Família Grey

78 Epílogo XII


Notas iniciais
*Boa leitura...

**Ana**

– Meninos parem. – gritei.

Teddy e Liam estavam fazendo suas manobras radicais. Em frente à casa de Grace. Levando a nova geração a loucura.

– Titio eu. – Alice gritou.

Dan estava eufórico no colo da Ava. Ele adora as coisas que seu pai faz. Até as mais bestas.

– Ai não. – falei fechando os olhos.

Agora meus filhos estavam em pé na moto. Fechei os olhos para não vê a queda.

Mais isso não aconteceu. Ouvi todos comemorar, abrir os olhos e vi meus dois tesouros vindos em nossa direção.

– Quem quer ser o primeiro? – Teddy perguntou.

– Eu. – todos gritaram juntos.

Liam e Teddy reservavam quem iria levar quem. Todos foram exceto Ruth. E a Bianca que o Elliot tomou a do colo da Heloise. É disse que a neta dele não estava pronta para esse tipo de morte.

Quando show acabou e todas entraram. Segui-os também. Quando estava entrando na casa, pois estava frio aqui fora. Ouvi a voz do Liam. Virei-me e o vi correndo na minha direção.

– Oi filho. – falei sorridente.

– Mãe estou apaixonado. – Liam falou.

Sorri!

– Sim. Eu sei.

– Sabe? – ele arregalou seus olhos azuis.

– Sim.

– Como?

– É obvio não é?

– Está tão na cara assim? – ele alisou o rosto.

– Claro anjo. Você não desgruda da Sophia.

– Não é a Sophia mãe. – ele resmungou.

– Não? – perguntei confusa.

– Não. – ele respirou fundo. – Estou apaixonado pela Duda.

Oque?

Como assim? Apaixonado pela Duda? E a Sophia?

– E a Sophia? – consegui perguntar.

– Eu gosto dela, mas quem eu amo mesmo é a Duda. – ele respondeu com um sorriso de lado.

– Mas, mas ela é mias velha que você.

– Quatro anos. Mãe. Não é muito. – ele falou me encarando. – O papai é mais velho que a senhora quantos anos seis?

– Isso. Seis anos. Mais você são primos. – tentei.

– Não foi provado.

Depois que descobrimos que o Gabriel e Christian tinham a mesma pinta. Christian mandou que Welche investigasse. Mais a única coisa que ele achou é que: o Gabriel é neto. Do cafetão que abusava do Christian. E o que tudo indica é que o Christian só pode ser filho do cafetão. Então ele é tio do Gabriel.

Depois dois meses de investigação. Consegui convencer o Christian a deixa pra lá. Ele sendo ou não parente do Gabriel. Ele sempre fará parte da nossa família.

– Tem razão. – suspirei. – Mais você sabe se ela gosta de você?

Liam corou!

– Eu pedi para Belinha pergunta a ela. Se ela me achava bonito. E ela corou.

Eu rir.

– Isso que dizer que ela acha bonito? – perguntei.

Ele assentiu.

– Olha filho. Eu quero sua felicidade. Sempre. Então já que você a ama... – Christian me cortou.

– Quem você ama Liam? – ele perguntou com seus olhos semicerrados.

– A Duda pai. – Liam respondeu passando a mão no cabelo castanho.

Christian sorriu. Esse filho da puta já sabia.

– Você sabia? – Pergunto.

– O que o papai não sabe mãe? – Liam pergunta.

Balanço a cabeça indignada.

**Christian**

Ana e Liam estão me olhando surpresos. Até parece que não me conhecem. Sou muito observador. E há tempos vi. Como Liam olha para Duda. E da mesma forma que eu olho para Ana.

Liam Grey meu caçulinha. Tão amoroso e irresponsável quanto. Tentei faze-lo trabalhar na GEH. Mais ele se recusa. Queria obriga-lo a seguir meus passos. Como fiz com Teddy. Mais ele não quer. Só que viver em cima daquela maldita moto. Agora ele resolveu que quer fazer trilha. E minha obrigação como pai é apoia-lo.

Isabella. Minha anja. Perfeita e delicada como sua mãe. Com seus dezesseis anos. Já quer ser uma empresaria. —Já é. Trabalha com a Júlia. Em sua fabrica de roupas. Isabella chegou ao meu escritório com seus olhos cinza brilhando de excitação.

– Papai. Vim te pedir uma coisa. – ela falou sentando na cadeira.

– O que filha? – perguntei deixando os papeis de lado.

– Quero que o senhor deixe-me trabalhar com a Júlia na sua fabrica de roupas.

Isso me interessou apoiei meus cotovelos na mesa e a encarei.

– Tem certeza? – perguntei.

– Sim. Hoje fui lá com a tia Mia.

