Notas iniciais
Okok... Apesar da decepção que foram os números do capítulo anterior eu decidi postar por que eu também não sou a autora mais comprometida com prazos do mundo... Hehehe *risadinha tensa* Eu gostei de escrever esse capítulo, principalmente as partes do Ben, o meu amorzinho. Espero que gostem do capítulo! Enjoy!

Champagne for my real friends, real pain for my sham friends (Fall Out Boy)

Strike us like matches, cause everyone deserves the flames
We only do it for the scars and stories, not the fame
At least everyone is trying, everyone is shining
Everyone deserves the flames but it's such a shame
Such a shame

The sounds of this small town make my ears hurt
Oh yeah, you caught me. But I caught you on worse
They say, "You want a war? You've got a war."
But who are you fighting for?
The tide's out, the ship's run aground
We drown traitors in shallow water

Champanhe para os meus amigos reais, Dor real para os meus amigos falsos (Fall Out Boy)

Nos acenda como fósforos, porque todos merecemos as chamas
Só fazemos isso pelas cicatrizes e histórias, não pela fama
Pelo menos todos estão tentando, todos estão brilhando
Todos merecemos as chamas, mas é uma pena
Uma pena

Os sons dessa cidadezinha fazem meus ouvidos doer
Oh, sim, você me pegou. Mas te peguei fazendo pior.
Eles dizem, "Você quer guerra? Vai ter guerra."
Mas por quem você está lutando?
A maré desceu, o navio encalhou
Afogamos traidores em águas rasas

Ben Mason Point Of View

Repassamos o plano mais uma vez. Maya iria escapar pela janela discretamente e iria se movimentar pela floresta nos arredores do acampamento procurando Arthur, ela iria explicar que precisaríamos escapar naquela noite e com muita sorte ele nos ajudaria. Então ela voltaria pelo mesmo local de onde tinha entrado.

—Tem certeza de que ele está do nosso lado? — perguntou o Gabriel, o irmão de Maya, preocupado.

—Não — ela respondeu calma — mas ele é a nossa melhor opção.

Peguei pedaço de pano, que de acordo com Gabriel estava lá desde que ele tinha chegado, e o usei para limpar o vidro da janela. No momento que eu o fiz pareceu que um mundo novo surgiu. Me perguntei a quanto tempo eu estava lá. Ainda estava muito suja por dentro e por fora, mas a luz que entrou por ali foi o suficiente para iluminar muito do cômodo.

Olhei para Maya buscando ver seu rosto ao sol. Foi quando eu entendi o motivo de ela estar cheirando a sangue. Em sua testa havia um corte que definitivamente tinha sido feito por um soco. E como todos sabem, poucas coisas sangram como um corte na testa. Não era do tipo delineado que se há quando uma lâmina atravessa a pele. Era como um rasgo, ela tinha apanhado com muita força. O lado direito de seu rosto estava levemente inchado, já na parte esquerda haviam alguns pontos nos quais haviam marcas de arranhões. Sua pele estava quase completamente coberta por sangue seco.

Gabriel também olhou para ela e prendeu o fôlego. A culpa me apunhalou como facas. Se eu não tivesse sido tão descuidado na floresta Maya não teria que ter apanhado. Ela estaria segura viajando em um carro o mais limpo que se pode ter nesses dias, mas naquele momento ela estava em um porão malcheiroso com sangue escorrendo de cortes delineados por hematomas.

—Meu Deus — soltou ele surpreso tentando decidir se tocava no corte ou não — de quem você apanhou assim?

—Daquele idiota careca — ela falou distraída procurando algo em sua bota. Então ela riu — Não se preocupe, quebrei o nariz dele.

Gabe não falou nada. Provavelmente nunca tinha ouvido sua irmã mais nova falar daquela maneira. Seu rosto era uma mistura de surpresa, repreensão e culpa. Aquele era provavelmente o momento que ele percebia que sua irmã não era mais a mesma. Tinha morrido. E eu sabia disso por que foi exatamente o que eu senti quando vi pela primeira vez meu irmãozinho mais novo, Matt, segurando uma arma e atirando com precisão absurda. Eu o perdi um ano atrás do mesmo modo que Gabriel tinha acabado de perder Maya. Perdê-la de novo.

