Yuri olhou nos olhos do Ninja, que tinha todo o resto de seu rosto tapado. Seus olhos eram completamente negros, como se estivessem vazios.

– Afaste-se, Ren… — Yuri disse ao ninja com uma expressão muito séria. A voz rouca e tenebrosa do ninja respondeu:

– Eu só quero a garota, Yuri-Sama. Não se ponha em meu caminho!

– No seu caminho até ela definitivamente vou estar eu no meio. É melhor não tentar.

Yuri e Ren se olhavam fixamente. Ren sabia que não podia encostar em um só fio de cabelo de Yuri, que era seu futuro líder e o filho único de Oono Masato. Mas seu ódio por Yuri era tal que o único motivo pelo qual controlava sua ira era por seu afeto em relação a Masato.

Yuri via por sua visão periférica que Ooki Tora se aproximava lentamente, e já estava praticamente atrás do Ninja. Ooki Tora, como todo felino, era especialista na caça e sua habilidade de passar despercebido era absurda, mesmo que seu tamanho fosse tão grande quanto ela.

Quando Ooki Tora estava exatamente atrás de Ren, Yuri sorriu. Ren agora havia percebido que havia alguém atrás dele e imediatamente se virou com a espada a fim de cortar o que quer que fosse. Ooki Tora abriu sua boca gigante e o engoliu tão rapidamente que Ren não pode fazer nada.

– Tora, esse é un Bunshi (clone), não é? — perguntou Yuri, agora alarmado.

– Sim, Yuri-sama — confirmou o tigre com sua voz e trovão.

– Otimo. Corra o mais rápido o possível com Ren. Vá o mais longe que conseguir até que ele destrua o Bunshi, isso nos ganha tempo…

O tigre confirmou com a cabeça, e com a velocidade de um trovão saiu da sala do templo. Seus pulos eram tão grandes e altos que com apenas três pulos já havia saltado o grande muro de ouro que guardava o templo de Amenoukihashi.

Yuri finalmente virou em direção a Tenshi.

– Você não vai permitir que eu te carregue, não é?! — ele a olhava ainda com algum senso de humor e charme.

– Nem morta — Tenshi sorria. Apesar de machucada, sentia a adrenalina de estar de algum modo feliz. Estava quase segura que era pela aparição repentina de uma nova Haruno Sakura, que além de mãe era uma poderosa Shinobi e sua nova heroína.

Yuri pegou seu braço e envolveu no seu próprio pescoço, tornando-se assim um apoio para que Tenshi pudesse caminhar.

– Vamos embora, Ooki Tora está nos esperando lá fora e nos levará rapidamente até a Vila.

Agora ambos começaram a caminhar em direcão a porta do templo, onde o verdadeiro Ooki Tora os esperava para levá-lo pra casa.

Sakura Haruno ainda mantinha seus olhos tão fixos em Masato. Se podia sentir que sua respiração ofegante não era por cansaço, e sim por uma raiva grande do homem que havia machucado sua filha.

Oono Masato agora se mantinha sério. Todo o sorriso maléfico que em um momento esteve em seu rosto sumiu e deu lugar a uma expressão sombria. Sua postura também era a de quem se preparava para luta, e Sakura sabia que ele não teria piedade nem medo pelo fato de que era uma mulher. Ela sabia que tinha que dar tudo o que podia nessa luta, pois a sua vida e a vida do ser que mais amava estavam em risco.

– Não me me olhe como se tentasse me assustar. Você machucou a minha filha e vai se arrepender por isso! — disse Sakura de maneira alterada. Oono Masato permaneceu em silêncio. Aparentemente a ameaça de Sakura não havia surtido o menor efeito nele.

– Hum… Sakura, eu não nunca me arrependi de nada que fiz — no mesmo instante em que disse isso, Oono Masato se abaixou e rapidamente voou para cima.

Sakura abriu os olhos pela surpresa da rapidez com que fez isso, mas não se deu tempo de ficar surpreendida e se colocou em posição para atacar. Masato agora vinha desde cima em sua direção muito rapidamente com o punho fechado, seus olhos transmitiam raiva e impiedade.

