Family Camp - interativa.
15 Entre socos e beijos.
– É galera, acho que o show acabou, quem quiser pode ir jantar. — falou a monitora mais nova.
Guto ficou parado estatico, sem saber o que fazer e cheio de refrigerante na cabeça, Diego se aproximou do garoto rindo.
– Não acredito que você achou mesmo que ela ia gostar de uma serenata de amor. — zombou Diego.
– Não foi uma serenata, foi uma música, e o que você tem a ver com isso? — resmungou Guto.
– Eu nada, quanto mais merda você fizer, melhor pra mim.
– Já parou pra pensar que mesmo se ela não quiser nada comigo, ela não vai querer nada com você?
– Pode continuar sonhando com isso.
– Ela não vai ficar com você, ela não vai querer nada com você, pode ter certeza disso.
– E porque não?
– Porque não acho que ela vai querer alguém deformado. — esbravejou Guto, cerrando os punhos.
E Diego sem exitar foi para cima do rival, tinham poucas pessoas ali, mas uma das pessoas era Gael que conversava com Laura.
– E então? O que achou do showzinho do Guto para sua irmã? — perguntou o garoto dos cachinhos.
– Eu não achei nada, acho até graça, mas Ashley é irritada demais, o garoto gosta dela e está demonstrado, é até fofo.
– Fofo? Achei ridículo, acho que nunca faria isso, ainda mais sem a garota saber de nada. E sua irmãzinha não parece fazer o tipo romântica.
– É, não faz mesmo. — Cherry respondeu e os dois riram. — Ei, o que é que tá rolando ali? — perguntou a ruiva, apontando para o canto da salão, onde tinham algumas pessoas aglomeradas.
– Parece um show, ou uma briga, vai saber. — zombou Gael.
– Briga? — perguntou a garota, preocupada.
A garota foi correndo até lá, achando que sua irmã podia estar envolvida, quando chegou viu Guto e Diego se matando.
– Gael, faz alguma coisa! — gritou a ruiva.
– O que quer que eu faça, segure os dois no alto como cães?
– Deixa de graça, segura esses meninos. — berrou Cherry, o garoto bufou e foi até o meio da rodinha. Segurou Guto pela gola da camiseta, e o encarou nervoso.
– Vocês parecem duas meninas brigando por causa de macho. — zombou Kerr. — Se querem brigar, briguem que nem homens. — ele falou e Diego foi se aproximando para ir para cima de Guto novamente. — Se vier continuar essa briga, vai continuar ela é comigo.
– Eu não preciso de ninguém pra me defender não. — esbravejou Guto.
– Eu sei disso, deu pra perceber, por isso segurei você. — constatou Gael. — E você cai fora daqui, volta pro seu chalé e se resolverem brigar por lá já sabem. Parecem crianças. — disse nervoso.
Gael soltou a gola da camiseta de Guto e logo em seguida olhou para Cherry e lhe lançou uma piscadela, e a mesma sorriu.
Gael e Guto saíram do salão juntos.
– Sei que não sou nada seu e que mal te conheço, mas cara, brigar com um moleque desses por causa de garota. Sei que você gosta dela, mas ficar brigando um com o outro pra saber quem vai ficar com ela. Seu foco tem que ser ela cara, se quer ficar com ela vai insistir com ela, conversar com ela e não com ele. Ele é um nada.
– Mais algum conselho mestre Gael.
– Gostei do mestre, muito obrigado. — ele rolou os olhos e passou a mão pelos cabelos. — Mas sim, se quiser que ela note você, além de dar em cima dela, tem que ser amigo dela, e dar em cima de outras garotas. Tem tanta garota gata aqui.
– Você fala demais não é? Te vi beijando uma garota aqui, quando ela estava bêbada e em um jogo de verdade ou desafio.
– Não julgue os meus métodos. Aquilo não era para ter acontecido daquele jeito, não que eu não tenha gostado, só não era pra ser daquele jeito. Enfim, não estamos falando sobre minha vida amorosa, mas sim sobre a sua.
– Mais alguma coisa?
– Sim, eu tenho mais alguns conselhos, se quiser saber é claro.
– Ué, se é de graça, é claro que eu quero saber, vai que funciona.
– Garotas como a Ashley são um pouco mais complicadas, mas não impossíveis, na verdade nenhuma é impossível, é só achar seu ponto fraco. Tem que descobrir quem ela é e do que gosta, tem que lhe fazer ciúme depois que forem amigos, para ela saber como você é bom, mas que não é assim tão fácil te conquistar.
