Notas iniciais
Vale lembrar que vou me guiar pelos quadrinhos, então quem acompanhou só o desenho dos Jovens Titãs ou está vendo só Young Justice talvez não entenda algumas coisas, mas dando continuidade na leitura você pega rápido.

As janelas tremeram levemente ao mesmo tempo em que ele conseguia ver aquele rastro vermelho e rápido passando lá fora. Por alguns segundos o som da TV sumiu de sua mente, mas aplausos fizeram com que ele voltasse para o momento, se levantou da cadeira e ficou de frente para janela observando a comemoração enfrente a prefeitura.

– É um grande prazer entregar essa medalha não só para uma ótima policial, não só uma ótima policial que quebrou todas as barreiras, mas para minha filha. – Ouvindo pela TV e vendo de longe as palavras do Comissário Gordon lhe fizeram sorrir bem de leve.

– Obrigado pai, obrigado prefeito... E obrigado a todos vocês. – O olhar de Barbara se perdeu na direção dos prédios, um amontoado de edifícios comerciais com a Torre Wayne bem no meio.

– Parabéns, Barbara. – Ele disse em um tom de voz baixo, olhava pela janela até ser interrompido com batidas em sua porta e ouvir seu nome ser chamado pela secretaria.

– Senhor Wayne, o Senhor Queen acaba de chegar. Posso deixá-lo entrar? – Mesmo antes de uma resposta ser dada o notável Oliver Queen e sua barba tomavam conta da sala de Bruce Wayne.

Um pouco distante dali outra comemoração ocorria, do outro lado do rio o Planeta Diário estava em festa com os últimos acontecimentos. Todos cercavam uma mulher, a linda morena muito bem vestida parecia ser o centro das comemorações.

– Parabéns Linda não acredito que você conseguiu. – Steve abraçou a moça com força a erguendo do chão, isso gerou um rápido olhar invejoso vindo de Cat Grant.

– Vá com calma senhor Lombard, isso aqui é um jornal e não uma casa de massagem de mafiosos tarados com bigodes de desenho animado. – Perry saiu de sua sala com o charuto recaído no canto da boca, e apesar de repreender Steve Lombard também abraçou Linda em agradecimento. – Agora todos de volta ao trabalho, quero uma edição comemorativa amanhã que quebre todos os outros jornais do PAÍS! – Perry gritou olhando em volta procurando quem ousasse ir contra a ordem.

– Obrigada Steve. – Linda gritou, e logo depois deu um beijo no rosto de Perry o deixando meio sem jeito, mas logo a moça se endireitou procurando o caminho para sua sala.

– Não é todo dia que se consegue derrubar todas as dividas e vencer Lex Luthor no tribunal, parabéns Linda. Perry fez bem ao te contratar como advogada do Planeta Diário. – Após correr um pouco para chegar a tempo Clark acabou conseguindo parabenizar Linda Lang.

– Ótimo os senhores todo saber chegaram. – Encostado em um poste com uma fita de não ultrapasse amarrada um dos policiais resmungava ao ver o carro da equipe da pericia criminal chegar.

– Aposto uma grana que ele vai te oferecer um café frio, que tal? – Ainda distantes dos policiais um dos peritos falou com o colega.

– Fechado, e eu aposto que você não vai conseguir ficar dez segundos sem jogar uma cantada naquela policial ali. Que tal essa Bart?

– Conner excluindo nosso outro emprego não é todo dia que tenho a chance de encontrar uma bela agente da lei, de uniforme. – A risada de Bart seguida de uma cotovelada no ombro de colega gerava constantes lembranças de Wally.

– Matt, é uma pena só te ver nessas situações. – Conner cumprimentou o policial com um leve tom sarcástico.

– Fazer o que, o governo precisa de opiniões especiais para ter certeza que uma explosão que derrubou uma das fabricas das Empresas Wayne realmente foi uma explosão. E claro que a presença do diretor de comunicações da empresa ajuda na situação. – Matt olhou para o diretor de comunicações que dava entrevista logo à frente, e olhou com um claro desgosto.

– Senhorita Lane ainda não sabemos de nada, sinto muito, mas até o momento tudo o que podemos dizer é que parece ter sido uma explosão acidental. – O diretor tentava afastar as especulações dos repórteres, e principalmente as teorias exageradas, porém convincentes, de Lois Lane.

