Falsos Sorrisos

2 Capítulo 2 - Encontro inesperado


As horas foram passando e eu mais inquieta, até que o sinal bateu e eu me desesperei mais ainda. Eu não tinha amigos, ninguém iria me salvar daquilo e eu tinha que proteger minha família... Acho que, infelizmente, esse é o meu destino.

Todos foram saindo da sala aos poucos, a maioria estava rindo, brincando e eu lá, séria e provavelmente, com uma expressão assustada. Os seis viados que ficavam me humilhando, o pior era o líder deles que era o Peter... Infelizmente, o maldito era muito bonito e popular, então, eu estava em total desvantagem. Os outros cinco, eram Math, Carlos, Louis, Chad e o Jonh. Só por causa da aparência, eles tinham várias garotas em volta e bla, bla. Por que decidiram me sacanear? Por que logo eu? Ao sair da escola, fui ao lugar em que eles estavam me esperando. O lugar ficava num terreno abandonado, a pouca distância da escola. Eu tentei ir mais devagar possível, mas parece que eu acabei chegando rápido demais.

–Oi?– dei uma olhada no local e não havia ninguém

Não acredito eles finalmente me deixaram em paz? Não, seria fácil demais, aquilo estava suspeito. Andei um pouco mais pra ver se eu estava realmente sozinha, quando eu encontrei um bilhete pendurado em uma árvore:

" Pois é vadia, infelizmente nosso líder teve um desvio e não poderemos brincar com você hoje... Por essa você escapou, mas só dessa vez"

"Vão se foder, suas bichas!" — escrevi no canto do papel e em seguida joguei no chão com raiva

Pelo menos, eu não iria me machucar. Fui feliz e aliviada para casa, abri a porta falando:

– Mãe, cheguei!

–Ah filha, temos uma visita! — ela dizia ao chegar mais perto de mim– ele é da sua idade é filho da minha amiga de faculdade... Nós iremos sair hoje e ele vai ficar aqui já que a casa deles está em obra, tudo bem?

–An... Tudo bem, ué...– respondi

–Não sei se você o conhece, ele é da sua escola, você já o viu?– minha mãe ia perguntando e me levando até a sala

Quando cheguei na sala e vi quem era, gelei completamente... Não é possível era... era... O Peter?!

–Dani, você ta bem, minha filha?– ela perguntou preocupada

–Essa é sua filha, dona Roberta? Ela é linda, assim como você disse... Muito prazer, Dani– ele pegou minha mão e beijou

Fiz cara de nojo e retirei minha mão rapidamente. Minha mãe não entendeu muito a situação, mas também, eu não podia falar que eu já conhecia aquela praga e ele era o motivo de eu voltar para casa toda machucada. Ela se despediu de mim e saiu junto com a mãe do coisa.

Fiquei assustada, tinha medo dele fazer algo comigo. Eu ia subir para o meu quarto, quando senti uma mão puxar o meu braço:

–Não vá embora, vamos nos divertir um pouco– ele chegava mais perto e me imprensava mais na parede.

Pronto, é hoje que eu sou estuprada.