Notas iniciais
*Espero que gostem...

**Christian* *

Dois meses depois...

Dois meses, dois malditos meses! Que minha família não é mais a mesma.

Há dois meses fodi com tudo. Rejeitando a minha filha. Sangue do meu sangue. Por um ciúme doentio. O homem das cavernas em mim falou mais alto. Que eu devia proteger minha menininha. E cometi um grande erro. Mais não consigo pedir perdão. Quando Elliot me disse que Phoebe não estava na casa dele, só veio aquele filho da puta do Guilherme do meu pensamento. Procurei em meus arquivos e fui direto para casa dele. Ana me seguiu com o carro dela. Mais minha ira foi ao limite. Quando ele atendeu a porta vestindo um misera cueca. Peguei-o pelo pescoço minha vontade era de estrangula-lo. Por ter tirado a inocência da minha filha. Mais então vi Phoebe usando uma camisa dele. Tive certeza que perdi minha sanidade e o apertei mais o pescoço daquele moleque. Queria mata-lo.

– Papai. – A voz de Liam me tirou dos meus devaneios.

_ Oi filho. – respondi. Colocando o copo de uísque no chão.

– Já estou pronto.

Liam estava vestindo uma bermuda azul e uma camisa vermelha. E sua sandália preferida que é a do Homem-Aranha.

_ Aonde você vai? – perguntei.

– Visitar a maninha. – ele respondeu.

Aquela faca que estava cravada no meu coração. Acabou de afundar mais um pouco. Daqui a pouco o cabo da faca também estará dentro do meu peito.

Phoebe está morando com o namorado. Ana está dormindo em outro quarto. E Teddy está com raiva de mim por duas razoes. A primeira é pelo o que eu fiz com a Phoebe. E a segunda foi quando subornei o meu funcionário a desmontar sua moto. Ainda me lembro como se fosse hoje.

– Já escolhi oque eu quero pai. – disse Teddy sentando em umas das cadeiras em frente a minha mesa. – Quero essa ducati s 1198.

Ele passou uma foto sob a mesa. Peguei e me espantei com aquele monstro vermelho. De jeito nenhum eu vou dá uma daquela ao Theodore.

– Nem fodendo. – falei.

A essa altura não estava nem ligando para os palavrões. Já estava puta da vida há uma semana.

_ O senhor me mandou escolher. Então escolhi agora cumpra sua promessa.

Quando ele saiu do meu escritório. Xinguei todos os palavrões que existiam e o que não existiam também. Dois dias depois a monstra chegou. O brilho nos olhos do Teddy me fez senti um pouco. Bem. Mais bem pouquinho mesmo.

Mais quando vi andando pelas ruas de Seattle feito louco. Com aquele cabelo ridículo voando por baixo do capacete. Tomei uma decisão assim que cheguei à GEH. Subornei todas as pessoas possíveis para desmontar aquela moto.

Quando ele descobriu chegou a casa chutando tudo. Ana saiu rapidamente da cozinha para saber o que estava acontecendo.

– O que foi Teddy? – Ana perguntou.

_ Pergunte ao seu marido. – ele gritou. Chutando o sofá.

– O que foi dessa vez Christian?

_ Eu não fiz nada. – respondi.

– Ele subornou varias pessoas para desmontar minha moto. Mãe.

Ana respirou fundo e só então me encarou.

_ Christian. Chega de fazer burrada. Não tem uma semana que você cometeu um grande erro. Não queira cometer outro.

– Ana. Você já viu como ele anda em cima daquele monstro? Como ele ultrapassa os carros? Fica fazendo manobras como diz ele radicais. – falei.

– Seu pai tem razão Teddy. Se você continua fazendo essas coisas que seu pai falou. Eu mesma vou destruir aquela moto está me ouvindo? – Ana falou.

_ Sim senhora. E eu não vou trabalhar mais com o papai não. – Teddy falou.

– Vai sim. Isso não está em discussão. – Ana disse firme.

– O que? Como vou confiar minha moto naquele estacionamento? Quando sair da empresa só vou achar os pedaços lá.

_ Christian. Prometa ao Teddy que você não vai mais tocar no moto dele. – E se virando para Teddy. – E você Theodore prometa a não andar feito um louco por ai.

– Eu prometo. – falamos juntos.

– Vamos Lee. – Ana chamou descendo a escada.

Eles saíram pela porta. E eu voltei para minha bebida. Ela era minha única companhia.

**Ana**

– Estou entrando. – anunciei enquanto entrava no apartamento do Guilherme.

