Falls
6 A Busca.
Notas iniciais
Ed não sabia como reagir, estava ouvindo certo? O cara que ele se apaixonou está pedindo ajuda, Trevor estava perto o bastante para ambos sentirem o ar quente que saia de seus lábios e atingia o rosto um do outro, o garoto desvia o olhar e logo volta para aquele que estava na sua frente. Estava passando flashbacks sobre os momentos que teve com Trevor e aquela aproximação fez suas barreiras anti-Trevor balançarem. Ele o empurra se afastando do garoto forte ficando de costas olhando para o horizonte da reserva.
— E como você quer que eu ajude você? Eu não sou um psicólogo. – ele estava de costas, pois as lagrimas ameaçaram cair, ninguém realmente entendia oque ele sentia pelo Trevor, mas agora era apenas ódio.
—Eu... Eu... — Trevor respirou fundo pensando no que dizer, precisava se recompor depois daquele empurrão. Notou que estava mostrando preocupação demais, talvez certa aflição na voz. Ele limpou a garganta e logo continuou a frase, só que de um jeito rígido. — Sei que acredita naquelas coisas... Sobrenatural Edson. Lembro que me disse sobre tal senhora que lia sua mão. Uma bruxa, hum? Podemos tentar nela. Sei que esta sofrendo sobre sonhos eu ouvi você falando com aquilo que vive embaixo da terra. Claro se ainda tiver algo ali.
Trevor conhecia Ed, afinal o tempo que eles passaram ele acompanha ele em tudo que ele fazia em seu dia-a-dia, seus medos, seus gostos, mas oque mais o deixava indignado era ele acreditar nesses tipos de magias, sempre aconselhou Ed parar de pesquisar por isso, mas ele nunca o ouviu. E bom ele sabia que Ed sonhava não pelo fato dele falar para a cova e sim pelo modo que reagiu ao souber que Trevor tinha sonhos semelhantes.
— É? Agora você quer acreditar no sobrenatural Trevor? Só por que esta tendo sonhos que parecem reais? É eu estou sonhando com a Angel, mas isso é apenas uma coincidência! Não existe uma ligação entre nós Trevor.
Ed havia se virado antes de proferir, ele ainda visitava Lorena. Mas não iria levar uma pessoa que não acredita e muito menos respeita a cultura, até por quê? Lorena iria ficar confusa com fato de dois garotos foi a sua loja para apenas saber de uma droga de coincidência, mesmo que aquilo na cabeça de Ed lá no fundo havia uma desconfiança sobre ter alguma ligação, só que o corpo do mesmo rejeitava essa hipótese. Mas acaba tomando uma decisão.
— Sei que você sente que tem que ir ver isso, como eu sinto... Ed eu sinto a morte se aproximando, não sei como explicar essa maldita sensação, mas eu não quero ter o final que nem eles que a abusaram...
Trevor olhou para trás olhando a cova que e a rosa branca sobre a terra que não pertencia ali sussurrando a ultima parte e depois olhou nos olhos do garoto a sua frente, ele havia novamente se aproximando do Ed, mas na cabeça dele, precisava de ajuda. Naquele momento queria pegar nas mãos do garoto que traumatizou só que ele não tinha mais esse direito.
— Ok! Mas tome cuidado com que diz e com quem diz na Rua Griffin, não sou um bruxo caso algo aconteça com você.
Ed da um sorriso cínico e se afasta passando pelo mesmo e o Trevor o segue em direção aonde o garoto havia deixado seu carro que acabou de sair do mecânico, quando os dois adolescentes estão distante da cova e mais perto do carro, algo sai da cova agarrando de modo agressivo a rosa branca e puxando para baixo lentamente.
-x-
Laura olhava para os vários espelhos ao seu redor, analisando cada ângulo do vestido em seu corpo. O vestido era realmente lindo, era longo e o tecido de seda verde claro arrastava alguns centímetros no chão, com uma grande abertura na lateral direita, deixando as belas pernas da morena visíveis. Oque fez Luana olha-la de cima a baixo com os lábios um pouco entre abertos e parar o olhar em seus seios. A parte de cima do vestido de Laura eram apenas duas faixas com pequenas brilhantes verdes formando um "X", deixando expostas suas belas curvas e um belo decote e atrás era totalmente aberto, com apenas uma tira superior ligando uma ponta da faixa a outra.
Luana a encarava com a boca entre aberta com os olhos que quase nem piscava, a amiga estava exuberante e isso ela nunca negaria. Ela olha Laura de cima abaixo, passando os olhos pela coxa que estava à mostra e sobe parando no busto da garota. Marta estava com as mãos junta a frente ao corpo olhando a garota morena que estava muito linda. Laura pega uma parte da barra erguendo um pouco e dá um giro parando de frente a Marta e Luana que não havia mudado sua expressão.
— Oque acharam? — ela estava muito animada ainda mais agora que sentia que estava no vestido certo.