– Então basicamente tenho que fazer ela gostar de mim como amigo, depois ver que sou um cara legal e dar o fora nela?
– Não vai dar fora em ninguém, vocês não são namorados. — zombou Gael.
Os dois ficaram conversando por um bom tempo, andando de volta para a área dos chalés.
Gabe conversava com Medlee sobre o show, como ela tinha ido bem e como a voz dela é incrível.
– Estava pensando hoje, eu não muito sobre você. — comentou o ruivo.
– E nem eu sobre você. — brincou a morena. — O que quer saber ruivo?
– Ah, do que mais gosta de fazer, se tem melhores amigos, o que faz em seu tempo livre, se tem namorado. — ele falou para logo em seguida ficar corado.
– Eu gosto de cantar, dançar, atuar, ler, adoro ler histórias em quadrinhos, sou fanática por super hérois da marvel, confesso que não sou muito chegada na DC, mas gosto também. Eu tenho muitos amigos, mas melhores amigos mesmo eu tenho três, Will, Thalita e Fred. Eles são incríveis sabe, eu e Thali somos melhores amigas desde os 8 anos, o que é incrível porque hoje em dia uma amizade não dura mais tanto tempo. — ela respirou e os dois sorriram, Gabe parecia fascinado. — Eu quase não tenho tempo livre, faço aulas de balé e espanhol depois do colégio, mas geralmente quando tempo um tempo livre saio com meus amigos, passeio com meu cachorro e fico um pouco com a minha família, e leio, é claro.
– Você tem um cachorro? — ele perguntou, encantado.
– Oh, tenho sim, o nome dele é Hinua, ele é incrível, adora brincar.
– É de que raça?
– Ele é um labrador , marrom escuro e tem lindos olhos azuis. — a garota ficou esperando ele falar mais alguma coisa, mas o ruivo só ficou encarando-a sem falar absolutamente nada, então ela continuou. — E não, eu não tenho namorado. — ela falou meio sem graça.
– Estranho. — ele comentou, e a garota riu.
– O que é estranho?
– Uma garota bonita e gentil como você não ter namorado.
– Ah — ela riu tímida. — Eu não tenho muito tempo, faço muitos cursos e a maior parte do tempo que tenho livre tento aproveitar meus amigos e minha família. — ela suspirou. — Mas e você, é um garoto engraçado, e é um gatinho, deve ter uma namorada, pelo menos alguém em cheque. — brincou a morena.
– Namorada não, alguém em cheque bem que eu gostaria. — zombou o ruivo. — Tenho algumas amigas, conheço umas garotas bonitas, mas não consigo achar a garota certa.
– Ás vezes é difícil mesmo encontrar alguém, mas se não tentar nunca vai encontrar, para achar a garota certa sempre se tem que passar por algumas erradas.
O garoto concordou com a cabeça, e virou-se para o lado para olhar a lua, e avistou Guto e Gael, assim que os dois se aproximaram, Gabe foi finalmente apresentar-lhes a Medlee, mas quando virou ela já não estava mais ali e ficou com cara de idiota olhando para os lados.
– O que foi? Viu uma assombração? — zombou Gael.
– Eu não. — revirou os olhos. — Estava conversando com Medlee, ia lhes apresentar a ela.
– Mas pelo visto, ela sumiu de novo. — comentou Gael. — Se eu não tivesse a visto no show de talentos diria realmente que você viu uma assombração. — Gael falou e
Guto se segurou para não rir.
Gabe ficou sem entender nada, mas foi junto com os dois de volta para o chalé.
Gael deixou os dois no chalé deles, logo depois de pedir para Gabe ficar de olho em Guto e Diego por conta da briga de minutos atrás. Quando Gabe concordou, Gael voltou para seu chalé. Jogou-se na cama e ficou olhando para o teto, estava sem sono, pegou o celular e ficou olhando para seu fundo de tela, uma foto dele, com Jenny e Jonah.
Edward e Dulce conversavam animadamente, sobre tudo, os dois tinham se dado muito bem desde que se conheceram, Dulce o achava bonito e um cara legal, era difícil pra ela admitir, mas ele era um dos poucos garotos que ela conhecia, que ela pensara em ter alguma coisa.
Dulce era tímida e por mais que tivesse uma certa intimidade com Ed, não o conhecia a tanto tempo para sair perguntando coisas desse tipo. Ela sabia que não estava apaixonada, nem sequer podia dizer que gostava dele, mas sentiasse atraída pelo garoto.
