Notas iniciais
*Espero que gostem...

**Ava**

– Ai meu pé Daniel! – gritei.

E esse filho da mãe gargalhou alto, e já ia fazer a mesma coisa se eu não levantasse rápido do sofá.

Daniel Grey meu pequerrucho de um ano e nove meses. E como seu pai, ele também é apaixonado por moto. E agora colocou na cabeça de passar sua moto elétrica (o primeiro presente que o Teddy comprou quando descobrimos a gravidez). Por cima do meu pé.

– Mamãe! – ele gritou zangado.

– Não. Dan. Assim você machuca a mamãe.

– Não! – ele ergueu o queixo.

Desci do primeiro degrau da escada, para pegar meu esmalte que estava em cima do sofá. Só tem duas horas de relógio que estou em casa, mas não parece você precisa vê a bagunça que essa sala se encontra. Quando Teddy chegar ele vai me enforcar. Ele odeia bagunça. Já eu sou a rainha.

Não sou fã de arrumação. Se não fosse por Katia. — Nossa faxineira. E o Teddy viveríamos no chiqueiro.

E o Dan está no mesmo ritmo que eu. A casa só tem brinquedos dele espalhado. Deixei meu esmalte no sofá. E comecei a catar os brinquedos para levar para o quarto do Dan.

– Não! – Dan puxou seu carrinho de policia da minha mão.

– Ei. Daniel. Eu vou guardar. – falei o encarando.

Ele me encarou de volta. Seus olhos azuis bebês como o de seu, começaram a ficar marejados.

Ai não!

Ele vai chorar. E para calar a boca é um sacrifício.

– Mentira. Meu anjinho. – peguei-o no colo. – Mamãe estava brincando. – alisei seu cabelo loiro escuro como o meu.

Uma mecha estava caindo no seu olho. Tinha que pedir para tia Ana corta. Que vale lembrar é a única que ele deixa.

– Papai? – Dan perguntou deitando a cabeça no meu ombro.

– Daqui a pouquinho ele chega. – Respondi ninando ele.

Já passava da hora dele tirar essa sonequinha. Cantei umas musicas de ninar. E ele acabou adormecendo.

Coloquei-o no seu cercadinho e voltei para o sofá. Precisava terminar de pintar as umas.

**Theodore**

São exatamente 18h05min quando entro em casa. Coloco o capacete na mesinha ao lado da porta. A única vez que posso usar minha moto é para ir trabalha, mas sair com a família. Tem que ser na porra de um carro.

Ergo a cabeça e encontro minha deusa. Sim! Ava Grey minha esposa. Mãe do meu filho. Minha vida!

– Oi linda.

– Shhh! – ela ataca. – Se você acordar aquele bebê vou arrancar cada pelo pubiano seu na próxima vez que você estiver dormindo.

Meus olhos ficam enormes. Ela tem passado tempo demais com a tia Kate nos últimos dias.

Abaixo minha voz.

– Me desculpa.

Sento-me ao lado dela no sofá e me inclino para dar um beijo.

Meus lábios arrancam um sorriso dela, como sempre.

– Oi – ela me cumprimenta em um tom mais feliz em me ver –, você quer que eu esquente um prato para você?

– Não, vou fazer só uma tigela de cereais.

Ava admira as unhas que ela acabou de limpar. Ela pintou de preto. Por isso a Belinha a chama de bruxa.

– Vou vê meu garoto.

Ava tenta acabar com meus planos.

– Não, você não vai.

– Eu ficarei em silêncio.

– Teddy…

– Não vou tocar nele.

Ela aponta friamente.

– Nós dois sabemos que você não consegue ver Daniel e ficar sem tocar nele.

Touché

– E então ele irá acordar e terei que amamentá-lo para que ele se acalme, e todo o cronograma irá por água abaixo.

Percebo a sabedoria por trás do que ela está dizendo. Não quer dizer que eu tenha que achar legal.

– Passei o dia inteiro sem vê-lo!

Tive que sair correndo mais cedo do que o normal esta manhã para chegar a tempo de uma reunião com um cliente.

– Não é saudável para um bebê passar dias sem colocar os olhos em seu pai.

Não sei se isso é um fato, mas soa muito bem, então vou manter meu argumento.

Novamente, Ava não está engolindo essa.

– Ele tem um ano de idade. Ele precisa seguir um cronograma mais do que precisa olhar para seu papai.

Franzo as sobrancelhas. Acho que meus sentimentos foram feridos.

– É um puta absurdo você dizer isso.

Ela encolhe os ombros.

– Não quer dizer que não seja verdade.

Solto um suspiro e escolho uma linha de ação mais subversiva.

– Então, vou só fazer aquela tigela com cereais.

Ava me observa enquanto levanto do sofá, e então chama minha atenção suavemente para que eu volte.

– Fique longe do cercadinho, Theodore.

Entro na cozinha, pego o leite de dentro da geladeira, e coloco os cereais na tigela. Dou duas colheradas e…

Escuto o choro do Daniel. Coloco a cabeça na porta da cozinha Ava não está mais na sala. Vou pela ponta do pé. Até o cercadinho vê meu garoto.

Ele está deitado de costas, com a cabeça virada para a direita, uma mãozinha fechada com o cotovelo flexionado acima de sua cabeça cheia de cabelos loiro escuro. Não resisto e deslizo o dedo por sua bochecha fofa e suave de bebê. Ele não percebe, e nem se move. Sendo assim, continuo a olhar para ele, e é um pouco louco perceber como isso pode ser divertido, apenas observá-lo respirando.

Agora que estou satisfeito, dou um passo em direção à cozinha. E então algo temido acontece.

Sim! Daniel abre seus grandes olhos e chora.

– Merda. Shhh… – sussurro – Daniel… – esfrego sua barriga – Shhh, volte a dormir.

Dane-se. Eu o pego no colo e o balanço em meu ombro.

– Você precisa ficar quieto, amigão. Se sua mãe me encontrar aqui, ela vai lacrar a vagina dela como um cofre de aço. Levarei horas para conseguir abri-la novamente.

Mais meu filho nem se importa continua chorando. Meu olhar vai para escada e encontro Ava, com uma cara de quem está puta da vida.

– Dê adeus a seus pelos pubianos, Theodore.

Eu dou risada.

– O quê? Eu ouvi Dan chorar e cheguei aqui antes de você. Só isso.

– Certo. – ela colocou a mão na cintura. – Se você não consegui acalma-lo você vai ficar sem sexo por um mês.

Porra!

– Dorme filho. Por favor. Se você dormir, eu compro... Eu compro. A merda o que você quiser.

Continua..