Fallout: South America
2 Karlus Zilvan e os Naoris
Notas iniciais
Karlus Zilvan era filho do chefe da tribo Naori, que viviam na caverna do diabo, próxima à cidade de El Dorado. Ele tinha 17 anos e como herdeiro da tribo devia aprender como administrá-la e protegê-la dos perigos. Sua família vive há muito tempo na caverna, mas isso não quer dizer que tenham sobrevivido lá. Lá não há plantas comestíveis somente há água, limpa na maior parte do tempo.
Os Naori conseguiam comida da cidade vizinha de El Dorado, que possuía algumas hortas e plantações, eles protegiam a água e El Dorado fornecia parte da comida.
Era cedo quando Ikor Zilvan, chefe da tribo, foi acordar seu filho, ele se aproximou de Karlus que estava deitado sobre um tapete velho e o empurrou até acordar.
— Karlus, deve ir para El Dorado ainda hoje, conseguimos algumas coisas que eles gostam, aquelas coisas brilhantes que fazem bum.
— Podemos trocar por comida né?
— Sim filho, agora vá para lá, e leve Kustavo e Markos para te ajudar a carregar.
Karlus se levanta e coloca e segue até Kustavo, ele o acorda Kustavo era amigo de infância de Karlus, tinha 18 anos.
— Hey, acorda cara, precisamos ir a El Dorado...
— O que? Espera, por que?
— Meu pai está mandando, precisamos de comida e eles têm e nos temos o pó explosivo que eles gostam, vamos trocar.
— Tudo bem, o que quer que eu faça? — Kustavo perguntou.
— Acorde o Markos e me encontre na estrada, vou pegar a bolsa com o pó.
— Tudo bem.
Karlus se virava e pegava uma grande mala cheia de pólvora industrial que os Naori acharam dentro de um caminhão. Ele saía da caverna e ficava esperando na estrada, uma estrada em linha reta que seguia paralela a um córrego.
Estava frio e o vento estava forte, o céu, bem nublado, parecia que ia chover, “finalmente após tanto tempo de seca” ele pensou. Markos chegava com uma lança improvisada, poderia ser necessário, apesar da curta distância, havia criaturas que iam até o córrego para saciar sua sede. Kustavo chegava depois.
— Vamos, temos que ir logo.
— Tudo bem, me desculpe te fazer esperar.
— Melhor nos apressarmos, a mala está bem pesada — Karlus se queixou.
Os dois começaram a andar pela estrada, o asfalto rachado e escuro tinha visto e resistido às explosões, assim como os Naori em suas cavernas. Eles andam no sentido leste da estrada.
Quando no meio do caminho avistam fumaça negra, ao se aproximar mais notam que a cidade tinha sido atacada, por quem? Era um mistério.
— Vamos voltar Karlus... — Kustavo sugeriu.
Markos continuava ali parado, fitando a cidade, com um olhar sério que a maioria das pessoas temia.
— Não! Se voltarmos sem saber o que aconteceu, seja quem for que fez isso, fará o mesmo conosco.
— Olhe... Não me chame de covarde, mas... — Ia dizendo Kustavo olhando para a cidade.
Enquanto falava ele ouve um barulho alto, um tiro vira-se para a cidade e vê um atirador no telhado de uma casa em El Dorado, apontando para eles com um rifle.
— O... que... o que é...
— Fica quieto — Ordenou Karlus para Kustavo.
— Vocês ai! Aproximem-se devagar — Gritou o atirador ainda apontando com seu rifle.
Eles fizeram o que ele pediu, andaram até o homem, com ele haviam mais 3 soldados de uniformes e vários homens acorrentados.
— Fazem parte da revolução agora meus amigos, agora são soldados, rendam-se ou morram!
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