Falso Amor

11 2ª Festa - Parte 2 / Praia


Notas iniciais
Volteeei! Eu sei que demorei um pouco, mas é que tava tendo semana cultural na minha escola ai já viu né? Tenho tempo pra nada. Não é um dos melhores capítulos que eu já escrevi, mas eu tentei ok? Rs.

Travis olhava intrigado para a figura dos pais a sua frente.

-Oi pra você também meu amor – disse sua mãe Emilly com um sorriso indo abraçar o filho.

-Oi mãe – disse Travis retribuindo o abraço.

-Katie Gardner! Já sabia que você seria minha nora desde o dia que a diretora ligou lá pra casa dizendo que o Travis tinha destruído suas plantas! – exclamou o pai do garoto, Hermes, também a abraçando.

Katie retribuiu o abraço, mas logo estranhou as falas dele. Travis a tinha dito que os pais dele sabiam a verdade, que o namoro era de mentira.

-Não é Hermes? O Travis já era meu genro querido há três anos. – exclamou Deméter que tinha acabado de chegar.

-Uau, Katie você está linda – disse Emilly fazendo a menina corar.

-Pai, mãe, eu não quero ser indelicado nem nada, até porque eu acho ótimo que vocês vieram, mas... O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou o garoto.

A história que veio a seguir fez Katie e Travis se assustarem. Segundo Deméter ela estava contando a Karen sobre os pais de Travis. Então Karen descobriu que tinha estudado com Emilly por vários anos, mas as duas acabaram perdendo contato, logo Deméter sugeriu que convidassem eles para o aniversário.

-Vem Emilly, vou te levar até a Karen – disse Deméter.

-Você vem querido? – perguntou ela.

-Não, eu vou ficar aqui com eles um pouco – disse Hermes se referindo a Travis e Katie

Assim que as duas mulheres saíram Katie corou fortemente. Ela sentia vergonha pelo que estava fazendo com Travis. Como uma garota de 15 anos podia pedir para um garoto ser seu namorado de mentira?

Hermes ao perceber a vergonha da garota sorriu.

-Katie, não precisa sentir vergonha. – exclamou ele – Eu fico feliz de saber que você e o Travis estão se dando bem.

Ela sorriu em resposta e trocou um olhar com Travis. Eles ficaram conversando por muito tempo até que Katie perguntou como ele e Emilly tinham se conhecido.

-Eu estava no último ano da faculdade e ela no primeiro. Eu tinha acabado de descobrir que a minha namorada estava grávida. Nunca fui muito maduro nessa época e nem um filho conseguiu mudar isso. A Emilly era amiga da minha namorada e acabou me odiando por não cuidar dela como deveria. Nós sempre tivemos uma relação de ódio um com o outro – ele disse sorrindo para os dois que acabaram corando – Então logo depois que o Luke nasceu eu comecei a tomar juízo e até pensei em me casar com ela. Alguns meses depois ela entrou em uma seria depressão e... – a voz de Hermes falhou – então ela se matou me deixando sozinho com um menino de poucos meses. A Emilly então percebeu que eu precisava de ajuda e foi me consolar o que fez com que nós percebêssemos que talvez a gente não se odiasse tanto assim. Anos depois esse moço nasceu – disse ele apontando para Travis.

Katie tinha lágrimas nos olhos. Era uma linda história, mas a parte que ele disse do ódio a fez refletir sobre sua relação com Travis.

-Só que às vezes o filho é substituído por plantas e a morte por um namorado de mentira – disse Hermes sorrindo.

-Você ta me dizendo que o meu filho vai nascer igual ele? – perguntou Katie apontando para Travis – Não jogue praga nele Senhor Stoll.

-Mas eu não estou jogando praga nenhuma querida, só estou falando como meu futuro neto vai ser – disse Hermes se misturando a multidão que dançava deixando Katie e Travis corados.

-Katie? – perguntou Travis

-Sim?

-Se for menina eu deixo você ensinar a cuidar de plantas e tudo mais, mas se for menino ai não dá. Filho meu não mexe com planta.

-E se eu quiser que ele mexa? Vai me impedir? – perguntou Katie indignada.

