Falsos Sorrisos
8 Capítulo 8 - Um novo começo
Notas iniciais
–Peter, como você pode falar disso ainda? Olha o seu estado!– eu disse desesperada
O motorista do carro saiu do veículo e de cara deu pra perceber que ele estava bêbado. Ele meio que se desculpava, mas as desculpas dele estavam totalmente sem nexo... ele estava realmente, bêbado... idiota!
Peter foi perdendo a coincidência aos pouco e eu desesperada liguei pra ambulância e claro, pra polícia porque eu estava quase socando esse motorista retardado. Demorou mais ou menos uns 15 minutos pra polícia chegar, a ambulância chegou uns 5 minutos depois. Peter foi colocado na maca e eles o levaram bem rápido pro hospital, a polícia ligou para a minha mãe e ela me levou pra casa.
–---Narração de Peter----
Meu braço dói. O que foi que aconteceu? Fui abrindo os olhos aos poucos e... eu tô num hospital? Fui olhando tudo ao meu redor e acabei descobrindo porque meu braço doía, ele tava quebrado.
–Peter?– disse alguém abrindo a porta do quarto lentamente
–reconheci pela voz- Dani!– sorri
–Oi...–ela disse meio envergonhada e sentou na beira da cama
–Você parece cansada...
–Não consegui dormir
–Ah, desculpa
–"Desculpa"? Eu sou a responsável por você estar aqui, eu que tenho que pedir desculpas.
–Você não é a culpada... Falando nisso, o que foi que aconteceu mesmo?
–Você não se lembra, né?
–A lembrança tá cortada
–Um cara te atropelou, ele tava bêbado
–Sério?! Então, vocês dois são os culpados.
Ela me olhou sério e ficou sem graça.
–Desculpa, eu não queria que isso acontecesse...– ela disse
–Hum... Normalmente, quando alguém faz uma besteira, a gente faz um favor pra pessoa
–Por que eu to sentindo um pressentimento ruim?
–Que isso Dani, eu nunca faria algo que você não quisesse–brinquei
–O que você quer dizer com isso?!–ela me olhou e levantou a sobrancelha
–Eu quero que você me faça o favor de me responder uma coisa...
–Ai merda, voltou com isso de novo
–Isso o que?
–De querer que eu te dê uma chance
–Como você sabia que era isso?
–Como assim, você me perguntou isso antes de ficar inconsciente!– ela cruzou os braços
–Perguntei...?
–Ah, Peter... você é um idiota
Ficamos em silêncio olhando pra cara do outro, e começamos a rir. Ela ficava linda rindo, nunca tinha a visto rir desse jeito...
–Que foi?–ela perguntou
–O que?
–Você tá olhando pra mim... tem alguma coisa no meu rosto?
–Além das suas olheiras e da sua cara acabada? Não –eu ri
–AAH, seu idiota!!!– ela me deu uns tapas de leve
–Dani... deixa eu começar tudo de novo, só que dessa vez, fazer tudo certo, hein?
Ela ficou uns segundos olhando pra mim e em seguida olhou pra baixo.
–Dani...?
–Eu te dou uma chance e eu quero que você faça tudo certo...
–Sério?!–sorri
–Acho que de alguma forma, eu confio em você– ela disse isso ao segurar minha mão.
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