Fanaa
1 Em algum lugar do meu mundo imaginário
Notas iniciais
Aqui estamos nós, girando em círculos de novo
Somos jovens o suficiente para pensar que podemos
Mas ninguém tem culpa, engraçado como as coisas não mudam
Book of me and you -The Maine
Sabe aquela pessoa que você conhece como a palma da sua mão, que você sabe mais sobre ela do que sobre você mesmo? Pra mim essa pessoa é a minha irmã, Karly. Bem, ela não é minha irmã de sangue, mas, não precisamos estar ligadas pelo sangue, sendo que somos ligadas por qualquer poder cósmico que você possa imaginar. Ela é a minha melhor amiga. Nos conhecemos ainda dentro da de nossas mães (que por coincidência também são melhores amigas) e como não conseguíamos ficar longe uma da outra também nascemos no mesmo dia.
Nossa família era tecnicamente ligada já que minha mãe casou com irmão da mãe da Karly que por vez casou com o meu tio. A única diferença é que meu tio Dan é presente e meu pai é um covarde, sem coração, que virou uma pedra depois de ver a medusa e como ela o odiava, assim como eu odeio, jogou ele do precipício. Em outras palavras ele largou a minha mãe dois meses depois que nasci.
Olhei para o game boy na minha mão.
-Soph pega aquela revista de moda pra mim, por favor –Pediu Karly apontando para uma revista com a capa de uma modelo loira, magra demais e com biquíni. Peguei e lhe entreguei. Enquanto procurava a parte de testes ela olhou pra mim com um olhar de rabo de olho. Ai, droga, eu sabia muito bem o que aquilo significava. Ela começaria com "Soso" e terminaria com ‘você é minha melhor amiga tem que me contar as coisas.’’ Com uma carinha de cachorro que caiu da mudança.
-Soso? –Chamou enquanto deixava a revista de lado
-Oi, Kaká. – Olhei a garota de cabelos compridos e negros, ela tinha um laço de fita cor-de-rosa no alto da cabeça como se fosse uma tiara que separava sua franjinha do resto do cabelo ondulado.
-Você tá bem? –Franziu o cenho ao perguntar
Eu sabia que estava agindo estranho, mas era só lembrar que o primo chato da Kaká iria mudar para a nossa cidade me deixa estressada. Ele é o menino mais chato e insuportável e retardado e idiota do planeta Terra. Minto do universo! Desde quando éramos bem pequenos ele sempre puxava meu cabelo, quebrava as coisas e colocava a culpa em mim, me trancava nos armários só por que eu ia pra lá pra brincar.
Uma vez ele tirou a escada da casa da árvore, eu fiquei lá por horas, em dia de chuva morrendo de tédio e de brinde peguei uma gripe forte o que me deixou duas semanas de cama. A minha felicidade é que ele apenas vinha pra mansão uma semana por ano durante as férias de verão. E a minha desgraça (desculpa a palavra forte, mas você não sabe como o menino é o capeta disfarçado) é que ele vai vir morar na mansão por um tempo. E um pequeno problema é que todas as pessoas, sim, frise todas, as pessoas amam ele. Ele é o príncipe da casa, o filho educado e inteligente que toda mãe pediu, nunca fazia bagunça e ao invés de ver televisão, como toda criança normal, ele lia inúmeros livros. Eu também lia livros, Kathy pira quando começo a ler os livros de filosofia do pai dela. Ela fala que eu pareço lunática demais. Mas, cá pra nós, essa coisa de ser normal é coisa de gente chata. Bom voltando ao assunto ou a realidade, eu só irei falar mal daquela coisa. Por quê? Porque se eu falar bem dele vocês também vão gostar dele. E isso é blasfêmia!
— Ahn?! Ah, estou bem sim, só estou voando. – Sorri, tentando mostrar que estava tudo estava bem.
-Não acredito em você. — Ela cruzou os braços emburrada.
-Kaká... — Tentei falar
-Não, Mary Sophie Housemberg! – Ixi, meu nome inteiro – Tem alguma coisa errada e você não quer me contar! Eu pensei que eu fosse sua melhor amiga! – Jogou os braços pro alto exasperada, da mesma forma que a mãe dela fazia quando estava muito brava.
-Você é... – Já ia falar que a Karly era lunática, mas mais uma vez ela me cortou.
- Então, o que está errado? – Então, seus olhos começaram a encher de água, ela fez um beicinho e tombou a cabeça de lado. Uma perfeita cara de cachorrinho abandonado. Que eu caia todas ás vezes.
Seria fácil se eu contasse pra ela que o problema é o primo dela, não é?! Mas, quando disse que todas as pessoas o amavam, também inclui a K. nesse bolo.
— Só estou lembrando que as aulas vão voltar em pouco tempo... – Tirei o cabelo da minha franja dos meus olhos.
— Mentira, é por causa de outra coisa. – Disse me acusando, apontando o dedo com a unha de francesinha pra mim. — É por causa do ,Jonh?
