Falling in Love

1 Fighting these feelings


Notas iniciais
Crianças, deixem eu contar uma história engraçada. A história de como tive a ideia para essa fanfic.
Havia acabado de acordar, fui tomar banho e como naqueles desenhos uma lâmpada surgiu no topo de minha cabeça. Tive uma ideia!
E eis aqui o resultado dessa ideia, espero que gostem.
Minha estréia nessa categoria, One Piece é meu anime favorito no mundo todo! ♥
Espero em breve trazer outra fanfic desse gênero para vocês, desculpem qualquer eventual erro. Então, sem mais delongas... Boa leitura! ♥

Ele era um bruto! Rude e bruto! Como eu poderia estar apaixonada por ele? Como eu me apaixonei por Roronoa Zoro? Sempre me faço essa pergunta, mas nunca encontro qualquer resposta para a mesma.

Tudo deve ter começado naquela tarde, quando o vi sair da sala de Smoker-san, vestindo seu terno alinhado de cor preta, em contraste com sua gravata verde. Era incomum ver um homem daqueles, com aqueles cabelos verdes. Ele nem parecia uma pessoa séria, estava sempre com um sorriso debochado emoldurando seu rosto, eu odiava homens daquele tipo, por isso não fui com sua cara desde a primeira vez.

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— Pfff... – Balbuciei cansada, já havia passado das seis da noite e eu ainda estava trabalhando no escritório junto a Smoker-san, que estava com Roronoa e mais alguns homens numa reunião. A Marine Corporation, é uma empresa de segurança, cujo dono é Kuzan Aokiji-san, trabalhamos em uma de suas várias filiais, onde o chefe é o vice-Almirante Smoker. Ele ficou tempo o bastante na Marinha para alcançar esse posto, e foi lá que nos conhecemos, eu fui designada para o pelotão que ele treinava. Ficamos amigos, e quando ele me disse que sairia da Marinha para se juntar a Marine Corporation, eu o segui. Havia sido promovida para capitã a pouco tempo, mas decidi que não era aquela vida que eu queria.

— Tashigi, traga aqui os contratos. – Ouvi a voz de Smoker-san, me despertando de meus devaneios.

— S-Sim Smoker-san. – Respondi, mesmo sabendo que ele não estava mais me ouvindo.

Eu tinha um sério problema de nervosismo as vezes, mas estava trabalhando nisso. Caminhei em passos vacilantes até a grande porta de madeira, apenas o barulho dos saltos me acompanhavam, respirei profundamente antes de abrir a porta, eu tinha que parecer confiante.

— Boa noite senhores. – Disse com firmeza, passando ao redor da mesa, onde cada homem estava sentado, e entregando os contratos.

— Ora se não é a Tashigi-chan. – O homem de cabelos verdes sussurrou, para que apenas eu ouvisse.

— Roronoa, não tenho tempo para suas provocações. – Entreguei o contrato a ele, revirando os olhos e fiquei de pé ao lado do vice-Almirante.

— Obrigada Tashigi. – Sua voz era alta e firme. – Senhores, tenham a certeza que seus empreendimentos estarão em boas mãos, a Marine Corporation cuidará bem da segurança de vocês. – Com a postura firme, a expressão séria e os braços atrás das costas, Smoker-san observava os homens retirando uma caneta de seus paletós e assinando no lugar designado. Sorriu levemente.

No final de tudo, os homens se despediram de nós, e cada um tomou seu rumo. Smoker-san disse que não poderia me acompanhar, pois tinha um encontro marcado com Hina-san, sua namorada. Deixei o prédio da Marine Corporation as sete horas daquela noite, iria esperar um táxi.

— Ah... – Quando cheguei na parada, eis que Roronoa estava lá, isso em nada me agradava. Infelizmente, ele havia notado minha presença e se virou na minha direção com um sorriso irônico.

— O seu namoradinho Smoker não foi te deixar hoje? – Perguntou, era óbvio o sarcasmo em sua voz, ele sabia muito bem que eu e o vice-Almirante não tínhamos nenhuma relação além da amizade e do profissional.

