Falso Amor
19 O que essa garota vai aprontar?
Notas iniciais
Katie se sentou ao lado de Travis e encarou Hermes que sorria.
-Então querida, o Travis tem aprontado muito na sua casa? – perguntou o homem
-Até que não, ele tem sido um bom garoto – disse a garota divertida – Estou pensando em adotá-lo como meu cachorrinho de estimação.
Todos gargalharam e Travis encarou a garota.
-Obrigado Gardner, muito obrigado – disse ele fingindo estar ofendido.
-Desculpa Toto, eu trago um osso pra você mais tarde pra me desculpar.
Travis fechou a cara e encarou a comida enquanto Connor e Luke tiravam saro do garoto.
-Katie, você ainda tem aquela foto do Travis abraçando um ursinho? Ela vai ficar muito boa no nosso cartão de natal pra família inteira. – perguntou Connor
-Você, não responda – disse Travis olhando para Katie – E você, acho melhor dormir com os olhos abertos a partir de agora maninho – exclamou o garoto com um olhar ameaçador para Connor.
-Ui, que medo – provocou Connor.
-Eu te mando a foto por email Connor, e lembra que eu quero uma copia desse cartão de natal.
Travis a olhou bravo, mas depois riu junto com os outros. O resto do almoço foi calmo e tranquilo. Eles se sentaram na sala de estar e ficaram conversando.
-Ta ai uma cena que eu nunca imaginei em toda a minha vida – disse Connor distraidamente.
-O que? – perguntaram todos juntos.
-Vocês dois, sentados em um sofá conversando civilizadamente e ainda por cima abraçados – disse ele olhando para Travis e Katie.
A garota corou e se arrastou para a berrada do sofá ficando longe de Travis.
-Valeu Connor, espera só o dia que você trouxer uma namorada aqui pra casa, vou deixar os álbuns de foto separados já – respondeu Travis puxando Katie para perto de si novamente.
A menina corou mais uma vez e percebeu o largo sorriso que Hermes e Emilly deram quando ele pronunciou a palavra ‘namorada’
-Ué? Mas vocês tão namorando? Eu pensei que fosse de mentira – disse Luke com uma falsa cara pensativa fazendo todos rirem.
Katie já não sabia mais onde colocar a cara. Travis tossiu algumas vezes tentando disfarçar.
-Meninos parem, vocês estão deixando a Katie envergonhada – repreendeu Emilly.
-Que isso cunhadinha, não precisa ter vergonha. Você sabia que o Travis sempre falava de você, mesmo antes de vocês – Luke parou e pensou no termo correta – se pegarem loucamente, mas sem namorarem?
-Ué, conta isso direito Luke – disse a garota com um sorriso maroto.
-Ele falava de você todo santo dia. A gente perguntava como tinha sido o dia na escola e ele falava : A Katie fez isso hoje, essa menina me estressa, ou, a Gardner respirou hoje pai, tem como ser mais irritante? – respondeu Hermes fazendo o filho esconder o rosto em uma das almofadas do sofá.
Katie gargalhou junto com o resto da família enquanto Travis bufava irritado.
-Eu nunca falei isso pai – disse Travis irritado.
-Falava sim – responderam os quatro juntos.
Eles ficaram conversando até pouco depois das duas da tarde quando disseram que tinham que ir.
-Mas já? Por que vocês não ficam mais um pouco? – perguntou Emilly triste.
-Eu prometi que iria levar a prima da Katie no parque hoje mãe, temos que ir.
-E ela é solteira? – perguntou Luke esperançoso
-Claro, meninas de seis anos normalmente não tem namorado – respondeu Katie tentando segurar o riso.
Luke bufou e se despediu deles. Emilly encarou o filho triste.
-Vocês não podem ficar nem mais um pouquinho? – perguntou ela
-Desculpa mãe, mas amanhã eu estou de volta – disse Travis.
O sorriso de Katie desapareceu. Ele iria embora amanhã, a semana tinha finalmente chegado ao fim e o menino tinha comprido todo o combinado. Então por que a garota se sentia tão triste com aquelas palavras?
-Obrigada pelo almoço Senhora Stoll.
-Por nada querida espero que você apareça aqui mais vezes – respondeu a mulher abraçando a garota.
Katie deu um fraco sorriso e acompanhou o garoto até o carro. Mais da metade do caminho de volta eles não disseram nenhuma palavra.
-Foi mal pelo que eles falaram lá em casa – disse o garoto meio sem jeito encarando a estrada.
-Tudo bem, foi divertido – respondeu a garota fazendo Travis suspirar aliviado.
