Família Grey
54 Transformação
Notas iniciais
Notas iniciais do capítulo
*Quero pedir desculpas. Estive meio ocupada esses tempos.
Vou atualizar com mais frequência.
*Beijos e boa leitura.
**Ava**
— Ava. Vamos vê o que está acontecendo ali. — disse Phoebe do meu lado.
Estamos sentadas no jardim da escola só nos duas. Mel e Marcos foram passear. Xande está com a Heloise que agora está estudando aqui. Teddy está jogando futebol. Os gêmeos não sei onde se meteu. Mateus não veio hoje.
— Ei Phoe ali não é a Juliana? — perguntei olhando em um circulo.
— É idiota estava lhe chamando para vê o que estava acontecendo. — respondeu ela.
Levantamos e fomos correndo para lá. Onde o grupinho da Juliana estava. Quando cheguei bem perto vi uma garota no meio com um óculo horroroso. Chorando. As amigas da Juliana estavam abusando a menina.
Acho que fiquei perdida no tempo, por que Phoebe estava no meio do grupo puxando a menina para minha direção. Olhei para Juliana que estava com a mão no nariz.
– Ava leva-a para o banheiro. Dei um soco na Juliana. Vou para diretoria cuide dela. – disse Phoebe.
Assenti, Phoebe correu para onde o diretor Wilson estava. Padrinho ia matar a Phoe por está brigando no colégio.
– Como você se chama? – perguntei para menina quando chegamos ao banheiro.
Ela não respondeu, mas me encarou assustada.
– Não vou te machucar, quero te ajudar. Confie em mim sou Ava.
_ Ju... Julia. – gaguejou ela.
– Você é novata?
_ Sim.
Olhei para garota, ela estava com uma roupa horrorosa grande demais para ela. Os cabelos soltos comprido, mas estava mal tratado. Talvez um dia no shopping melhore isso.
– Quem são seus pais? – perguntei.
_ Não somos ricos, ganhei uma bolsa para estudar aqui.
Meu celular tocou era o Teddy. Não podíamos usar celular na escola, mas como meu irmão é um gênio descolou uns celulares pequenos para que possamos conversar.
– Quê? – rosnei.
_ Por que a Phoebe está na diretoria?
– Ela deu um soco na Juliana.
_ O que? Por quê? Droga o papai vai pirar.
– Sei disso. A essa altura ele já deve tá sabendo.
_ Eu sei porra, o que a Juliana fez para a pirralha bater nela?
– Estava praticando bullying com uma garota na hora do intervalo.
_ Caralho, quem é a garota? Onde você está? Já bateu o sinal e você não está na sala.
– Venha aqui no banheiro. – falei e desliguei.
Logo depois ele apareceu, e entrou no banheiro das meninas.
_ Ele, ele não pode entrar aqui. – disse Julia.
Theodore olhou para a garota, e arregalou os olhos, e tapou a boca para não rir. Depois puxou minha mão, para irmos lá fora.
_ Ela é feia. – disse ele se segurando para não rir.
– Você é muito do lindo né? – falei dando um tapa no braço dele.
– Ai – disse ele com uma careta. – É melhor você parar de me bater porra.
_ Então, não fale idiotice.
– Tá, estou mentindo? Na moral ela é bonita?
_ Cala boca imbecil.
– Ô boiola, o diretor tá chamando. – disse Luiz um dos amigos de Teddy. – Ei loira, está linda hoje. – ele deixou as mãos envoltas da minha cintura.
_ Obrigado, Lu, você também está lindo. – falei.
– Dá para soltar ela agora? – perguntou Teddy.
_ Por quê? Vocês nem estão mais juntos.
– Não me faça lhe dá um soco. – rugiu o idiota.
Luiz riu, e me soltou. Não antes de me dá um beijo na bochecha.
_ Vamos idiota. A princesa precisa de você. – disse Luiz dando tapinhas nas costas de Teddy.
Que o encarou com os olhos franzidos.
_ Você está doidinho para levar porrada.
Luiz gargalhou, e eles saíram. Teddy odeia quando os amigos dele se insinuam para Phoebe.
– Obrigado, mas tenho que volta para aula. – disse Julia quando entrei no banheiro novamente, ela tentou enxugar as lagrimas em vão. Será que ela ouviu o que Teddy falou?