— Olha Roronoa, fica quieto, não aguento mais as suas provocações! – Gritei num ímpeto de fúria, o deixando surpreso. Logo esse abriu um sorriso ainda maior.

— Então você também sabe botar as garras de fora, hein? – Pude escutar sua risada, era um pouco amedrontadora. Ficamos longos minutos esperando um táxi ali, naquele silêncio incômodo, mas nada de aparecer qualquer veículo.

—Desisto de esperar. – Comentei em voz alta, me levantando do banco.

— Você não vai sozinha a essa hora, vai? – Roronoa questionou. E desde quando ele se importava com isso?

— Está preocupado comigo? – Dei uma risada sarcástica.

— Aonde você mora? – Perguntou sério, decidi dar o braço a torcer e disse-lhe meu endereço. – É caminho para minha casa, posso te acompanhar, se quiser lógico. – Deu de ombros.

— Oh, tudo bem então, vamos. – Depois dessa fala, deixamos a parada juntos. Mantínhamos uma distância agradável um do outro, não ousávamos trocar uma palavra sequer.

— Faz tempo que você trabalha para o Smoker? – Para minha surpresa, ele foi quem começou uma conversa.

— Sim, faz alguns anos. Nos conhecemos quando eu estava servindo a Marinha. – Disse sorrindo, aquelas eram ótimas lembranças.

— Ora, quem diria que você poderia ser uma marinheira. – Riu alto.

— Eu fui capitã okay! – Gritei furiosa. Não deixaria ninguém achar que pode me rebaixar assim.

— Não quis ofender, calma. – Riu, levantando as mãos em sinal de rendição.

— Tudo bem. – Respirei fundo, ajeitando os óculos em meu rosto. – E você, por que quer contratar nossos serviços de segurança? – Continuei seguindo o caminho, ele ficou em silêncio alguns instantes antes de responder.

— Eu sou dono de um dojô no centro da cidade, especializado na luta com espadas. Ultimamente a segurança no bairro está precária, então decidi contratar os serviços de vocês. – Olhei-o fascinada, assentindo.

— Então você tem um dojô? Que interessante. Eu fui uma ótima espadachim na Marinha. – Estava totalmente animada, não sabia que tínhamos esse ponto em comum.

— Oh, gostaria de ver isso. – Sorriu de canto, um sorriso desafiador.

— Eu aceito seu desafio, Roronoa Zoro. – Sorri em resposta. Tínhamos um local, uma data e uma hora. Me despedi dele assim que cheguei na esquina de minha casa, era hora de tirar da aposentadoria a minha Shigure. Eu mal podia esperar que esse dia chegasse.

(...)

Era sábado à tarde, o expediente foi até o horário do almoço, e assim como combinamos fui até o dojô de Roronoa com minha Shigure. Lá estava ele, parado na porta de entrada, deu um sorrido debochado em minha direção. O respondi com um sorriso desafiador.

— Então você veio capitã quatro-olhos. – Sinceramente, quando ele iria parar de ser tão infantil?

— Por favor Roronoa, não me venha com seus apelidos ofensivos. – Disse séria.

— Ok ok, desculpe. – De forma teatral, me cedeu passagem. Parei para observar o ambiente, e fiquei encantada com o que via, a visão era aconchegante. Me trazia memórias do meu tempo na Marinha.

— Oh, você tem uma Sandai Kitetsu? E a Shuusui? – Logo que visualizei melhor o ambiente, notei a presença delas. Ajustei os óculos ao rosto, admirando aquelas katanas.

— É entusiasta de katanas? É uma surpresa. – Sorriu, um sorriso diferente de todos que eu havia visto, como se ele realmente estivesse surpreso. – Mas será essa que eu vou usar. – Dizendo isso, ele foi até um canto e pegou uma katana com a bainha branca.

— Não me diga... É a Wadou Ichimonji??? – Me aproximei tão de repente, que acho que acabei assustando-o.

