Família Grey
60 Samuel Rodriguez
Notas iniciais
**José**
– Ele está bem. – disse o médico.
Nem percebi que tinha prendido a respiração. Acabei de chegar a Portland. Recebi a ligação de Ray avisando que meu pai deu entrada no hospital. Devido a um jogo que eles estavam assistindo e a pressão do meu subiu.
Sai tão louco de casa que nem deu tempo de troca de roupa. Ainda estava com minha calça do pijama e peguei a primeira camisa que achei no closet. A Bete não pode me acompanha. Ela já está no nono mês de gravidez, mas não que fazer cesárea que esperar o momento certo.
A ansiedade está me comendo vivo, ela não quis saber o sexo do bebê. O que deixou eu e a Sami loucos.
– Não precisava vim filho foi só um susto. – disse papai.
Suspirei.
_ Claro que precisava eu vim. – falei sentando na cadeira ao lado da cama. – Sair louco de casa, olha minha roupa.
Meu pai riu, não sei onde ela vê a graça nisso.
– Só vou poder sair daqui amanhã.
_ Eu sei. Por isso você vai voltar comigo para Seattle.
– Meu lugar é aqui.
_ Sim, mas eu tenho uma esposa gestante e não posso ficar aqui cuidando do senhor.
– Tá bom. Mais só vou por que estou com saudade da Sami.
Ficamos conversando até que peguei no sono de novo. Acordei e o papai já estava acordado. Tomamos café juntos. E amanhã já estamos indo para Seattle. Assim que terminei de tomar café. Liguei para Bete.
_ Oi amor. – ela disse sempre carinhosa.
– Ei, te acordei? – perguntei.
_ Não. Estou tomando café com a mamãe.
– Cadê a Sami?
_ Dormindo.
– Como sempre a ultima acordar.
_ É, e como está seu pai?
– Bem. Foi só um susto. Na verdade te liguei para falar que; estou levando o papai para passar uns dias ai. Ele precisa de alguém de olho nele.
_ Amor, não me importo. O Sr. Rodriguez é bem vindo aqui.
– Tá baby. Amanhã estou ai. Beijos te amo.
– Também te amo. Cuida-se.
Sorrindo entrei para o hospital, quando cheguei ao quarto Ray estava conversando com meu pai.
_ Menino José, vou querer sua carona. Preciso vê meus netinhos. – disse Ray.
– Claro, vamos sair amanhã cedo. – falei.
_ Não se preocupe irei dormir aqui para não perder a carona.
Rimos juntos. E papai e ele voltaram a falar sobre futebol e pesca. Entre uma hora e outra ajudava meu pai levantar para leva-lo ao banheiro.
No comecinho da tarde, sair para comprar uma roupa para mim. Já que não trouxe nenhuma. Aproveitei e dei um passeio pela cidade. E bom revê as coisas novamente. O problema foi que esqueci a minha Nikon.
Entrei em uma loja e comprei alguns presentes para minhas meninas. Espero que elas gostem. Quando voltei para o hospital o sol já estava se pondo.
Como Ray iria ficar com meu pai. Fui para casa dele, antes de dormi falei com minha garotinha que estava morrendo de saudade. Conversei mais um pouco com Bete. E me preparei para dormir.
Acordo com meu celular tocando, olho no relógio é 03h56min quem poderia está me ligando uma hora dessas? Atendi sem nem olhar quem era.
_ José. – a voz da minha sogra saiu pelo celular. – Chegou à hora o bebê está a caminho.
Meu coração começou a bater em um descompasso louco. Meu bebê estava nascendo. Precisava chegar lá o mais rápido possível.
– Eu já estou chegando. Leve-a para o hospital. – disse já rodando pelo quarto.
_ Já estamos a caminho. Tchau não demore a chegar.
Ela desligou, calcei meu sapato e fui correndo para garagem. Não podia ir direto para Seattle, tenho que pegar meu pai e Ray. Prometi que ia leva-los.
Conectei o celular no carro, e liguei para Ray:
– Ray, a Bete está entrando em trabalho de parto. Estou indo para o hospital pega vocês. – falei assim que ele atendeu.
_ Menino. Vá direto para sua mulher. Mais tarde falo com Annie e ela providencia um carro para nos pegar. Vá tranquilo. – ele disse.
– Avisa para meu pai. Obrigada Ray. Tchau.
Desliguei e entre na interestadual que me levava para Seatle. Mandei uma mensagem para Ana. Vai que o Ray esquece. E meu pai fica zangado comigo? Por não levar ele para o nascimento do seu segundo netinho ou netinha.
José: Oi... Ana desculpa o horário. Mais é que estou saindo de Portland e não tive como trazer o Ray e o papai. Dá para você mandar algum dos seus seguranças pega-los?
Apertei em enviar, e me concentrei no meu caminho. Logo meu celular apitou. Parei o carro para lê a mensagem.
Ana: O Sawyer e o Ryan irão busca-lo.
Christian.
P.S: Aconteceu alguma coisa?
Franzi a testa. Por que diabo Christian estava acordado uma hora dessas? E por que está com celular da Ana?
José: Bete está entrando em trabalho de parto. Espero chega á tempo. Por isso não pude trazer os rapazes.
Continuei dirigindo não chegou nenhuma mensagem no momento. Então me concentrei não adianta eu correr. Posso sofrer algum acidente e não vê meu filho.
Depois de deixar meu bumbum dormente consegui chegar ao hospital, mas não consegui assistir o parto. Assim que rompi no quarto com aquela roupa azul ridículo o choro do meu bebê veio à tona.
– Você é o pai? – perguntou a enfermeira.
_ Sim. – consegui responder, na minha garganta tinha um bolo.
– Venha cortar o umbigo do garoto.
Caminhei para direção dela. A Bete estava com um sorriso satisfeito no rosto. Meus olhos posaram no meu bebê. É um menino um meninão. Seu cabelo é preto, mas seus olhos estão fechados. Uma vez que cortei seu umbigo, fui vê a minha esposa. Meus olhos não aguentavam mais de lágrimas e começaram a transbordar.
_ É um garoto. – sussurrei para Bete.
– Sim. Samuel Rodriguez. – ela falou.
Dei um beijo casto em sua boca. Para depois beijar todo seu rosto. A enfermeira pediu licença e pousou um pacotinho azul o colo da Bete. Ele se agitou chegando mais perto dos seios da Bete. Levantei sua camisola para dá acesso ao meu filho. E ele sugou com uma voracidade incrível. Ele abriu seus olhos e meu coração parou eram um azul pálido como o da Bete.
_ Ele tem seus olhos. – falei admirado.
_ Te amo José. Obrigado por mais esse presente.
Não tinha nada que eu pudesse dizer. Então eu a beijei um beijo calmo e profundo. Eu amo essa mulher!
Continua...
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