Família Grey
45 Patrulha Salvadora
Notas iniciais
**Alexandre**
Dois meses depois.
– Fica na sua cara. – falei para Teddy.
Hoje é o baile de caridade de um amigo da vovó, estamos sentados em uma mesa de oito cadeiras. Marcos também está aqui já que ele está meio que namorando a Mel. Theodore levantou e decidido para mesa ao lado onde minha maninha estava com outro grupo.
– Merda. – resmungo e vou atrás dele.
Ele pegou a mão d Ava e puxou ela lá para fora. Segui-os; esses dois nos últimos dois meses estão como cão e gato.
Uma vez que estávamos lá fora, eles começaram a discutir. – Eles discuti, e em questão de segundo estão se beijando, depois Ava empurra ele ai acaba a história do dia. – Decido deixa eles lá e vou para dentro, mas antes de chegar vejo uma cabeleira ruiva, sentada no escuro próximo ao estacionamento. Caminho até lá e vejo que ela está chorando sento ao lado dela sem que ela perceba.
– Oi. – sussurro.
Ela se encolhe funga, mas não responde. Tento de novo.
– Oi meu nome é Alexandre, mas pode me chamar de Xande.
Ela ainda não responde, talvez seja tímida, agora percebo que ela está tremendo. Ela está com um vestido rosa pálido com a alça bem fininha, talvez ela esteja com frio, tiro meu casaco – Que graças á Deus mamãe me obrigou a usar. – E coloco sobre ela; que aperta o casaco com força é talvez ela esteja com frio.
– Obrigado. – ela fala em um som quase inaudível.
A voz dela é suave e delicada. Típico de uma menina doce.
– Por nada como é seu nome? – pergunto.
– Heloise. – responde sussurrando.
– Por que você está aqui fora sozinha?
– Aqui é mais seguro.
– Seguro? Aqui não tem nenhum segurança caso aconteça alguma coisa. – falo. Nunca me preocupei com ninguém assim, mas sinto que preciso protegê-la.
– Você não entende, é complicado. – responde.
– Me explique eu sou um cara inteligente.
Ele dar uma risadinha, e é o som mais bonito que eu ouvi em toda minha vida.
– Ele. – ela hesita um instante depois retoma a fala. – É difícil.
Esperei, ela soltou um suspiro pesado e balançou a cabeça.
– É melhor eu entrar. – disse já se levantando.
Levanto rapidamente e fico ao lado dela, ela tira o casaco e me entrega.
– Obrigado Alexandre. – ela diz e meu nome saindo dos seus lábios é bonito demais.
– Heloise o que você está fazendo aqui fora? – ralhou uma voz masculina.
– Vim... Eu vim. – Ela gagueja rígida. – Vim tomar um ar papai.
Ele caminha para o nosso lado e pega o braço dela com força que ela estremece. Olhos para seu rosto e seus olhos azuis estão vermelhos e assustados. O tal homem olha para mim e me encara.
– Quem é você? – rosna.
– Alexandre. – respondo.
– O que você estava fazendo com a minha filha.
– Papai ele só estava me fazendo companhia. – diz Heloise.
Ele dirigiu seu olhar irritado para ela e a beliscou olhei para ele espantado. Olhei para Heloise que tentava falhamente não chorar.
– Só fale comigo quando eu autorizar. – rosnou ele para ela.
– Sim senhor. – balbuciou ela.
– E você fique longe da minha filha. – rosnou para mim antes de puxa ela para dentro do salão.
Fiquei lá parado feito uma estatua, não sabia o que fazer ou para onde ir, senti muita pena da Heloise ela não merece um pai como aquele homem. Preciso ajuda-la mais eu não sei o sobrenome dela. Caminho para dentro e vou para o lado do homem que controla todo.
– Tio posso falar com o senhor um instante? – pergunto ao tio Christian quando chego à mesa deles.
– Claro. – respondeu.
Parei na entrada esperando tio Christian, antes de ir para mesa deles, localizei onde estava Heloise e o pai.
– O que Xande? – perguntou tio Christian.
– O senhor sabe quem é aquele homem? – perguntei apontando para o homem com a cabeça.
– Sim é o Edgar Wilton.
– Aquela é a filha dele certo? – perguntei.
– Sim Heloise Wilton. – respondeu com a testa franzida.
– Ela não tem mãe?
– Não ela faleceu no parto.
Hum...
– Obrigada tio. – respondo com um sorriso.
– Por que essas perguntas. – pergunta ele erguendo as sobrancelhas.
– Nada não tio. – respondo e saio.
Preciso colocar meu plano em pratica vou até a mamãe que estava conversando com uma mulher.
– Licença. – digo.
– Oi filho. – disse mamãe.
– A senhora poderia me dá um papel e uma caneta? – peço mamãe nunca anda desprevenida já que ela é jornalista.