- Não, sim, não. – Ela ia falar alguma coisa, no entanto, a porta do quarto de Karly abriu e uma mulher de cerca de 40 anos apareceu com um sorriso enorme no rosto. Tinha cabelos da mesma cor da Karly, pretos, vestia uma saia com risca de giz azul escuro com um blazer da mesma cor, com uma blusa branca social por baixo. Tinha poucos acessórios os que valorizavam a roupa. A minha melhor amiga olhou pra mim e falou mudamente “Isso não acabou’’.
— Amores, eu tenho uma surpresa pra você lá em baixo. – Blair disse animada tinha um sorriso tão espontâneo e grande que parecia se ela ficasse mais dois segundos com ele sua bochecha rasgaria. Senti um pouco mais animada, eu odiava surpresas por um lado, mas, por outro, ficaria livre da Karly e seu olhar assassino.
- Claro! – Nos levantamos Karly deixando sua revista no chão e eu meu game boy. Eu gosto de vídeo games. Sou garota, mas gosto de vídeos games, sem machismo, por favor.
— Você sabe que... – Kaká sussurrou. Como ela gosta de falar. Ela fala o mesmo tanto que eu fico calada.
— Que não terminou, eu sei. — Sussurrei pra ela — Mas, não estressa. Se você acha que é seu primo chato a única coisa que eu vou fazer é cortar o cabelo dele deixando um monte de buracos ou empurrá-lo escada abaixo para que quebre os dois braços, uma perna e a coluna. Algo que o machuque ou humilhe. – Coloquei a mão no queixo fingindo que estava pensando. Ela riu.
-Sem mais filmes de máfia italiana pra você. –Ela riu.
-Hey, Robert DeNiro me ensinou muitas coisas instrutivas, como fazer lavagem de dinheiro, depositar dinheiro em bancos de vários países diferente, chantagem e como persuadir uma pessoa. – Comecei a enumerar
-Soph. –Kaká chamou.
-Oi? –Perguntei ainda tentando lembrar o que eu aprendi com os filmes da máfia.
-Você está voando de novo. – Fiz uma careta e ela gargalhou alto, enquanto descíamos as escadas.
— Do que vocês estão rindo? — Blair perguntou, enquanto Karly continuava a rir.
-Nada não, tia. Só acho que sua filha está precisando ir ao medico. Ela esta com probleminha – Com o dedo indicador apontei pra minha cabeça e o mais estranho é que ela começou a rir mais. Até que ela viu algo no fim da escada e saiu correndo passando por mim e tia Blair como um furacão.
- JOHNNY! – Foi então que eu reparei o garoto parado no meio da sala de estar. Desci atrás da senhora que estava na minha frente. Ele pós a mala no chão e esperou a prima pular em seus braços. Ele deu um pequeno sorriso e falou.
-Hey, pequena. – Quando Karly pulou em cima do primo seus braços ao redor do primo o abraçando forte o fez dar dois passos para trás por causa do impacto. – Tá comendo o que? Ficou pesada demais em um ano. Engordou quanto? – Ele levou um tapa da prima que era uns bons vinte centímetros mais baixa que ele, passou a mão no o rosto tirando o cabelo loiro do seu olho. Então, seu olhar caiu sobre mim, vi o sorriso dele transformar, ficando um pouco largo demais. Os olhos dele pareciam ser feitos de um chocolate bem quente, o que estranhamente era como eu estava me sentindo. Quente. Até mesmo febril. O que esta acontecendo? O garoto de 1,80 de cabelos loiros brilhante um pouco longo já que caia sobre o seu rosto de forma que ele tinha uma franja, ele tinha um maxilar anguloso e bochechas coradas, percebi que través da jaqueta de couro preta dele ele tinha músculos. Sophie Housenberg você está doida. Balancei a cabeça.
-Ora, ora, se não é a Mary – E agora o garoto de sorriso maravilhoso perdeu seu encanto.
-Sophie, Josh. Sophie! – Disse terminando de descer as escadas. Vi o sorriso de Karly murchar prevendo o que aconteceria. Nada tinha mudado. Ele riu de forma irônica.
- Até hoje não sabe meu nome certo? – Arqueou a sobrancelha e cruzou os braços ao redor de seu tórax e deu passo em minha direção.
- Saber eu posso até saber... Mas, não faço questão de lembrar. – Sorri de forma falsa e dei um passo na direção dele.
— A mesma baixinha orgulhosa de sempre. – Deu mais um passo.
- E olha o mesmo mimado e egocêntrico de sempre. – Dei mais um passo ficando menos de dez centímetros dele. Ficamos nos olhando de cara fechada nos desafiando.
- Opa, opa gente chega de briga. –Disse Karly
- Não estamos brigando! – Falamos alto ao mesmo tempo e nos encaramos com raiva novamente. O tempo não muda nada nem ninguém, John pode ter perdido as espinhas e ter ganhado alguns músculos, mas ele nunca vai mudar. Sempre será o primo idiota da minha melhor amiga.
Notas finais
... Continua
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