Fame

6 Procura-se parceiro


Notas iniciais
Hey, lindas! To postando rápido demais, vou parar com isso haha. Obrigada a todas que comentaram e também ficaram tristes com o motivo do termino, nesse tem mais um pedacinho de lágrimas. Boa leitura...

POV KATE

– Castle. Oi. – Tentei ser mais amigável.

Depois de me arrumar e tentar disfarçar os vestígios de choro fui me encontrar com Castle no estacionamento. Chegando lá o encontrei encostado em uma pilastra e tinha uma sacola na mão, seu rosto parecia triste.

– Oi. Toma. – Ele me entregou um cupcake de chocolate branco com cereja. Ele ainda lembra que é meu favorito. Sorrio em agradecimento e aceito o doce.

– Obrigada, mas porque tá me dando isso?

– Você tá de mau humor então achei que chocolate branco ajudaria. – Falou e ele tem razão. – E também te chamei aqui pra dizer que não vou mais te seguir, sei que odiou a ideia e essa uma semana foi bem produtiva pra mim, acho que já dá pra escrever meu livro.

– Mas... o que?

– Você é uma boa professora, Beckett. Não quero te atormentar mais no trabalho então até qualquer dia. Vou mandar uma cópia do livro quando sair pra você e os meninos. – Ele já ia saindo quando por impulso eu seguro seu braço. Ele me olha interrogativamente, mas não sei o que falar, só não quero que ele vá.

– É... Castle... Não precisa ir. – Falou baixo, mas ele parece entender. – Sei que ás vezes eu sou uma chata, mas é só por que... É difícil esquecer o que aconteceu entre nós. – Vou me explicando porem em nenhum momento consigo olhar nos olhos dele. –

– Eu que o diga. – Ele bufou e o olhei, a expressão dele era triste. Logo desvio, se continuasse vendo ele daquele jeito iria querer abraça-lo até ele melhorar.

– É infantil, mas sei lá. Na minha cabeça era como se quando eu fosse legal com você estivesse me humilhando. Agora percebi que é totalmente idiota. Desculpe. Vou ser mais agradável, ok? Pode ficar.

– Não sei se é boa ideia. Mesmo falando isso, você ainda não gosta da ideia de alguém te seguindo.

– Se alguém souber o que eu estou falando pra você aqui, você e a pessoa morrem. Entendeu? – Dou-lhe o olhar que ele conhece bem. Em resposta ele sorri e acena que sim. – Você até que é legal de ter por perto. Têm algumas piadas boas e tá sempre alegre, isso é bom em um ambiente que só se vê morte. Eu não tenho parceiro, então... Quer preencher o cargo? – Espero não me arrepender disso mais tarde, mas depois chorar no banheiro revivendo tudo o que aconteceu, acho que não vale a pena remoer o passado. Claro que ainda me sinto magoada, mas a amizade dele faria bem pra mim. Ele abre um enorme sorriso.

– Aceito. – Ele estende a mão para mim e eu aceito como se fechássemos um acordo.

– Então vamos, temos papelada e um assassinato para resolver. – Ele começou a resmungar. – Parceiros ajudam na papelada.

– Argh. Ok.

xxx

POV RICK

Nossa! Nem acredito no que acabei de ouvir. Ela me quer por perto! Sinto tanta vontade de fazer uma dancinha feliz, mas tenho que me controlar. Não sei como ela falou essas coisas para mim, ela disse que não se esquece do que tivemos.

Eu estava decidido, iria mesmo sair daqui e deixa-la em paz. Depois de tudo que a fiz passar naqueles meses acho que não tenho nenhum direito de torturá-la com a minha presença.

Junho de 2001

– Richard como pode ser tão estúpido e burro! – Castle gritava sozinho no apartamento. Depois de chorar no chão em frente a porta por quase uma hora, agora ele estava no quinto copo de uísque. – Agora você vai ficar sozinho para sempre! Vai ser amado por papéis, letras e garotas burras e fúteis, mas nunca mais pela Kate!

Ele escutou batidas na porta e nem se importou em ir abrir, já sabia que não era Kate. A pessoa foi insistente e tocou a campainha. Com raiva ele apenas gritou “entre”. Martha entrou com um sorriso no rosto que logo foi desfeito ao ver o estado do filho.

– Richard! O que houve meu filho? – Ela foi correndo para o lado dele e tirou a garrafa e copo de bebida de perto dele.