—Pelo menos se vingou — falei tentando aliviar a pressão que ela nem mesmo tinha percebido

Senti o peso do olhar de Gabriel sobre mim. Que mundo era aquele?

—Foi mais o contrário — ela falou tirando um canivete da bota — ele se vingou de mim por quebrar seu nariz. Nada melhor do que hematomas por uma boa razão.

Ela estava rindo quando se levantou e olhou para nós de modo tão inocente que nos forçou a fingir um sorriso. Gabriel e eu nos juntamos para arrancar a janela do modo mais silencioso possível. Eu e Gabe seguramos os cantos e os puxamos enquanto Maya a empurrava levemente, para que quando se soltasse o barulho não fosse tanto. Ela começou a cantarolar alto uma canção de algum filme para disfarçar o som da madeira se rompendo. Meu maior medo era o de que o vidro se quebrasse, mas ele saiu intacto junto da moldura.

Juntei as mãos e me apoiei no joelho indicando que ela deveria pisar ali. Maya colocou o pé esquerdo nas minhas mãos e eu lhe dei impulso para passar pela janela. Ela passou primeiro a cabeça para analisar se vinha alguém naquela direção e quando não viu ninguém ela passou o resto do corpo. Assim que ela se colocou de pé e correu para a floresta eu encaixei a janela novamente na moldura.

Quando tivemos certeza de que ele estava firme nos apoiamos na parede com as cabeças próximas do vidro para caso ele caísse. Eu pretendia ficar calado o tempo que fosse enquanto Maya não chegasse, estava acostumado a fazer isso, mas Gabriel puxou assunto.

—Ela realmente fez tudo aquilo que você falou?

—Tudo o que? — perguntei confuso

—Aquilo que você disse. Lutar com dois Machs, levar um tiro, ficar infiltrada numa base alienígena e fazer, aquela... — ele parou de falar como se tentasse se lembrar da palavra

—Traqueostomia? — perguntei

—Isso... — ele confirmou incomodado.

—Sim. Sua irmã é muito corajosa — eu afirmei encarando o nada

Gabriel ficou quieto por um tempo e depois riu pelo nariz. Olhei para ele incomodado pelo modo como ele parecia louco.

—Sabe... — ele começou com um sorriso no rosto, mas aflição nos olhos — Eu acho que eu já deveria saber que ela não seria como a mãe. Marie, a mãe de Maya, nunca foi uma pessoa muito boa, acho que isso é comum de todos os europeus, serem meio esnobes e cheios de si.

—Ela não é americana? — perguntei a Grab surpreso.

—Maya é canadense, mas a mãe dela é francesa — ele explicou calmo

Eu nunca tinha parado para pensar nessa possibilidade. Fazia tanto tempo que eu não ouvia notícias internacionais que parece que comecei a supor que a América era a única que existia. Foi um alívio ser lembrado que existem outros países. Se eles existem isso quer dizer que ainda há esperança de resistência em cada um deles.

Fiz uma pergunta a qual eu já havia suposto a resposta.

—Vocês dois não tem a mesma mãe?

—Não — ele falou olhando para o nada — apenas o mesmo pai e ainda assim temos quatro meses de diferença de idade.

—Ah — falei em um som de entendimento

—Tudo culpa da Marie — ele falou e a porta foi escancarada

Maya Stark Point Of View

Coloquei primeiro a cabeça para fora da janela conferindo se não havia ninguém passando por ali. Quando tive a confirmação que queria eu lancei o resto do meu corpo para fora, me levantei e corri para a floresta que demarcava os arredores da clareira. Haviam alguns arbustos nos quais eu poderia me esconder, mas ainda assim ficava muito exposta.

