Family

1 Capítulo 1


— Meu querido...
Natal!!!! Até recentemente eu não sabia o que essa data significava. Venho de uma família desestruturada. Minha mãe era uma mulher maravilhosa, com um sorriso encantador, que irradiava felicidade por onde passava, mas infeliz ela morreu no parto do meu irmão mais novo, deixando três filhos pequenos órfãos.
Meu pai era o quarto Kazekage da vila Oculta da Areia. Rasa não aguentou a pressão da morte de minha mãe, ele era um homem importante, ele tinha que reger a nação da areia com mãos de ferro.
Ao perde-la, foi deteriorado seu equilíbrio emocional. Gaara era apenas um bebe pequeno e indefeso que foi alvo de sua raiva, eu era a primogênita, era sua princesinha ou assim era para ser.
Mas meu pai havia perdido a capacidade de amar e fez com que eu e os Kankuro odiássemos nosso irmão, por anos vivemos a base do ódio, do medo, do isolamento.
Eu convivia quase diariamente com meus irmãos, mas eu não os conhecia eu não conseguia ficar no mesmo ambiente que Gaara, eu tinha medo dele.
Isso mudou no confronto dele com Naruto durante o Exame Chunin. Após sofrer uma derrota nas mãos de Naruto um lourinho ousado, desatento e barulhento, que não aceitava ficar triste e sim muito de bem com a vida, independente da situação que vivia, pois ele aprendeu a lidar com a indiferença, a maldade e a e a solidão.
Naruto foi o responsável para que déssemos o primeiro ensaio para sermos uma família. Eu, Gaara e Kankuro viramos uma pseudo-família, tudo era feito do nosso jeito.
Quando fui pedida em casamento, eu nunca havia comemorado o natal, na realidade eu nem sabia que era uma data festiva e o que significava, até ano passado
Shikamaru é um ninja espetacular muito inteligente e bem preguiçoso, meu completo oposto, sou muito ativa, enquanto ele gosta de olhar e avaliar.
Quem não o conheci acredita que é um defeito, mas não é. Quando o conheci ele chamou minha atenção, era apenas um menino bastante inteligente.
Os próximos anos ficamos bem próximos, quando Gaara virou Kazekage, eu virei embaixadora de Konoha, como já disse, éramos como agua e vinho, dois polos opostos, quando estávamos perto sempre havia farpas.
A medida que os anos passaram eu comecei a perceber que o menino estava crescendo e virando um homem. Quando Gaara me comunicava que deveria ir para Konoha, meu coração parecia que ia sair pela boca meu estomago parecia que havia borboletas, apenas ao lembrar que o veria.
Mas eu era uma ninja ensinada a extinguir meus sentimentos, eu não sabia como me comportar, mas o meu preguiçoso foi muito mais corajoso que eu, soube contornar os muros que aprendi a criar e me conquistou.

