Família Grey
51 Tigresa
Notas iniciais
**Kate**
Teclo com força os teclados do computador. Estou louca para ir embora. Estou de TPM. Briguei com Ava com Elliot com meu chefe. Hoje meu dia não está bom.
— Ei que mau humor é esse? — perguntou Camila sentando em frente a minha mesa.
— Estou estressada, cansada, quero ir embora. — respondi.
— É duas. Hoje o Patrick está um pé no saco.
— Nem me fale, ele me mandou refazer a matéria daquele caso dos roubos.
— Sério? Aquele que você me amostrou estava perfeito.
— Ele disse que não. Quer saber? Eu não vou fazer porra nenhuma.
— Essa é a Katherine que eu conheço. — disse ela rindo. — Como está ás crianças? —perguntou.
— Devem está em casa. Ava está me enlouquecendo Cami. —Respondi suspirando.
— O que a garota está aprontando?
— Ela querendo fazer ciúmes no meu afilhado. Cada dia beija um garoto. Brigo com ela Camila e ela diz que está na idade. E Elliot aquele imbecil acha engraçado. Eu não sei, mas o que fazer.
— Amiga essa fase é terrível, com a Belle foi assim também. É assim você briga ela para dois dias, depois volta a fazer tudo de novo. A única pessoa que ela obedece ou tem medo sei lá é minha irmã.
— Ava também, só escuta a mim ou ao Christian o padrinho dela.
— Sei como é amiga. O Igor não me dá esse trabalho, mas Isabelle? Vou te contar. E o traste do pai deles não me apoia em nada.
— Xande é tão diferente dela. Sabe? Ele é um garoto nota mil agora está meio enrolado com a Heloise, mas é Estudioso, esforçado, dedicado e organizado isso ele puxou do Elliot. O quarto dele é um brilho, você precisa vê o da Ava, você chega da porta você corre. No semestre passado tive que a deixa de castigo, as notas delas foram horríveis.
— Dá vontade de dá umas palmadas. Kate eu não sei aonde eu errei com essa menina.
Confirmei com a cabeça.
— É amiga, antes de sair de casa a mandei arrumar aquele chiqueiro que ela chama de quarto. Só espero que ela tenha feito. — falei.
Meu celular tocou em algum canto da mesa, procurei e não achei. Camila pega do chão rindo. Levei a orelha sem nem menos olha quem era.
— Kate? — É Mia.
— Oi cunhada. — Respondi.
— Estamos no hospital. Ana passou mal e ainda não temos noticias dela.
— O que? Como? Já estou indo para ir. — falei e desliguei.
— O que aconteceu?— Perguntou Camila. Enquanto eu enfiava as coisas na minha bolsa.
— Minha amiga passou mal.— respondi.
Caminhei para sala do meu chefe. Bati na porta e entrei.
—Estou saindo. — Falei.
— O expediente ainda não acabou. —Disse ele.
— Sim, mas minha amiga passou mal e eu tenho que ir ficar com ela.
— Espere seu expediente acabar.
— Vá se fuder Patrick. —disse e dei as costas para ele.
Passei correndo pela recepção e escutei a gargalhada de Camila. Peguei o elevador e fui para a garagem. Entrei no carro e fui direto para o hospital.
— Ei amor. —disse Elliot quando cheguei à garagem.
Seus olhos estavam vermelhos, ele estava chorando. Senhor que não tenha acontecido nada com Ana. Dei um selinho nele. E o abracei. Estava morrendo de saudades ele estava viajando e chegou hoje.
— O que aconteceu?— Perguntei.
Ele não respondeu pegou minha mão e me levou lá para dentro. Caminhamos em silencio e lá estava todo mundo. Teddy com a cabeça apoiada no ombro de Mia. Phoebe estava no colo de Grace toda encolhida, chorava que chegava a soluçar. Christian estava na ponta do corredor ao lado de Carrick. Não dava para saber se ele estava chorando ou não.
— Oh Kate, fica aqui com Phoebe para me vê se consigo alguma noticia de Ana. — disse Grace.
— Claro. — respondi. Corroendo-me de curiosidade.
Sentei ao seu lado e Phoebe passou para o meu colo. Ela ainda chorava muito. Afaguei seus cabelos; Elliot já estava sentado ao lado de Christian.
— Vai ficar tudo bem meu anjo. — sussurrei sem nem saber o que estava acontecendo.
— Tia eu não queria fazer isso. Eu juro. Não é culpa minha. — disse Phoebe.
— É culpa sua sim. Se a mamãe morrer eu faço da sua vida um inferno. —disse Teddy com raiva.
Phoebe chorou mais, dava para sentir minha blusa molhada.