— Está maravilhosa, tipo muito. — Luana tomou a voz em opinar primeiro, ela estava realmente linda que até a amiga ficou animada em falar primeiro.
— Sua amiga esta com toda razão... Agora é você.
Marta olhou para Luana com um sorriso amistoso esperando que a mesma houvesse se decido, mas oque ela não sabia era que a garota ficou tanto tempo parada olhando a amiga que se esqueceu de escolher. Luana a olhou um pouco perplexa ate cair na real e entender oque ela queria dizer e começa a caminhar em direção as caixas que estavam em cima de uns puff brancos quadrados e começou a procurar um vestido que lhe agradasse, mas havia um mais bonito que o outro, mas eles não favoreciam o corpo magro dela. Laura se aproximou pegando uma caixa que estava distante das outras levando próximo à amiga e a olha.
— não se esquece desse... — a morena entrega para a amiga a caixa com papelão cor de ciano e com algumas partes do papel seda branca fora.
— ah obrigada, mas... É esse mesmo que quero! – Luana havia batido o olho na caixa olhando para a peça com um sorriso enorme, ele se ajustava perfeitamente nela, bom pelo menos na cabeça dela sim. Ela olhou as duas e se virou indo diante ao provador, Marta lhe deu um par de saltos pretos.
Luana depois de 10 minutos havia saído do provador com um pouco de dificuldade em seus passos, a mesma não tinha costume em andar de salto alto. O vestido era negro como a noite, era estilo “tomara que caia”, oque deixava os ombros e colo livres, totalmente nus, e era bem a cinturado, realçando uma das poucas curvas que a garota tinha. A parte abaixo era cintura volumosa, na frente curto, dois palmos acima do joelho deixando as pernas de Luana totalmente visíveis, e atrás longo, o tecido chegava a se dobrar alguns centímetros no chão. Laura a olhava com um sorriso amistoso gostando do que via, ela estava realmente surpreendente, Marta parecia já se esperar o resultado, sua expressão demonstrava que havia gostado.
— Gostaram? –Luana as olhava com um sorriso fraco, estava já esperando as brincadeira de Laura ou algo do tipo.
— Está linda Luana, sério.
-x-
Havia passando uma hora que Ed estava com Trevor e nesse tempo o silencio estabeleceu no carro, estava sentindo algo inquieto dentro de si mesmo, não sabia se era por que Trevor estava ao seu lado ou se ele estava levando o mesmo para a Rua Griffin. No fundo ele acreditava em Trevor, se realmente ele não tivesse tentado tudo ele não teria o seguido e estava a caminho para pedir ajuda a algo que ele não conhece e que sempre debochou por que não acreditava.
Trevor olhou para Ed e logo desviou os olhos para o radio o ligando, colocando em uma estação em que Ed não se importou em saber qual era, mas tocava uma musica em que mexeu com ele e Ed. Friends do cantor Ed Sheraan, no momento em que Ed ouviu, ele estremeceu um pouco, mas Trevor não percebeu. Ele estava olhando para o rádio com um sorriso que Ed conhecia muito bem. Era aquele sorriso bobo nostálgico.
— Lembro quando... Bom você estava sentando em minha cama olhando meu celular e minhas músicas, havia reclamado pelo fato delas serem mais dos cantores antigos e poucos da atualidade. Tinha poucas músicas da atualidade, mas você tinha posto essa musica para tocar, pois gostou do toque e começou a ler a tradução com aquele sorriso seu que você apronta algo e sempre que você fazia isso despertava meu lado curioso... Nós decidimos que...
— Não ouse continuar essa droga de lembrança. – Ed diz ríspido tirando o cinto e se inclinando para desligar o rádio, ele volta à postura ereta e abre a porta saindo enquanto Trevor o olhava de maneira séria ele parecia estar com aquele ar de ter se arrependido de lembrar.
Ed sai do carro e atravessa a rua olhando para os dois lados chegando perto da calçada, mas é surpreendido por uma senhora que segura em seus dois pulsos fazendo contato visual com mesmo ela tinha cabelos grisalhos e varias marcas de expressões pelo rosto, beirava uns oitenta anos.
— Hoje você e a lua choram. – a senhora diz convicta daquilo como se realmente fosse acontecer e os pulsos de Ed queimam a mesma se afasta passando pelo garoto enquanto ele fitava o chão passando a mão nos dois pulsos.
— está tudo bem? –Trevor se aproximou, mas seu tom de voz era diferente, ele vê o garoto balançar a cabeça afirmando que estava e se viro simplesmente caminhando como se tivesse seguindo alguém.
Ed caminhava com precisão até ver a senhora adentrar uma loja, ele se para na frente da loja lendo o nome da mesma, nunca havia prestado atenção nessa loja por todos os dias que ele ia para ver a bruxa que lia sua mão; Lorena.
— O caldeirão sombrio? Que nome ridículo. – Trevor chegou atrás de Ed já criticando e esquecendo oque mesmo disse onde estava enterrada Angel.