Travis abriu um largo sorriso.

-Ta rindo de que? – perguntou a garota

-Você acabou de imaginar um filho seu comigo Gardner? Eu falei brincando, mas se você quiser...

-Ah, cala a boca Travis – respondeu ela envergonhada.

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-Não acredito que vocês vão mesmo ficar aqui enquanto podiam estar curtindo em uma boate – disse Tio Jack.

Jack era o irmão mais novo do pai de Katie e achava que o único objetivo da vida era curtir.

-Para de incentivar isso Jack, depois essa menina aparece grávida aqui e a culpa vai ser sua – disse Tio George, também conhecido como o solteirão rude e mão-de-vaca.

Katie corou e Travis riu.

-Tia Katie, amanhã você me leva no parque de diversão? – perguntou Carol que avia acabado de chegar.

-Por mim eu te levo, mas você tem que pedir pra esse moço feio aqui também – disse ela apontando para Travis – porque ele é quem sabe dirigir.

-Carolzinha, você eu até levo, mas a Katie não vai junto. Onde já si viu ela me chamar de feio? Eu sou o mais gostoso e lindo de todos – disse ele indignado fazendo Carol gargalhar.

-Esqueceu do humilde? – perguntou Katie

-Obrigado por me lembrar, também sou humilde, caridoso, gentil... — disse Travis provocando a garota.

-Você vai dormir no meu quarto hoje de novo Carol?

-Não, a mamãe pediu pra dormir com ela. – disse a garota.

Por volta das duas da manhã os pais de Travis foram embora e logo em seguida os dois também foram se deitar. Já de pijama, Katie estava pegando a divisória para colocar na cama, mas foi impedida por Travis.

-Sério Katie? A gente já se beijou sabe se lá quantas vezes, você me abraça o tempo todo que nós estamos na frente de alguém da sua família e ainda quer dormir com essa divisória? Eu não mordo – disse ele com um sorriso malicioso – A não ser que você me peça.

A garota jogou um travesseiro nele, mas percebeu que ele estava certo. Aquela divisória não andava resolvendo muita coisa. Os dois se deitaram e ficaram calados por alguns minutos. Travis tentava controlar a enorme vontade que tinha de abraça – lá enquanto Katie tentava afastar o desejo de se aconchegar nos braços dele. A garota foi a primeira a ceder, ela levantou a cabeça, encarou o garoto por alguns segundo e depois deitou a cabeça no corpo sem camisa de Travis. Ele acariciou de leve os cabelos da garota que logo dormiu.

Na manhã seguinte Katie, Travis e Caíque logo se aprontaram para ir à praia, mas antes de saírem para buscar Mari escutaram a voz estridente de Sophie.

-Espera! Eu também vou com vocês. – exclamou a garota que usava um minúsculo biquíni.

-Desculpa Sophie, mas não pode ir de calcinha pra praia – disse Katie provocando a prima

-A culpa não é minha se Deus me deu toda essa gostosura – disse ela passando as mãos pela lateral do corpo – Mas não posso dizer o mesmo pra você né priminha?

Os olhos de Katie brilhavam em ódio, então os dois garotos acharam melhor interromper aquilo.

-Então... Vamos chamar a Mari logo – disse Caíque.

-Aquela sem sal que é vizinha da Katie? Não acredito que ela também vai – respondeu Sophie bufando.

-Não vai ser necessário Caíque – disse Mari que entrava pela sala – Sophie, quanto tempo! Parece que cada dia que passa você fica mais puta e vagabunda – disse a menina com um largo sorriso.

Sophie murmurou qualquer coisa e os cinco foram para a praia.

-Passa protetor em mim Caíquinho? – perguntou Sophie com um sorriso malicioso.

-Ah... Não posso, a Mari pediu primeiro – disse ele tentando disfarçar.

-Então, Travis... – começou ela, mas foi interrompida por Katie.

-Nem termina essa frase se você não quiser levar um belo tapa.

A garota bufou e saiu andando em direção ao mar.

-Então Caíque, já que você se ofereceu, pode passar protetor em mim? – disse Mari.