– Mas senhor Wayne, o senhor então nega qualquer chance de que os projetos da sua empresa de limpar Metrópolis do fornecimento de material da Luthor Corp. Tenha gerado qualquer retaliação vinda de Lex Luthor? – Novamente a senhorita Lane insistia em sua teoria e de tanto se falar sobre outros repórteres já se apegavam nisso. Ao notar que não conseguiria cessar as insistentes perguntas, que na verdade eram baseadas em uma teoria com grandes chances de ser verdadeira, Tim resolveu dar a entrevista por encerrada. Com a saída de Timothy Wayne todos os repórteres se voltaram para os policias, tantas luzes e barulho já eram incômodos, mas algo tornou a puxar Conner para fora de seu trabalho.

– Conner, Conner! – Lois gritava tentando chamar a atenção do perito.

– Mãe, a senhora sabe que não posso e não vou dizer nada que não me autorizem a revelar. – Conner respondeu rapidamente ao se aproximar de Lois por alguns segundos. Sem pestanejar ela entendeu, e começou a atormentar os policias.

– Eu seria capaz de colocar um rato faminto dentro de minhas calças antes de falar sobre esse caso com você Lane, fora da minha cena de crime... Agora. – Os policiais ao redor de Lane tinham certo receio de repreendê-la daquela forma, algo que não incomodava o Sargento. Na realidade tanta hostilidade com os anos se tornou a única forma de não perder o emprego por que deixou Lois Lane descobrir informações confidenciais.

– Cuidado com o que diz, tem muitos roedores andando por ai. – Praticamente arrancando a alma de cada policial que estivesse num raio de cinco metros Lois se virou e saiu andando, com um caderno quase em branco, porém com a mente cheia.

– Foi mesmo o Luthor pelo jeito, o estranho é que ele parou de usar kryptonita em suas bombas como vinha fazendo. – Aos poucos a multidão em volta do local da explosão ia diminuindo e facilitando o trabalho extra que Conner e Bart tinham que realizar.

– Sem falar que a bomba poderia facilmente ter sido programada para danificar as estruturas a sua volta, mas ela foi muito especifica, até de mais na verdade. Olha só, o prédio caiu. Mas em volta está tudo bem, no máximo algumas janelas quebradas por pequenos destroços que voaram. – Em certos momentos da vida você sabe o quão bom é no que faz e até onde pode ir, e naquele momento Conner e Bart estavam cientes que aquelas explosões eram de tão baixo nível que qualquer um com um mínimo conhecimento conseguiria resolver os problemas, e isso era o mais preocupante.

– Então se não é o Luthor que está fabricando as bombas e explodindo as minhas fabricas, é alguém mais competente e esperto do que ele. O problema é que ninguém com grana suficiente pra fazer isso têm essas características, ao menos que a gente conheça. – Meio que invadindo a área restrita, mesmo para ele, Tim se aproximou dos amigos para analisar por si mesmo as evidencias.

– Na verdade eu andei pensando e acho que alguém com mil dólares em mãos conseguiria montar uma dessas, e estamos em Metrópolis, cidade do progresso.

– Isso quer dizer que basicamente estamos na etapa zero de novo Conner? Por que por mais que Luthor seja um canalha ele ainda fornece empregos, e isso faz com que algumas pessoas não fiquem tão felizes com as atitudes das Empresas Wayne. – Enquanto Tim falava um policial chegou por trás de Bart acompanhado de sua parceira e entregou café para todos.

– Opa, obrigado oficial, e obrigado a senhorita também. – Bart sorriu para a policial pouco antes de quase cuspir o café frio, assim como Conner que tentava engolir o café que mais parecia à bebida matinal do Freeze enquanto Tim parecia gostar muito do seu café, quente.

– De nada Allen, mas conseguiu descobrir algo? – A policial se aproximou um pouco de Bart interessada em ouvir sobre o caso, um pouco mais do que o trabalho lhe forçava.

– O de sempre, uma bomba. Mas dessa vez ela deixou mais pedaços, o que por acaso me preocupa. – E como um flash em sua mente Bart acabou notando algo que já havia discutido com Conner, mas ambos ignoraram. – Sabe, a gente devia sair um dia, no próximo crime a gente marca uma hora. E Conner recolhe tudo e leva pro laboratório. – Com pressa Bart correu normalmente até a esquina até que finalmente pode correr do seu jeito.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.