_ Teddy é um idiota, não liga para ele. – falei meio incerta.
– Não, ele está certo eu sou feia.
Theodore é mesmo um imbecil, me aproximei dela e levantei seu rosto com as mãos.
– Ei, você não é feia, só precisa se arrumar. Ô vamos fazer assim, quando saímos daqui, vamos ao shopping lhe dá um banho de roupas. – falei para com um sorriso.
_ Eu não tenho dinheiro. – disse ela balançando a cabeça.
– Não precisa eu pago tudo, quer dizer meu pai né? E o meu padrinho já que a Phoe também vai.
Seus olhos castanhos claro brilharam de expectativa. A primeira coisa que iriamos fazer era trocar aqueles óculos de tartaruga.
_ Vem, vamos lá na Ebe.
Saímos do banheiro, e fomos em direção à diretoria. Da porta de vidro dava para vê tio Christian conversando com o diretor Wilson. Sentamos em um dos bancos, para esperamos ele sair.
Acho que depois de 40 minutos eles saíram. Tio Christian disse alguma coisa a ela, que ela só fazia assenti.
– Que saco. – disse ela sentando ao meu lado.
_ Por que você não está na sala Ava? – perguntou tio Christian.
– Estava esperando a Ebe. – respondi.
_ Phoebe, vá buscar suas coisas, e chame o Theodore.
– Sim senhor. – disse ela e levantou.
_ Tio, o senhor deixa a gente no shopping? – perguntei.
– Nada disso, a senhorita tem aula e Phoebe está de castigo. – disse ele.
_ Tio, por favor. Não vou gastar muito eu juro.
– Conheço bem essa historia.
Levantei e puxei sua mão para um canto onde a Julia não pudesse nos ouvir.
– Tio, olha não vou comprar nada para mim. – ele me encarou. – Tá talvez uma blusinha. – ele continuou me encarando. – Tá, tá bom. – levantei minhas mãos. – Talvez compre umas dez peças ou mais não sei. Mais a questão não é essa. Aquela garota ali Julia estava sofrendo bullyng pelo modo de se vestir, só que eu tive uma ideia, darei um banho de loja nela. Só para Juliana morder a língua. Por favor, padrinho.
Ele olhou para Julia, depois para mim e assentiu.
– Ah tio obrigado, te amo. – falei dando pulinhos de felicidade.
_ Leva essa louca para o hospício. – ouvir a voz de Teddy atrás de mim. – Oi pai.
– Imbecil. – falei.
_ Estou decepcionado com você Theodore. – falou tio Christian.
– Ué, por quê? – perguntou ele confuso.
_ Onde você estava que não viu quando sua irmã estava procurando briga?
– Debaixo da arquibancada transando com a Sophia. – falei e sai correndo.
Antes que o tio me perguntasse alguma coisa, o que era mentira ele estava no treino do futebol. Puxei a mão da Julia e fomos em direção ao estacionamento do colégio. Respirando ofegante, Teddy vai me matar, eu tenho certeza disso. Mandei uma mensagem com os dedos trêmulos.
“Traga minhas coisas, a da Julia também.”
– Está aprendendo a menti Ava Grey? – perguntou tio Christian.
Meu corpo estremeceu só pelo olhar que Teddy me deu. Quando namorávamos e ele se irritava com alguma coisa, me dava esse olhar. Caramba era de dá medo.
_ Não tio. Só estava brincando. – sorri sem graça.
– Essa vou deixar passar, você sabe que odeio mentira. – Padrinho me encarou. – Theodore acompanhe as meninas no shopping. Já falei com o Sr. Wilson.
_ Eu não vou acompanhar ninguém. – rosnou Theodore.
– Tio. – pedi.
_ Não é comigo, você fez a cama agora deite. – falou ele prendendo o riso. – Ah e outra coisa, vocês só vão se o Theodore for ok?
– Teddy, vai para onde? – perguntou Phoebe.
_ Não vou para lugar nenhum. Por que não pegou minha mochila pirralha? – perguntou Teddy.
– Não sou sua empregada idiota. – latiu Phoebe.
Ela se estressa quando Teddy a chama de pirralha.
_ Agora, é vocês que vão brigar? — perguntou padrinho.
– É ele pai. — falou Phoebe irritada.