-Com todo prazer gatinha – disse ele com um sorriso maroto.

Katie olhou desconfiada para Travis e apontou com a cabeça para os dois. O garoto tentou conter uma risada e fez uma cara indiferente. Ela voltou a olhar para o casal e ficou boquiaberta.

-Ok, por essa eu não esperava – disse ela para Travis.

-Somos homens, sentimos atrações por mulheres.

-Então quer dizer que você sente atração por várias mulheres também? – perguntou Katie com uma cara indignada. Ela andava esquecendo demais que os dois não eram namorados de verdade.

-Por várias não, só por uma – respondeu ele acariciando os cabelos da garota que riu baixinho.

-Vamo entra Kat? – perguntou Mari já em pé

A garota apenas balançou a cabeça confirmando e as duas tiraram as saias que vestiam.

-Faz isso não gente, assim eu morro – disse Caíque se abanando.

-Cala a boca idiota – disse Mari com um sorriso.

-Um idiota que beija muito bem.

-Eu duvido.

-Quer experimentar então? – perguntou ele esperançoso.

-Quem sabe outro dia – disse ela enquanto corria junto com Katie para a água salgada.

-Meu Deus do céu, escreve na testa assim: Mari fica comigo agora se não eu morro de uma vez – disse Travis divertido

Caíque apenas balançou a cabeça em sinal de frustração.

-Cara, eu ainda não entendi a relação que você tem com a família da Katie – disse Travis pensativo.

-Meu pai e o pai da Katie sempre foram amigos, desde pequeno sabe? Então eu sempre convivi com ela desde sempre, já que nossos pais nunca perderam contato. Eu acabei virando um ‘primo’ pra família.

-Saquei, mas você não tem irmão?

-Não, filho único. Acho uma bosta, queria ter alguém pra conversar.

-Você só fala isso porque nunca teve irmão. Eu tenho dois e eles podem ser bem irritantes quando querem, mas às vezes é bom também.

Travis não gostava de admitir, mas estava com saudade de Connor e Luke. Mesmo que eles sempre brigassem, eram muito ligados um ao outro.

Os dois ficaram mais um tempo conversando e logo depois se juntaram as meninas no mar. Depois de algum tempo brincando e se divertindo, eles escutaram um grito baixo vindo um pouco de dentro do mar.

-O que foi isso? – pergunto Mari.

-Tem uma menina se afogando – disse Katie preocupada vendo a menina que se debatia a cada onda que vinha.

Travis e Caíque nadaram o mais rápido possível para ajuda – lá. Katie e Mari foram acalmar a mãe da menina que gritava desesperada na beira do mar. Quando eles trouxeram a garota para terra ela cuspia bastante água, mas não parecia estar mal.

-Muito obrigada por salvarem minha filha – dizia a mãe da menina que tinha algumas lágrimas de preocupação nos olhos.

-Não foi nada – responderam eles.

Eles deixaram a menina com a mãe e voltaram a se sentar na areia

-O que a gente vai fazer de tarde? – perguntou Caíque.

-Eu e o Travis temos que levar a Carol no parque, querem ir?

-Por mim tudo bem – disse Mari distraidamente.

-Onde ela for eu vou – respondeu Caíque com um sorriso malicioso para Mari. A garota deu um tapa no seu braço.

Eles ficaram lá até pouco antes do almoço, mas logo chamaram Sophie, que estava agarrada com um garoto qualquer, para ir embora. Quando chegaram em casa, cada um foi em uma direção. Sophie foi para o seu quarto, Caíque foi procurar o pai, Travis tomar banho, Mari foi para sua própria casa e Katie estava procurando seu celular que tinha sumido. Ela estava na sala jogando todas as almofadas do sofá no chão tentando achar o aparelho. Então ela escutou um pequeno barulho de algo rastejando. Quando virou para traz deu de cara com um bicho vermelho e branco que vinha em sua direção.

-COBRA! SOCORRO! – gritava ela.

Notas finais
COBRAAAA, kkk. Não sei quando eu devo posta de novo, mas prometo que o mais rápido possível. Espero que tenham gostado e me falem o que acharam. Bjinhos.