Os dois conversavam sobre tudo, até mesmo sobre como Dul se sentia em relação a seus pais, e pela primeira vez Ed conseguia conversar com alguém sobre como se sentia com a perda de sua mãe.
– É engraçado não é? Como a vida nos prega peças. — comentou a garota. — Meus irmãos todos foram adotados, Ju me disse que quando ela foi adotada pelo meu pai, o Allan, ele já tinha se descobrido gay, mas Ju não sabia o que ele era, ela era só uma criança, nem sabia o que isso significava, o mais engraçado é que quando ele conheceu meu pai, John, eles eram só amigos e Ju o chamava de tio.
– Deve ter sido difícil pra ela quando viu os dois se beijando. — Ed comentou e Dulce começou a rir.
– Na verdade não, pra ela aquilo era apenas amor, nada estranho ver dois caras se beijando. Ele seria um outro pai pra ela, mais alguém em sua vida, é tão mais fácil quando se é criança.
– Se eles tiveram uma boa experiência com a adoção, porque decidiram pela barriga de aluguel? — perguntou Ed, e depois corou. — Sem querer ser rude nem nada. — ele falou e os dois riram.
– Não se preocupa, eu não ligo de me perguntarem essas coisas, até gosto de falar sobre o assunto, acho a história fascinante. — ela falou e continou a explicar. — Respondendo a sua pergunta, eles queriam novas experiências, acharam uma garota legal e decidiram que seria uma boa ideia. Mas foi só uma vez, porque eles sempre acharam que adotar era um gesto muito mais nobre do que a barriga de aluguel, salvar uma criança é uma coisa incrível.
– Eu sempre pensei nisso, que se eu não pudesse ter a virtude de ter filhos, eu adotaria, ou por falta da mulher certa, ou até mesmo por só poder ter um filho e acontecer algo.
– Acho isso incrível, eu também sempre quis adotar. — ela o encarou e sorriu. — Mas e você Ed? Vivemos falando de mim, mas nunca falamos sobre você, sobre sua mãe, sobre seu pai e suas irmãs.
– Ah, a morte da minha mãe foi uma coisa que acabou com o emocional de todos nós, acho que todos sofremos de jeitos diferentes, meu pai se fechou, não sabia o que fazer, como criar três filhos sozinho, como viver sem a mulher que sempre amou. Eu tive que cuidar da Kota, porque ela tinha onze pra doze anos, era só uma criança, ainda é, mas Megan ficou em choque, ela e minha mãe eram muito próximas, ela estava no pico da adolescência, e ficar sem a mãe foi um baque inevitável. Eu acho que não tive muito tempo pra sofrer, eu me afastei muito dos meus amigos e até dos estudos, porque precisava buscar a Kota e ela saía antes do meu horário de aulas terminar, eu sempre perdia a primeira e a última aula, isso durou mais ou menos um ano, depois meu pai melhorou, não sei direito o que aconteceu, mas ele parece bem desde então, só que nunca mais vi ele com ninguém.
– Deve ser muito difícil pra ele, acho que ele só se recuperou porque percebeu que precisava ficar perto da família, que tinha que cuidar de vocês.
– Deve ser, mas bom... Vamos falar de coisas boas. — comentou Ed. — Me diz ai, você e Kota estão bem intímas não é?
– Ah, não sei se intímas é a palavra certa, mas estamos bem próximas, gosto de conversar com ela, é uma boa garota.
– É sim, por incrível que pareça, eu consegui fazer amizade com James e até com o Gael, é estranho como passar um tempo juntos aproxima as pessoas.
– Aproxima é? — zombou a garota. — Tem se aproximado de mais alguém por aqui, Ed?
– Ah, de você é claro, é incrível como ficamos próximos tão rápido, é muito bom ter alguém pra conversar, alguém aqui pra desabafar, é até estranho porque eu nunca consegui falar sobre a minha mãe com ninguém desde que... desde que ela morreu. — ele suspirou e encarou-a. — É muito bom te ter como amiga Dul, você é incrível.
– Eu quis dizer alguém mais que amiga, seu bobo. De quem você é próximo como amigo eu sei né. — zombou a garota, que estava magoada por saber que aquilo não passaria de amizade.
– Ah, sim, mas eu não sou próximo de ninguém, apesar de ter uma certa atração por alguém daqui.
– Quem? A Zury? — ela bufou. — Porque todos os caras daqui, parece que se interessaram por ela.
– Não, eu não me importo tanto com a aparência, ligo mais pro interior da garota.
