Family
1 Family - capítulo único
Notas iniciais
Boa leitura!
— deixa eu te ajudar a colocar o cinto meu amor!
Raquel se estica e prende Paula na cadeira do avião. — Estamos indo pra onde mesmo mamãe? A criança depois de acompanhar os movimentos da mulher, levanta a cabeça e questiona com os olhos azuis brilhando. — Palawan filha! É uma ilha nas Filipinas. Tem praia, mar... É bem legal! Raquel explica calma também prendendo o cinto.— o namorado da senhora mora lá? A menina pergunta com os olhos curiosos. — Mora sim! Lembra que a mamãe explicou que vamos lá passear e ver ele também. Raquel sorri tentando disfarçar o nervosismo pra criança que satisfeita pela resposta vira para a janela do avião e passa a observar o exterior. A inspetora suspira e encara o banco da frente perdendo-se em pensamentos. Preocupada e apreensiva com medo da filha não gostar do local em que fez planos com Sérgio após reencontrá-lo semanas atrás. Um encontro inesperado e perfeito. Suas lembranças viajam para o dia em que se viram em uma cabana perto da praia e um leve sorriso se forma no rosto da mulher. Recorda que logo depois de se encontrem, eles se aproximaram, se abraçaram e se beijaram como se o tempo não tivesse passado. Lembra dos dois passearem na areia da praia no final do dia, depois de tomarem drinks e conversarem sobre o último ano dos dois. E terminar a noite nos braços do professor, do homem que a fez se sentir mulher novamente. — Raquel... Raquel filha?! Maribi, mãe da inspetora, chama a mulher seguidamente buscando sua atenção, mas sem sucesso. — Oi mamãe! Raquel desperta dos pensamentos e se virá para a progenitora. — Vai ficar tudo bem filha! Não precisa ficar nervosa e nem se preocupar com esse viagem. Vai ocorrer tudo bem! A senhora aperta a mão da filha e abre um sorriso terno a tranquilizando. — obrigada mamãe! A mulher levanta a mão da mãe e beija com carinho. — obrigada por estar aqui! Você é a melhor mãe do mundo. As duas se olham cheias de amor e viram para Paula que admira deslumbrada as nuvens depois do avião decolar. — Olha mamãe estamos no céu! Olha as nuvens, que legal mãe! A criança comemora feliz da vida revezando o olhar entra a janela, a mãe e a avó. As mais velhas apenas miram Paula felizes. Depois de quase seis horas de viagem, o avião pousa ao entardecer e vagarosamente Raquel acorda a filha. Sonolenta a menina segue com a mãe até a sala de desembarque e pega a mala junto as outras duas indo para a saída. — O Sérgio vai vir nos buscar mesmo filha? A senhora questiona para Raquel preocupada por ele não estar presente. As três estão paradas em meio ao aeroporto procurando o rosto familiar. — mamãe tô com sono! Me pega no colo?! Paula pede manhosa e sonolenta abraçada no corpo da inspetora de olhos fechados. Raquel suspira mirando a filha que boceja, passa os olhos mais uma vez pelo aeroporto e desce os braços pegando Paula no colo. A menina se aninha e ajeita no colo da mãe fechando os olhos. — Salva cadê você? Raquel murmura angustiada. As duas seguem para umas cadeiras e depois de quase 10 minutos, o professor aparece andando rapidamente e ofegante na direção delas. Maribi é a primeira a reconhecer o homem. A inspetora abre um largo sorriso e expira mais relaxada. — Me desculpem o atrasado! Acabei perdendo o horário na cidade. Estava comprando algumas coisas. Sérgio explica envergonhado ajeitando os óculos. Raquel apenas acena a cabeça em compreensão e o homem cumprimento Maribi que sorri achando ele charmoso e cheiroso. O ex-assaltante se aproxima, deposita um leve beijo nos lábios da inspetora e mira a menina que dorme serenamente. — Não aguentou e acabou dormindo. Raquel pronúncia encarando a filha cheia de amor e a ajeitando no colo. Sérgio abre um leve sorriso e passa a mão no cabelo da menina. — é uma princesa! Deve estar pesada né? Deixa que eu levo! O homem oferece olhando pra mulher.— Não precisa Salva, eu aguento. — eu faço questão Raquel! Me dá ela aqui, eu levo até o carro, vocês estão cansadas. A inspetora acena a cabeça e o homem com cuidado pega a criança e coloca ela deitada em seu peito. Paula acaba acordando na troca, mas suspira, roda o braço no ombro do homem e volta a dormir assim que encosta a cabeça nele. Ele mira a menina completamente apaixonado e se perde na inocência e na pureza. As duas mulheres mais velhas apenas observam admiradas. — Salva? Vamos! Raquel precisa interromper e chamar ele novamente para a realidade. — vamos! Vamos para o carro. Responde envergonhado seguindo para o veículo e de lá para a casa de praia. O céu limpo e estrelado, a lua brilhando e iluminando uma noite linda. O caminho dura longos minutos e no carro o silêncio é mais duradouro que a conversa. Ao chegarem, Maribi se encanta com a casa e principalmente com a vista do mar. — Linda Sérgio! Adorei a casa... E a vista... É de tirar o fôlego! A senhora elogia admirando tudo.
