Notas iniciais
Depois de ter recebido respostas positivas se eu deveria ou não postar esse prólogo aqui esta ele como prometi que faria.
Espero que gostem dele.
Na cobertura de um grande Hotel da cidade de Nova York um homem olhava pelo terraço as pessoas que estavam andando pelas calçadas, os carros que tinham motoristas impacientes por causa do transito lá em baixo com um sorriso presunçoso no rosto. Somente seu sorriso dava um ar diferente a sua perfeita imagem.
Sua pele pálida sobre o luar e as luzes da cidade. Seus cabelos castanhos um pouco grisalhos perfeitamente penteados. Seus olhos castanhos tão escuros a noite que pareciam pretos. Um homem belo trajando um smoking impecável, nem um pouco demonstrando que já estava passando de seus 40 anos e isso era comum em sua linhagem de família.
– Gostando da vista? – perguntou alguém atrás do homem.
Mais ele não se deu por surpreso, na verdade estava esperando por essa pessoa. Sabia que mais cedo ou mais tarde ele estaria ali para “conversar”. Seu sorriso se alargou.
– Pequenas formigas, como sempre foram. – disse o homem se virando e encarando a escuridão atrás de si. Todas as luzes do aposento apagadas dando um ar sombrio ao local.
– Você subestima demais quem não conhece, Victor. – disse a outra pessoa.
– Ora, não que eu subestime, somente estou constatando o que é verdade durante éons da existência da raça humana. – disse Victor ainda sorrindo. – Não sabíamos que estávamos amigos para nós chamarmos pelo primeiro nome, Solveig. – disse com desprezo o sobrenome da outra pessoa.
– Não somos amigos Victor Salómon. – disse o outro.
Victor Salomón é um homem poderoso dono de uma grande empresa voltada para a ecologia e reciclagem. Possui uma fortuna invejável por muitos. Um homem de negócios ambicioso. Sua vida somente é para o trabalho e para garantir o legado de sua família. Um legado de família que fez dele o que é hoje.
Saindo das sombras e se deixando iluminar pelas luzes da cidade e pela da lua o visitante se mostra caminhando a passos largos parando na frente de Victor.
Um homem moreno, cabelos pretos um pouco compridos, olhos em um incrível tom de azul claro, rosto serio e usando um conjunto básico de camisa preta, calça jeans escuras e botas de motoqueiro, não aparentava ter mais que 30 anos.
– Não mudou nada nós últimos 30 anos. – disse Victor agora com o rosto serio olhando para seu visitante com desprezo.
– Enquanto você envelheceu demais, não é tão poderoso Salomón? – disse o outro homem sorrindo sarcasticamente.
– Ainda descubro seus segredos, Solveig. – disse Victor olhando para seu visitante da cabeça aos pés e depois voltou a encarar os olhos dele.
“Os olhos são a chave da alma e guardam grandes segredos, nunca desvie os seus dos de outra pessoa” se lembrou Victor da frase que seu pai vivia lhe repetindo até hoje.
– Vim para lhe avisar, Salomón. – disse Solveig mantendo seu rosto serio. – Não faça nada do que esta planejando, pode se arrepender amargamente disso.
– E o que estou planejando? – pergunta Victor desdenhoso. – Estou em Nova York para uma pequena homenagem que recebi, nada mais meu caro.
– Eu sei exatamente o que esta querendo Salomón. Não mecha com aquilo que não conheça, não interfira em uma coisa que não tem e nem terá controle algum. – disse Solveig. Sua voz soava irritada.
– Claro. – disse Victor estendendo os braços. – Os grandes Solveig sempre sabem de tudo, principalmente você. – disse apontando para o outro. – O que seria do mundo sem os Solveig?
– Para com a brincadeira, isso é serio. – disse se aproximando mais de Salomón dando para ver a evidente diferença de altura entre os dois. Solveig alguns centímetros mais alto que Victor.
– Não estou brincando. – disse Victor tendo que olhar um pouco para cima para poder olhar nos olhos de Solveig. – Como você mesmo disse, você sabe o que eu estou fazendo então já sabe que não temo os seus chiliques. Alias, acho que é você que esta com medo já que eu tenho ajuda para o que eu vou fazer.
– Não envolva os outros nisso. – grunhiu Solveig pegando a gola da camisa do smoking de Victor. – Ou...
– Ou o que? – perguntou Victor tentando manter a voz calma. – Vai fazer a chacina de novo?
– Não sei porque estou aqui. – disse Solveig soltando-o com um pequeno empurram. – Melhor acabar com isso logo. – disse fechando a mão direita e uma pequena luz azul começou a emanar dela.
Os olhos de Victor Salomón se arregalam, não esperava que ele iria partir para o tudo ou nada assim do nada, e com um estalo de dedos de Salomón as luzes se acendem revelando dez pessoas dentro do aposento. Correndo e eles logo ficaram em volta de Solveig e Salomón.
Duas pessoas, que estavam atrás de Solveig, se descavam entre as pessoas que se pareciam umas com as outras, oito homens vestindo ternos e gravatas pretas, peles pálidas, olhos e cabelos escuros parecidos com Victor Salomón, somente com idades diferentes.
Uma mulher com um vestido preto justo maquiagem leve no rosto, olhos castanhos escuros, cabelos pretos cumpridos, lábios finos no momento emoldurado em sorriso sensual dando um ar jovial a mulher.
