Falling in Real
17 "You are very important to me"
Notas iniciais
Continuação notas iniciais, que não saem completas: (Que raiva disso!)
Obrigada também a:
Yasmyn Faray, miley demi1920, Isabelle Santos, Letícia Merlo, Gii2004, Gabs (não sou eu, é a minha xará),Emy0216, milazinha 90, Gisele Maluquinha, Gaby, Juliana Lorena.
Bom, o capítulo está grande. =)
Novamente, mando um abraço a minhas amigas "Cupcakes"! (Suas lindas!)
Mando um abraço gigante, um beijo, um turitural, um "a quanto tempo ein?" e "Sério?! Conta mais" para a minha amiga arrasadora de hearts, companheira de conversas na escada, no telefone, conversas pensantes, fazedora de pão de queijo profissional e irmãzinha, cujo nome é um verbo no pretérito imperfeito do indicativo. Te amo ♥ =) Você é a pessoa que mais me encoraja a escrever e me incentiva, por isso, obrigada! ♥ =)
Continuem mandando ideias por favor!
Gostaria que lessem essa ShortFic minha sobre Austin e Ally: http://fanfiction.com.br/historia/516960/Hero
Espero que gostem do capítulo!
COMENTEM PLEASE! ;3
***
Continuação P.O.V Ally
Almocei rapidamente. Não queria me atrasar. Apesar de ficar preocupada de que meu irmão percebesse minha rapidez, relaxei quando vi que ele comia tão rápido quanto eu.
Aprontei-me e esperei o relógio dar 13h30min. Liguei para um taxi e fui avisar Maria.
–Maria, eu vou sair. Volto mais tarde, ok? – Digo entrando na cozinha.
–Sim. Aonde você vai? – Ela pergunta limpando suas mãos no pano de prato.
Demoro um pouco, pensando se devo contar a verdade. Opto por ela.
–A biblioteca.
–Ah, sei. Jake vai te levar?
Olho em seus olhos e demoro a falar baixo:
–Não. Vou sozinha.
–Por que Ally? – Ela pergunta confusa. – Eu sei que você estão brigados, mas... –Eu a olhava suplicando para que entendesse o motivo de eu querer ir sozinha. Não queria falar. Sentia vergonha de admitir. – Ah! – Seu rosto pareceu se iluminar e abriu um sorriso. – Ele?
–Sim. – Corei. – Somos amigos, mas o Jake o odeia. Por favor, não fale nada pare ele.
–Eu não vou falar nada. – Sorri. – Só porque eu nunca vi você tão feliz desde esses últimos meses. Eu estou tão feliz por você, amor.
Agradeci e me despedi dela. Ela encerrou nossa conversa com um “Se divirta”. Sai da cozinha e fui em direção à porta. Tomei muito cuidado para não fazer barulho.
–Ally? Onde você está indo? – Uma voz grave me parou.
Viro-me. Jake. Sempre a espreita.
–Estou indo a biblioteca.
–Por que não me chamou? Eu te levava.
–Jake, por favor. Aquele é o “meu lugar” – Digo fazendo aspas no ar. – quero ir lá sozinha, ok?
–Ally... Quer saber? Tudo bem. Vá. –Ele diz simplesmente. –Também tenho que sair. – Ele termina de descer as escadas e passa na minha frente, abrindo a porta.
Aonde você vai, Jake? – Pergunto o fazendo parar. Ele se vira para mim e diz:
–Todos nós temos segredos, Ally. – Ele sai de casa e vai pegar seu carro.
Vejo o carro amarelo se aproximando e vou até ele.
Já dentro do veículo, o motorista me pergunta o local. Antes de explicar o trajeto olho para o homem, o reconheço como o mesmo senhor da última “viagem” para a biblioteca. Apresento-me como a “garota que estava chorando e você me levou gratuitamente até uma biblioteca”. Ele se recorda de mim e finalmente nos apresentamos formalmente:
– Bem, “garota que estava chorando e eu te levei gratuitamente até uma biblioteca”, eu me chamo James e você?
–Ally.
–Bem Ally, onde quer ir?
– O mesmo lugar de antes.
