Notas iniciais
O próximo cap tah mais dramático, eu axo... rsrs
Capítulo 8 – Um abraço apertado

No dia seguinte, Gerard foi pra escola mas passou direto pela mesa onde estavam Sophie, Mikey e Frank sem nem falar uma palavra, indo direto pra sua sala.

- ué, o que deu nele?

- não sei Frank, o meu irmão acordou muito estranho hoje. Ele se trancou no banheiro e não tinha saído até eu vir pra cá.

- Sophie, você fez o trabalho de Matemática?

Sophie seguia os passos de Gerard com o olhar perdido e nem percebeu que falavam com ela.

- hey!! Sophie?? Você tá bem? – Frank passou a mão na frente do rosto dela e ela acordou do transe.

- ah, oi Frank. O que você disse?

- você tá bem mesmo? Parecia que tava em outro planeta... – ele riu.

- to bem sim. Vamos pra sala? O sinal já tocou. – ela saiu ainda atordoada. Ela estava muito ‘aérea’ naquele dia.

- o que deu nela? Eu hein... parece até que eles combinaram em parecerem estranhos hoje. – Frank disse e também foi pra sala junto com Mikey.

No intervalo da aula....

- Mikey, você me passa a matéria depois? Eu vou pra casa, não to me sentindo muito bem hoje.

- claro Sophie. Depois eu passo na sua casa.

Sophie fugiu pela abertura já conhecida e ia seguindo seu rumo pra casa quando avistou alguém que ela reconheceu sentado na beira da ponte.

- Gerard? – ela colocou sua mão no ombro dele.

- olá. – ele disse triste e quando Sophie se sentou ao lado dele pôde ver que ele estava chorando.

- o que houve? Por que você tá chorando?

- não é nada, Sophie. Continua seu caminho. – ele respondeu de cabeça baixa.

- Gerard, eu sei que não temos sido muito amigos desde que... bom, desde que aquilo aconteceu.

- eu sei, fui um completo idiota quando fiz aquilo com você. Me desculpe.

- esquece, já passou. Minha raiva passou.

- que bom. Isso estava me matando. – ele forçou um sorriso em meio às lágrimas que ainda caíam em seu rosto pálido.

- o que houve Gerard? Por que você está aqui sozinho?

- são várias coisas, Sophie. E eu não quero que você se preocupe comigo.

- é claro que eu me preocupo! E sempre vou me preocupar! Você não era assim, sempre foi tão alegre e risonho desde que nos conhecemos quando pequenos. Eu vi seu estado naquele dia no bar, nunca tinha te visto daquele jeito antes.

- e não era pra ter visto. Eu não queria que você me visse assim.

- ah Gee, você pode confiar em mim.

- você não me chama de Gee há muito tempo. É bom ouvir isso. – dessa vez ele sorriu com vontade.

- naquele dia, no telefone, você disse que precisava me contar alguma coisa. – quando ela disse, ele fechou o sorriso e ficou sério.

- esquece o que eu disse. Eu estava bêbado.

- tem certeza que eu devo esquecer? – ela perguntou como se já soubesse o que seria.

Ele ficou em silêncio por um tempo. Seu coração batia tão forte que era possível ouvir as batidas de longe. Ele precisava contar o que sentia, mas achou que não era o momento, mesmo sabendo que poderia perdê-la se mentisse.

- sim. – ele disse e baixou a cabeça mais uma vez, fechando os olhos.

Sophie ficou triste, não era essa resposta que ela esperava ouvir. No fundo tinha esperança de que seus sonhos se tornassem realidade.

- eu vou indo. – ela se levantou e ele também, ficando os dois tão próximos que era possível sentir as respirações ofegantes.

- tudo bem. Mas antes.... me dá um abraço? – ele pediu fazendo cara de criança pidona.

- claro Gee. – ela sorriu e ele a abraçou.

Um abraço com carinho, forte, de quem se sentia acolhido apenas em estar nos braços da pessoa amada. Por um momento o mundo pareceu não existir, o tempo resolveu ajudar e os segundos pareciam uma eternidade. Eram apenas os dois ali, juntos, num simples e inesquecível abraço.

- pazes? – depois do abraço, Sophie perguntou.

Gerard a abraçou de novo e disse bem perto do ouvido dela:

- com todas as letras.

Sophie estremeceu. Ouvir a voz do cara que mexia com ela tão perto assim a fazia derreter. Com seu coração acelerado, ela seguiu seu caminho como ele havia pedido no começo da conversa. Triste por não ter sido como imaginava, e feliz por ter feito as pazes com seu amigo que agora se tornaria inseparável de novo.

Gerard ficou ali, parado, olhando seu amor ir embora. Tinha tido a melhor chance de sua vida de se declarar para a mulher que amava, mas não o fez. O medo inexplicável de sofrer mais uma vez o impediu.

- droga, seu babaca! – e ele continuou ali, chutando uma pedra no chão até que tomou uma decisão — eu não vou mais ser tão fraco, não dessa vez...

Sophie chegou em casa com um sorriso de orelha a orelha. Sua mãe logo estranhou tanta felicidade.

- o que foi filha? Parece que viu um passarinho verde.

- não era um pássaro e sim um gato de lindos olhos verdes...

- ai essa juventude de hoje...

Ela deitou em sua cama e ficou pensativa. Gerard havia pedido desculpas pelo ‘acidente’ do passado e agora o caminho estava livre pros dois ficarem juntos.

- espera! – ela pensou – e se ele só me quiser como amiga e nada mais? E se for tudo coisa da minha cabeça?

Muitas dúvidas rondavam a cabeça dela quando viu que alguém batia em sua janela. Ela ficou assustada e fez silêncio, fingindo que não tinha ninguém no quarto. Mesmo com medo, Sophie resolveu abrir e ver quem era o ‘ser’ tão insistente que não desistia nunca.

Quando abriu a janela, levou um susto. E um beijo também! Era ele, Gerard Way em pessoa, pendurado na janela.

>>To Be Continued...