Família Grey
36 Reconciliação.
Notas iniciais
**Pov. Ana**
Ontem Christian estava estranho, vir quando ele foi para o seu escritório, relaxado e voltou com uma carranca horrível.
Não falei nada, estava muito cansada, depois converso com ele. Agora estou eu aqui no closet, procurando uma roupa leve, optei por uma camiseta branca e um short. Hoje é terça-feira não irei trabalhar hoje.
– Ana? Escuto Christian me chamar. Ele saiu cedo disse que tinha uma coisa pra fazer.
– Aqui no closet. Respondo.
– Preciso falar com você.
Saio do closet e encontro Christian de calça jeans e camisa de linho branca.
– Oque foi? Não me diga que o Teddy fugiu de novo.
– Não fale besteira, e outra coisa, descobri não o Taylor descobriu onde Teddy estava.
– Onde?
– No seu antigo apartamento.
– Oque? Como? Pergunto sem entender.
– A Kate o ajudou a fugir.
A Kate? Ela viu meu desespero e não disse nada. Os bilhetes era ela que trazia. A Kate minha melhor amiga.
– A Kate?
– Sim, já chamei ela para vim aqui depois do café.
– Tudo bem, vamos tomar café.
Ele assentiu e descemos, para o café, quando chegamos Teddy já estava lá sem o uniforme da escola. Deixa só Phoebe ver isso, briga na certa.
– Bom dia mãe. Disse ele sorridente.
– Bom dia filho. Respondi sentando-se á mesa.
– Bom dia pai. Disse Teddy quando Christian sentou-se ao meu lado na mesa.
– Bom dia filho. Respondeu Christian com um meio sorriso.
Gail colocou nosso café, logo depois Phoebe apareceu com o seu uniforme do colégio.
– Bom dia. Disse ela sentando á mesa.
– Bom dia. Respondemos em uníssono.
– Tia Gail, a senhora me dar mais cereal? Perguntou Teddy.
– Não tem mais Teddy, vou comprar hoje, esse é o de Phoebe. Respondeu Gail.
– Não tem cereal Gail? Perguntou Christian.
– Não Sr. Grey, como o Teddy não estava aqui não achei necessário comprar. Respondeu Gail.
– Tudo bem. Disse Christian levantando da mesa sem terminar seu café.
– Aonde você vai Christian? Perguntei.
– Comprar o cereal. Respondeu.
– Não precisa pai, a pirralha vai me dar dela. Disse Teddy.
Christian olhou pra trás, e dirigiu seu olhar para Phoebe.
– Tá bom, coisa chata, só vou te dar porque estava com saudades. Disse Phoebe entregando a tigela de cereal para Teddy.
– Obrigada pirralha. Disse Teddy.
Christian voltou a senta-se á mesa, e tomamos café em completa harmonia. Até Phoebe perceber que Teddy não está fardado.
– Teddy, não vai para escola?
– Não pirralha. Respondeu Teddy com um sorrisão.
– Por quê?
– Porque eu posso. Respondeu Teddy provocando a irmã.
– Então eu também não vou.
– Vai sim. Disse Christian que estava calado até agora.
– Pai.
– Nada de pai, Phoebe você vai para escola.
– Que merda Teddy, porque você não ficou onde estava? Idiota agora não vou poder faltar á escola. Disse Phoebe irritada.
Quando ia responder Christian rosnou.
– Phoebe, cale á boca ou você vai ficar de castigo.
– Não posso ficar de castigo amanhã tem a festinha de Milla. Choramingou Phoebe.
– Pois, agora você está, tome seu café e vá para escola.
Com isso Christian se levantou e saiu da cozinha.
– Opa, perdi muita coisa por aqui. Comentou Teddy.
– Muita, filho. Respondi.
Phoebe tomou seu café e foi para escola ficamos só eu e Teddy conversando bobagens até que Kate chegou e fomos para o escritório de Christian.
– Bom, me chamou aqui pra que? Perguntou Kate.
– Por que você não me contou que o Teddy estava no nosso antigo apartamento? Perguntei.
– Oque? Como você sabe? Perguntou ela com os olhos arregalados.
– Não importa, porque não me contou.
– Ah Ana, não sei, você ia contar á ele, ele ia buscar o Teddy. Apontou para Christian que estava sentando em sua cadeira nos observando.
– Você devia ter me contado, sabe muito bem oque eu passei nesses últimos dias.
– Eu sei Ana, desculpa, mas veja pelo lado bom ele estava seguro.
– Oh Kate um lado mãe que te agradecer, mas o lado amiga que te matar.
– O lado mãe, pode me desculpar?
– Claro boba.
Abraçamo-nos sorrindo.
– E você? Qual a minha sentença? Perguntou Kate olhando para Christian.
– Nenhuma, só peço que não faça mais isso. Obrigado por cuidar do Theodore. Disse Christian.
– Oque? Eu ouvi direito? Perguntou Kate.
– Acho que você precisa consultar um otorrino. Respondeu Christian.
– Idiota, bem por nada, tchau preciso trabalhar. Disse Kate.
Caminhei para o colo de Christian e me aconcheguei ali.
– Pensei que vocês iam brigar. Falei
– Era oque eu queria, mas conversei com o Flynn hoje de manhã. Disse ele.
– Quando você ira conversar com o Teddy?
– Não sei.
– Que tal agora?
– Você acha que ele vai querer falar comigo agora? Perguntou.
– Claro, vou falar com ele. Respondi.
– Não eu vou.
