Notas iniciais
*Espero que gostem...

**Christian**

– Amor, vá para casa descansar. – disse Ana.

_ Não Anastácia irei ficar aqui até amanha, quando você tiver alta. – falei para ela.

– Christian, amanhã você vem me buscar e nossos filhos.

Belinha e Juninho estão dormindo tranquilamente em seus respectivos berços. Nunca imaginei que eu teria quatro filhos e uma linda mulher.

_ Teddy leve seu pai para casa, e não deixe sair até amanhã de manhã para vim me buscar. – falou Ana quando Teddy entrou no quarto.

– O que o velho está aprontando? – perguntou ele.

_ Me respeite Theodore Grey. – ralhei.

– Papai, o vovô já está indo levar a tia Mia no aeroporto. – avisou Phoebe entrando no quarto.

_ Ótimo, de lá você já vai para casa descansar. – disse Ana.

– Ana. – falei.

_ Teddy acompanhe seu pai. – disse Ana apontando para porta.

– Mãe, quando eles vão abrir os olhos? – perguntou Teddy.

_ Nem eu sei filho. Estou morrendo de curiosidade para saber que cor é. A médica disse que eles estão cansados. – respondeu Ana.

– De que? Eles ficaram ai dentro sem fazer nada e estão cansados? Poupe-me viu? – disse Phoebe indignada.

Como se essa foi a deixar, meus dois filhos choraram ao mesmo tempo. Aproximei-me do berço cor de rosa e Belinha estava olhando para mim com seus olhos cinza. Meu coração pulou uma batida ela tem meus olhos iguais ao meu, seu cabelo e do mesmo tom do meu.

Peguei-a no colo, mais feliz não podia está. Dei a Ana que logo tirou seu seio da camisola para poder amamenta-la.

_ Ela tem seus olhos Christian. – murmurou Ana chorando.

– E esse pequenino tem os da senhora. – informou Teddy. Enquanto segurava Juninho.

_ Nossa que lindo. Três de cada. Três com olhos cinza e três de olhos azuis. – disse Phoebe.

Teddy entregou Christian Junior a Ana que equilibrou os dois em seu colo, para amamenta-los. Phoebe começou a tirar varias fotos, enquanto eu e Teddy olhávamos fascinados.

Uma vez que meus filhos estavam satisfeitos, Phoebe e Teddy colocaram para arrotar. Meu celular tocou era o papai.

_ Oi pai. – falei.

Filho, já estamos no caminho para o aeroporto. Encontramos você lá ok? – perguntou papai.

_ Ok, já estou saindo do hospital.

Tá bom filho te amo.

Engoli em seco e desliguei, ainda era estranho para eu ouvir um “eu te amo” sem ser da minha esposa ou dos meus filhos. — Oque eu escuto todos os dias. — Ana estava me observando atentamente sorri para ela. E caminhei para lhe dá um beijo.

_ A Mia já está indo, para o aeroporto. – falei para ela. – Vamos Teddy e Phoebe, mais tarde viemos aqui.

– Pai deixe-me segurar ela mais um pouco. – pediu Phoebe.

_ Pai, o senhor vai depois vem nos buscar aqui. – emendou Teddy.

– Não, vão com seu pai deixem seus irmãos descansar. Amanhã vocês vêm me buscar ok? – perguntou Ana.

_ Mais mãe, amanhã tem aula.

– Vocês não vão.

_ Eba!

– Agora vamos. – chamei.

#—#—#—#

– Se precisar de mim é só ligar tá? – falei enquanto abraçava Mia.

_ Pode deixar maninho, te amo. – disse ela.

– Também. Cuida-se tá?

_ Vou sim. Queria poder levar os meninos, mas tem a escola.

– Não se preocupe iremos cuidar deles.

_ Eu sei, estou sendo boba.

– Mamãe não vai fica na casa da vovó. – pediu Mel chorando.

Mia se afastou de mim, para poder conversar com a Mel. Afastei-me dando privacidade a elas.

Caminhando para onde a mamãe estava meus olhos passeando pelo aeroporto. Pousou em Teddy e Ava em um canto. Eles estavam rindo de alguma coisa. Deixei-o os para trás e voltei a analisar o aeroporto. E pousou em um filho da puta chamado Ethan. Observando-nos de longe. Meu corpo inteiro ficou rígido. Cerrei meus punhos ao lado do corpo e tranquei a mandíbula.

– Fica na sua. Ele não vai chegar perto dela. – falou Elliot dando umas tapinhas nas minhas costas.

_ O que ele veio fazer aqui? – perguntei entre dentes.

– Disse que veio vê a Mia partir.

Assenti contrariado, logo a mulher anunciou o voo da Mia, ela não quis viajar no meu jatinho disse que queria “ser normal”.

*—#—*—#

_ Tia, sua comida hoje está magnifica. – elogiou Teddy.

– Está mesmo tia Gail. – disse Phoebe.

A mais o menos uma hora chegamos do aeroporto e Gail preparou um verdadeiro banquete para a gente. Que já estamos no segundo prato. Meu corpo está pedindo cama, tem dois dias que dormir. Se eu deitar na cama agora com certeza apago.

_ Cheguei para almoçar. – ouvir a voz do Gabriel.

Olhei par trás e vi Sophie, Gustavo e Duda, parado na porta da cozinha.

– Venham sentar. – falei.