— obrigada! Comprei imaginando que a Raquel ia gostar. Ela pode ajeitar da maneira que ela achar melhor depois. Claro se vocês ficarem! Encara fundo os olhos da mulher que apenas mira e depois desvia o olhar. — é melhor irmos todos descansar e amanhã aproveitar esse lugar. Conversar melhor... Paula suspira alto parecendo estar em um sono gostoso e todos seguem para dentro da casa em seus devidos quartos. — eu tenho uma surpresa... Fiz umas mudanças no quarto da Paula desde a última vez que esteve aqui! Sérgio revela e Raquel olha curiosa sem entender. Ao abrir a porta mira um quarto todo rosa e com brinquedos, perfeito para uma criança. Seus olhos enchem de água no mesmo instante e emocionada ela vira para o homem. — espero que ela goste! Afirma sincero mirando a mulher. — está perfeito Salva! Obrigada. Você... Você é demais! A mulher derrubando uma lágrima elogia o homem que com a outra mão livre limpa o rosto dela e deposita um beijo em seus lábios. Ele segue até a cama e com cuidado deixa a menina no colchão que quase não larga dele e ainda murmura um "papai" sonolenta. Raquel sorri, ajeita a filha na cama, vira para Sérgio abraçando ele de lado e por um momento os dois velam o sono da criança. Ele ao ouvir a palavra da criança sente um aperto bom do peito e uma necessidade de ser a figura paterna daquela pequena. — vamos meu amor! Ele chama Raquel no automático sem perceber, ela o olha apaixonada e cola seus lábios de surpresa iniciando um beijo calmo. Ao se afastarem, caminham para fora do quarto deixando a porta encostada e ela suspira abaixando o olhar. — eu preciso de um banho! Raquel murmura em uma semblante cansado. — o que está fazendo Salva? Ela questiona rindo ao ser pega no colo por ele. — levando minha inspetora super gata para a suíte dela. Responde com a voz neutra como sempre, abrindo um sorriso no final das palavras. Ela ri negando com a cabeça não acreditando naquele momento. Caminham mais um pouco e assim que chegam no quarto, ela fecha a porta e ele a coloca na cama agachando para tirar seus sapatos. Raquel apenas observa com um sorriso bobo nos lábios e assim que ele termina a ajuda tirar toda a roupa. — não vai entrar no banho comigo? Questiona sorrindo sapeca e fingindo uma indignação. — sabe que se eu entrar lá vamos querer mais que um banho e você está cansada, querendo dormir... Explica coçando a nuca descendo o olhar por todo o corpo dela que tem apenas uma calcinha de renda branca. — você aguenta! Queria tanto entrar debaixo d'água com você... Pede com um certo charme. Alcança um lápis na mesinha ao lado da cama e prende o cabelo em um coque muito conhecido por ele que até tenta ignorar, mas ao ver o semblante de Raquel não resiste e tira a roupa, enquanto a vê entrar no banheiro. Ao adentrar o box, vê a mulher com a cabeça encostada na laje da parede, os olhos fechados e suas costas embaixo da água quente aparentemente bem relaxada. Ele abre um leve sorriso e inspira apaixonado pela cena. Se estica, pega a bucha ensaboada e esfrega as costas dela com cuidado a fazendo se assustar de primeira, porém voltando a posição e aceitando o carinho. O banho segue sem malícias e muitos toques. Ao terminarem, a inspetora sai sonolenta e Sérgio pega um pijama para a mesma em sua mala que se troca assim como ele. No final os dois estão deitados na cama, ela com a cabeça em seu peito e ele acariciando os cabelos dela com a mão. — Obrigada! A