— Chega Theodore. — ralhou Elliot.
Ele encarou Elliot com ódio, o quer que você que Phoebe tenha feito deixo Teddy puto da vida.
— Vamos beber uma água tia, daí você me diz o que aconteceu. — falei
Ela assentiu.
Caminhamos até o bebedouro mais próximo. Deixei-a sentar na cadeira e peguei água para nós duas.
— Beba depois me conte o que aconteceu. — Falei sentando ao seu lado.
Assim ela fez. Bebeu em pequenos goles.
— Está pronta para falar? — perguntei.
Ela assentiu e começou a falar.
— Eu estava falando com a Alice no celular. Dai a mamãe me mandou desligar e ir tomar banho. Só que eu pedir mais cinco minutos. Ela me deu. Tia mais eu só desobediente e fiquei mais tempo. Ela foi me chamar umas três vezes e como ela não pode fazer muito esforço. Subiu a escada varias vezes e ela cansou. E na ultima vez que ela foi me chamar, eu gritei dizendo que o celular era meu e eu falava quanto tempo eu quiser. Dai a mamãe caiu no chão e até agora não acordou. — terminou ela em lágrimas.
— Você fez raiva a sua mãe, e ela passou mal? — perguntei para vê se tinha entendido.
— Sim o papai e Teddy não estão falando comigo. Teddy diz que a culpa é minha.
Suspirei em parte ela é sim culpada, por ter feito raiva na Ana. Entendo o lado de Teddy também. Ele é bem apegado a Ana. E Christian eu não entendo Phoebe e a queridinha dele. Como ele não poderia falar com ela?
— Ele só está preocupado querida. E o Teddy também. Sua mãe vai ficar bem.
Ela assentiu. Caminhamos de volta para o corredor, justo no momento que o médico vem da notícia da Ana. Apressamos os passos até estávamos sentadas nos nossos devidos lugares.
— Bom a Sra. Grey já acordou. —Começou o médico. —Mais vamos deixá-la hoje para observação.
—O que ela teve?—perguntou Christian.
— Uma hipertensão gestacional. – respondeu o médico.
— Dá para traduzir? — Rosnou.
— A pressão dela subiu e isso causou o desmaio. Nada grave nisso. Podemos controlar com o remédio. Ela não pode sofrer nenhum estresse. Não se aborrecer. O ideal é manter a paz.
— Ela já pode receber visitas, mas será um de cada vez. – Informou o médico.
Christian foi primeiro, Phoebe voltou a chorar de novo. Todos foram, e logo chegou minha vez. Trombei com Phoebe na porta ela me abraçou forte.
— Obrigado tia a mamãe me perdoou.
Beijei sua cabeça e entrei no quarto, onde tinha uma baleia pálida deitada.
— Que me mata Steelle— Perguntei beijando sua testa.
— Oi Kate. — ela disse com um sorriso fraco.
— Que cara é essa?
— A única que eu tenho. – disse ela fazendo graça.
— Engraçadíssima.
— Estou louca para ir embora.
— Você tá ficando igual ao Christian.
— E a convivência.
— Só pode. Ana eu fugi do trabalho. Só para vim te ver.
— Você está louca Kate?
— Ah. Ana larga de ser trouxa. Fica se estressando com a Phoebe?
— Eu sou mãe dela Kate ela tem que me obedecer.
— Eu sei, se eu fosse me estressar com tudo que a Ava faz, e você sabe que não é pouco. Eu já estaria morta.
— Eu sei, mas ela disse que ia se comportar.
— Hum... Tá ok. Vou indo amanhã passo na sua casa para e ver.
— Tchau Kate.
Dei um beijo em sua testa e sair do quarto.
XXX
— Você arrumou o quarto? — perguntei para Ava assim que cheguei em casa.
— Sim mãe. — respondeu ela revirando os olhos.
— Muito bem. Cadê o Xande?
— Não sei.
— Como não sabe?
— Não estava em casa mãe.
— E você estava onde loira? — perguntou Elliot entrando na sala.
— Fui ali papai. — respondeu ela.
— Srtª Grey já terminei. — disse uma faxineira descendo a escada.
— Lascou. — sussurrou Ava.
A filha lascou mesmo.
– Quanto é? – perguntei.
_ Duzentos dólares. – respondeu a mulher.
Peguei a carteira na bolsa e paguei a mulher. Esperei a porta se fechada atrás de mim para poder falar.
_ Eu sei, estou de castigo. — disse ela.
– Sem mesada, celular, tablet, notebook, sem compras no shopping por um mês — completei.
_ Não mãe. Papai faz alguma coisa!
