Família Grey
62 Namorada?
Notas iniciais
**Mateus**
– Se comporte. Não fique toda hora levantando para ir lá fora. E falem com as outras pessoas educadamente. – disse mamãe alisando minha camisa vermelha. – Vamos já estamos atrasados.
Revirei os olhos, mas a seguir. Estávamos indo para o aniversario de casamento dos meus tios. — Irmão da mamãe — E é a maior chatice. Só tem velhos. Nenhuma diversão.
_ Não posso ficar em casa? – perguntei já sabendo a resposta.
– Não. Seus tios estão com saudade de você. Já que você é um bicho do mato e não vai visita-los.
_ Pai? – pedi.
– Nem pense nisso Luke. – ela o encarou brava.
Papai levantou as mãos em sinal de rendição. Meu pai estava de terno. E mamãe com um vestido verde longo de renda. Ela mandou eu vesti meu terno também. Mais eu odeio vestir. Então consegui convencê-la a ir de calça jeans, tênis e camisa polo.
_ Vamos. – disse papai.
~~~~
Chegamos a essa festa idiota e já estava cheia. Esgueirei-me para sentar em uma mesa bem afastada. Enquanto a mamãe falava com algumas pessoas. Acomodei-me na cadeira, e olhei ao redor.
_ Mateus. – ouvi alguém me chamando.
Virei-me para vê quem é era. Hélio meu primo. Sobrinho da minha mãe.
– Oi. – respondi.
Ele sentou-se ao meu lado. E começamos a bater papo sobre coisas idiotas. Papai e mamãe sentaram na mesmo mesa que eu. Dona Hannah me deu uma bronca que levou quase uma hora.
_ E ai Teu. O que você vai ser quando crescer? – Hélio perguntou.
Que pergunta mais idiota mesmo assim respondi.
– Atirador de elite. – respondi.
Logo senti um tapa atrás da minha cabeça.
_ Está falando besteira Mateus? – meu pai rosnou.
Esfreguei onde ele bateu. E nem olhei para Hélio para saber que ele estava rindo. Fechei a cara e me concentrei no meu refrigerante. A festa passou na maior chatice. Assim que a mamãe saiu da mesa aproveitei e fui lá fora.
– Oi. – uma voz feminina me saudou.
_ Oi. – respondi.
Observando a garota de cabelo curto vermelho e olhos verdes. Uma garota bonita por sinal.
– Sou Rebeca Camargo e você?
_ Mateus Sawyer prazer.
– Prazer só na cama gato. – ela piscou e eu corei.
_ Já vi que você é tímido. Festa chata hein?
Assenti. Começamos um papo sobre um jogo de vídeo game que me amarro. Nem vi a hora passar. Quando mamãe me chamou para ir embora nem queria ir. Nunca gostei tanto de uma festa.
– Desmanche esse bico. Amanhã eu trabalho. E já são 00h00min. – mamãe falou.
_ Não estou fazendo bico. – retruquei.
– Quer ficar de castigo?
Bufei e fechei os olhos jogando a cabeça para trás.
~~**~~
Dois dias depois...
5587-9763: E ai?
Eu: Quem é?
5587-9763: Adivinhe ;)
Eu: Rebeca Camargo?
Rebeca: Acertou. Sinal que anda pensando em mim.
Eu: Conta outra. Como conseguiu meu numero?
Rebeca: Não importa. Quero saber algumas coisas de você topa responder?
Eu: Manda ai! J
_ Senhor Sawyer guarde o celular ou terei que guarda-lo. – a senhora chata Meireles interrompeu minha conversa.
Guardei o celular e tentei prestar atenção na aula, mas não conseguia. Meus pensamentos só iam para nossa troca de mensagem.
Graças a Deus o sinal tocou para irmos para o intervalo. Peguei meu celular e corri para a cantina estava morrendo de fome. Peguei meu lanche e sentei na minha mesa habitual que era com os Grey ‘s.
Peguei meu celular e tinha cinco mensagens da Rebeca.
Rebeca: Quantos anos você tem?
Rebeca: Você tá ai?
Rebeca: Responde!
Rebeca: Mateus cadê você?
Eu: Oi. Desculpa a demora mais a professora mandar guardar meu celular. Tenho 13 e meio por quê?
Rebeca: Pensei que tinha ficado emocionado com minhas mensagens e desmaiou hum você é novinho. Mais gostei de você.
Eu: E quantos anos você tem?
Rebeca: 15!
Eu: Dois anos de diferença. Besteira! Onde você estuda?
– Com quem você tanto conversa Mateus? – Phoebe perguntou.
_ Uma amiga. – respondi.
– Amiga? – Ava perguntou.
Corei, mas não respondi voltei a atenção para o celular.
Rebeca: Estou na mesa ao lado.
Virei para o lado esquerdo e não a vi. Olhei para o lado direito e encontrei uma cabeleira vermelha sorrindo para mim. Mostrando suas adoráveis covinhas.
Eu: Por que nunca lhe vi na escola?
Rebeca: Trabalho para o FBI. Vivo sobre disfarces!
Sem querer rir alto. Atraindo olhares para mim.
_ Eita porra Mateus. Você está parecendo com a Ava e a Phoebe quando se juntam. – Teddy falou e levou um beliscão da Ava.
Eu: Essa foi boa. É serio de que sala você é?
Rebeca: Não interessa. E ai vamos sair?
Eu: Está me convidando para um encontro?
Rebeca: Você que me diz!