Gabriel me abraçou, Sophie fez o mesmo. Gustavo como aprendeu com Teddy fez uma colisão de punho. Esse pequenino está com quatro aninhos. E Duda como sempre uma princesa não tira sua coroa para nada e me encheu de beijos ela está com seis anos.

Taylor apareceu e almoçou conosco, Gail contrariada também se juntou a nós. O orgulho nos olhos do Taylor era evidente. Sophie uma linda garotinha hoje está um mulherão. Sinto o mesmo orgulho pelo Gabriel. Um garoto brilhante agradeço a Deus todos os dias por te posto ele na minha vida. Ele é essencial na GEH. Além de ser um ótimo pai de família.

_ Papai, posso dormir com o vovô? – pediu Duda sentada no colo de Taylor.

– Claro filha. – respondeu Gabriel sorridente.

_ Tio “Christa” Teddy deu língua a eu. – disse Gustavo com uma careta. Ele era todo a Sophie, a mesma cor dos olhos e o cabelo.

– Teddy. – o repreendi.

_ Desculpa Gus. – disse Teddy.

Ficamos conversando animadamente. Teddy e Gustavo foram jogar bola, Phoebe e Duda subiram para assistir desenho eu creio. Só faltou Ana para sentar ao meu lado impedindo de eu ficar segurando vela.

#—*—#—*

– Pai. O senhor mudou muito pela mamãe? – perguntou Teddy.

Depois que a Sophie e Gabriel foram para casa de Gail. Pois Gustavo tinha dormido cansando de brincar com Teddy. Subir para meu quarto para descansar um pouco e Teddy veio atrás de mim. Até tomamos banho juntos, no começo não queria mais ele disse: — Ah pai o que eu tenho você também tem. — que me fez revirar os olhos e tomar banho com ele.

_ Sim filho bastante. – respondi bocejando. – Se não fosse sua mãe na minha vida, agora mesmo você não estaria deitado aqui comigo.

– O senhor não queria ter filhos?

_ Isso. Também não gostava de ser tocado. Agora veja você está deitado no meu ombro.

– Por que não gostava de ser tocado?

_ Era um trauma da minha infância.

Teddy pousou a mão no meu tronco e começou a analisar minhas cicatrizes. E alisou suavemente.

– Essas cicatrizes?

_ Sim. Filho.

– Doeu pai?

Teddy levantou seu olhar para meu rosto e vi que seus olhos estavam cheios de lagrimas não derramadas.

_ Sim. – respondi com a voz engasgada.

– Foi sua mãe que fez isso? – ele perguntou deitando novamente no meu lado.

_ Não. O cafetão. Ella minha mãe era prostituta.

– Ela não te protegia desse homem?

_ Não. Ela não nasceu para ser mãe. Diferente de Anastácia quando eu... quando eu lhe bati. – minha voz começou a falhar. – Vi que me transformei como ele. Nunca vou me perdoar por ter feito aquilo com você.

Meus olhos começaram a marejar, pela minha estupidez machuquei meu filho meu primogênito.

– Ei, pai eu já te perdoei. E a culpa não foi sua eu que pedi.

Eu sei que ele provocou, mas eu fui fraco e fiz uma coisa que eu prometi que nunca faria aos meus filhos.

_ Eu te amo pai. – disse Teddy dando um beijo na minha testa.

– Também filho. Amo você um tanto que dói.

_ O senhor é tão meloso pai.

Soltei uma gargalhada lembrando-se do que Ross disse: — Você virou um mingau viscoso Grey.

– Tá gora me diz como está você e Ava? – perguntei.

_ Ah pai. Ava disse que para a gente voltar eu teria que mudar. – respondeu ele com um suspiro cansando.

– E o que você respondeu?

_ Pai aprenda uma coisa. Quando você está solteiro ninguém te quer. Mais quando você está namorando? Oh Deus chove mulher na sua horta.

– Sim senhor experiente. Responda o que você disse a ela.

_ Ah eu falei que ia tentar. Mais porr... é poxa é difícil.

– Não é nada difícil.

_ Ah pai. O senhor encontrou a mulher dos sonhos.

– Eu nem sonhava em casa Teddy.

_ Ah, parem de me chamar de Teddy esse apelido é infantil. Chamem-me de Théo ou Theodore.

– Sim. Teddy. – fiz questão de frisar o Teddy. – Trate de fazer as pazes com a Ava, pois eu quero netos.

_ É Theodore. E você tá igual à mamãe. Pai eu só tenho 14 anos.

– Eu sei. Mais o tempo passa voando filho.

_ Sim, não venha dar uma de filosofo não. – disse ele rindo.

– Teddy, eu vou dormir filho estou cansado.

_ Quando chamo o senhor de velho. Acha ruim.

Nem tive ânimo para lhe dar uma bronca. Estava com muito sono. Fechei os olhos e virei para o outro lado. Mais o moleque me sacudiu.

– Acorda coroa. Quero conversar.

_ O que você quer conversar? – perguntei zangado.

– Me dê uns conselhos. Preciso conquistar a Ava.

_ Por que você teve que puxa a Anastácia? Não cala boca um minuto.

– Vamos Christian Grey preciso de conselhos amorosos. – disse ele.

_ Hum. – resmunguei.

A ultima coisa que ouvi antes de apagar foi á gargalhada dele.

Continua...