*****

Eu cheguei a Konoha como sempre a primeira coisa que vi foi Shikamaru encostado na entrada da cidade, seus cabelos amarrados, os olhos fechados e o cigarro na boca, vicio que ele tinha aderido após a morte do seu sensei. Muitas pessoas achavam aquele habito horrível, mas vê-lo assim era por demais sexy.
Ao perceber viu minha presença Shikamaru retirou o cigarro da boca e me encarou, seu olhar sobre mim fez-me sentir as tão famosas borboletas que recentemente aparecia quando estava ao seu lado.
— Nara — digo chegando ao seu lado.
— Temari. — Minha vontade era pular em cima dele e lhe abraçar. — Como foi de viagem?
— Foi muito bem.
— Que bom Temari! Vamos! A turma está reunida na barraquinha de lamém.
— Claro.
A noite foi regada de risos, sorri bastante principalmente das palhaçadas do Naruto, o tempo passava e ele não crescia, mesmo sendo noivo de Hinata ele ainda era o mesmo menino barulhento e esfomeado que eu vi pela primeira vez naquele fatídico Exame Chunin.
Estávamos reunidos naquela noite: a Hinata como falei, que era sua noiva, que apenas sorria das palhaçadas do loiro. Choji e Kiba competiam com Naruto para ver quem comia mais. Shino, eu e o Nara apenas observava, conversava e ria.
Ao final da noite fomos em direção do hotel onde o preguiçoso reservou um quarto.
— Temari — ele disse quando paramos em frente a porta do meu quarto — boa noite.
— Boa noite — disse suspirando apreensiva.
Eu não sabia que estava acontecendo comigo, mas eu tinha fazer algo, que possivelmente depois ficaria morrendo d e vergonha, como na realidade eu fiquei.
— Shikamaru... — sussurrei dei um passo em sua direção.
Minha respiração estava suspensa, o preguiçoso me encarava, apenas seus olhos mexiam quando piscava, dei mais um passo, seu cheiro me invadiu, mais potente que o costume, eu já sabia que não resistiria, levantei minha mãos e agarrei as abas de seu casaco e puxei ele de encontro ao meu corpo.
Nossos lábios se encontraram e foi lindo foi perfeito para mim pelo menos, até perceber que Shikamaru ficou parado, seus olhos estavam arregalados, eu percebi que eu estava beijando só, foi como se tomasse um banho de balde de agua fria, dei um passo para trás, envergonhada.
— Desculpa...
— Problemática, eu...
De costa para a porta a abri, eu queria fugir, para que a vergonha fosse menor.
— Problemática — ele deu dois passos percorrendo a distância que eu tinha dado — problemática, eu...
Ele levou a mão ao meu rosto e acariciou fechei os olhos apreciando a caricia, sua outra mão foi ao encontro de minha cintura.
— Eu...
Seus lábios desceram vagarosamente ao encontro do meu, senti nossos lábios juntos, ele foi tão carinhoso, coloquei minhas mãos em seu pescoço, foi um beijo calmo, um beijo terno, um beijo, meu primeiro beijo de verdade, porque o anterior foi apenas eu passando vergonha.
Shikamaru pediu passagem para sua língua e eu deixei nossas línguas fazerem um movimento calmo. Terminamos com um selinho. Eu sorri, sorri feliz.
Esse beijo foi o primeiro de muitos, logo após isso viramos namorados. Nosso namoro demorou pouco, não aguentávamos ficar longe um do outro e ano passado nos casamos.
Onde quero chegar é que, até ano passado, o dia 24 de dezembro eu não fazia ideia do que era o Natal. Eu via nas ruas como a população de Konoha, como as casas começaram a ser enfeitada com guirlandas, artigos natalinos, arvores de natal, luzes de todas as cores e presépio. Eu olhava para tudo como uma criança, eu nunca tinha visto aquilo, em Suna não se comemorava.
Na minha sala havia uma arvore grande que meu querido marido tão alegremente comprou e que me obrigou a arruma-la, foi uma tarde linda, regada de risos, beijos e um bom amasso em frente a nossa lareira.
Na noite da véspera de natal eu sai de casa apreensiva, apesar do Shikamaru está segurando a minha mão dizendo que estava comigo eu tinha medo do desconhecido e aquela comemoração era por demais desconhecida para mim.
Naruto estava irradiante feito um pavão mostrando a todos a casa nova e a família que ele enfim estava montando, mas sabe querido eu descobri que não deveria ter medo, pois natal é uma data para ficarmos com a família e eles eram minha família.
— Filho — disse olhando para o pequeno bebe de cabelos negros e espetados como o pai, que estava deitado na cama olhando-me, enquanto conto lhe uma história. A minha história com o natal, — eu sei que você saberá o valor de todas as datas comemorativas e o quão importante é comemora-las em família.
— Querida — olho para trás e vejo meu marido, o segundo homem que mais amo nesse mundo. — Ele saberá querida, porque nós estaremos ao seu lado para lhe guiar em todos os caminhos. Vamos cuidar, acabou a sessão história de hoje, nossos amigos estão nos esperando para o primeiro natal do nosso Shikadai.
— Sim querido, vamos comemorar o natal com a nossa família.

Fim

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!