Notas iniciais
Pessoal, eu sei que eu demorei para postar! É que eu estou encarando lições, trabalhos e provas de escola! Eu confesso que será difícil continuar!
Mas aqui está outro capítulo que acabei de fazer!
Boa leitura!

No dia seguinte, Ulquiorra estava pensativo. Não pensava em como ter uma ‘’boa convivência’’ com Hikaru. Estava tão distraído que nem percebeu Ken se aproximando.

– Ainda está dormindo? Preciso jogar água ou dar um tapa na sua cara? Acho que nem terei trabalho para sair correndo, pois já deve ter se acostumado com o tapa que a Orihime lhe deu anos atrás.

- Como sabe que ela me bateu anos atrás? – Perguntou Ulquiorra seriamente.

– Lembra quando nós estávamos buscando comida e eu precisava de algo para ver se não tinha inimigos por perto? Aí eu peguei o seu olho e sem querer o apertei com força e vi suas lembranças...

- E eu fiquei duas semanas tentando enxergar com o olho esquerdo. – Concluiu Ulquiorra.

– Mas você lembra que eu arranquei o meu olho e lhe dei para substituir, não foi? É claro que deu trabalho para o Szayel mudar o amarelo por verde, mas já passou. O que deu trabalho de verdade foi conseguir um olho novo. – Disse Ken ás gargalhadas. – Mas por que está com essa cara de quem nasceu azedo? Apesar de que essa é sua cara normal. Foi o Hikaru, estou certa ou errada?

- Ele me odeia. Desde que aprendeu a falar, ele me trata como... – Ulquiorra estava tão irritado que nem conseguiu concluir a frase.

– Como lixo? Ele é bem parecido com você... Quando fica com raiva.

- O que você acha que eu devo fazer para mudar ele?

– Por acaso você já brigou com ele? Tipo, já o repreendeu por causa de alguma coisa? – Perguntou Ken, com cara que já sabia a resposta.

- Não. – Foi a única coisa que Ulquiorra conseguiu dizer.

– Então, meu amigo pálido, precisa ser mais duro com ele. Nem tanto, é claro. Se continuar fugindo do assunto ou se calar quando ele gritar com você, é aí que ele vai achar que você é inferior a ele. Bom... Eu tenho que preparar o almoço porque tenho quatro criaturas para alimentar. – E Ken foi pra casa.

Ulquiorra ficou pensativo. Não teria coragem em brigar com Hikaru. Mas Ken estava certa. Se Ulquiorra não reagir, Hikaru nunca iria tratá-lo como pai. Voltou para casa. Orihime estava cozinhando.

- Onde você estava? O Hiroaki acordou e procurou por você por toda a casa. – Disse a ruiva, aliviada, enquanto dava um forte abraço no marido.

De repente, Ulquiorra sentiu alguém o abraçar por trás. Era Hiroaki.

- Pai! Que bom que você está bem! O Hikaru disse que você foi capturado por hollows! – Disse o menino.

- É típico do Hikaru, Hiroaki! Falar que o pai dele foi para o beleléu é uma das coisas favoritas dele. Vamos fazer o Szayel e o Grimmjow buscar a bola? – Disse Yoshikazu, que apareceu na janela.

- Claro! Só vou chamar o Hikaru, Yoshi... – Hiroaki não sabia diferenciar os trigêmeos de Ken e ficou confuso ao falar.

- É Yoshikazu, meu amigo do cabelo de fogo! – Concluiu o loiro. – Bem, eu vou esperá-los! Só posso falar com o Hikaru?

- Eu já estou aqui, Yoshikazu. O que você quer? – Perguntou Hikaru, que apareceu do nada.

- Nós encontramos um vulcão perto das montanhas! Você vai com a gente? – Sussurrou Yoshikazu, mas Ulquiorra ouviu.

- Ele não vai.

- É claro que eu vou, pai. Há tempos que nós procuramos esse vulcão. – Protestou Hikaru.

- Vulcões não existem aqui no Mundo Hueco e eu não quero que você fique subindo nas montanhas. Se você estiver em perigo, eu não estarei por perto.

- Existe vulcões aqui sim. E eu vou para esse vulcão você querendo ou não. – Debateu Hikaru, irritado.

- Não vai. E se fugir, eu o trago de volta. – Concluiu Ulquiorra friamente.