– Nossa Kate como ele está crescido. Disse a mulher com quem ela estava conversando.
– Não é Marta é um pulo que eles dão. – respondeu mamãe. Ela me deu o que eu pedi e vou para uma mesa vazia. Escrevo um bilhete para Heloise:
Heloise,
Confia em mim?
Xande.
Enrolo o papel e peço para o garçom entregar na mesa dela discretamente. Observo o garçom leva para ela. Ela lê o bilhete e cochicha para o garçom. Ele aponta para mim ela olha e faz legal com as duas mãos e pisca.
Essa é minha deixa vou até os gêmeos adoro apronta com eles. Sempre trazemos uma bolsa no carro escondido com itens que usamos para aprontar.
– Nick, Chris prontos para se divertir? – pergunto.
– Já não era tempo, qual é a vitima? – perguntou Nick.
– Edgar Wilton. – respondo.
– Sei ele vai fazer um discurso daqui a pouco, temos pouco tempo. – disse Chris.
– Ótimo. – digo.
E começamos a arquiteta nossos planos. Todos também iram participar, nenhum gostou do que Edgar fez com a Heloise.
Está tudo pronto para nossa vingança Nick passa por mim para ir para sua posição. Assim que Nick derrubar a lata de tinta que achamos em uma sala nele. Henri uma garoto que conhecemos que manja nas tecnologias e vamos passar m slides no telão que não se bate em mulher.
– Boa noite á todos. – disse um homem ao microfone todos pararam de conversar para prestar atenção ao que o homem falava.
– Tenho a honra de chamar aqui no palco o empresário Edgar Wilton. – diz o homem.
Todos aplaudem, e nos rimos olho para Heloise que está rindo também, mal a sabe o que vai acontecer.
– Boa noite. – saúda Edgar. Logo depois uma chuva de tinta verde sobre ele. Todos fazem aquele coro de ‘Hoooooooooo’. Mas sabem quem aquele homem é. Edgar desce do palco e tenta ir ao banheiro mais é impedido por tio Christian, meu pai, o vovô Carrick e o meu padrinho. Eles sabiam do plano e a concordaram em ajudar.
Agora é a minha deixa para subir no palco junto com Henri e o resto da galera.
– Boa noite. – saúdo.
Um coro responde mamãe me encara em pé.
– Heloise pode vim até o palco, por favor? – a peço prontamente obedece.
– Quero que todos prestem atenção nesse vídeo que foi feito pelo meu mais novo amigo Henri.
Henri solta o vídeo, algumas pessoas comentam no vídeo aparece muitas mulheres e crianças que foram agredidas fisicamente. A última imagem Henri congela é uma montagem com a foto do Edgar e da Heloise. Nessa imagem o homem está batendo na criança com a mão. A plateia arqueja e Edgar respira feito um animal enjaulado.
O vídeo volta a rolar e acaba com a seguinte frase:
Edgar Wilton, Heloise Wilton não merece apanhar. Homem que bate em mulher é covarde.
Todos aplaudem o nosso ato de bravura e Heloise pede para falar. Todos ficam em silencio esperando ela falar.
– Á dez anos que venho apanhando do meu pai, no começo não entendia até que a minha vó me contou que ele tinha raiva de mim por minha mãe ter falecido no parto. E hoje acredito que foi meu dia de sorte conheci Xande que mesmo sem me conhecer resolveu me ajudar. Agradeço a você e a sua patrulha salvadora.
Ela encerrou seu discurso e uma salva de palmas preencheu o salão.
– Obrigado mais uma vez. – disse ela por fim.
Ela abraçou todos nós, e me deu um beijo na bochecha.
– Obrigada Xande te devo uma. – disse ela ainda me abraçando.
– Nada precisando é só falar. – falei.
– HELO. – uma mulher grito. Ela se separou de mim e sorriu.
– Vovó. – ela disse e correu para abraçar a mulher.
Olhei para Edgar que estava sentando em uma cadeia coberto de tinta e vários segurança ao seu lado.
Descemos do palco nosso trabalho acabou, e tenho certeza que nosso dom para aprontar dessa vez dê orgulho aos nossos pais.
Mamãe é a primeira a me abraça, diz que está muito orgulhosa de mim. Todos me abraça me enche de beijos.
– Xande? – escuto alguém me chamando.
Viro-me e vejo a vó de Heloise.
– Oi. – sorrio.
– Obrigado por ajudar a minha neta, á anos venho tentando provar para o Juiz que minha neta sofria agressão do pai. Mas nunca conseguia provar. É o hoje você fez tudo isso em um toque de mágica. – disse ela com os olhos marejados.
– Não fiz nada, só estava no momento certo na hora certa. – digo.
– Não faça parecer menos do que é. – disse ela com uma piscadela.
Sorrindo balancei a cabeça, ela me abraçou e sussurrou no meu ouvido.
– Você é um herói, só lhe falta à capa.
Continua...
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