Arthur tinha nos explicado que ele geralmente ficava de posto na área perto dos banheiros e por isso o ataque tinha que vir do Oeste. Olhei para o céu tentando me localizar pelo sol, mas as copas das árvores atrapalhavam minha visão e ainda haviam as nuvens que cobriam tudo acima de mim como se estivesse prestes a acontecer a pior das chuvas. O que era estranho contando que alguns minutos atrás o sol estava muito intenso.

Caminhei pelos arredores do acampamento com muito cuidado, se alguém me visse todo o nosso brilhante plano iria por agua abaixo. Passei por alguns guardas que mantinham o perímetro do acampamento. Eram muitos. Por um segundo não acreditei em quantas pessoas tinham se tornado canibais depois da chegada dos aliens. Eu já passara muita fome, mas nunca tinha chegado ao ponto de desejar carne humana. Eram compreensíveis os motivos pelos quais Arthur estava traindo seu grupo.

Encontrei os banheiros depois de alguns minutos andando. Arthur estava parado guardando o perímetro alguns metros depois das pias. Aquele deveria ter sido um acampamento de verão antes do apocalipse, pois tinha toda a estrutura de uma resistência. Eram casas de madeira que se estendiam por uma clareira.

Não parecia haver ninguém ali além do ruivo, ele estava segurando um M16 como se segurasse um brinquedo que não lhe divertia mais. Me lembro de ter pensado que ele era a pessoa mais entediada que eu já tinha visto na vida. Era como se toda a energia dentro dele fosse composta pela raiva que ele tinha do mundo como era. Arthur me trazia duas palavras à cabeça: "rebelião adolescente", ele me lembrava algo que eu tinha perdido, agora tudo se baseava em rebelião contra os aliens. Era estranho o modo como as coisas mudavam sempre fora de nosso controle e muitas vezes percepção.

Assobiei alto para que ele percebesse que eu estava lá. Ele era obviamente experiente com o rifle, mas ainda assim não ousou levantá-lo quando percebeu que não estava só. Era quase engraçado o modo como ele se mantinha alheio aos acontecimentos mais impactantes. Arthur levantou seu olhar para mim claramente bem confiante de o que quer que houvesse ali não poderia lhe causar uma ameaça. Ou talvez ele quisesse uma ameaça que fizesse seu coração disparar.

Seus olhos azuis assumiram uma expressão que misturava confusão e surpresa. Ele caminhou até mim com calma, mas ainda mantendo as mãos no rifle.

—Eu prefiro não perguntar como escapou do porão — ele falou com o canto dos lábios se curvando em um leve sorriso — mas tenho que perguntar o motivo, já que isso não fazia parte do plano.

—Ele é meu irmão — eu falei sem pudores — o homem velho que seria assassinado já foi morto. O garoto que morrerá em seguida é meu irmão e eu não posso deixar isso acontecer. Eu sei que você arriscou muito para nos ajudar, mas eu preciso desse último favor.

Ele olhou para mim com as sobrancelhas altas como se ele estivesse surpreso, mas não ofendido de qualquer forma. Tudo era um jogo para ele. A sua maior diversão em tempos.

—O que quer que eu faça? — Arthur falou mantendo seu sorriso discreto

—Quero que você ache Missi e diga para ela que tudo precisa ser feito essa noite — eu falava de modo acelerado mas tentando não parecer desesperada.

Ele me analisou por um tempo, mas não como se estivesse considerando meu pedido, e sim como se estivesse pontuando o quanto ele se beneficiaria. Eu não conseguia ver um ponto no qual ele ou seu povo pudessem se beneficiar com isso, mas ele tinha aquele olhar kamikaze no rosto. Um olhar de quem não se importa com as consequências.

—Tudo bem — Arthur soltou como um suspiro — mas me faça um favor e limpe o rosto. Está parecendo que foi espancada.

—Eu fui espancada — lembrei-o rindo pelo nariz

—Sim, eu me lembro, mas não acho que precise carregar um lembrete disso na cara, poderia simplesmente avisar aos outros o que aconteceu ao invés de sangrar na frente deles — o ruivo falou irônico.