Ele assente e vamos até o local conversando calmamente sobre coisas aleatórias. Um tempo depois chegamos. Faço o pagamento e desço. Despedimos-nos e ele completa antes de dar a partida:
–Espero que eu não nunca mais precise te levar para algum lugar chorando.
Vou até um banco no parque e sento. Pego meu diário e tento escrever algo.
P.O.V Austin
Chego em casa e corro até a cozinha gritando:
–Rosa! Cheguei! O que tem para o almoço?
–Filho. Sente-se. Venha comer conosco. – Uma voz masculina disse.
Olho para o lado e vejo meus pais sentados almoçando.
–O que vocês estão fazendo aqui? — Pergunto. – Vocês não tem outra reunião para ir?
–Não Austin. Hoje ficaremos aqui a tarde toda. Podemos passar um tempo juntos. Ótimo não?
.Sirvo-me e sento antes de responder.
–Sim, é bom. Mas não posso ficar hoje com vocês. – Apesar de que meus olhos estarem fixos na comida, eu pude perceber o espanto nos rostos de meus pais.
– E porque não? – Meu pai pergunta grosso.
–Tenho planos, pai.
–Então os cancele. Você ficará aqui hoje.
–Não. – Digo decidido olhando para meus pais.
–Como é? – Pude perceber a raiva em seus olhos.
–Eu não vou cancelar as coisas que são importantes para mim, para ficar aqui com vocês.
–Bom, não importa, somos seus pais, nós mandamos. Você fica.
–Não.
–Austin... – Ele diz em tom ameaçador.
–Não. Vocês já cancelaram algo importante por mim? Não, nunca. – Digo pausadamente, frio.
–Temos compromissos.
–Eu também tenho.
Acabo almoçando mais rápido do que deveria. Subo para meu quarto e tomo uma ducha rápida. Desço as escadas novamente e vou saindo de casa quando meu pai me interrompe falando na porta da sala:
–Você realmente não mudou nada.
Digo sem me virar:
–Pelo contrário. Eu mudei muito.
Saio de casa. Passo em um supermercado ao meio do caminho. Como estava de óculos escuros e capuz, acho que ninguém me reconheceu. Compro algumas coisas e vou até a biblioteca/parque. Paro meu carro novamente longe. Antes de atravessar a rua vejo a garota sentada em um banco próximo. Vou até ela tentando fazer o mínimo barulho possível. Sussurro em seu ouvido:
–Então você é a namorada de Austin Moon?
Ela se vira rapidamente e me encara pálida com uma cara de susto.
Começo a gargalhar. Seu rosto volta a ganhar cor e ela se levanta e começa a me bater dizendo:
–Seu idiota! Você me assustou.
Seguro seus pulsos e beijo sua bochecha, cumprimentando-a.
–Oi, Ally. –Digo
Ela cora um pouco, mas responde soltando seus pulsos:
– Oi Austin.
–Vamos? Não quero que derreta. –Digo rapidamente
–Aonde?
–No meu carro.
Caminhamos até meu carro e pego os potes de sorvete. Ela senta no banco do passageiro enquanto os abria.
–Do que é?
–Avelã e o outro de flocos.
Pego as colheres e entrego uma para ela. Ela olha confusa para o pedaço de metal e eu digo:
–Não vai dizer que queria que eu trouxesse tigelinhas.
–Na verdade, sim.
–Larga de ser boba Ally. Não precisamos disso.
–Tudo bem.
Encho acolher com os dois tipos de sorvete e como. Ally vai vacilante até o pote de sorvete de flocos e pega menos de uma colher de sobremesa. Digo:
–Segura a minha colher.
Com Ally segurando a minha, pego a dela e afundo no sorvete que já começava a derreter. Encho a colher da garota e entrego para ela novamente. Ela me olha espantada. Retruco:
–Larga de ser enjoada. Eu sei que você como muito mais que isso.
Ela come rapidamente e começamos a repetir a dose.
–Você acha que é verdade? O negócio da aula de literatura? – Pergunto tempo depois.
–Realmente, eu não sei. Eu sei o que eu estou sentido, mas não sei o que você está sentindo.