Quando eles chegaram à casa da garota foram recebidos por Carol e Caíque.
-Graças a Deus vocês chegaram, achei que essa menina ia enfarta de tanta ansiedade pra ir ao parque com vocês. – disse Caíque segurando Carol no colo.
-Você vai me leva lá né Travis? Eu já melhorei, a mamãe falo que eu posso ir – perguntou a menina agitada.
Travis afirmou e a menina vibrou. Katie disse que iria tomar banho e já iria com eles. Carol subiu as escadas correndo indo procurar a mãe. Caíque e Travis foram até a cozinha comer alguma coisa.
-Quando você vai contar pra Katie que gosta dela? – perguntou Caíque.
Travis engasgou com a água que estava tomando e encarou o garoto.
-Mas eu não gost... – começou o garoto mais foi interrompido.
-Ah, claro que você não gosta dela, é porque é muito normal agarra as pessoas todo dia e quase mata os amigos dela como você quase fez comigo – ironizou Caíque.
-Eu não sei cara, ta tudo muito confuso pra mim – respondeu ele passando a mão no rosto – Eu sempre senti alguma coisa por ela, mas pensei que fosse ódio, só que agora parece uma coisa totalmente diferente.
-Amor? – perguntou Thomas entrando no cômodo.
Travis encarou o pai de Katie com um olhar duvidoso. Ele sempre soube que o namoro da filha era de mentira, mas sabia que bem no fundo ela e Travis sentiam algo verdadeiro um pelo outro.
-Quando eu descobrir o senhor vai ser o primeiro a saber – disse o garoto com um sorriso triste.
Antes de ele responder Katie chegou e pulou no colo do pai.
-Parabéns papai – disse a garota abraçando-o.
-Obrigada querida. Já arrumou sua fantasia?
O tema da festa de Thomas era fantasia para relembrar a noite em que ele e Deméter deram seu primeiro beijo, em uma festa à fantasia.
-Sim, mas é surpresa – respondeu a garota com um sorriso maroto.
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-Tia Katie eu quero um algodão doce – pediu Carol.
Os três decidiram ir ao parque no centro da cidade. Não era grande como os outros, ele tinha apenas alguns poucos brinquedos já velhos e enferrujados, mas tinha uma grande área com grama onde Carol queria fazer um piquenique com os dois.
Travis se ofereceu para comprar o doce e Katie o seguiu com o olhar. A garota ficou vermelha de raiva quando viu que a moça da barraquinha estava se insinuando para o garoto descaradamente. Quando ele voltou a mulher continuava a encará-lo. Katie revirou os olhos. Assim que Carol saiu para andar no carrinho bate-bate Katie empurrou o garoto fazendo-o deitar no chão. Ela ficou por cima dela e antes de beijá-lo lançou um sorriso de superioridade para a mulher que agora bufava irritada. Depois de um longo beijo eles voltaram a se sentar. Após algumas horas eles decidiram voltar pra casa. Os dois subiram para o quarto para se arrumar pra festa.
-Que cena foi aquela no parque Gardner? – perguntou Travis com um sorriso maroto – Tudo isso era ciúmes da menina do algodão doce?
-Cala a boca Travis, ela que era atirada demais, tinha que aprender uma lição.
O garoto pegou Katie e a pressionou com força contra a parede fazendo-a soltar um leve gemido.
-Que malvada Gardner – sussurrou ele fazendo Katie se arrepiar.
Logo a blusa de Travis estava jogada no canto do quarto e a de Katie tinha acabado de ser retirada. Travis pressionou mais a garota que gemeu.
-Porra gente, ta dando pra ouvi esses gemidos lá de baixo, por favor façam menos barulho – disse Caíque gargalhando na porta do quarto.
Travis o olhou irritado e foi até a cama pegar uma almofada para jogar no garoto, mas ele já tinha fechado a porta.
-Por que eu nunca lembro de trancar essa merda de porta? – perguntou ele irritado fazendo Katie rir.
- De noite a gente lembra de trancar – disse ela indo até o closet buscar a fantasia.
-O que você quer dizer com isso Gardner? – perguntou Travis encarando a garota.
-Depois que você me ver fantasiada você tira suas próprias conclusões – respondeu a garota dando mais um beijo rápido em Travis e logo depois se trancou no banheiro.
O garoto sorriu e encarou a fita vermelha que tinha caído da fantasia de Katie enquanto ela entrava no banheiro.
-O que essa garota vai aprontar? – se perguntou ele encarando o objeto.
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