Falling in Real
28 Impossible
Notas iniciais
– Nosso primeiro filho, amor! – Diz ele sorrindo até as orelhas.
–Amor, estou tão feliz! Nossa família está só começando. – Ela sorriu.
Ele beijou a mulher exausta na cama.
–Só começando... – Repete ele.
Continuação P.O.V Ally
Perguntas seriam um diminutivo para o que eu realmente recebi: um questionário. Meu pai querendo saber onde me enfiei. De meu avô preocupado, e, quando finalmente fui para meu quarto, de Jake com seu básico comentário irônico e protetor:
“-Você está c8heirando a perfume masculino. Não sabia que a Trish usava.”
O expulsei antes que me atormentasse mais. Não iria contar sobre minha noite com Austin! Isso é particular até de mais. Arrumei-me para dormir tranquilamente, coisa que não aconteceu. A noite que deveria ser sem sonhos ou pesadelos foi repleta de Austin e eu. Geralmente estávamos fazendo algo fofo, abraçados ou ainda, nos beijando.
O que está acontecendo comigo?
Acordei cansada. Por mais que os sonhos me agradassem, acordei várias vezes por conta deles. Na esperança do dia ser melhor que meu rosto naquele momento, não enrolei.
O café da manhã, novamente, repleto de todas as opções possíveis, não foi marcado apenas pelas gostosuras de Maria. Minha avó me lembrou de algo que todos os anos evito lembrar:
Meu aniversário.
Amanhã.
A memória sempre evitada por mim pegou-me desprevenida.
–Ah, é verdade. Meu aniversário é amanhã. – Digo indiferente.
–Sim, é amanhã! Allysota, finalmente vamos poder passar seu aniversário com você, querida! Animada? – Pergunta feliz meu avô.
Respondo um “hmm” baixo e volto a comer minhas panquecas.
–Ally, hoje, chame sua amiga e vamos fazer compras. Seu vestido para amanhã será incrível! – Ordena minha avó.
–Vestido para quê vovó? Amanhã será apenas mais um dia. Ficarei mais velha, mas não terei nenhuma festa para poder me arrumar toda.
–Ally! – Diz minha avó incrédula. – Amanhã é um dia muito especial! E de onde você tirou que você não terá nenhuma festa?
–Eu terei uma festa? – Pergunto não acreditando nas palavras da mais velha Dawson.
–Não exatamente uma festa. Um jantar. Só para nós e amigos. – Diz em dúvida ela. – Você não está chateada por não ser uma festa, está? – Diz com receio a pergunta.
Sorrio tranquilamente para minha avó:
–Não! Vovó, eu estou muito feliz. Se eu tivesse uma festa grande, quem eu chamaria? E isso será uma festa. Tudo com vocês – Olho para meus avós que sorriem. — é uma festa. Amos vocês. Obrigada.
–Não há de que, meu doce! Você merece muito. – Respondem-me.
...
O sinal de termino das aulas em uma sexta-feira soa como uma sinfonia de anjos: perfeita.
Em um costume diário, esperei Austin perto de meu armário. Quando a massa de alunos foi embora, o loiro chega sorridente.
P.O.V Austin
Com o fim das aulas, espero alguns minutos antes de me dirigir até o armário de Ally. Sorrindo, comprimento a morena. Conversamos um pouco sobre a escola, sobre a peça e seus ensaios futuros. Pergunto sobre a noite passada e se ela gostou.
–Gostei Austin? Foi perfeita! – Diz, me fazendo sorrir. – O barco, a comida, as conversas, as estrelas... Tudo. Foi incrível. Muito obrigada, por tudo.
–Você merece Ally.
Antes que pudesse começar outro assunto, Jake aparece falando que Trish estava esperando Ally no banheiro. Ally questiona o porquê, mas Jake insiste em dizer que não sabe. A morena desiste e vai em direção ao banheiro procurar à amiga. Assim que ela dobra o corredor, o garoto fala:
–Preciso de sua ajuda.
