P.O.V. Sarah Bakker.

Decidi descer lá no porão para ver o que o meu pai estava fazendo e fico chocada ao vê-lo espionando alguém com um equipamento top de linha.

–Você está espionando alguém?

–O que faz aqui Sarah?

–Vim ver o que você estava fazendo.

–E o que você quer pra ficar quieta á respeito disso?

–Quero te ajudar, ser sua parceira no crime.

–Tá bem.

–Oba! Mas, quem é que você tá espionando?

–Os vizinhos, mas meu foco central é a bruxa.

–A namorada do Charlie?

–Sim!

–Olha, são eles. Estão subindo as escadas.

–Droga! Estão no quarto.

–Acho que estão conversando. Vamos ouvir.

P.O.V. Annie.

Charlie e eu estávamos no meu quarto.

–Sabe Charlie, eu gosto muito de você.

–Também gosto muito de você Annie.

–Que coisa! Esta maldita sensação não vai embora!

–Que sensação, Annie?

–De que estou sendo vigiada, observada.

–Sabe desde que passei pela porta da frente também estou me sentindo assim.

–Será que o meu pai colocou câmeras pra me vigiar e ter certeza de que não estamos juntos?

–Não sei.

–Você não acha que o seu pai faria isso, né Charlie?

–Acho que não, ele ficou irritado quando descobriu, mas ele não jogaria tão baixo.

–É, acho que tem razão. Afinal o seu pai é gente boa e é honesto coisa que o meu não é.

–Porque você diz isso?

–Charlie, meu pai é um criminoso. Um chefão da máfia,ele já matou pessoas.

–Meu Deus! Isso é realmente perturbador.

–Com certeza, estamos sempre nos mudando, mudando de aparência e de nome.

Sempre fugindo.

–Deve ser horrível.

–É sim.

–Mas, eu sempre estarei aqui. Não importa o que aconteça.