Eu: Fechado!
Rebeca: Espere-me na saída da escola.
Eu: Não posso!
Rebeca: Por que?
Eu: Tenho quer ir direto para casa depois da escola. L
Rebeca: Passa-me o endereço. Vou à sua casa.
O sinal tocou avisando-nos para ir para sala. Mandei a mensagem com o endereço para a Rebeca e caminhei para minha sala.
~~~***~~~
A campainha tocou. Vesti a camisa e fui correndo atender. Quando abrir a porta Rebeca me surpreendeu com um beijo!
– Oi. – falei tímido. Quando ela desgrudou a boca da minha.
_ Não vai me convidar para entrar?
Abrir mais a porta para que ela pudesse entrar.
Sentamos no sofá. Perguntei para ela se ela queria um suco. E ela disse que sim e perguntou se tinha uns biscoitinhos. Rindo fui buscar.
Merendamos em silencio, como meu pai é genial colocou uma TV na sala. Melhor do que irmos para sala de Tevê. Não gosto muito de lá. Uma vez escutei meus pais fazendo sexo lá. Então depois não vou mais lá.
– Onde é o seu quarto? – Rebeca quebrou o silencio.
_ Lá em cima. – respondi enquanto mordia meu sanduiche.
Ela puxou minha mão. E levantei quase derrubando a cadeira. Subimos a escada e a levei em direção ao meu quarto.
Sentei na cama. E ela sentou ao meu. Eu ainda estou tentando entender o que está acontecendo. Sou lento eu sei. Mais caramba isso tá difícil de entender.
– Já fizeram um boquete em você? – Rebeca perguntou.
_ Hum... Não. – eu respondi. – Por que você disse isso?
– É que eu nunca fiz um boquete. – ela respondeu.
A voz transbordando de sensualidade. Era tão sem-vergonha.
– Não. – eu disse. – Nunca fizeram
_ Acha que seria divertido?
SE EU ACHO?!?!?!?!
– Hmm. Acho que sim. Mas não precisa fazer.
– Acho que eu quero. – ela disse e nos beijamos um pouco.
Então, comigo sentado na cama Rebeca desabotoou minha calça, arriou um pouco minha cueca boxer verde e puxou meu pênis para fora.
– Uau. – ela disse.
– O que foi?
Ela olhou para mim, mas não se mexeu, sue rosto a milímetros do meu pênis.
_ É estranho.
– Como assim estranho?
_ Grande, eu acho.
Eu podia viver com esse tipo de estranheza. Então ela o envolveu com a mão e o colocou na boca.
E esperou.
Nós dois ficamos parados. Ela não moveu um músculo sequer em seu corpo, e eu não movi um músculo no meu. Eu sabia que, aquela altura, algo mais deveria estar acontecendo, só não tinha certeza do quê.
Ela ficou parada. Eu podia sentir sua respiração nervosa. Por alguns minutos, tempo suficiente para os Brady roubarem a chave e saírem da cadeia da cidade-fantasma, ela ficou ali, absolutamente imóvel, com meu pênis na boca, e eu permaneci sentado, esperando.
Então ela o tirou da boca e olhou para mim curiosamente.
– Eu preciso fazer alguma coisa?
_ Hmm. Não sei. – eu disse.
De repente, tudo o que eu tinha aprendido assistindo a filmes pornôs com os caras sumiu do meu cérebro. Pensei que, talvez, ela devesse movimentar a cabeça para cima e para baixo, mais isso não a sufocaria? Então não disse nada.
– Quer que eu morda?
_Não! Quero dizer, sei lá, acho que não. Acho que, bem, isso foi legal. Foi gostoso. Não sei se tem que fazer mais alguma coisa.
– Mas, bem, você não...
_ Hmm. Talvez devêssemos olhar na internet.
Então fomos para o computador quando olhamos com calma o vídeo. Rebeca e eu fomos agora para a cama, e ela fez exatamente o que o vídeo mandou fazer, e eu fiz exatamente o que a garota do vídeo disse que eu faria, ou seja, explodi em centenas de pequenas mortes de prazer, os punhos fechados, o corpo tremendo. Era meu primeiro orgasmo com uma garota. Depois fiquei envergonhado e nervoso. Rebeca obviamente também ficou, mas quebrou o silêncio, perguntando:
– Que hora seus pais chegam?
Olhei para o relógio merda!
Logo depois ouvi o carro do papai. Peguei a mão da Rebeca e desci escada abaixo. Chegamos a tempo de sentar no sofá antes da porta abrir. Ainda bem que a TV estava ligada.
– Pai. Mãe. – falei.
_ Oi filho. – mamãe parou quando viu a Rebeca. – Uh... Eu não te conheço.
– Olá sou Rebeca Camargo, namorada do Mateus. Prazer Srª Sawyer. – Rebeca falou.
Eu engasguei, mamãe arregalou os olhos e o papai riu.
_ Namorada? – mamãe gritou.
– Sim!
_ Mais ele nunca me disse nada.
– E por que ele é tímido.
_ Ah entendo. Você vai ficar para o jantar?
– Não obrigado. Eu já vou indo.
Levantei junto com a Rebeca. E fomos lá para fora.
_ Dá para explicar o que está acontecendo? – perguntei zangado.
– Nada namorado. – ela me deu um selinho e se afastou.
Entrei em casa quando ela saiu pelo portão.
_ Vamos conversar Mateus Sawyer. – disse mamãe.
Ah droga!
Continua...
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