Assim que fechei a porta o cheiro de queimado entrou nas minhas narinas. Corri para pequena cozinha que havia no apartamento. E me deparei com uma panela toda queimada. Deliguei o queimador e joguei a panela pia.

Phoebe tentando cozinhar. Qualquer dia desse ela vai por fogo na casa.

– Ai merda! – ouvi a voz dela atrás de mim enrolada em uma toalha.

Virei e sorri para ela.

_ Oi filha! – falei.

– Oi mãe.

_ O que você estava tentando fazer?

– Arroz mamãe. Ainda não almocei. – ela fez beicinho.

_ Vou preparar uma lasanha. Vá colocar uma roupa.

Ela saiu da cozinha e foi para o quarto. Comecei a colocar os ingredientes na mesa. Antes de começar a prepara coloquei a cabeça na porta da cozinha para vê com meus dois anjinhos estavam. Graças a Deus estão quietinhos. Brincando no tapete.

– Cadê o Gui? – perguntei quando Phoebe se ajuntou a mim na cozinha.

_Foi procurar um empego. – ela respondeu.

Exalei. Christian com a infantilidade dele. Tirou o emprego do Guilherme. Na editora não tem muito que ele possa fazer. Mais vou conversar com ele. Quando voltar da rua.

Dei uma cebola para Phoebe cortar e ela encarou a cebola.

_ Mãe? – ela chamou.

– Sim?

_ Esse lance que cebola faz chorar é mentira né?

Eu rir.

– Não filha. Sabe eu criei vocês muito mal. – respondi.

– Nada. – Phoebe começou a cortar a cebola.

Não duraram cinco minutos para que ela largasse e saísse correndo. Para lavar os olhos.

_ É o Gui que cozinha para vocês não é? – perguntei terminando de cortar a cebola.

– Sim! – ela respondeu coçando os olhos. – Mãe. Como está o papai?

_ Triste Phoe. Mais se recusa dizer que errou. – falei cansada.

– Hum. Ele ainda está bebendo?

_ Quando sair ele estava bebendo.

– Amanhã vou lá na GEH. Sinto falta do papai. – Phoebe disse tristemente.

Suspirei.

_ Certo. Acho injusto que seja você que tenha que tomar a iniciativa.

– Vai demorar mãe? Estou morrendo de fome!

_ Calma filha. Daqui a pouco sai.

~~**~~

_ Delicia! – Guilherme elogiou.

– Nah! Só está falando isso por que está com fome. – falei.

Guilherme olhou para Phoebe com uma cara completamente engraçada.

_ Foi o Teddy que ensinou. – Phoebe respondeu.

– Tá explicado.

– Bom! Gui lá na editora não tem muito que você possa fazer. Mais se quiser o emprego é seu. – falei.

_ Obrigado. – Gui sorriu.

Olhei para o relógio no meu pulso. Era 17h49min estava na hora de ir. Levantei e tirei o prato da mesa e coloquei na pia.

– Já vou indo. Daqui a pouco o Teddy chega. E se eu não estive em casa ele e Christian derruba a casa. – abri minha bolsa e peguei minha carteira. Peguei o dinheiro que separei para Phoebe. – Aqui. – entreguei a ela.

_ Não precisa Ana. – Guilherme interveio.

– Amanhã eu passo aqui! – beijei a testa dos dois. – Vamos pequenos.

Deixei a Belinha e o Lee se despedir de Phoebe e Gui. Para então sair pela porta.

**Christian**

_ Senhor Grey. – A voz de Andreia saiu pelo telefone.

– Sim? – respondi mal-humorado.

_ Tem uma visita para o senhor.

– Não quero receber ninguém.

A minha porta se abriu. Revelando minha menina mulher. Minha princesinha.

_ Phoebe? – perguntei piscando.

Talvez fosse uma miragem!

– Eu mesma. – ela sorriu hesitante.

Phoebe sentou-se na cadeira em frente a minha mesa. E me encarou.

– Como o senhor tá? – ela perguntou.

– Mal. muito mal. – respondi.

– Estou percebendo. O senhor não tem dormido?

Balancei a cabeça dizendo que não. Levantei e fiquei de joelho na frente dela. Estava na hora de concertar aquela burrada.

– Phoe. – comecei. – Me desculpa. Eu... Eu errei. Fui possessivo. É que eu não consigo aceitar que você cresceu tanto. E... já tem namorado. – fiz cara de nojo e ela riu. – Me perdoa filha volta para casa. Você não sabe a falta que você faz. Eu sou um idiota burro. Mais só queria te proteger. Você me perdoa.