Ele me deu um beijo e me ajudou a sair do seu colo. Caminhamos juntos para a porta.
– Gail onde está Theodore? Perguntou Christian.
– Duda não, ah Sr. Grey creio que ele está no seu quarto. Respondeu Gail indo atrás de Duda.
– Obrigado, Gail. Disse Christian subindo á escada.
– Titia. Chamou Duda.
– Oi. Respondi.
– ‘Vamu’ ‘binca’?
– Vamos.
XXX=XXX=XXX
**Pov. Christian**
– Teddy? Chamo ele está deitado na cama mexendo no notebook.
– Oi pai. Ele respondeu sem tirar os olhos do notebook.
Entro e sento na cama, ele está olhando alguma coisa na internet sobre pai e filho.
– Podemos conversar? Pergunto.
Ele dar um suspiro e responde.
– Tudo bem.
– Teddy me perdoe. Eu não queria ser um pai de merda pra você, eu não queria ser um pai ausente quando você mais precisou de mim. Desculpa pelas vezes que lhe disse ‘não’. Perdoe-me por ter batido em você. Eu sei que sou um monstro, mas, por favor, me perdoe eu te amo tanto. Toda vez que entrava em seu quarto, tocava em seus brinquedos percebi quanto você é importante para mim. Não que você não era antes, é porque eu não sabia demostrar. Eu mudei filho por você me perdoe, por favor. Sei que sou um filho da puta, me de mais uma chance, por favor. Supliquei com lagrimas nos olhos.
– Pai eu...
– Teddy eu juro que vou mudar, eu mudei por sua mãe, me de mais uma chance. Eu te amo.
– Eu...
– Só queria que você fosse responsável você já tem 12 anos, tem que aprender a se um CEO. Eu sei que você não quer ser um. Mas aquilo lá vai ser seu um dia.
– Eu sei pai, eu também te devo desculpas.
– Não, eu já te perdoei, sei que você errou, mas eu sou o culpado, por favor, filho me perdoa.
Eu já estava chorando, Teddy também tinha lagrimas nos olhos mais não caíram.
– Pai olha eu não sei, se vamos continuar a ser como antes, também sei que vai ser difícil eu me acostumar com o senhor me dando tanta atenção. Ainda tem a Phoebe, a mamãe, a GEH, sei que vai ser difícil o senhor conciliar tudo isso. Eu também te amo, nunca deixei de te amar e tinha raiva de mim por isso, amar alguém que não se importava com a minha existência, desculpa por tudo oque eu te disse. Sim eu te perdoo.
– Oque? Você me perdoa?
– Acho que o senhor precisa consultar o otorrino.
Não conseguir evitar o sorriso que surgiu em meus lábios. Puxei-o para um abraço.
E apertei forte estava morrendo de saudades.
– Sabe, pensei que ia rastejar pelo seu perdão. Disse quando nos separamos.
– Pensei em fazer isso, mas tia Kate conversou comigo a mamãe, a vovó. E também vir umas coisas na internet. Respondeu.
– Hum por falar nisso quero te fazer uma proposta. Falei.
– Qual? Também tenho uma.
– Fazer terapia, entre pai e filho.
– Serio? Eu dizer isso mesmo pai, vir ali em um blog que ajuda bastante na relação de pai e filho. Acho que precisamos.
– Então você aceita? Perguntei sorrindo.
– Claro. Ele respondeu.
– Hum, também quero te perguntar uma coisinha. Digo.
– Oque?
– Como você sabe que eu era um dominador? Perguntei.
– Ah... Promete que não vai brigar comigo? Perguntou receoso.
– Prometo.
– Lembra-se daquela vez que o senhor foi buscar a gente na escola, mas antes passou no escala?
Assenti.
– Então enquanto o senhor foi ao seu antigo escritório, fui correndo lá em cima e fui diretamente no quarto por sorte estava aberto. Ai entrei vi aquelas coisas lá. Disse ele com uma careta.
– Quando cheguei em casa pesquisei sobre essas coisas dai descobri.
– Ok, e como você sabe que eu bati em sua mãe? Perguntei.
– Não sabia, mas quando vi aquilo lá imaginei que ela tinha apanhado. Respondeu.
– Sei, mas esse vai ser nosso segredo tá? Perguntei.
– Tudo bem. Disse.
Um som de notificação apitou no notebook dele.
– É... Pai o senhor pode sair? Disse ele tímido.
– Por quê? Perguntei.
– É que, estou conversando com uma menina do colégio. Respondeu.
– Como ela se chama?
– Amanda
– Sobrenome?
– Pai vai investigar a vida dela é?
– Não, só quero saber quem é a namorada do meu filho.
– Ela não é minha namorada, e o sobrenome dela é Johnson.
Johnson, porra é o sobrenome de Leila.
– Quantos anos ela tem?
– Papai o senhor devia trabalhar para a FBI, ela tem 11 anos.
– Me fale mais sobre ela. Pedi.
– Tem um irmão chamado Josh, mora com a mãe só isso Shelock Holmes.
– Já beijou ela?
– Pai.
– Oque? Quero saber, sou seu pai.
– Ah dá licença.
– Use sempre camisinha.
– Papai tchau.
Sorri dei um beijo em sua cabeça e sai do quarto. Quando já estava na escada chamei Welch.
No terceiro toque ele atendeu.
– Quero saber tudo sobre Amanda Johnson, tem 11 anos. Preciso disse hoje ainda. Falei e desliguei sem esperar a resposta.
Continua...
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