_ Vou indo, tenho uma reunião daqui a duas horas. — falou tio Christian.
– Desculpa, Teddy. — falei.
Ele nem se importou com meu pedido esse filho da mãe.
_ Por que você está pedindo desculpa a Teddy? — perguntou Phoebe.
– Ela disse, que eu estava transando debaixo da arquibancada com Sophia. Aliás quem é Sophia?
_ Não sei, falei o primeiro nome que veio a minha cabeça.
_ Ok, estou indo. Tchau. — disse ele dando as costas.
_ Teddy, espera. — segurei seu braço. — Eu faço o que você quiser.
Ele deu um sorriso sacana e eu engoli em seco.
– Tudo o que eu quiser? — perguntou com a cara mais safada do mundo.
_ É... tudo, tudo não.
Teddy mordeu o lábio, inferior ele está bolando alguma coisa.
_ Certo, certo. Amanhã tenho uma prova de matemática, mas não sei porra nenhuma.
_ Sim e como vamos lhe ajudar Teddy bear não somos da sua sala? — perguntou Phoebe.
Teddy a encarou zangado.
_ Posso terminar de falar pirralha? Então vou precisar de ajuda, tenho a cópia da prova, aí vocês respondem e eu só faço colocar meu nome. — disse ele como se fosse um gênio.
_ Theodore, o futebol está acabando com seu cérebro. — falei. — Como vamos responder se não somos da sua sala? Nem sabemos o assunto.
– Não quero saber se virem. — disse ele dando de ombros.
– Eu... eu respondo. — disse Julia que estava calada até agora.
_ Como? Você é da nossa sala. Não tem como responder as atividades do Teddy. — disse Phoebe.
– Eu... eu consigo. — respondeu Júlia com uma voz quase inaudível.
_ Você consegue? — perguntou Theodore incrédulo.
_ Sim. Mas tem um problema.
– Qual? — perguntei.
_ A minha letra, não é igual á dele. — respondeu Júlia.
_ É verdade, já sei você vai lá para casa hoje você faz no meu caderno e eu escrevo na prova ok? — perguntou Teddy.
– Ok.
_ Pronto agora, vamos logo. — falei.
****
_ Gil temos um trabalho para você. — disse Phoebe quando entramos no salão.
– Ei garotas estava com saudades. — disse ele. — Quem é essa? Hum seu cabelo está maltratado fofa. — falou ele analisando o cabelo da Júlia.
_ E como. Gil ela é toda sua. — falei e lancei uma piscadela.
Afastamos-nos, sentamos em um sofá na cor vinho. Teddy tinha ido a uma loja de games. Então ficamos só eu e Phoe esperando Júlia, nesse tempo liguei para mamãe e avisei onde estava. Ebe também ligou para madrinha. Que já está perto de ganhar neném.
_ Ei amoras, se preparem. — gritou Gil.
Nos levantamos. E fomos onde Júlia estava, o cabelo dela está um pouco menor no meio das costas posso assim dizer.
– Preparada jujuba? — perguntou Gil.
Ele tirou o pano que estava cobrindo o espelho.
E minha nossa. Julia está totalmente diferente.
O cabelo continua da mesma cor, só que muito mais vivo. Um pouco mais curto também. Mais ela está perfeita, que dizer tirando esses óculos de tartarugas, que vamos resolver isso agora.
_ Nossa Júlia você está linda. Quer dizer você era bonita, mais agora está muito mais. — elogiou Phoebe.
– Você gostou? — perguntei.
_ Sim, estou bonita. — ela disse corando.
Rimos, alegremente. Phoebe foi pagar para que pudéssemos ir embora.
– Obrigado Gil, você é um anjo.- beijei sua bochecha e saímos do salão.
– Aonde vamos agora? — perguntou Phoebe.
_ Na ótica. — respondi.
****
– Onde você está? — perguntou Teddy do outro lado da linha.
_ No estacionamento imbecil, a anos te ligo para carregar as sacolas. — lati.
– Por acaso sou seu empregado? Já estou chegando aí. — falou e desligou na minha cara.
Filho de uma mãe, como ele ousa desligar na minha cara? Deixe só ele chegar aqui.
– Foram comprar o shopping inteiro? — perguntou o imbecil enquanto tomava um milkshake.
_ Teddy me dá um pouco? — pediu Phoebe.