–Bom, eu escrevi aquilo pensando... – Respiro fundo e digo rapidamente. – No “nosso” dia, Ally. Pois eu realmente me sinto sozinho. Meus “amigos” não prestam, Dez não está aqui e meus pais, bem, nunca estão presentes e quando finalmente estão, não me entendem e agem como idiotas. Mas, aquele dia, eu não me sentia sozinho, apesar de você estar triste, eu sentia que você me entedia e me compreendia. Como agora, eu não me sinto sozinho.
–E não está. Austin, você praticamente tirou as palavras de minha boca. Eu sempre me sinto sozinha, mesmo com Trish perto de mim. Às vezes ela está tão distante. Mas depois daquele dia, eu sinto aquela nostalgia, que é dita na música. A nostalgia de não nos importar com nada e ninguém. De não ter ninguém nos incomodando, só nós dois. – Ela disse, sempre desviando o olhar para olhar na janela.
A abracei como podia. Ficamos abraçados enquanto voltávamos a comer. Percebi que em todo o tempo que ela esteve lá, Ally não tinha comido nada do sorvete de avelã e que ela ficava mexendo em uma fitinha que ela tinha em seu pulso . Perguntei:
–Você não gosta de avelã?
–Não, eu até gosto, mas — Ela sorri tímida. – sou alérgica.
–Ah, sinto muito. Eu não sabia. Se não eu não teria trazido desse sabor. – Digo triste.
–Tudo bem Austin. Liga não.
–Outra coisa, o que é essa fitinha no seu pulso que você fica mexendo?
– Essa? – Ela diz levantando o pulso e me mostrando.
Confirmo. Ela continua:
–É uma fitinha que quando você faz um nó, você deve fazer um desejo. E quando ela se soltar, seu desejo se realizará.
–Você acredita? – Pergunto sorrindo.
–Sim, você não?
–Bom, eu acabei de saber sobre isso, então não sei. Já deu certo com você?
–Essa é a primeira vez que tento. Então, espero que funcione, apesar de ter receio sobre esse desejo.
– O que você desejou?
–Não posso contar se não, não se realiza.
–Ah. – Digo simplesmente.
–Você deveria arrumar uma e tentar.
–Talvez Ally. – Digo sorrindo olhando para a garota em meus braços.
Voltamos a ficar em silêncio. Em determinado momento, quase dormi, mas fui acordado por Ally se soltando de meus braços rapidamente. Ela diz:
–Austin – Ela aponta para o retrovisor.
Olho para ele e vejo diversas vans pretas vindo em nossa direção. Ajeito-me e ligo o carro. Pronuncio para Ally:
– Se abaixe. Vista meu casaco e coloque esses óculos escuros e se possível esconda todo o cabelo. Eles não podem te ver.
Ela faz tudo rapidamente. Começo a dirigir imediatamente. Assim que passo ao lado das vans e vejo que elas tentam mudar de pista o mais rápido que puderem. Continuo a “corrida”. Peço novamente para Ally.
– Entre no primeiro site dos favoritos do meu celular. – Entrego para ela que diz:
– Senha?
–Austin Moon.
–Criativo. – Ela sussurra baixo.
Após um tempo diz:
–Certo, entrei.
–Vá em “fofoca na hora” e clique em play. Veja onde eles estão, se estão muito longe e o que estão dizendo.
“... Continuamos atrás do cantor. Moon realmente não nos quer ver agora. Será que ele e a garota misteriosa estão juntos?”
– Ainda estão falando sobre isso Austin? – Pergunta Ally.
–Nunca pararam.
“... Estamos nos aproximando do cantor. Estamos tentando captar uma imagem que nos de a certeza de que ele está com a garota.”
Acelero ainda mais. Já estávamos chegando perto da cidade quando tenho uma ideia. Desacelero e vejo as vans se aproximarem.
“... Austin diminuiu velocidade, vamos alcança-lo.”
– Fique abaixada Ally. Não levante.
Com as vans chegando, acelero mais e passo por um sinal amarelo. Quando as vans chegam, o sinal já tinha fechado.
“... Ficamos presos no sinal, mas conseguimos uma foto.”
Olho para o lado e vejo que Ally tinha levantado. Antes de falar qualquer coisa olho para a tela do celular. A foto mostrava uma cabeça saindo do banco do passageiro. Bem tremida e não podiam dizer que era uma garota, por causa do capuz.