– Então diz ai, quem é?
– Laura, além de ser bonita ela é inteligente, engraçada e muito gentil.
– Parece ser a garota perfeita não é?
– Não sei, nunca parei pra conversar com ela. Mas e você? Não se interessou por ninguém?
– Ah... — a nem se quer pensou, já foi falando — O mesmo que todas as outras não é, não tem como não se interessar por ele.
– Por quem?
– Cachinhos.
– Caraca, porque não me disse antes, com isso eu te ajudo, ele é um cara legal e com certeza ficaria com você. Vamos, te ajudo com isso agora mesmo, se ficar bobeando muito outra entra na sua frente, como você mesma disse, muitas estão interessadas.
– Não Ed, eu não sou assim.
– Vamos Dul, não seja tímida, vou te ajudar com isso. — E foi então que a garota se arrependeu, não podia dizer que não queria ficar com ele se não ficaria sendo a mentirosa da história toda.
Ed foi puxando a amiga até seu chalé, o garoto entrou e encontrou Gael procurando uma toalha.
– O chuveiro está com problema, tive que ir tomar banho no chalé das meninas. — avisou Ed.
– Ah, temos que chamar alguém pra arrumar, vou ficar sem banho?
– Dulce disse que se você e James quiserem, podem ir tomar banho lá que ela não se importa.
Gael agradeceu, pegou a toalha e suas roupas e foi até o chalé de Dulce, a garota o deixou entrar e Ed só ficou espionando pelo lado de fora do chalé, assim que Gael saiu do banho, agradeceu a Dulce novamente por deixá-lo tomar banho ali.
– Gael, espera ai. — chamou a garota, que logo em seguida encarou a janela pra ver se realmente teria que fazer aquilo. — Senta ai — o chamou e bateu em sua cama.
Ela se levantou e pegou a câmera que estava na beliche, com a desculpa de mostrar algumas fotos a ele.
– Queria te mostrar isso, olha só que incríveis ficaram as fotos que minha irmã tirou de você, tem até foto sua com a Megan. — ela falou e os dois riram olhando as fotos.
Dulce ficava o encarando, queria acabar logo com aquilo, assim que ele se virou para olhá-la rir, ela lascou um beijo nele.
Edward que estava do lado de fora, estava comemorando tanto que nem viu Kota passar poe ele e entrar no quarto.
Alguns segundos parada, para depois berrar, a morena não entendia nada do que estava acontecendo ali, Dakota estava perplexa.
Ed correu para segurá-la, mas ela nem se mexia, estava estática, sem saber o que fazer, gritando.
Gael a encarava como se fosse louca e Dulce estava com a maior cara de arrependida do mundo, Ed estava feliz por ter ajudado a amiga e também não entendia o porque da irmã estar berrando.
Ed achou que seria melhor deixar as duas sozinhas, então chamou Gael para sairem dali. Kerr foi sem exitar, deu tchau para Dulce e saiu se esquivando de Dakota, por achar que ela estava tendo um ataque psicótico.
–O que é que rolou aqui? — Dakota perguntou.
Dulce a chamou para sentar, a garota não quis sentar, mas quando Dulce começou a contar a história toda, Dakota decidiu sentar-se e entendeu a história.
As duas foram dormir, e na manhã seguinte quando acordaram, Ashley estava roncando na beliche, Kota e Dul foram tomar café da manhã e decidiram que seria melhor não mexer com a loira.
Já o que Megan e Sarah mais queriam era mexer com a loira, mas sabiam que precisariam de alguma ajuda, não conheciam ninguém que iria querer ajudá-las, até que Dulce e Dakota passaram por elas e Megan se tocou, de alguém que poderia aprontar uma boa pegadinha pelo o que tinha ouvido de uma conversa de Dul e Kota no dia anterior. Ags era a maior pestinha, e pregadora de peças profissional.
Megan foi correndo até a ala infantil procurar pela garotinha, Sarah mesmo sem entender nada foi atrás.
Ags estava saindo do chalé com umas amigas em direção ao refeitório, até Megan a parar.
– Posso falar com você? — Megan perguntou gentilmente.
– Comigo? — Ags perguntou. — O que você quer comigo?
Megan fez uma careta olhando para as amigas de Ags que estavam por perto.
– Meninas, podem ir, está tudo bem. Eu encontro com vocês no refeitório. — ela falou e as amigas assentiram e sairam.
– Precisamos da sua ajuda. — Meg falou. — O que quer pra me ajudar em uma pegadinha contra Ashley?
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