— Cala boca.
Dá uma cotovela em Trevor respirando fundo e entrando na loja ouvindo o sino tocar, até ai tudo bem certo? Nada de horrível podia acontecer com um sino... Ele olhou em volta vendo alguns objetos eram da religião Wicca. Logo havia identificando logo de primeira, estudou algumas coisas quando soube que o tio dele fez parte quando era adolescente. Mas ele notou uma garota na recepção com cara de tédio inclinada e apoiada no balcão, ele se aproximou da mesma que logo soltou um suspiro ficando ereta.
— é... Oi! Você poderia me ajudar?
— Oi gata qual seu nome?- Trevor se apoiou no balcão com o antebraço jogando aquele charme horrível. – Me chamo Trevor, quer meu número?
A ruiva com dreads olhou os dois garotos e primeiro fitou o garoto moreno e logo fitou o mais musculoso com uma cara de “quem é você na fila do pão querido?”. Ela pegou uma caderneta com a caneta olhando os dois esperando que os idiotas; foi assim que ela o intitulou. Falasse oque queria. Ed olhava Trevor com uma cara de “oi?”. Ele parecia que estava fazendo de proposito aquilo para provocar Ed, mas o mesmo sorrio e olhou a ruiva quando ela se pronunciou ignorando o mesmo.
— Sim, qual produto deseja encomendar? – ela olhou Trevor e apontou a caneta. — e não.
— Não, queríamos saber na verdade saber de uma senhora que entrou aqui. – Ed diz com um sorriso no rosto, motivo? “e não” da ruiva. – já que ele se apresentou, eu dou Edson. Qual seu nome?
— Ah, claro. – Trevor disse sem graça, talvez por que nunca chegou nesse momento que levou um não.
— Kallyn. Senhora? Por que a procura? A Cindy? Ela acostuma ler mãos aqui.
— Não eu tenho a minha amiga Lorena que lê, Ela se chama Cindy? Bem ela havia segurado em meus... –Ed para olhando ela quando a mesma corta ele.
— Mas a Lorena... Foi morta. — Kallyn diz como se fazia tempo
— é como assim...? – Ed olhou Trevor um pouco complexo, o cara forte ficou um pouco sério agora, havia perdido sua única esperança?
— tipo como ela foi morta? – Trevor tomou a vez.
— Morta. Cortaram a garganta dela como se degolam uma galinha no abate, dizem por ae que foi para um ritual para manter um corpo conservado.
A garota fala enquanto mexia no balcão na parte debaixo que era a vitrine aonde havia alguns colares, potes e entre outras coisas. Ed olha para Trevor e engoliu em seco. Agora ele já acreditava no que Ed dizia e sempre disse sobre tudo magico ou sobrenatural. Kallyn se levantou ficando ereta e olhou os dois que estavam com um cara de bocó.
— Me diga uma coisa? – os dois assentem levemente a cabeça. – vocês não vieram ver oque o futuro dos dois pombos- diz irônica. — Oque vieram fazer?
A pergunta havia sido um pouco curiosa demais oque fez os dois garotos se olharem várias, pois era como se eles conversassem com o olhar. Oque eu acho que poucos sabem, melhores amigos conseguiam fazer isso, pois tinham um grau de conhecimento maior. Kallyn ficou um pouco impaciente e limpo a garganta imitindo um som para que os dois parassem com aquilo.
— Ah, eu e ele estamos tendo sonhos com uma amiga nossa falecida, ela era daqui e queríamos perguntar o porquê dessa coincidência, e não namoramos. Acha mesmo que namoraria isso? – Ed olhou Trevor debochado.
— Sim – a ruiva disse convicta — como a garota chamava? – Kallyn estreitou os olhos que fez aquele suspense, mas logo sorriu amistosamente. – Aqui temos essa opção de trabalho como disse, mas acho que isso é apenas uma coincidência mesmo.
Ed corou ao ouvir a reposta e logo tossiu, os garotos estreitaram os olhos quando ouviu a pergunta, pois não esperava que ela perguntasse isso, mas graças a deus ela havia mudado de assunto eles soltam um suspiro aliviado que a ruiva olha para os dois desconfiada, mas eles Trevor logo coça a cabeça e limpa a garganta.
— Enfim, obrigado pela informação, pensamos que era algum feitiço. – Ed da um riso sem graça ainda logo se virando caminhando em direção à saída.
— Ah hey gata, a propósito ela se chamava Angel. – Trevor pisca para ela e corre para chegar perto do Ed.
Kallyn parou de abrir uma caixa que pegou no chão olhando para porta observando eles saírem parece que o garoto menor disse “Por que disse o nome dela idiota?”. Ela soltou um suspiro e caminho em direção ao fundo da loja e entrou no outro cômodo que estava com um porta-retrato de Angel no chão e algumas velas brancas em volta formando um pentagrama. Ela olhou para o lado como se alguém tivesse ali, mas estava. Era a Cindy.
— Os encontramos.
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