Falling Into The Madness
12 Ajuda
Notas iniciais
No dia seguinte, fiz a mesma rotina de sempre. De cabeça para baixo fui andando até o colégio, eu não sabia como chegar no colégio com a cabeça para cima, estava voltando tudo. De uma forma muito mais lenta.
Eu havia chegado no colégio não muito bem, olhares estranhos direcionados para mim. Eu tinha chegado um bocado antes de a aula começar, a sala ainda estava vazia. Fui dar uma volta pelo pátio externo do colégio, sentei em um dos bancos que se localizava perto de uma cerejeira, e fiquei olhando para a paisagem por um tempo. Logo já fui indo para a sala de aula.
A aula correu normal, Becky tinha faltado a aula, não sabia o por que, ontem eu não tinha falado com ela.
No intervalo fui andando até o pátio, talvez poderia ficar sentada no banco o intervalo inteiro como fiz antes de a aula começar. Fui andando até o pátio até que uma mão no meu ombro me parou, virei para trás e vi Layne segurando meu ombro e me olhando com uma cara séria :
– Você me merece uma explicação.
Cruzei os braços :
– Do que?
– De tudo.
– De tudo o que?
– Você sabe muito bem.
Eu saquei do que ele queria que eu explicasse. Dei as costas e continuei andando. Ele segurou meu braço.
– Eu quero saber o que há com você, Natalie. — Ele continuava com a cara séria — Por que você ficou tão aborrecida com tudo aquilo? Por que criaram essas idiotices sobre você?
Fiquei um tempo em silêncio, achei que poderia confiar nele :
– Se você fizer alguma bobeira sobre o que irei te explicar, eu do um soco na sua cara.
– Entendido.
Fui levando ele pelo braço para um lugar onde eu teria certeza de que ninguém mais poderia ouvir. O melhor lugar foi na quadra de basquete, era estranho que não houvesse ninguém por lá, normalmente sempre havia gente treinando lá. Comecei a explicar para ele sobre tudo : o antigo colégio, Michelle e sobre a pancada. Achava que seria o bastante para ele para de me encher.
– Tá e, porque te enchiam tanto no outro colégio?
– Eu tinha a fama de louca.
Eu estava preocupada já.
– Por que?
Engoli em seco. Fiquei em silêncio por um tempo. Ele o quebrou :
– Me conte.
A minha fala voltou para dize-lo o que eu tinha de errado. Ele ficou em silêncio por um tempo e depois disse :
– Você nunca procurou ajuda?
– Não.
– Por que?
–... Por que eu tinha medo.
O silêncio voltou. O intervalo acabou.
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