mulher murmura em um fio de voz. — dorme meu amor! Amanhã nos falamos mais. Boa noite! Ele manda todo amoroso depositando um beijo em sua testa a vendo suspirar e o corpo amolecer por completo depois de alguns minutos. Ele a queria em seus braços pra sempre. O dia amanhece e os dois estão do mesmo jeito como dormiram. Ela desperta primeiro estranhando o local, mas ao sentir os braços dele reconhece imediatamente e se recorda de onde está. Ergue a cabeça levemente e com um sorriso passa a observá-lo dormir. Depois de alguns instantes estica o rosto e juntas seus lábios em um selinho o fazendo despertar. — bom dia! Ela cumprimenta o mirando fixamente. — bom dia! Estava me observando dormir senhora Murillo? Ele desce o olhar e questiona sarcástico ainda sonolento. — na verdade estava! E você dorme com a boca aberta. Solta uma sonora gargalhada após ver a expressão de indignação no rosto dele. Ele nada fala apenas ri junto. — amo quando você ri assim. É tão gostoso! Devia gargalhar mais... Expressa a admirando com seu típico olhar de tirar o fôlego. Ela fecha o sorriso constrangida ficando ruborizada. — só você mesmo pra me fazer rir assim. Fazer eu me sentir eu mesma! Te amo! Ela solta automaticamente e ele fica sério estupefato pela última frase. Raquel percebe e envergonhada ergue se desculpando. — escapuliu! Finge que você não ouviu e... Explica em uma pronúncia rápida e gaguejada afastando-se. Sérgio rapidamente a puxa contra ele e os dois se encaram olhando no fundo dos olhos. — está tudo bem! Eu soube disso desde o momento que me levou para aquela casa e não me entregou para a polícia. Soube disso desde o momento que escolheu ficar ao meu lado desistindo da sua carreira e serviço. Do dia que veio até aqui na primeira vez com a esperança de me encontrar e na mesma noite quando te fiz minha. Os dois continuam a se encarar e um silêncio permanece por alguns instantes depois dele terminar a fala. — eu te amo Raquel! Pronúncia abrindo um largo sorriso quando vê a expressão da amada relaxar, depois de tanto tempo insegura. — eu te amo e quero passar o resto da minha vida ao seu lado. Quero formar uma família com você! Quero te fazer feliz todos os dias e fazer amor todas as noites. Eu te amo e nunca mais vou deixar você fugir de mim! Declara apaixonado vendo os olhos da mulher lacrimejar e sem pressa aproxima-se juntando os lábios e a beijando com intensidade. O clima esquenta assim como seus corpos, o beijo se tornar insuficiente para o momento e os dois se amam matando a saudade que sentiam de ambos. Quase duas horas depois, os dois saem do quarto, se alimentam e vão em direção à praia ao ler o bilhete de Maribi. — mamãe! Paula grita e sai correndo ao encontro da mulher que se desvencilha do amado e abraça a pequena quando seus corpos se encontram. — bom dia meu amor! Dormiu bem? Cumprimenta a enchendo de beijos. — dormi mamãe! Aquele quarto é muito bonito. É de alguma criança que mora aqui? Questiona inocente e curiosa. Raquel a mira e sem saber o que responder, muda de assunto. — lembra do Sérgio? Do namorado da mamãe? Dá bom dia! Ainda no colo da mais velha, Paula vira para o homem e o observa por um segundo. — bom dia Sérgio! Ela cumprimenta abrindo um sorriso. Ele faz o mesmo, ainda que esteja nervoso e desconfortável com a situação. — você sabe fazer castelo de areia? A vovó tenta, mas não consegue. A pequena questiona inocente e irritada. Os dois