– Só um pouquinho mana. – disse ele dando para ela. – Cadê a menina? Vamos logo estou com fome.
_ Ali cego. – apontou Phoebe para Julia que estava de costas.
– Aonde?
_ Aqui eu. — falou Júlia timidamente.
_ Caramba. — Teddy sussurrou e deixou a sacola que estava segurando cair. Como é exagerado.
– Ela está linda não é? — perguntou Phoe.
_ Magnífica, maravilhosa, porra como você está gata. — falou Teddy.
O ciúme se apoderou de mim, contei mentalmente até 10. Não é culpa da Júlia ela está esplêndida. Mais ela não poderia ao menos ficar um pouco feia? Theodore nunca me elogiou desse jeito!
Empurrando ciúmes para o fundo dos meus pensamentos. Marchei até o carro emburrada, ainda deu para ouvir a gargalhada do idiota.
–#-#-#
_ Vem Ava. Dorme aqui eu lhe empresto alguma roupa. — implorou Phoebe.
Eu não quero ficar aqui, vendo Teddy paquerar a Júlia. Preciso inventar uma desculpa.
_ Não dá Phoe. Tenho que limpar o quarto. — um que não era necessariamente uma mentira.
Da última vez que pedi para uma faxineira limpar meu quarto me rendeu uma semana de castigo. A mamãe está pegando muito pesado comigo.
– Vou fingir que acredito. Luke você pode levar a Ava?
_ Claro. — disse ele.
– Tchau Phoe.
Ela saiu do carro e eu afundei no banco.
*_*_*
_ Acorda dorminhoca. — falou alguém puxando meu pé.
Abri os olhos e vi o papai sorrindo para mim. Sentei na cama e ele se aproximou de mim e me deu um beijo na cabeça.
– Oi papai. — falei com a voz rouca.
_ Parabéns minha filhota arrumou o quarto. — falou mamãe entrando no quarto. Deu-me um beijo na cabeça. – Merece até um aumento na mesada.
_ Mereço mesmo. — sorri amplamente.
Papai gargalhou. E mamãe franziu os olhos.
– Família reunida. Vim jantar. — o idiota entrou no meu se jogando na minha cama.
Chutei-o, que só fez rir.
_ O que faz aqui Teddy bear? – perguntou papai.
– Vim jantar, estava paquerando uma garota linda, mas Nick chegou e tomou de mim. – falou ele rindo.
_ Tá, vou avisar a Cida que temos convidados. – disse mamãe saindo do quarto.
Papai a acompanhou e só ficou nos dois. Deitei novamente na cama, enquanto ele me observava atentamente. Passei as mãos no cabelo, para doma-lo, talvez seja por isso que ele esteja me encarando. Passei a mão no rosto, e ele continuava me encarando.
– Quê? – perguntei se ele risse de mim, eu iria bater nele.
_ Você é linda.
Hã?
Ele se aproximou de mim, até que estava na minha frente. Encarei seus olhos azul bebê. Que sempre imaginava que cor dos nossos filhos seria da cor do dele ou o meu azul. Ele alisou meu rosto e eu fiquei petrificada.
_ Teddy o que você está fazendo? – sussurrei.
– Eu sinto sua falta. – disse ele.
Agora ele sente minha falta, quase seis meses separados, por ele ser um imbecil. Hai Theodore Grey você vai ter que se humilhar.
_ Mais eu não. – falei e o empurrei. – Agora dê licença preciso tomar banho e descer para jantar. Levantei da cama e fui para o banheiro.
*Uma semana depois*
– Será que estava tudo certo? – perguntou Julia ansiosa.
Estamos esperando Teddy sair da sala, para saber o resultado da prova. Depois da nossa “conversa” no meu quarto não voltamos a nos falar. Quer dizer falamos o necessário.
Julia entrou para o nosso grupinho e já está de romance com Nick. É como tia Mia falou Nick é rápido.
_ E ai Teddy? – perguntou Xande que estava deitado com a cabeça no colo da Heloise.
_ Poxa, além de gata é inteligente. Ju você é top. – falou Teddy com um sorrisão.
_ É mais não é para seu bico. – falou Nick dando uma encarada á Theodore.
– Tranquilo primo, por que quem eu quero não me quer. – disse ele olhando para mim, que prontamente olhei para o outro lado.
Continua...
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