Família Grey
73 Epílogo VII
Notas iniciais
**Alexandre**
– Como estão minhas meninas. – Edgar Wilton meu sogro perguntou.
– Bem! – respondi.
Estou na minha sala, e minha secretaria avisa que tenho visita. E me deparo com ele. Depois que ele perdeu a guarda da Heloise. Não o vi mais.
Mais quando ele ficou sabendo que Heloise estava gravida, resolveu reaparecer. Como ele trabalha com alguma merda. Fica mais tempo fora do em casa.
– Vou passar para vê-la mais tarde.
Assenti, querendo que ele fale logo o que quer para poder ir embora e me deixar trabalhar.
Eu não contei qual é a minha profissão?
Desculpa, sou advogado como meu vô Carrick. Tenho meu próprio escritório. E trabalho com minha esposa Heloise Grey e mais dois amigos. Cuido da empresa de todos da família. E gratificante saber que as pessoas confiam no meu trabalho.
– Mais, não foi isso que me trouxe aqui. – Edgar bateu os dedos longos na minha mesa. – Quero me desculpar por tudo que fiz ao longo dos anos.
Ele está se referindo. As suas tentativas de me separar da Heloise, e não foram poucas. Ele chegou ao extremo de sequestrar a própria filha. Mais conseguimos pega-lo antes dele sair do país. O vô Carrick conseguiu uma ordem de restrição para que Edgar ficasse longe de mim. E da Heloise. Por isso veio meu amor pelo Direito.
– Não é a mim. Que você deve pedir desculpa. – falei.
– Eu sei. Mais errei com você também.
O encarei. Esse dito cuja merece meu perdão?
Sim!
Uma coisa que a vó Emma me ensinou era que todos merecem uma segunda chance.
– Está desculpado. – falei levantando. – Só espero que você não faça mais nenhuma burrada.
Edgar me abraçou meio sem jeito. E saiu pela porta.
Pego meu celular e mando uma mensagem para Heloise.
**Heloise**
Princesa, seu pai está indo ai!
Como está a Bia?
Estou morrendo de saudade. :(
Te amo!
Coloquei o celular em cima do criado mudo. E me concentrei na minha preciosidade que estava rolando na minha cama.
Bianca Katherine Grey de seis meses. Minha pérola.
– Dadadada. – ela balbuciou.
– É mãe? – pergunto.
Bianca me encarou com seus grandes olhos verdes. E sorriu para mim mostrando sua boca banguela.
Ela girou de novo. Para então ficar de costa e puxa a massa vermelha que é seu cabelo.
– Helo. – Erica minha governanta entrou no meu quarto. – Seu pai está na sala te esperando.
– Obrigada! – falei. E peguei a Bia no colo.
Desci a escada. E encontrei meu pai sentado no sofá com um copo d’ água na mão.
Bianca se agitou quando viu o avô. Tem mais ou menos um mês que vimos ele.
– Você ainda lembra-se do seu velho avô docinho? – papai perguntou.
Em resposta Bianca meteu a mão na boca e sorriu. O papai colocou o copo no chão e levantou para pegar a Bianca. Que foi feliz da vida para o colo do avô.
Sentei na poltrona do Xande. Em frente ao papai.
– Como o senhor está pai? – perguntei.
– Bem. Filha. – ele respondeu.
Bianca babava todo o seu rosto. Com seus beijos molhados.
– Licença. – Erica entrou na sala. Trazendo bolo de cenoura com cauda de chocolate meu preferido.
– Filha. Não vou demorar muito. – papai começou. – Vim aqui me desculpar por tudo que fiz com você.
– Pai eu te perdoei. Faz tempo. – falei.
Não sou de guardar magoa. Perdoei meu pai. No dia que minha filha nasceu. Prometi que seria uma nova mulher. Então o perdoei.
– Não filha. Você não pode me perdoar assim facilmente. Eu te fiz sofrer muito.
– Pai. Eu não guardo magoa do senhor. – falei me inclinando para tocar sua mão. – O senhor errou eu sei, mas eu já te perdoei.
– Você é toda a sua mãe. – ele sorriu. – Até na bondade. Perdoava toda burrice que eu fazia.
Conversamos mais um pouco até que ele teve quer ir embora. Prometendo que voltaria amanhã para vê a Bia. Que chorou quando ele saiu.
– Cadê minha netinha? – ouvi a voz do Elliot.
Bianca gritou, pois também ouvi. Sai da cozinha e encontrei Elliot parado com os braços abertos.
– Aqui ela. – ele correu para pega-la no colo. – Estava com saudades cenoura.
Ele só anda chamando minha menina de cenoura. Quando ela está se danando é pimenta.
– Agora conta para o vovô tudinho que você aprontou. – Elliot falou saindo com ela pela porta.
O que já é natural. Ele sai sequestra minha filha e só volta com ela desmaiada.
~~**~~~
– Amor tenho uma coisa para você. – falei para o Xande.
– O que? – ele perguntou deixando seus papeis de lado.
Entreguei para ele o envelope que estava escondido na minha costa. Ele abriu, e depois um sorriso se formou nos seus lábios.
É o meu teste de gravidez. Estou gravida de quatro semanas. Fiz o teste sem conta-lo. E peguei o resultado hoje pela manhã.
Xande levantou da sua cadeira e me abraçou com força. Para então me beijar.
– Você me faz ser o homem mais feliz da terra. – ele murmurou contra meus lábios.
Continua...
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