Sakura, ao mesmo instante, fechou seus punhos e voou na mesma direção de Oono Masato. Tinha consciência de que sua força era muito difícil de ser superada, e colocou muito do seu Chakra naquele golpe.

Ambos iam um em direção ao outro prontos para ferir seriamente o primeiro que conseguisse atacar. Ao instante em que se aproximaram o suficiente para que pudessem se acertar, como se fosse um vulto por sua velocidade, Oono Masato voou atrás de Sakura, esticou sua perna e deu um golpe tão forte em suas costas que Sakura caiu rapidamente em contra a parede quebrando-a e ferindo seu rosto.

Sakura caiu da parede ao solo com um grande impacto. Depois de tantos anos sem lutar sentia que seu corpo doía como se fosse a primeira vez que o estivesse fazendo. Seu rosto estava sangrando e ela tinha um pouco de dificuldade em levantar-se.

Oono Masato percebeu que a luta poderia destruir o Sagrado Templo de Amenoukihashi, onde se guardava as antigas escrituras de Rikudou Sennin. A fim de proteger o templo, ele correu rapidamente para o lado de fora, indo em direção ao jardim do templo. Sakura não entendeu tal atitude, mas seu reflexo de mãe sabia que Tenshi estava em algum lugar lá fora, e isso fez com que fosse rapidamente atrás de Masato.

Ele não tinha a intenção de fugir, e a esperava com a mesma postura sinistra que tinha no começo da batalha. Sakura tampouco hesitou em atacar, correndo em sua direcão para tentar acerta-lo com outro de seus golpes devastadores.

A reação de Masato foi surpreendente quando, apenas estirando sua mão ele criou uma cúpula de gelo ao redor de Sakura. Quando se deu conta, estava dentro de uma estrutura feita de gelo em formato de oca que fazia com que a temperatura dentro caísse tremendamente rápido. Ela demorou um tempo para entender o que havia acontecido, mas finalmente a resposta veio com uma lembrança onde a Equipe 7 enfrentou a Zabusa a Haku, o possuidor do mesmo tipo de Jutsu:

– Kekkei Genkai… Isso é... gelo — disse Sakura, que olhava para todas as direções ainda um pouco surpresa de estar dentro da cúpula. Seus braços e pernas rapidamente ficaram frios.

Ela não contava com nenhuma arma além de seus próprios punhos. Ativou o chakra que havia liberado nas extremidades de suas mãos e deu um golpe forte ao no chão de gelo que tinha sob seus pés. Surpreendetemente todo o poder de Sakura não serviu para nada. Não havia feito nem se quer um arranhão do chão, e suas pernas agora ficavam dormentes.

Um sentimento de desespero começou a tomar conta de seu coração, não pela situação em que ela se encontrava mas pelo fato de que agora Oono Masato podia ir onde estava sua filha. Sakura começou a tocar as paredes de gelo que a cercava, em uma tentativa quase psicológica de sair dali.

[... Tenshi, aguenta… RRRRGHH… ] — Sakura pensava, seu rosto transmitia o desespero que crescia dentro dela. Sentimentos antigos começaram a surgir em seu coração. A época do Time 7, e a época onde a Quarta Grande Guerra a separou de todas as pessoas que ela amava. As lembranças começaram a aparecer inconscientemente: ela não protegeria quem ama… Ela seria fraca… Ela seria um estorvo…

O ar dentro da cúpula era gelado, e começou a afetar seu organismo internamente. Sua respiração agora estava ofegante e Sakura já não podia sentir suas pernas. Um sentimento de desistência passou por sua cabeça, com a mesma sensação que tinha na época em que ela não podia ajudar nem salvar seus melhores amigos.

Sua visão começou a ficar turva e ela começou a perder um pouco a noção do espaço, no entanto sua consciencia estava tão ativa quanto nunca, e somente podia pensar em como sair dali.