- É o que veremos. – Após dizer isso, Hikaru pulou a janela e saiu correndo. Os trigêmeos correram atrás dele juntamente com Hiroaki e Ulquiorra.

A correria chamou atenção da família de Tesla e do Nnoitra. De repente, umas pedras da montanha começaram a cair. Tesla chamou seus filhos, que correram imediatamente para perto do pai. Hiroaki voltou para perto de Orihime, mas Hikaru e Ulquiorra ainda estavam correndo perigo. Finalmente, Ulquiorra pega o menino pelo braço. Ele só não deu uma bronca porque viu uma pedra gigante indo pra cima deles. Ulquiorra, usando o sonido, escapou e apareceu junto com Hikaru ao lado de Orihime e Hiroaki.

- Hikaru! Você está bem? – Perguntou Yoshikazu, correndo até seu amigo.

- Ainda não! Solta meu braço! – Gritava Hikaru, tentando soltar o seu braço que Ulquiorra segurava.

- O que você achou que ia fazer, Hikaru?! – Perguntou Ulquiorra, que estava irritado.

- Para onde mais? Eu ia para o vulcão!

- Se eu não tivesse te seguido, aquelas pedras iriam matar você!

- Iam nada! Eu saberia desviar facilmente!

- Não fale como se tudo ao seu redor fosse fácil! Você me desobedeceu quando falei que você não ia! Você nunca me escuta e me desrespeita! E agora quase é morto por desobediência!

- Claro que eu não escuto! Tudo o que você fala não tem significado algum! É vazio! É inútil! – Gritava Hikaru que estava explodindo. Ulquiorra queria dar uns tapas no menino imediatamente. Mas a única coisa que ele fez foi apertar mais a mão no braço de Hikaru, mas seus atos foram cessados quando sentiu uma mão segurar seu pulso tão forte que se ele fosse humano, teria um braço despedaçado.

– Já chega, Schiffer! – Era Ken, que fez um sinal para que Hikaru fosse para perto da mãe para conversar com Ulquiorra livremente. — O menino já escutou o suficiente para a mente dele ficar perturbada por um dia! Se você continuar agindo-se assim, além de estar humilhando o menino na frente de todos, você estará batendo nele. Não queira que apenas um simples tapa afaste você da sua vida! Controle-se e relaxe ou eu terei que dar-lhe umas palmadas para ver se aprende a pensar nos seus atos antes de agir?

A única coisa que Ulquiorra fez foi sair do local para pensar sozinho. Ken virou-se para Orihime e viu que ela estava chorando.

- Não ligue pra mim, Ken. Eu só estou assim agora! Vai passar! - Disse Orihime, enxugando as lágrimas e entrando na casa. Ken entrou junto.

- Não sabe em que lado está, estou certa? – Perguntou Ken enquanto sentava-se no sofá da sala. Orihime sentou ao lado dela e a abraçou enquanto chorava.

- O que eu posso fazer, Ken?! Eu sempre achei que...

- Que seria uma família perfeita? Acha que a minha família é perfeita? – Perguntou Ken com um sorriso carinhoso. Orihime desfez o abraço.

- Eu sei que você deve ter seus problemas de família, mas eu...

- Acha que eu não brigo com o Tesla? Ou que meus filhos são umas maravilhas? Eu sei que a sua situação é aparentemente grave já que seu marido e seu filho são rivais. Mas na minha família, eu caço carne e colho verduras para nos alimentar e luto para protegê-los. Tesla não tem a coragem que eu tenho para viajar em lugares assustadores para lutar e não tem a força na própria voz para disciplinar os meninos. E meus filhos gostam de enfrentar o perigo. Desobedecem as regras e fazem suas loucuras. Mas sou eu quem dá equilíbrio para nós. Quem dá equilíbrio na sua família, Orihime? – Orihime não sabia o que responder. Ela não tinha realmente a mesma situação complicada da amiga, mas era Orihime que devia cuidar desse equilíbrio.

Hikaru estava conversando com seu irmão e com seus amigos trigêmeos.

- O papai ficou triste por você ter falado daquele jeito, irmão. – Disse Hiroaki com tom triste.

- Ele mereceu. – Disse Hikaru com raiva.

- Eu acho que seu irmão tem razão, Hikaru. A situação está complicada entre você e seu pai. – Disse Yoshinobu.

- Razão coisa nenhuma, Nobu! Eu acho que o Hikaru foi corajoso! Se eu tivesse falado assim com a minha mãe, ela iria berrar no meu ouvido até eu perder a audição! – Disse Yoshikazu, travesso.