— Oh, calma. – E mais uma vez, ele agiu diferente. Sua risada não era mais tão assustadora quanto das outras vezes, estava mais leve, mais agradável. – Sim, é a Wadou Ichimonji. Foi um presente de uma amiga. – Este sorriu nostálgico, admirando a katana.

— Vamos começar? – Me posicionei, segurando minha katana com ambas as mãos. Roronoa se posicionou também, e demos início a nossa luta.

— Você não é nada mal. – Disse, mas não sabia se poderia considerar aquele um elogio.

— Isso foi um elogio? – Provoquei, voltando a minha posição inicial.

— Entenda como quiser. – Deu de ombros, voltando a avançar, porém eu parei seu golpe.

Seu olhar era felino, como de um tigre prestes a atacar sua presa, era incrível como ele se transformou nesse meio tempo. De um homem debochado, para um guerreiro. Estava conhecendo um lado de Roronoa Zoro que, talvez, poucos conhecessem.

— Opa. – Saltei para trás quando ele fez menção de atacar mais uma vez.

— Você tem que ficar atenta. Se eu estivesse disposto a tirar a sua vida agora, faria isso fácil. – Roronoa me advertiu.

— Acha que eu não estou levando a sério? – Sorri com escárnio.

— Só acho que a distração é um perigo. – Disse simplista, e voltou a avançar. Agora eu estava disposta a mostrar aquele cara quem era Tashigi, a capitã do G-5 da Marinha.

Nossas katanas colidiram, girei com o corpo para o lado, deixando-o sem apoio, o que fez Roronoa tropeçar. Virei a bainha para cima, me defendendo mais uma vez e girei as mãos. O que aconteceu a seguir foi algo surpreendente! Fiz com que a katana de Roronoa caísse longe, mas ele conseguiu me desarmar também, dando um chute lateral em minhas mãos. Apenas com força suficiente para que Shigure parasse do outro lado do tatame.

— Usando de força física? Você é sujo Roronoa. – Sorri zombeteira, o que fez o mesmo sorrir também.

— Não me lembro de ter dito que era proibido. – Dito isso, o homem ficou em posição de luta. Era um combate corpo a corpo agora. Um chute alto foi desferido, mas eu desviei do mesmo, desferindo um soco. Ele defendeu. – Você sabe como dar um soco. – Só senti seu punho fechado passar raspando ao lado do meu rosto.

— Você não quer me atingir de verdade, não é? – Questionei, já cansada daquela luta fingida.

— Não aguentaria um soco meu. – Sorriu de canto, o que me enfureceu. Aquele maldito estava me subestimando! Eu nunca deixaria isso passar batido, pela minha honra, eu iria atingi-lo!

Me posicionei, respirando fundo, sem tirar os olhos de Roronoa. Ele também estava atento, pronto para defender qualquer golpe meu. Era o que o homem pensava. Fiz menção de dar outro soco, mas no último segundo abaixei e passei-lhe uma rasteira. O desgraçado me puxou consigo e ambos caímos, mas a cena que seguiu foi bem mais perturbadora para minha mente poder processar.

Roronoa me puxou consigo e acabei ficando por cima dele, fiquei em choque quando nossos lábios se encostaram, e mais transtornada ainda quando o homem rolou para cima de mim e me encarou, um sorriso totalmente malicioso se fez presente. Assim o mesmo me deu um beijo, no começo eu estava relutante, mas me entreguei totalmente. Aquele Roronoa eu não conhecia, estava sendo delicado e calmo no beijo, mas ao mesmo tempo tinha algo nele, algo animal, que eu não sabia definir.

E eu gostei daquilo, admito. Admito que gostei de seu beijo, e da forma como ficamos sem fôlego, de como nossas respirações descompassadas estavam sincronizadas. Eu tinha me apaixonado por Roronoa Zoro.

Notas finais
Digo e afirmo, que esse é meu shipp favorito em One Piece xD
(Minhas desculpas a quem shippa Zoro x Robin!)

Fico por aqui, com a palavra de que voltarei algum dia, porque nunca volto atrás na minha palavra esse é meu jeito ninja! (Declaração errada, ops!)

EU SEREI A RAINHA DAS FANFICS! :v
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!