—Pensarei nisso — eu disse me virando para voltar para o porão

—Espere! — ele falou antes que eu pudesse sair — como eu encontro Missi?

—Você não a encontra. Vá até a clareira na floresta e a chame. Ela aparecerá eventualmente.

Eu estava de costas para Arthur, por isso não vi o homem que se aproximava, mas certamente o ouvi. Se eu permanecesse daquela maneira ele só veria meu cabelo emaranhado, talvez não houvesse sangue ou gravetos o suficiente nele para que ele notasse.

—Art — O homem da voz grave chamou — Obrigado por cobrir o meu posto... Quem é essa?

Meu coração congelou por um segundo.

—Shh! — pediu ele fazendo um chiado que pedia silencio — quer que o pai dela saiba?

—Mas eu achei que você fosse gay! — argumentou o homem

—Eu sou gay! Nós não estamos... Meu deus, Gary, você só pensa nisso? — Ele falava como se realmente fosse verdade. Era um ótimo mentiroso — só por favor saia daqui antes de comprometer ainda mais a nossa privacidade!

—Isso é sobre o Yamamoto? — o homem perguntou

—Isso não tem nada a ver com o... — Arthur começou mas sua voz vacilou — não tem nada a ver com ele.

Aquilo estava indo longe demais. O homem iria me descobrir mais cedo ou mais tarde então decidi dar um fim a isso. Me virei de uma vez acertando um um chute em seu rosto. Ele levou as mãos à bochecha enquanto cambaleava para trás ferido. Antes que ele pudesse retirar a pistola do coldre que jazia pendurado em seu cinto eu lhe dei mais um chute, mas dessa vez um frontal que atingiu sua garganta. Eu provavelmente tinha esmagado sua traqueia, o que o deixaria sem falar por pelo menos alguns dias.

Ele tentou se levantar, mas antes que pudesse eu me esgueirei em sua direção, peguei suas mãos que estavam no pescoço e as torci ao mesmo tempo. O homem tentou gritar, mas ao invés disso apenas sufocou em sua respiração que saia tão entrecortada que ele provavelmente desmaiaria em alguns minutos. Porém ele sobreviveria.

—O que está fazendo? — perguntou Arthur claramente assustado se posicionando entre eu e minha vítima. Como se eu precisasse de mais um golpe para inutilizá-lo.

—Eu esmaguei sua traqueia e quebrei suas mãos, o que quer dizer que ele não poderá falar ou escrever pelo próximo mês eu diria — expliquei — ele não vai poder contar a ninguém que estava conversando com a prisioneira.

—Ele está morrendo! — acusou Arthur — eu jamais deveria ter te ajudado! Meu deus com o que eu estava na cabeça?

—Ele sobreviverá! — afirmei para tranquiliza-lo — agora por favor, trate de encontrar uma boa desculpa para explicar por que ele está assim e depois vá encontrar Missi.

—Eu jamais deveria ter... — Arthur repetia com os olhos arregalados

Se ele continuasse assim eu perderia a minha única chance de tirar Grab dali. Eu coloquei as mãos em seu rosto e o forcei a olhar para mim.

—Se eu quisesse matá-lo acredite em mim, ele já estaria morto. Ele vai sobreviver a isso. Agora pense no que aconteceria se ele pudesse contar aos outros que me viu conversando com você. Eu, Ben, Missi, meu irmão e você estaríamos condenados a morte. Os ferimentos dele salvaram cinco vidas. Você está ajudando a salvá-las. Então se recomponha e faça o que tem que fazer.

Arthur olhava para mim fixamente como se tivesse visto um fantasma, porém assim que eu terminei de falar sua expressão se suavizou e eu soube que ele nos ajudaria. Ele assumiu novamente o olhar Kamikaze de quem estava pronto para arriscar sua vida pelo mais ridículo dos motivos. Eu soltei seu rosto mas mantive meus olhos fixos nos seus.

—Eu vou encontrá-la — ele falou com convicção — estejam preparados.