Um homem baixo de cabelos grisalhos, olhos parecendo petróleo, trajando um smoking bem alinhado. Seus olhos demonstravam frieza olhando para o Solveig como se quisesse perfurar sua alma com esse olhar.
– Vejo que a família Salomón esta em peso aqui. – disse Solveig olhando serio para os novos visitantes. – Até Caleb e Ruth. – disse se referindo a mulher e o homem de smoking. – Mais ainda faltam alguns.
– Você sabe como as coisas funcionam, não é Solveig? – pergunta o homem de smoking sorrindo friamente para o Solveig.
– Sei muito bem como as coisas funcionam. A maioria fui eu mesmo que decretei. – disse Solveig voltando seu olhar para Victor.
– Isso prova o quanto você é velho. – disse Victor ajeitando seu smoking.
– Mais como suas próprias decretações, por assim dizer, mesma dizem você não pode dizimar boa parte de um clã sem o Conselho saber. – disse Ruth caminhando em direção ao Solveig.
– Pelo que me costa estão faltando quatro Salomón aqui, então o que me impediria de acabar com vocês? – pergunta Solveig sorrindo de lado. – Ainda existiria o clã Hebraico.
Os outros oito que só olhavam eles conversando se encolheram de medo pelas palavras proferidas pelo Solveig. Eles conheciam bem o homem que estava na frente deles, já haviam ouvido diversas historias sobre ele ao longo dos anos e uma ameaça dele nunca era em falsa.
– Vocês fizeram a mesma coisa com o clã Egípcio há 17 anos e olha que vocês dizimaram todo o clã, porque eu não poderia fazer isso com vocês? – pergunta Solveig arqueando uma sobrancelha, olhando para Caleb e depois para Victor que deu de ombros.
– Ora meu caro, sabemos que cometemos um erro. Não culpe o Victor, ele era jovem e não sabia muita coisa sobre o nosso mundo. – disse Caleb fazendo Solveig soltar uma gargalhada, encantadora pelo ponto de vista de Ruth.
– O Conselho pode ter caído nessa e me impedido de fazer a justiça correta, mas se lembrem de uma coisa. – disse Solveig olhando serio para Caleb. – Terem poupado vocês daquela vez não quer dizer que faram isso de novo.
Victor passa por Solveig e se junta aos outros que agora se agrupam juntos deixando Caleb, Ruth e Victor na frente.
– Sabemos disso e estamos agindo corretamente. – disse Ruth sorrindo maliciosamente para Solveig que faz careta para o sorriso dela.
– Sei. – disse Solveig e abre sua mão fazendo a luz azul desaparecer. Ele olha para sua mão ponderando. “Ainda não”. – Sei exatamente tudo sobre o seu “agindo corretamente”. Não se preocupe, sei de tudo.
Dando as costas para todos os Salomón, Solveig caminha até a amurada, sobe nela e se vira para encarar os outros com indignação. Solveig não engoliu o que eles estavam planejando, principalmente por que isso envolvia sua família e isso ele não admitia, mesmo que para impedi-los ele teria que ir contra o Conselho que ele mesmo elege há séculos.
– O que estão fazendo é errado e eu vou impedi-los. – disse Solveig olhando para os olhos de Victor que da um passo para trás, engolindo em seco, mas tenta manter seu olhar serio perante a ameaça de Solveig. – Não importa o que eu tenha que fazer para cumprir isso. Custe o que custar, vou fazer isso se não me derem outra escolha.
– Porque vai fugir? – pergunta um dos caras de terno sem entender a atitude de Solveig.
Pelo que sabia sobre ele, Solveig poderia muito bem acabar com todos ali e era isso que ele queria. Solveig estava escondendo algo, isso ele sabia e como a curiosidade corre em suas veias ele queria saber o que era.
– Porque ele não é um assassino de sangue frio. – respondeu Victor e sorriu sem humor. – Se ele fosse todos nós já estaríamos desfrutando do verdadeiro paraíso que seria a terra e eu não precisaria fazer o que ele acha que vou.
Sem dar importância para a resposta que Victor tinha dado Solveig salta da amurada. Dois dos Salomón correm até ela e olham para baixo. Eles não vem nada além das pessoas caminhando lá em baixo, os carros ziguezagueando pelas ruas.
– Ele sumiu. – disse um deles olhando para os outros.
– Esse é o grande Solveig que conheço, sempre fazendo seus truques. – disse Caleb com aversão chacoalhando a cabeça. – Deveria entrar para um teatro.
– Ele realmente vai cumprir isso. Devemos ter muito cuidado daqui para frente. – disse Ruth seria e com um aceno dispensou todos os outros membros da família ficando somente ela, Caleb e Victor.
– Então que esperemos por ele. – disse Victor olhando para a lua. – Que Ian Solveig venha até nos de novo. – seus olhos ganharam um brilho estranho quando voltou seu olhar para a amurada de onde Ian Solveig havia se jogado.
“Querendo ou não, precisamos fazer isso” pensou Caleb olhando para seu filho, Victor.
– Vamos estar lhe esperando Ian. – murmurou Victor dando as costas para noite e entrando no aposento da cobertura.
Notas finais
Eu mudei poucas coisas nele desde que comecei a escreve-lo, espero que tenha ficado melhor.
Ficaria muito feliz se mandassem reviews me dizendo suas opiniões. Muito obrigada a todos que leram e todos os leitores das minhas fics me incentivaram a escreve-lo. Bjs ^.^
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