–Para quê...? – Pergunto estranhando a situação.
–Para o presente de Ally.
–Presente...?
Jake me olha surpreso e diz:
–Você não sabe?
Balanço negativamente minha cabeça e ele diz:
–Cara, amanhã é o aniversário da Ally.
–Aniversário?! Mas por que ela não me falou nada... Nunca? – Digo surpreso.
–Ela não gosta muito de seus aniversários. Acha que eles não são importantes. Afinal, “sou só eu.” – diz ele demonstrando a fala da garota entre aspas. – Mas, enfim... Preciso de sua ajuda com o presente dela.
–Pode falar.
–Austin, você não poderá comparecer o jantar que teremos amanhã se você for convidado pela Ally. Caso você aparecer como amigo da Ally lá, digo que será expulso pelo meu pai. Então, a primeira parte do meu presente é: você. – Diz com desgosto a última palavra.
–Eu?! – Pergunto.
–Sim, olha, eu sei que a Ally quer você lá, afinal vocês são amigos. – Diz com ênfase em “são amigos”. — Por isso você poderá ir como meu amigo.
–Ah, nossa Jake, valeu cara.
–Tá, tudo bem, sem problemas. – Ele para por um segundo e continua. — Agora, a segunda parte: quero que cante alguma música depois do jantar.
– Certo. É uma boa ideia.
–Então estamos de acordo? Você sendo meu amigo que cantará uma música. – Diz estendendo a mão.
–Estamos de acordo. – Digo correspondendo o aperto de mãos. – Até amanhã.
Digo e saio.
P.O.V Ally
No banheiro Trish esperava-me animada.
–Vamos às compras hoje Ally e a senhorita não me avisa? – Fala.
–Ah! Eu esqueci Trish, desculpa. – Respondo, lembrando.
–Tudo bem, mas tenho que dizer: você anda muito esquecida nesses últimos tempos.
–Estou cansada Trish, é muita coisa acontecendo.
–Ou talvez seja Austin de mais aqui – Diz apontando para minha cabeça. – E aqui. – Diz agora, apontando para meu coração.
–Nem vem com isso de novo Trish.
–Tá, tá! Agora me conta de ontem. – Diz quase pulando.
Fiz um resumo com poucos detalhes da noite. — Algo que a latina reclamou. –Afinal, algumas coisas eu queria guardar só para mim.
Depois de um tempo vamos até o carro de meu irmão, que nos deixa no shopping.
Minha avó nos esperava na loja principal da Sonic Boom.
Sem perder tempo, fomos a várias lojas, mas nenhum dos vestidos me agradava. Sempre havia um detalhe que estragava toda a beleza do vestido. Naquela tarde, decepcionei vários lojistas.
Em uma das lojas mais novas do local, um deles me chamou toda a atenção. Não havia mais dúvidas, eu queria aquele.
Entramos e experimentei o vestido enquanto as outras duas especulavam sobre a noite seguinte. Inclusive sobre um assunto em especial: Austin, ou o loirinho que roubou meu coração, como minha avó gosta de chama-lo.
–E o loirinho Ally, ele irá amanhã? – Pergunta minha avó.
Ainda dentro do provador, respondo:
–Não. Não o chamei. Será apenas eu, Trish, você e o vovô, Jake e a sua namorada, Maria, Annie e provavelmente alguns dos amigos de meu pai.
–Mas por que não o chamou?! – Pude perceber a incredulidade em sua voz.
–Meu pai estará lá, e, se ele ousar a tentar descobrir algo entre mim e Austin, estaremos ferrados.
–Mas você pode... – Começa Trish, mas a interrompo.
–Por mais que eu queira... Trish, isso é impossível. – Digo chateada.
Antes que qualquer uma delas pudesse dizer algo, saio do provador, fazendo sorrisos brotarem em seus rostos. Espero comentários das mesmas, mas o que recebo é:
“-Só é impossível, se você acreditar que é."
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