Falsa Liberdade
5 A dor de todos é a minha dor
08 de abril de 2002
Yukki, você vai mudar tudo isso... não se preocupe, eu já vi. Se esforce...
Entendo, parece que está na hora de pôr em prática o que me deixou em mãos.. pai. Vamos conseguir? Não... temos que conseguir.
— Eliz... Tia, não quero que vá. Poderia ficar aqui? Eu prometo que venho te buscar.
— Yukki, seus pais esperavam grandes coisas de você. Mas, eu é quem estou ao seu lado agora, e não quero que se envolva nisso. Não vou deixar que continue com essa ideia.
Isso era algo esperado... imaginei que teria que passar por uma situação semelhante a essa. Não posso parar agora tia, eu sinto muito por isso... por hora, fique aqui descansando.
Não ter que confrontar uma familiar foi um alívio, acabei utilizando uma pequena bomba que a fez dormir. Acho que até mesmo ela já sabia que não conseguiria. Me perdoe.
— Yukki..-
— Yui, você está bem.
— Claro que estou, idiota.
— Espero ser elogiado por você ao final deste dia também...
— Se eu não estiver aqui, quem vai cuidar de um despreocupado como você? — dizia bagunçando meu cabelo.
— Mas isso é preocupação com você, perceba logo! — ei... ela sempre foi lerda assim?
— Eu já percebi!! Então vamos ao que interessa logo! Não entende quando as pessoas usam subjetividade pra não deixar o sentimento explícito? Você é o lerdo aqui!
Ei, leu minha mente? Provavelmente ela continuou dizendo mais algumas coisas desnecessárias, é bem fofo seu jeitinho tsundere.
Todos estão unidos, embora com medo no coração. Acho que nem mesmo eu posso escapar desse sentimento. O que precisávamos fazer, era destruir os 5 selos dentro de cada uma das bases militares. Isso com certeza destruiria a barreira que nos impede de utilizar os poderes além dela. Sabíamos muito bem sobre como dividir os alunos. No momento, três dos cinco Yankers que protegem os selos estão ausentes, o motivo é desconhecido. Esse seria o momento perfeito. A divisão de todos os Yonders já havia sido decidida. Todos nós divididos em cinco incríveis esquadrões.
— À todos vocês, revolucionários, desejo boa sorte! Lutem pela liberdade!
Yui... é a sétima vez que diz isso, espero que seja a última. Aizen estava em nosso esquadrão, tem fama de estrategista. Não parece ser alguém amigável, mas estava vindo em minha direção.
— Será que pode ser nossa defesa, senhor imortal?
— Claro.
— Obrigado.
Parece ser alguém de poucas palavras, vou respeitar isso. Finalmente em direção à "base mais forte". Nosso grupo decidiu carregar o peso de dominar a estrutura mais poderosa neste momento. Yui estava liderando, ao meu lado estavam Aizen e Yumi. Correndo ao nosso redor, muitos companheiros com habilidades essenciais. Era incrível, estávamos ultrapassando muitos militares facilmente, graças à Ryuuji. Era capaz de nos envolver em um campo invisível. Obviamente não duraria por muito tempo, estávamos diante da fortaleza que viemos derrubar. Parece que eles já são capazes de nos ver.
— Pirralhos, acharam mesmo que conseguiriam assim tão fácil? — um comandante dizia-nos como se já soubesse da revolução. — Atirem!
Nesse pequeno décimo de segundo, imaginei o que normalmente as pessoas imaginam quando um líder grita "Atirem!". Acredito ter sido algo totalmente aleatório de soldado pra soldado. A frase certa deveria ser algo como "Ataquem com o que puderem!". Isso sim faria sentido. Meteoros, magma puro, chamas negras... diversos poderes envolviam o campo de batalha no momento em que Yui decidiu contra-atacar. Parece que esse confronto dividiu todos.
— Yukki! — droga, que arma era aquela? Aquele idiota vai atirar nela.
— Eu sei!