mais velhos sorriem com as palavras. — bom... Eu nunca fiz, mas posso tentar! Porque não tentamos fazer um bem legal juntos? Você pegou aqueles brinquedos de areia que estava no quarto? O homem pergunta e ela acena a cabeça meio envergonhada. — eles são pra você mesmo! Vamos apostar uma corrida até a sua avó? O sorriso da menina se ilumina e Raquel a desce no chão animada. — quem chegar por último é mulher do padre! Paula grita saindo na frente e correndo rápido em direção ao guarda sol que está a vó poucos metros deles. O homem olha indignado pela pequena trapacear e sai correndo logo atrás. Raquel gargalha com a cena e segue andando até a mãe. — bom dia mamãe! A inspetora cumprimenta a senhora, dando um beijo nela que está sentada em uma cadeira de praia ao lado de uma outra. — dormiu bem? A mais velha das duas pergunta observando a filha sentar ao seu lado. — como a muito tempo não dormia! Raquel responde com um suspiro vendo o entrosamento do amado e da filha brincando na areia um pouco mais a frente. — percebi! Seu sorriso está tão lindo minha filha. Maribi elogia admirando a mais nova. — aí mamãe... Olha eles dois... Olha esse lugar... Eu sei o que ele fez pra estar aqui e sei que isso é muito errado. Porém, eu o amo! E sou capaz de passar por cima do passado e fazer um futuro ao lado dele. Raquel pronúncia tirando o óculos de sol para admirar mais Sérgio e Paula rindo entre uma conversa e outra.
— filha... Se é isso que te faz feliz, se é isso aqui que você quer... Não tem porque não correr atrás de sua felicidade! Aposto que a Paula vai amar morar aqui e sobre o Alberto... Damos um jeito. Maribi fala aconselhando a filha. Raquel a olha e suspira séria. — sobre o Alberto eu tenho uma ideia mamãe... Mas... Não é o certo. Lamenta ao pensar no plano que tem. — filha... Você está amando o maior ladrão da Espanha e que ainda por cima é fugitivo. Se por na balança, não tem nada pior que isso! A senhora de cabelos brancos afirma sarcástica arrancando risos da inspetora. — E além do mais, o Alberto não era nenhum santo, nós duas sabemos! Ele não merece seu sofrimento por medo de mágoa-lo. Maribi continua tentando convencer a filha de que devia fazer qualquer coisa que consegui-se ser feliz. — aí mamãe... Você tem razão! Acima da minha felicidade só tem a de Paula e tenho certeza que ela vai ser feliz aqui. Pronúncia mirando o amado e a filha. No mesmo momento Sérgio a olha e lança um beijo no ar que é retribuído do mesmo jeito pela mulher. Os quatro passam o dia na praia se divertindo e rindo sem preocupações como uma linda família. Parecida com a de propaganda de margarina. Quem passasse ali, diria com toda certeza que Paula e Sérgio eram pai e filha de tanto entrosamento, amor e cuidado de ambas partes. E no final do dia, o casal senta na sacada da casa para ver o pôr do sol. Os dois na cadeira de praia e ela sobre ele. — eu te amo Raquel Murillo e por mim você já passaria o resto da vida aqui comigo assim como sua filha e mãe. Ele declara com um sorriso. — eu também te amo Salva! E de agora em diante farei de tudo para isso se realizar. Ela afirma firme e se vira grudando seus lábios em um beijo cheio de amor. Tudo sendo abençoado sobre o céu, as estrelas, a lua e Deus.
Notas finais
Espero comentários de vocês!
Obrigada e voltem nos próximos!
Até
Obrigada e voltem nos próximos!
Até
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
Fale com o autor