– Elliot continue de bico calado. — avisei. — Quero tudo em meu escritório em dez minutos. Nem nove, nem onze. Ouviu-me bem?
Ela assentiu contrariada, sei que ela está se controlando para não gritar.
Subi para meu quarto, Elliot está no meu encalço. Quando entramos ouvir ele tranca a porta.
_ Você foi muito dura com ela Kate.
Virei- me para observa-lo, sua testa estava ligeiramente franzida. Ele estava irritado.
– Fui?
Ele soltou um palavrão.
– A qual é Kate, você nunca arrumou seu quarto. Agora tem essa ideia maluca da Cidoca (ele chama a nossa Cida assim), não limpar. Mas o quarto da Ava.
É ele está completamente irritado, Ava é a princesinha dele. Ninguém toca, na belezura.
– Elliot, Ava não é mais criança. O Xande já arruma o quarto dele. Ava devia fazer o mesmo.
_ Você arrumava seu quarto na idade dela?
Caralho, o que o Elliot tem hoje que está tão irritado? Sei que peguei pesado com Ava, mas ela tem que aprender que a vida não é sós flores.
– Não. – respondi contrariada.
_ Então por que quer que a loira limpe? – perguntou ele me encarando com os braços cruzados.
Quem ele pensa que é? Para me dar lição de moral?
– Vai à puta que te pariu Elliot. – esbravejei.
Ele riu. Riu. Esse filho da puta riu. Taquei um travesseiro nele que se esquivou. E o travesseiro bateu na porta e caiu.
Argh!
Peguei outro e joguei só que esse ele agarrou. Tenho certeza que estou vermelha de raiva.
_ Está ruindo de que idiota? – rosnei.
– Eu só queria vê aonde você iria aguentar. – disse ele rindo.
Olhei para ele sem entender. Elliot foi se aproximando e parou bem na minha frente.
_ Você fica linda irritada. – disse ele e me deu um selinho.
– Você é bipolar? – perguntei.
Ele soltou uma risada estridente.
_ Gostosa. – disse ele e me beijou.
Retribui o beijo dele, beija Elliot é como está em casa, mosdiquei seu lábio inferior e chupei. Elliot me empurrou na cama. Puxei a camisa dele, que ele prontamente tirou. Quando estávamos pelados. Elliot levantou e me deu um sorriso sacana.
– Preciso beijá-la. Acho que ela sentiu minha falta. – sussurrou ele abaixando a cabeça até se instalar no meio das minhas pernas.
Pulei embaixo dele e agarrei punhados de seus cabelos, gritando seu nome enquanto ele passava a língua por mim e começava a fazer círculos ao redor do clitóris inchado.
– Está vendo? Ela sentiu minha falta – sussurrou ele, sorrindo para mim antes de deslizar dois dedos para dentro, recolhendo parte do líquido que estava fluindo livremente por causa do intenso prazer que ele estava provocando com a boca.
– Sim, muito – concordei, segurando a cabeça dele parada quando ele enfiou meu clitóris na boca e começou a chupar. Eu estava muito perto do orgasmo, mas o queria dentro de mim. – Preciso de você dentro de mim – arfei, puxando-o para cima para me penetrar.
Elliot traçou lentamente um caminho de beijos pela minha barriga, meu peito e pescoço até pairar os lábios sobre os meus. Deu vários beijos suaves em minha boca. Abri minhas pernas para que ele encaixasse sua ereção entre elas. A cabeça do pau dele estava roçando na minha boceta e me deixando louca.
Elliot se segurou acima de mim e abaixou os quadris lentamente até afundar em mim. A sensação de plenitude me deixou em êxtase.
Ele começou a mexer os quadris para dentro e para fora, flexionando os braços ao meu lado. Passei as mãos pelos braços e segurei seus bíceps fortes para senti-los se mexendo sob meu toque. Olhei para cima e fixei os olhos nos dele.
Levantei a mão e passei as unhas gentilmente em seu pescoço. Cada pedacinho dele me fascinava.
Envolvi firmemente seu corpo com as pernas, então passei os braços pelo pescoço e o trouxe para mais perto de mim. Eu não tinha necessidade de explicar a ele o que eu precisava. Ele sabia. Eu tinha certeza naquele momento de que ele também precisava.
Sorrindo, dei um beijo em seu ombro e me segurei firme com as ondas de prazer começando a explodir em meu corpo.
O corpo de Elliot ficou tenso, e então sacudiu, antes de ele soltar um gemido e me encher com seu gozo. Quando seu corpo relaxou, girou para o lado e me puxou para perto dele e sussurrou no meu ouvido.
_ Te amo tigresa.
Continua...
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