—Nós vamos estar — falei antes de me virar para a direção na qual eu tinha vindo e desaparecer entre as árvores.

Ben Mason Point Of View

A porta foi escancarada em um piscar de olhos. Gabriel se afastou de mim e imediatamente foi para debaixo da escada, para não dar a impressão de que estávamos planejando algo.

Esperto.

Dois homens começaram a descer as escadas cautelosos. Um deles era careca e tinha uma barba consideravelmente cheia. O outro tinha cachos loiros. Não pude deixar de pensar se esse era o homem careca que tinha batido em Maya. Controlei a raiva que crescia dentro de mim e me forcei a falar algo.

—O que vocês querem? — perguntei alto tentando parecer cansado e não atento

—Onde está a garota? — o loiro perguntou

—Por que a querem? — Gabriel falou se levantando desconfiado enquanto fazia um gesto para o local onde estava sentado alguns segundos atrás. Ele fizera um sinal para que uma pessoa ficasse quieta. Correção: ele fizera um sinal para que parecesse que houvesse alguém debaixo da escada que precisasse ficar quieto.

Muito esperto

Dei alguns passos para frente torcendo para que a janela recém violada permanecesse no lugar. Parei a um metro do homem careca e vi que seu nariz estava quebrado. Estava ficando cada vez mais difícil controlar a raiva que gritava dentro de mim.

"Você a machucou! Como ousou tocá-la!"

Minha mente acusava, mas eu não podia falar aquilo. Se eu falasse ele saberia que eu a conhecia, que eu me importava com ela, e se ele soubesse disso descobriria que Maya não nos abandonaria ali.

—Não interessa a dois prisioneiros por que eu quero aquela vadia. Entendam a hierarquia. Se eu disser que quero aquela putinha vocês me dão...

Ele não conseguiu terminar a frase por que eu já havia me jogado contra seu corpo patético desferindo-lhe socos no rosto. O ódio crescia dentro de mim como se um botão que desativava todo o meu auto-controle tivesse sido pressionado e agora toda a energia dentro de mim estava sendo direcionada para puni-lo.

—Você não fala assim dela! Você não encosta nela, jamais! — eu repetia enquanto o batia. Meus dedos estavam sujos de sangue — como ousou tocá-la? Como ousou machucá-la? Seu verme! Seu nojento desgraçado!

Gabriel estava batendo no outro. Foi quando eu percebi que tinha perdido completamente o controle. Saí de cima do careca que já estava quase inconsciente e olhei de relance para Grab que assim que viu que eu tinha parado parou também. Torci para que Maya demorasse mais um pouco para chegar, por que se ela entrasse pela janela com aqueles homens ali, mesmo semi-inconscientes eles não deixariam de notar sua chegada.

—Fique aí — Gabriel falou para o nada como se estivesse falando com Maya — nós não vamos deixa-los encostar em você.

Outras pessoas entraram no porão. Alguns apontaram armas para nós enquanto outros retiravam os feridos de lá.

—Albert! — exclamou um ruivo descendo as escadas — o que estava pensando? Eu te falei que tínhamos que preservar a presa!

A raiva tomou conta de mim novamente, mas eu me controlei dessa vez. Então esse era o nome do careca.

—Vão pagar por isso — Albert falou com sangue saindo de sua boca.
Eu acompanhava cada movimento seu com os olhos e não desviei até que todos saíssem dali. Assim que a porta foi trancada novamente eu soltei o ar pesadamente.

—Ótima ideia — Gabriel falou ofegante — partir para cima antes que eles fizessem mais perguntas. Eu jamais teria pensado tão rápido.

Ele estava achando que eu tinha planejado aquilo. Não sabia que eu tinha agido por puro impulso. Eu não sabia como responder aquilo. Fui salvo por uma leve batida na janela. Meu coração disparou.

Maya estava de volta.

Notas finais
Eu realmente espero que tenham gostado! Reviews? Por favor, eles são o que me inspiram a continuar escrevendo... Obrigada Bjkas Marcela
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.