Certo, esse cara quer acertar a Yui. Tem uma arma bem grande nas mãos. Enquanto eu estiver à protegendo, nada vai acontecer.
— Yui, o que aquela arma faz?
— Não tenho certeza, parece que conseguiu atravessar até mesmo um campo de força de um dos nossos. Tenho receio de que fique em minha frente, por favor, saia! Ele vai..-
Ei... não brinca comigo. Como eu vim parar aqui? Eu estou no chão... ei... isso significa que estou perdendo? O céu está escuro hoje, parece que mesmo desse ângulo, sou capaz de enxergar o sangue das pessoas sendo derramado. Mas... é sério, como vim parar aqui? Aquela arma foi capaz de me mandar pra longe? Tenho certeza que agora consigo controlar minha resistência... e mesmo assim...
— Yukki, por que está aí no chão?
— Yumi...?
— Ele era mesmo fortinho sabe, mas a gente sempre dá um jeito...
— Você fez... aquilo?
— Sim...
— Como você cresceu rápido... — disse me levantando.
As batalhas estavam em seu clímax, parece que a vantagem está com a gente.
— Não se animem, agora começa o desespero.
— Aizen?
— Olhem quem está aqui. Um dos Yankers... Kotetsu!
Kotetsu... que nome familiar. Era um homem alto e vestia roupas vermelhas, a mesma cor de seus olhos. Uma aparência jovem, sua expressão não era nem um pouco ameaçadora. Com sua chegada, o céu estava se tornando extremamente escuro, a sua presença trouxe a chuva.
— Oh? Que confusão estão fazendo, hein? Já não criaram muita confusão pra um dia apenas? — estava calmo demais...
Muitos não suportaram a provocação.
— ESPEREM, NÃO VÃO! — Yui o reconhece. — Ele é aquele que pode cortar tudo!!
Sem essa... sequer pude ver ele retirando sua espada da bainha. Assustador... eles foram mesmo... cortados ao meio. Eu estou... estou com medo.
— Y-U-K-K-I... quer brincar também?
......................................................
É ele. O mesmo daquele dia, o mesmo de 10 anos atrás. Mentira... vou morrer aqui? Já não importa, não consigo imaginar uma saída pra isso, em menos de um segundo sua espada iria me cortar.... ela iria... me machucar.... vou morrer... Por quê agora? Eu queria...
*Corte*
Quem é..-
— Ei... pirralho... está chovendo, lembra?
— T..... TIA?! EI, O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? LEVANTA, VOCÊ NEM USOU SEU FOGO..... Ei... levanta logo....
— Oh? Isso não era esperado. Será que o destino o quer vivo?
— KOTETSU! EU VOU TE MATAR!
Por que? Por que? POR QUE? Ele está.... matando todos.... todos eles... Eu não posso... fazer nada?
Será que pode ser nossa defesa, senhor imortal?
A culpa é minha.... eu não posso... salvar nenhum de vocês...
— Yui, Yumi...
— Yukki, eu não quero.... morrer, por favor...
— Ahh, Yumi-chan, encontrei você. Não vai morrer, venha vamos.
— Yukki!!
— KOTETSU! PRA ONDE PENSA QUE VAI LEVÁ-LA? EU NÃO VOU..-
— Exato, você não vai. Chega de brincar e volte pra realidade, me supere se puder.
Um portal havia se aberto à nossos pés.... não sei... não sei o que está acontecendo. Quero acordar desse pesadelo. Aizen.... e Yui, são eles que permanecem comigo, o que aconteceu com os outros esquadrões? Eu não... sei.
— Yukki, eu... falhei. Me desculpe.... Aizen, eu não queria....
— Não chore Yui... assim eu não irei pensar em um plano pra gente..-
— QUE PLANO? TODOS ESTÃO MORTOS!
Essa era a realidade?! O que eu devo fazer agora... pai? O ambiente em que estamos... aqui... não é o Japão. Está muito frio... droga. Onde nós... estamos?
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