Ela tinha a sensação de desmaio, e finalmente sem perceber caiu no chão. Já nem conseguia sentir o gelo que queimava sua pele, nem conseguia sentir seus braços e pernas meio congelados. Quando pareceu que ia perder a consciência, o rosto de Uchiha Sasuke apareceu em sua mente. Tão claro como se estivesse acontecendo, Sakura pode ver o rosto sério e pensativo de Sasuke. Se lembrava de um dos últimos momentos que o havia visto. Podia ver os movimentos de sua boca que dirigia algumas palavras a ela, mas não conseguiu ouvir nada.

Logo o confiável e serio rosto de Kakashi apareceu como um Flashback, até que em seguida o sorriso caloroso e a expressão inocente de Uzumaki Naruto a fez sentir como se eles realmente estivessem ao seu lado. O rosto de Naruto aparecia sorridente em sua mente. Todos os seus traços, seus olhos, a energia que ele transmitia a fez recordar de somente uma coisa, um nome que ecoou em sua cabeça e mudou o seu coração: Tenshi.

Sakura abriu os olhos e começou a sentir sua vitalidade aumentar em uma velocidade espantosa, como há muitos anos não sentia. Nesse momento, sem perceber ela havia ativado seu Byakugou, e as marcas negras começavam a aperecer em seu rosto e corpo, assim como havia acontecido na Quarta Guerra Shinobi. O Byakugou era uma técnica que não requer selos de mão e que gera uma regeneração imediata no usuário, curando seus ferimentos sem que este realiza qualquer ação. Ele também aumenta a força e a velocidade.

Agora finalmente todo o Chakra que ela havia acumulado em dezesseis anos havia sido liberado.

– Tenshi, me espera só mais um pouco... — Sakura sabia que necessitava o máximo de Chakra que conseguisse, então cortou seu proprio dedo com a boca fazendo-o sangrar, e utilizou os selos de mão para seu próximo Jutsu: Javali, Cachorro, Passaro, Macaco, Bode — Kuchiyose no Jutsu!

Depois de dezesseis longos anos, Katsuyu, a invocação que sua mestra Tsunade compartia com ela, que antes lhe havia ajudado em diversas ocasiões, apareceu diante dela.

– Ss... Sakura-sama!!! — Katsuy estava tão surpresa que Sakura pode sentir em sua voz doce e tremula. Sakura se sentia a familiaridade de ter a Katsuyu por perto, lhe fazia sentir como se estivesse nos velhos tempos de batalha em Konoha.

– Katsuyu-sama, não tenho muito tempo pra explicar, mas eu preciso que você me dê o máximo de Chakra que você conseguir e AGORA!

– Hai! — disse a doce voz de Katsuy, que agora se aproximava de Sakura para poder transmitir seu Chakra enquanto Sakura se concentrava na manipulação de ambos chakras em suas mãos.

Depois de um tempo, Katsuyu se afastou de Sakura, que agora estava no ápice de sua energia e havia concentrado todo seu Chakra e o de Katsuy com a intenção de romper a cúpula.

– É isso ou nada... — Sakura agora se colocou em postura de ataque. Seus punhos e olhos estavam fechados, e muitas lembranças e pensamentos vinham em sua mente.

Com o modo Byakugou ativado, junto ao Chakra de Katsuy Sakura apertou forte o punho de sua mão direita e foi em direção a parede de gelo que a encobria.

– SHAAAANAROOO!!! — Sakura agora deu um golpe que fez soar um barulho estrondoso dentro e fora da cúpula, e agora a parede de gelo que as mantinha fechada começou a rachar. Ela então deu um outro impulso forte para dar outro golpe na parede, que instantaneamente terminou de quebrar.

Agora ela via todo o jardim do templo Amenoukihashi, tudo parecia tão calmo e ensolarado como se nada nunca tivesse acontecido, e como esperado não via nenhum sinal de Masato.

Ela não podia perder mais tempo aí, e nem sequer pôde dar alguma explicação a Katsuyu, começou a correr rapidamente em direção a sua casa onde ela esperava ansiosamente que estivesse sua filha.