_ Com duas condições. – ela disse.

– Aceito até dez!

_ Duas não. Três. E então? – ela arqueou uma sobrancelha.

– Aceito. – falei rapidamente.

_ A primeira é: O senhor assumir que exagerou. Mesmo que tenha sido para me proteger.

Nem pisquei respondi logo.

– Certo eu exagerei. Mais Phoe tente me entender. Você é minha princesinha. Dai descubro que a minha filha já está praticando sexo. É baque e tanto para mim. – Falei. E Phoebe corou.

– Certo. A segunda é: Aceita o Guilherme.

Sentei no chão. Ai Phoebe já está pedindo demais.

_ Não!

– Pai o senhor prometeu.

– Sim, mas aceita um moleque que tirou a inocência da minha filha é demais.

_ Então eu não volto para casa. – ela foi categórica.

– Que merda! Tá bom eu aceito. – bufei.

– E a ultima: Devolver o emprego dele.

Sorri!

_ Já fiz isso.

Phoebe pulou da cadeira e se jogou em cima de mim. Cair de costas. E a abracei fortemente.

– Te amo filha. Desculpe-me mesmo. Você sabe que só um homem possessivo. Por que não me contou que ia passar a noite com o Barney?

_ Por que o senhor não iria deixar. Né?

– Está certa. Mais estou perdoado? Por todas as baboseiras que falei?

_ Sim!

– Então vamos buscar as suas coisas. Lá naquele apartamento. – falei ajudando Phoebe levantar.

_ Já fiz isso! – ela sorriu alisando o vestido. – Mais estou com fome.

– Novidade! – revirei os olhos.

**Ana**

Duas semanas depois...

– Mãe. – Lee me chamou. – Quero uma tesoura.

_ Pra que você quer uma tesoura? – Perguntei.

– Cortar.

Ai!

Peguei uma na gaveta da minha mesa. E entreguei a ele. Ele saiu saltitante do meu escritório.

Continuei trabalhando, até que Belinha disse que a lâmpada do meu quarto tinha queimado. Sai do meu escritório e fui para o de Christian.

Bati na porta e entrei.

_ Amor. Vem aqui no quarto comigo. – pedi.

O safado sorriu. Nunca vi um homem em toda minha vida que gostasse de sexo como o Christian.

– Claro. Sra. Grey. – ele levantou.

Antes de saímos do seu escritório ele me beijou. Até que me deixou sem folego. E me deixou para lá de excitada.

Christian começou a se afastar. Puxei seu braço.

_ Ei termine o que começou. – falei.

– Com prazer. – ele sorriu trancando a porta do escritório.

~~**~~

– Vou chamar o Taylor. – Christian falou.

_ Deixa de ser frouxo Christian. Troca logo essa lâmpada. – falei.

– Mais é muito alto Ana.

_ Sim! O Taylor é do seu tamanho. Quer dizer maior besteira.

– Você anda olhando altura dos homens. Anastácia Grey?

_ Quem está de dieta, não está proibido de vê o cardápio. – murmurei.

– Como é? – ele pulou da cadeira.

_ Eu disse que te amo muito marido. – menti.

– Não foi isso que eu escutei. – ele me encarou com seus olhos semicerrados.

_ Então seu ouvido está sujo.

Christian deu-me uma palmada na minha bunda que me fez pular. Quando ia me dá outra ouvir Teddy gritar:

_ Mãe.

Obrigado Teddy!

– Eu vou matar esse pirralho. Pai. – Teddy gritou de novo.

Ai senhor. Não pode ser! Liam não fez isso.

Acompanhei os passos de Christian. Liam assim que viu Christian correu para seu colo. Só então reparei no Teddy.

Sim!

Liam cortou o cabelo do Teddy.

– Mãe olha o que ele fez. – o cabelo do Teddy. O lado direito estava na altura do queixo. E o esquerdo no meio da cintura.

– Teddy mulher. – Liam falou.

E Christian gargalhou.

_ O senhor acha graça pai? Eu vou matar esse pirralho. – Teddy ralhou.

– Não vai fazer nada. – Christian falou. – Vá para o banheiro. Sua mãe já está indo para cortar seu cabelo.

_ Não! – Teddy gritou.

– Sim! – falei. – Vamos logo. Cansei de vê esse seu cabelo assim.

Comecei a empurra-lo em direção ao seu quarto.

Continua...