- Eu nem sei como avaliar o seu comportamento, Hikaru! Mas se eu gostei, gostei muito! – Disse Yoshihiko.

- Não preciso pensar se o que eu fiz foi bom ou mal! Já está feito e ponto final! – Finalizou Hikaru.

- Mas o papai não merecia, Hikaru! – Protestou Hiroaki, que quase perdia a paciência.

- Eu concordo! – Apoiou Yoshinobu.

- Nobu, por que você não volta para a sua namorada, hein? – Perguntou Hikaru, deixando Yoshinobu vermelho.

- EU NÃO TENHO NAMORADA, ORA ESSA! – Gritou o loiro ainda corado.

- Todo mundo sabe que você tem uma quedinha pela Naoko, Nobu. – Disse Yoshihiko, se referindo á filha mais velha do Nnoitra. - Eu ainda não entendo o que você viu naquela magricela! Ela é a cara do Nnoitra. Tem até o buraco hollow no olho esquerdo e o sorriso sarcástico que irrita até o inimigo!

- NÃO FALE ASSIM DA NAOKO, SEU... – Antes que Yoshinobu concluísse a frase, Naoko apareceu junto com Naoto.

- E aí, pessoal! Do que estão falando?! – A menina apareceu sorridente. E quando ela olhou para Yoshinobu, ele abaixou a cabeça para esconder sua face avermelhada de vergonha.

- Olá, Naoko. Olá, Naoto. Nós não estamos falando nada de mais. – Disse Hikaru.

- Que nada de mais, Hikaru! Eu e o Hiko, ganharemos uma cunhada para o desgosto da mamãe... – Antes que Yoshikazu concluísse, Yoshinobu tampou sua boca.

- NÃO ESTAVÁMOS FALANDO NADA DE IMPORTANTE, NAOKO! NADA! NADINHA! EU ESTOU DE SAÍDA! – E Yoshinobu saiu correndo. Hikaru foi atrás dele, deixando com que os amigos rissem sozinhos.

Hikaru encontrou o amigo escondido em uma caverna. Ele estava sentado, abraçando as pernas e escondendo o rosto nelas. Hikaru sentou-se ao lado dele.

- Aquilo foi constrangedor tanto pra você quanto pra ela. – Comentou o ruivo.

- Acha que eu não sei?! – Perguntou Yoshinobu.

- Agora não precisa se preocupar. O Kazu e o Hiko estão cuidando do problema. Ela vai ser sua namorada um dia, Nobu. – Hikaru tentava consolar o amigo.

- Pra você, é fácil falar! Eu estou gostando de uma hollow e você está gostando de uma shinigami! – Yoshinobu estava tão nervoso que acabou dizendo algo que não devia.

- Não sei do que você está falando... – O menino ruivo tentou sair do assunto, mas Yoshinobu continuou:

- Quando o Gin trouxe a filha dele para cá, eu vi como você olhava para ela! Eu já vi como meu pai olha para a minha mãe ou quando seu pai olha para a sua mãe! O seu olhar é o mesmo quando olha para a Hanako! E não ouse esconder isso, por que eu já sei! Não adianta negar o que sente!

Hikaru pela primeira vez deu uma pequena risada. Yoshinobu ficou surpreendido.

- Do que está rindo?

- Você falou como a sua mãe fala com o meu pai! A Ken sempre falou com o meu pai como se ela fosse mãe dele! Mas você fala como se fosse o meu... Pai. – Hikaru falou a última palavra com tom triste e não passou despercebido por Yoshinobu.

- Você já pensou em fazer as pazes com ele? – Perguntou Yoshinobu.

- Já. Mas eu não sei como fazer isso.

Notas finais
Só para saber, Hanako é a filha que eu imaginei para o Gin com a Rangiku (É outro casal que eu gosto). Terá mais sobre ela no próximo capítulo! Eu assisti Bleach, mas só me concentrei na saga arrankar! E como será difícil eu assistir o anime novamente por causa das provas que eu terei, se vocês souberem de alguma informação sobre os shinigamis, eu estarei agradecida se me disserem! Só se quiserem, ok? É que eu acho que ficaria mais legal se eu acrescentasse os shinigamis! Mas se vocês acham que está bom assim do jeito que está, eu deixarei assim mesmo!
Até o próximo capítulo!