–Não é uma boa prova, mas é uma prova. – Digo suspirando
–Prova do que?
–De que eu estou me relacionando com alguém.
–Mas não é nada. Somos só amigos e por que eles não acreditariam em nós?
–Ally, eles não querem a verdade. Eles querem dinheiro. Nós sabemos a verdade, mas nas revistas que eles vão colocar essa foto, não vão falar isso. Principalmente por que nós estamos fugindo deles.
–Sinto muito Austin. — Ela diz para mim.
–Ally... – Digo me virando para encarar seu rosto. – Isso é culpa minha. – Volto a olhar o trânsito. – Você está sendo prejudicada por causa da minha fama. E agora, eles não irão nos deixar em paz. Sinto muito.
–Austin, eu não me importo com a fama, com o que temos que passar para sermos amigos, tudo o que me importa é você e nossa amizade. Por favor, não deixe ela acabar por causa de uma foto idiota. – Percebia sua voz embargada. Ela iria chorar?
Paro alguns quarteirões antes de sua casa e viro-me para ela. Ela estava de cabeça baixa e percebia que estava chorando. Levantei sua cabeça delicadamente e disse quase em um sussurro:
–Ally, isso aqui, não vai acabar. Nossa amizade, nossos momentos, não acabarão, ok? Eles não tirarão nossa amizade. Eles podem deixar obstáculos, tentando impedir que tenhamos uma amizade normal. Eles vão deixar. Acredite. Vai ser difícil? Muito. Mas eles não conseguirão estragar. Por que eu não deixarei. Por que meus sentimentos não deixarão. Nunca.
–Austin...
–Ei pequena. Venha aqui.
Estendi meus braços e ela encostou sua cabeça em meu peito. Passava as mãos pelo cabelo de Ally, tentando acalma-la. Ficamos assim por um tempo. Curtindo o tempo que nos sobrava.
–Austin, eu tenho que ir. – Disse ela se levantando.
–Tudo bem. Eu te deixo lá.
–Não é arriscado?
Não respondo. Sim, é arriscado, mas não posso fazer nada. Tenho que leva-la de volta. Ela percebe minha demora e decide por si só:
–Eu vou a pé. E não discuta.
Ficamos nos olhando por um tempo. Ela chega perto de mim e beija minha bochecha. Antes de se afastar diz novamente:
–Você é muito importante para mim, loiro.
Respondo:
– Você é muito importante para mim, morena.
Sorrimos novamente e ela começa a tirar os óculos e a casaco. Digo:
–Está ventando. Fique com ele. Depois você me devolve.
Ela não diz nada só concorda com a cabeça. Sai do carro e acena. Ela começa a andar e eu a dirigir.
Volto para casa. Meus pais estavam sentados assistindo televisão. Vou para a cozinha e deixo os potes de sorvete no refrigerador e volto para a sala a fim de ir ao meu quarto. Antes de chegar ao topo da escada minha mãe diz:
–Você está namorando?
Não respondo. Vou para meu quarto e deito. Acabo dormindo.
P.O.V Ally
Em poucos minutos chego em casa. Vou direto para meu quarto. Jake está lá. Ele diz:
–Você está na televisão.
–Eu sei Jake. Mas ninguém sabe que sou eu. Ok? E nem saberão. Não se preocupe.
Sento ao lado dele em minha cama. Ele demora um pouco mais diz:
–Podemos parar de brigar? Não aguento mais.
–Você vai me deixar ser amiga de Austin?
Ele respira profundamente e me olha nos olhos. Pergunta:
–Vocês são apenas amigos?
–Sim Jake. Mais nada.
–Promete?
Eu apesar de saber que somos apenas amigos. Aquele beijo. Ele significa muito. Mesmo não tendo certeza, respondo:
–Prometo.
Ele sorri e me abraça de lado.
–Estamos bem, então? – Ele pergunta.
–Sim. Mas, eu quero saber onde você foi.
Ele vacila entes de responder:
–Eu estou saindo com uma garota.
Olho espantada para meu irmão e sorrio. Desde quando ele está saindo com alguém?!
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