Falling Into The Madness
14 A Triste História De Becky
Notas iniciais
Ele olhou para mim, com uma cara séria e desapontada ao mesmo tempo com a minha fala :
– Isso vai acabar.
Ele realçou o "vai", eu tenho que admitir, isso me fez me sentir melhor em relação a isso. Me fez me sentir segura.
Respondi a ele com um pequeno sorriso :
– Ok então. Se você insiste.
Ele sorriu também, e continuamos nosso rumo em silêncio de novo. Eu estava mergulhada em meus pensamentos de como poderíamos resolver tudo, simplesmente tudo. Eu não sabia o que Layne estava pensando, ainda mais, tudo teria que se resolver.
Eu queria saber do que Layne tinha medo.
–****-
Eu havia perdido a maioria dos treinos de tênis, ainda mais eu teria medo de aparecer no clube de novo. Mas, isso não me importava.
No dia seguinte a aula foi normal, não teve nenhuma coisa sobrenatural ou algo assim, e Becky havia ido para a aula, ela estava bem quieta naquele dia, ela passou o intervalo comigo e com Layne, mas estava calada a maioria do tempo.
Depois da aula eu fui indo para a direção da entrada principal para ir para casa, uma mão me tocou no ombro e, já apostei comigo mesma que era Layne, dessa vez não era ele, era Michelle. Eu tenho que dizer, ela estava toda ferrada, tinha band-aids na cara, eu havia percebido : Eu tinha uma linda vocação para boxe. Ela parecia bem feliz, do tipo, maléfica. Logo já foi se nomeando de campeã :
– Sinto que sua reputação não está nas melhores — Ela olhou em volta o que fez que eu também olhasse, como eu já havia dito, tinha pessoas me encarando — Sinto muito, mas foi o que eu tinha que fazer, ainda mais avisei.
Coloquei uma das minhas mãos na cintura.
– Eu não me importo muito, ah! e... Desculpe pela sua cara deformada.
Ela ficou nervosa, e saí agora me nomeando de campeã, ela gritou para mim :
– Isso não fica assim, Greenrose!
Virei para ela, eu estava andando de costas agora com os braços abertos, disse com um sorriso :
– Vamos ver então!
Me virei e continuei a andar, de repente me senti em uma personalidade totalmente diferente, como naquele momento eu tivesse virado outra pessoa, ou talvez, eu fosse aquela pessoa, só que nunca tivesse tido a chance de se expor por causa que não era segura o bastante, ou sei lá, e que com Michelle eu pude me soltar de minhas "algemas". Mas eu realmente não me importava, eu me sentia tão bem!
Senti um novo dedo em meu ombro, me virei e dessa vez era Becky, ela não parecia muito feliz, já a minha cara feliz-de-campeã-de-conversa-com-inimiga desapareceu e pareci preocupada, pelo menos eu acho, ela me disse :
– Eu acho que deveríamos conversar, meio que... Eu deveria que justificar minha ausência.
– Você não precisa justificar sua ausência, pelo menos não para mim.
Ela cruzou os braços, meio que se encolhendo :
– É que eu acho que deveria falar com você, mas se eu falar, por favor, pelo amor de Deus não fale para Layne. Eu não sei o que ele vai pensar de mim se ele saber...
– Tudo bem, pode falar então.
Ela foi me puxando para outro lugar, Becky não queria que ninguém ouvisse o que ela falaria, não protestei, e só continuei sendo puxada.
Nós paramos em um corredor vazio e Becky começou a contar sua história :
– Eu... Bem, eu estava namorando com um cara...
"Ai meu deus!, Becky, uma garota um tanto pior que eu na personalidade tímida tinha um namorado e eu não!" pensei.Naquela hora me senti ofendida e um pouco atrasada.
Ela continuou :
– Bem, a gente não estava indo muito bem e... Meio que terminamos.
–Ok, continue.
– Aí, ele quis voltar comigo, mas eu não queria. Ele ficou desesperado, ele sempre tinha sido um pouco, vamos dizer, cabeça quente. Ele ficava estressado com qualquer coisa, e quando diziam "não" á uma coisa que ele queria, a coisa ficava feia.
Eu estava com um pressentimento ruim sobre tudo aquilo.
– Ele ficou estressado como eu o tinha rejeitado, ele começou a derrubar tudo que via pelo lado, eu comecei a ficar assustada. E depois, todo dia ele me atormentava, como se fosse uma vingança. Então eu tomei uma decisão, fui um dia na casa dele quando eu sabia que ele não estaria em casa, fui lá e falei com os pais dele. Contei tudo, e alguns dias ele tinha sido retirado do colégio, ele saiu do colégio ontem, então eu poderia ter certeza que poderia vir para o colégio sem medo.
A história dela tinha um final feliz, talvez a minha também tivesse um.
Logo, falei :
– Bem, acabou.
– É acabou, acabou bem.
Logo, veio uma pergunta na minha cabeça, então achei melhor pergunta-la :
– Mas, ele não poderia lhe atormentar não apenas no colégio?
– Como assim? — Ela parecia confusa.
– Meio que... Ele não tinha seu endereço e celular?
Ela fez um "sim" com a cabeça, logo já lhe disse :
– Você pelo menos se mudou ou trocou de número de celular? Ele poderia ficar te ligando que nem um louco ou até ir na sua casa. Não acha?
Ela abriu a boca preocupada :
– Ai meu Senhor, obrigada Natalie, eu vou ver isso! Eu posso mudar de número de celular mas, não ser como poderia fazer o negócio do endereço....- Ela continuou a frase com a cabeça baixa e com a voz mais baixa — meus pais não sabem disso...
Becky levantou a cabeça tão rápido que levei um pequeno susto e depois disse:
– Eu vou ver isso, obrigada Natalie, tchau!
Ela saiu correndo.
Fiquei meio preocupada com ela, mergulhada nos pensamentos sobre Becky, fui andando para casa.
E no final, eu estava enganada de Becky ser como eu.
Fale com o autor