– Minha vida acabou! A Kate foi embora. – Martha nunca tinha visto o filho assim, só quando ele era criança e tiravam seu ursinho preferido. Ele chorava de soluçar. – E-eu fiz t-tudo er-r-rado mãe.

– Ela viu as fotos na revista, não foi? – Martha já sabia dos problemas que o casal vinha enfrentando e era totalmente ciente que o culpado era seu filho, a questão ali não era mais ciúmes, era bom senso. – Querido, quantas vezes eu te avisei? Kate é uma garota de ouro, mas não é nenhuma boba.

– Eu sei disso, mãe! Eu a amo tanto e vê-la saindo pela porta dizendo aquelas coisas...

– O jeito que você estava a tratando não demonstrava esse amor.

– Como assim? Sempre fui carinhoso com ela, sempre fiz de tudo por ela.

– Mas a envergonhava em público, todos acham que você a traia a cada festa que ia. Como acha que ela está se sentindo? Você não soube lidar com a fama que conquistou. Agora sua vida profissional é uma das melhores e o que ganhou com isso? Perder a mulher que mais ama. Pense bem, Richard. – Martha sempre falou o que o filho precisava ouvir, sendo bom ou ruim. Castle sabia que a mãe tinha razão, ele teria que viver com a perda dela. Porem sabia que nunca superaria, nunca a esqueceria.

xxx

Acho que para ela não deve ser tão ruim me ter por perto, como ela disse sou alegre e tenho piadas boas. Sorrio com o pensamento. É perceptível que ela ainda gosta de mim, só não sei se é só como amigo ou tem algo mais. Mas não quero pensar nisso agora, um passo de cada vez. Já consegui fazer com que ela me aceite da delegacia com seu parceiro, não vou pressionar nada. Meu próximo objetivo agora é ser amigo dela, o que sei que será mais difícil.

POV RICK OFF

– Ei, Beckett, nosso suspeito foi visto. Tenho o endereço, vamos? – Esposito falou já indo para o elevador. Beckett rapidamente se levantou pegando seu casaco, assim como Castle.

– Temos que ter cuidado, ele pode estar armado. Ele com certeza é o nosso assassino. – Ryan falou.

– Ouviu Castle? Fique no carro quando chegarmos. – Kate falou olhando nos olhos dele para dar mais ênfase. Ele resmungou, mas não discordou.

...

– Esse é o prédio, o morador que fez a ligação disse que ele está no terceiro andar. Verifiquei e só um apartamento no terceiro é suspeito. – Ryan informou.

– Por quê? – Castle pergunta.

– O nome do inquilino é de um homem que morreu a cinco anos. – Castle rapidamente pegou seu bloquinho fez suas anotações. Quando viu Kate sair do carro saiu junto.

– Ei! Pode voltar e ficar sentado quietinho lá dentro. – Disse Kate.

– Na-na-não. Olha isso. – Ele abriu o porta-malas e tirou um colete a prova de balas com o nome escrito ‘WRITER’.

– Tá brincando, né?

– Não é legal? – A animação dele era infantil. – Na semana passada não foi legal ficar vendo toda a ação de dentro do carro.

Depois de discutirem se ele ia ou não, Rick venceu. Mas não pode entrar no apartamento, o que foi a pior decisão que Kate poderia tomar.

O suspeito não estava lá dentro, quando chegou viu Castle na porta e os policiais gritando dentro da casa. Rick viu o homem e o reconheceu do desenho do retrato falado. – Beckett! Aqui! – Quando ele falou isso o homem correu e Rick não pensou duas vezes, correu atrás dele, desceu as escadas e no último degrau se jogou em cima dele. Por ser mais pesado que o assassino o homem não conseguiu levantar.

– Sai, sai. – Beckett chegou e algemou o suspeito. Esposito o levou para a viatura com Ryan.

– Primeiro dia como parceiro e já peguei um assassino. Sou muito eficiente. – Falou convencido.

– Cala boca. – Ela deixou escapar um risinho. – Você podia ter se machucado.

– Mas não aconteceu. Deve-me um sorvete.

– Por quê?

– Meu premio, ué. Peguei o bandido e recebo a recompensa. – Kate só podia revirar os olhos e rir quando ele não estava vendo.

Notas finais
E, ai? Críticas, sugestões pro próximo capítulo? Comentem! Senti falta de algumas meninas no outro :( Dessa vez acho que vou demorar uns dois dias para postar o próximo por causa das minhas aulas que são o dia todo, mas não pretendo ir mais que isso. :) Espero que entendam. Beijos beijos, AB.