Enquanto voava na densa e fria floresta que cobria a montanha, Sakura não conseguia assimilar a ideia de que algo podia haver passado a sua filha. Tudo o que ela queria era chegar em sua casa e encontrar a Tenshi a salvo. Infelizmente, seu coração de mãe a alertava que Tenshi não estaria aí.

Finalmente Sakura pode ver a vila, e sem nem se preocupar em manter as aparência e caminhar normalmente, seguiu tão rápido quanto pôde em direção a sua casa.

Avistou sua casa de longe como se ninguém tivesse chegado aí em nenhum momento. Isso fez com que seu coração acelerasse e seu estomago revirasse.

Ela abriu a porta com tanta força que quebrou a fechadura, e entrando na casa percebeu que Tenshi e Yuri nunca haviam estado aí, já que tudo estava exatamente do mesmo jeito que havia deixado.

– TENSHI?! YURI?! — Ela tinha a respiração ofegante e seu batimento cardíaco continuava acelerado. Ainda que não quisesse admitir, o fato de que sua filha não estava aí indicava que Oono Masato podia tê-la encontrado antes de Sakura.

Desesperada, Sakura agora corria ainda mais rápido em direção a sua única outra chance de encontrar sua filha bem. As lagrimas corriam por seu rosto e voavam por sua velocidade, e ela se aproximava da casa de Yuri. Obviamente haviam muitas pessoas em toda a vila, mas ela não se importava. Nem se quer havia notado suas presenças nas ruas.

Quando finalmente chegou na porta da casa de Yuri, abriu a porta sem se importar se havia tocado ou não, sem se importar com regras de etiqueta e educação.

Sua primeira visão lhe proporcionou um alivio tão grande que ela começou a tremer, ainda que a situação estivesse um pouco preocupante. Tenshi estava parada atrás de Yuri e de sua mãe, que mantinham uma posição como se quisessem protegê-la de Masato, que também estava parado diante deles.

– TENSHI! — Sakura agora entrou sem se importar para abraçar a sua filha. Tenshi reagiu da mesma maneira, e foi em direção a Sakura. As duas se aproximaram e Sakura a abraçou muito fortemente, fechando seus olhos e agradecendo internamente por vê-la bem.

Muito rapidamente Yuri foi novamente em frente a Tenshi com a atitude de protecão em relação a garota. Sua mãe continuava na mesma posição observando a situação.

Com sua voz tão fria quanto sua expressão, Masato começou a falar:

– Yuri, por que você protege essa garota?! Você conhece muito bem as leis do clã e da Vila, ela não pode viver. Ela e a mãe deve pagar por haver quebrado essas leis. Não há exceções...

Yuri olhava seu pai com indignação. Seu rosto expressava claramente raiva e um grau de surpresa, e ele mantinha sua posição de protetor em relação a Tenshi.

– Chichi (pai), por que você faz isso?! Ela é só uma garota! ELA E MINHA MELHOR AMIGA! — Yuri agora alterava sua voz. O nervosismo da situação fazia com que sua respiração estivesse mais pesada.

– Não vou repetir, SAIA DA FRENTE! — Masato agora foi em direção Tenshi dando um passo, até o momento que foi impedido por sua própria esposa, Oono Hanako, que colocou a mão em seu peito evitando que ele avançasse.

– Masato, ouça o que Yuri tem pra te dizer...

A voz de Hanako transmitia um caráter equânime e uma serenidade natural, e ao mesmo tempo era tão sóbria como se ela sempre dissesse a verdade. Seu rosto era branco e fino, seus traços delicados e seus olhos eram tão bonitos que facilmente alguém podia sentir-se hipnotizado por sua beleza. Seus cabelos eram longos e negros.

Masato parecia ter um grau de respeito por sua esposa, já que no momento em que ela o deteve com sua mão ele não insistiu em avançar. Alem disso, agora ele olhava a Yuri como se esperasse o que ele tinha para dizer. Yuri começou a falar:

– Chichi (pai)... — Yuri hesitou em dizer, olhou para baixo e tinha uma expressão muito séria — ela é a garota... — O comentário de Yuri parecia ter surpreendido grandemente a Oono Masato e havia deixado confusa a Sakura e Tenshi.