Mia e Bela são inseparáveis. Bela sempre ajuda Mia no bistrô. É uma ótima cozinheira.

– E?

– A Ju me pediu uma opinião. Ai desenhe um vestido para ela. E ela amou e me convidou para trabalhar com ela. – ela sorriu amplamente. – Já falei com a mamãe.

Se Bela não estiver com Mia. Está desenhando em seu quarto varias roupas. Bonitas por sinal.

– Tudo bem filha. – falei levantando. – Vou conversar com a Julia.

Bela me abraçou e saiu do escritório feliz da vida.

Phoebe Grey. Não, Grey não, Barney. Além de esta casada. Ainda é minha princesinha. Assim que ela noivou. Apressei-me em comprar a casa ao lado da minha. Não podia aceitar que minha filha fosse morar tão longe.

Sua filha Alice Rose Barney. Minha garotinha. Amo aquela menina que chega a doer. E tão metida que não sei a quem puxou. Ana constantemente me repreende, diz que eu mimo de mais a Alice. Mais não concordo. Alice foi feita para ser mimada.

E Theodore Grey. Um moleque que me enche de orgulho. Tornou-se um homem responsável. Pai de família e um ótimo esposo. Presidente de uma empresa. E sabe administrar muito bem. De vez em quando ele desenterra aquele moleque travesso dele. E apronta com todos. Á ultima foi por que ele comeu o chocolate de Phoebe e o da Ana.

– Pai socorro. – Teddy rompeu a porta gritando.

– O que aconteceu? – perguntei assustado.

– A Phoebe quer me matar.

Theodore jogou-se por cima de mim. Ao mesmo tempo em que Phoebe entrou na sala. Furiosa.

– Pai. Olha que esse imbecil fez. – Phoebe me mostrou um plástico o seu ovo da pascoa que Sophie trouxe da sua viagem para o Brasil. – Ele comeu todo meu chocolate e colocou jornal no lugar papai.

Os olhos de Phoebe começaram a encher de lágrimas. Ela ia chorar por causa do chocolate.

– Ei. Pirralha. – Teddy levantou. Ele estava arrependido pelo que fez. – Eu não queria fazer você chorar. Desculpa.

– Queria sim. Você tinha o seu Teddy. A Sophie trouxe um pra cada. – Phoebe soluçou.

Lagrimas banharam o seu rosto. Levantei rápido e fui à cozinha. Peguei o meu na geladeira e dei a Phoebe.

– Obrigada papai. – ela me abraçou.

– Sua mentirosa. – Teddy gritou. – Eu ainda fiquei com pena de você.

Desprendi de Phoebe. E encarei Teddy.

– Ela está fingindo pai. Olha para cara dela.

Olhei. Phoebe estava limpando o rosto.

– Tchau papai. – Phoebe saiu pela porta.

Theodore foi para cozinha e eu voltei ao meu notebook. Ana desceu do banho foi para cozinha. Só então percebi o que o Teddy estava fazendo na cozinha.

– Theodore Grey. – Ana gritou.

– Relaxa mãe. Só foi um pedacinho. – ele respondeu passando pela sala a passos largos.

– Christian. – Ana chamou. – Olha para isso.

Olhei para suas mãos e a embalagem do ovo da pascoa. Estava completamente vazia.

Daniel, seu filho. Uma gostosura. Danado como seu pai. Com menos de dois anos apronta muito. É outro que amo loucamente. Apesar dele não gostar muito de chamego. Amo ele da mesma medida que amo Alice.

– Vou indo. – A voz do Liam me tira dos meus devaneios. – Desejei-me sorte.

Ele atravessou o jardim. Do outro lado vi a Duda sozinha. Deus ajude que ele faça isso direito. Ou o Gabriel vai mata-lo.

Abracei Ana por trás. E beijei a curva do seu pescoço.

– Espero que a Bela. Consiga distrair a Sophia. – Ana falou. – E que o Liam resolva logo isso. – Ana virou-se e deu-me um selinho então fez uma careta. – Você estava bebendo?

– Só um pouquinho. – respondi rindo.

Ana me beijou. Deixando de lado o gosto do vinho. Enterrei as mãos no seu cabelo. Para aprofundar o beijo. Beijei-a com todo amor, toda paixão que tenho. Um gemido escapou da sua garganta. Que vibrou em minhas costelas e foi direto para minha virilha deixando-me completamente duro.

Paramos o beijo com selinhos. Sorrimos um por outro. Ana é minha luz. Minha vida e minha salvação.

Minha esposa virou-se colando suas costas no meu peito, voltando à posição inicial. Observei o jardim. Repleto de pessoas. Amigos. E minha família. A família que me acolheu e que já estava comigo em momentos bons e ruins. Não importa que os sobrenomes mudassem. Todos nós seremos para sempre, e depois do sempre também.

Á família Grey.

Fim...