Falling - One Shot
1 Falling
Notas iniciais
Beijo beijo :)
P.S: Antes de ler essa one-shot, quero que saiba que sou uma pessoa normal. Que NÃO sofre bullying, depressão ou qualquer coisa do tipo.
Eu estava cansada quando escrevi, e foi o que saiu.
Bom, boa leitura.
"Eu estou caindo... Caindo... Caindo no profundo abismo de meus próprios problemas. Bem que eu queria que ele não fosse assim, tão fundo.
Meus braços e pernas flutuam levemente conforme a longa queda.
Enquanto caio, os problemas se refletem a minha volta. Por meio de sons e balbucios. Para mim, é a mais pura tristeza.
Desejava morrer em segundos, ou seja, o mais rápido possível. Para que eu não possa sentir tanta dor na hora em que me estilhaçar no final.
A queda é lenta demais, fazendo com que eu sofra. Droga! Por que não facilitar as coisas?
Não acredito que ainda estou caindo. Simplesmente queria que o fim chegasse logo. Eu estou afogando nos problemas, sem mais. Eles estão me sufocando. Por que não afundar logo? Essa é a ordem, certo?
Primeiro, você afoga, fazendo com que todo seu corpo se feche. Daí você sufoca. Simplesmente para de respirar, ou apenas sente falta do ar. Por fim, afunda. Cada vez mais fundo, até que seu corpo suma e ninguém mais se importa em te procurar.
Eu estou aqui. Se acalme. Vou te salvar.
A voz soa como um sussurro sombrio. Calmo e rouco. Eu me arrepio; Tremo; Me desespero.
Me salvar? NÃO! Não quero que me salvem! Quero que a droga da morte chegue mais rápido! Eu estou sofrendo, seria melhor para mim.
Uma janela se abre ao lado. Dourada e preta. Completamente enferrujada. E então, cai junto á mim.
Cenas de minha trágica vida passam por ela, cenas ruins. Que me atingem como um punhal atravessando meu peito.
Quero quebrar a janela; quero que ela suma; quero que ela se estilhace no chão antes de mim, para que seus cacos penetrem minha pele.
Não consigo me mexer, algo – ou alguém – me segura. Prende meus braços atrás. E minha cabeça é forçada a olhar para dentro daquela miserável janela.
A dor é como se estivessem arrancando inúmeras penas das maravilhosas asas de um anjo inocente.
Por um breve momento, consigo fazer com que a cabeça olhe para baixo. Estou perto. Falta pouco.
Eu estou aqui. Se acalme. Vou te salvar.
Essa voz. Ah! Minhas orelhas agora doem, minha cabeça vai explodir. Meus olhos não me obedecem. Eles não se fecham! As cenas são como uma praga. Uma praga horrível.
Antes de ela se fechar, mostra meu sorriso. Isso ainda é ruim. Meus sorrisos eram falsos. E inúteis.
E então, ela cai. E rapidamente se choca contra o fim do abismo. Logo em seguida, consigo me mover por apenas segundos, antes de poder sentir meu corpo sobre os cacos.
Antes de senti-los dentro de mim.
A última coisa que consigo observar, é a poça vermelha que se espalha em minha volta.
Eu estou aqui. Se acalme. Vou te salvar.”
[...]
Sinto então, o suor de minha pele. Consigo abrir os olhos. Nervosismo me impede de conseguir captar onde estou. Sem ferimentos. Sem poça vermelha.
Eu na minha cama. Parece que acabei de sair de um banho. A tensão é forte.
Está tudo no lugar. Eu. Minha cama. Guarda-roupa. Televisão. Armário. A mesma janela.
Eu estou aqui. Se acalme. Vou te salvar.
Não estou mais caindo.
Notas finais
Beijos com sabor de paçoca ;3
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