Masato mudou a expressão fria para uma cara extremamente séria e nervosa.

– Yuri, você é muito jovem para... — antes que pudesse terminar, Yuri o interrompeu:

– Você disse uma vez que poderia acontecer em qualquer idade. Existe uma idade maxima, mas não uma idade minima... Tenshi é quem eu escolhi para seguir com as tradições do clã Oono. E o senhor sabe muito bem que a partir de agora ela é um membro do clã como qualquer outro, e tem os mesmos direitos que qualquer outro. Portanto, não existe um motivo pra fazer qualquer coisa com ela. Ao contrario, agora ela também deve ser protegida pelas leis do clã.

Agora o rosto de Tenshi estava obviamente surpreendido. A ideia a deixou tão impressionada que ela tomou folego para começar a falar. Sakura já conhecia o caráter impulsivo de sua filha, e como ainda estavam muito próximas a segurou com força e apertou-a indicando que ficasse quieta. Sakura em realidade entendia o que Yuri havia feito, e nesse momento começou a vê-lo como um homem que havia crescido com caráter e com um bom coração.

Masato parecia indignado, e até um pouco desapontado. Todos permaneceram sem dizer uma palavra por um tempo. Todos observavam a Oono Masato, e esperavam a reação que este poderia ter. Seus olhos decepcionados olharam a Yuri:

– Espero que você saiba o está fazendo... — Masato então olhou a Sakura com raiva — Agora, saiam daqui!

Toda a raiva que Sakura sentia por aquele homem agora teve de ser controlada, porque ela sabia que estava em desvantagem já que sendo sua casa ele naturalmente tinha a proteção de ninjas poderosos, além disso ela não sabia a dimensão de seus poderes visto que há pouco tempo ela descobriu que ele era portador de um Kekkei Genkai que havia construido a coisa mais forte ela teve que quebrar.

Aguentando toda a raiva que tinha por dentro, Sakura manteve a Tenshi cerca a seu corpo e marchou em direção a porta, caminharam até o lado de fora e sem olhar para trás ouviram o som da porta que bateu muito forte em suas costas.

Ambas seguiam em silencio, cada uma repleta dos milhares de pensamentos sobre tudo o que havia ocorrido naquele dia. Agora Sakura sabia que teria que ter a conversa mais longa e franca que jamais havia tido com sua filha. Já não podia esconder seu passado, já não podia priva-la de seu proprio futuro. Tudo indicava aquela conversa que ela sempre soube que um dia teria com sua filha.

Depois de um bom tempo caminhando lentamente e sem proferir uma palavra sequer, as duas avistaram sua casa. Se aproximara e abriram a porta que estava quebrada, entraram em silencio e permaneceram em silencio por mais um tempo.

Sakura então se sentou, e como esperado Tenshi de sentou em frente a ela. Tenshi mantinha a expressão e os olhos que transmitiam muita determinação, e conhecendo o caráter de sua filha, Sakura somente planejava uma maneira por onde pudesse começar a contar-lhe tudo. Com a boca um pouco seca Sakura teve que tirar algumas palavras de dentro:

– Temos muito o que conversar.

Notas finais
E aí, gostaram? Estão com uma vontade de saber o que dirá Sakura na conversa com Tenshi?! Pois é minha gente, agora o bicho vai pegar. A tão esperada conversa de Tenshi e Sakura sobre o passado da nossa Haruno vai começar agora. E claro, depois que Tenshi confirmou que sua mãe é uma Shinobi, não da mais pra esconder nada. SO POSSO PROMETER que vocês ainda vão se surpreender muito com a história. Sigam acompanhando e convidem seus amigos para descobrir o que acontece na Historia de Tenshi. Deviantart Miya Nohara, nossa querida desenhadora: http://lennyphantomhive.deviantart.com/